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NÚCLEO DURO

 

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A política é a arte de fazer alianças. É só derreter os fios de ouro roubados...







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segunda-feira, junho 16, 2003

Os Donos do Garfo



Nome: Arca de Noé
Designação: restaurante-tasca
Local: Arraiolos
Página na Internet: não tem
Preço médio: 15 euros
Classificação: 7,5 (de 0 a 10)

Fica mesmo em frente à Associação de Regantes do Divor, na zona velha, perto da praça. De fora parece um café antigo, prolongado para restaurante, nas salas recuadas. Preferiu-se o espaço popular, junto ao balcão, onde se bebem "mines" de pé (apesar do volume de som dos Malucos do Riso quase estilhaçar vidros). A ementa tem a cozinha alentejana quase toda, das sopas às sobremesas, com preços muito razoáveis, abaixo da concorrência mais selecta e cerimoniosa da Moagem e do Alpendre. Diz-se que a nova cozinheira deu outro alento à casa e nós acreditamos.

Pediu-se sopa de cação, pezinhos de coentrada e migas de espargos com secretos de porco preto. O empregado recomendou que se encurtasse a proposta, que era comida a mais, conselho que se revelaria correcto: mandámos para trás os pezinhos. A acompanhar cometeu-se a afronta de pedir Periquita, pela relação preço-qualidade: apareceu-nos a garrafa, mas de 1994 e o preço manteve-se nos 6,5 euros! "Deixámos praticamente de nos abastecer de vinho que não seja alentejano porque ninguém pede outro", explicou o empregado.

Entrada típica e simples: rodelas de salpicão de porco preto e um queijinho saborozíssimo, com cura demorada, e um pico acentuado.

A sopa prolongou o deleite. Absolutamente perfeita. Caldo com espessura ideal, abundante em fatias finas de pão alentejano, revelando farinha em quantidade comedida, e avinagrado no ponto, soltando os aromas dos coentros, do alho e do azeite; o peixe, servido à parte, bem grosso e consistente, como deve ser.

Quanto às migas, qualidade idêntica. O bolo de pão bem misturado com os espargos verdes, que lhe dão suavidade e cortam a gordura do azeite: a assinalar apenas um leve deslize na fritura dos alhos, demasiado cozinhados. De resto, os lombos do porco preto eram mesmo "secretos" e não febras (como se vende por aí) e vinham encimados por rodelas de laranja. Bem esgalhado.

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