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NÚCLEO DURO

 

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A política é a arte de fazer alianças. É só derreter os fios de ouro roubados...







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segunda-feira, maio 24, 2004

Escutas do Núcleo

[debate na TVI após o casamento real em Espanha. Os convidados vão comentando imagens]

Júlia Pinheiro: Aqui estamos a ver os convidados portugueses. O que é que acha do vestido da primeira-dama?
Estilista: Pois...parece-me de algum mau gosto.
Tia: Sim, também me parece
Júlia: E aqui Pedro Espírito Santo e a Pité
Tia: Sim, está muito bem, por acaso vim com ela no avião ontem e conversámos.
Estilista: O vestido é bastante próprio para a ocasião, aliás como o de todas as convidadas portuguesas, com excepção da esposa de Sampaio.
Júlia: Estamos a ver o momento em que Felipe beija Letzia na varanda. Foi um beijo muito recatado, nem sequer chegou a ser na boca...sim, confirma-se, não foi na boca, foi...
Estilista: Quase no pescoço [risos]
Júlia: Exacto, e aqui vemos um pormenor interessante, que é o facto de o príncipe usar o relógio e também a aliança na mão direita, o que não é vulgar. Isto tem alguma explicação?
Pseudo-nobre: Bom, não sei, será provavelmente uma tradição bourbónica, mas desconheço.
Tia: Como é que vê estes últimos casamentos todos com plebeias?
Pseudo-nobre: Se derem resultado, não tenho nada a dizer. Só desejo é que sejam felizes para sempre, é o meu voto.
Tia: È uma monarquia moderna...
Pseudo-nobre: Sem dúvida, a monarquia perdeu aquele carácter mítico e quase sacral que tinha...
Júlia: Mas essa é a questão, essa é a questão. É que se perde o lugar mítico e sacralizado, faz sentido continuar?
Pseudo-nobre: Evidente, porque o mecanismo em si da independência, da perenidade que o rei instila na comunidade permanece. Aquela independência dele em relação à origem da escolha, que lhe dá uma posição superior a todos os partidos e independente em relação a eles
Júlia: Eis um momento em que há de novo troca de olhares, não, não há troca de olhares, há Letizia no momento da assinatura também. Estas imagens são em diferido, neste momento o almoço da boda deste estar prestes a terminar, os autocarros para levar os convidados estão a alinhar-se aqui à nossa frente, aliás. Podemos agora vê-los na imagem e também as movimentações da polícia. Ouvem-se com frequência aviões a cruzarem os céus, ouvimos a polícia a chamar os carros dos monarcas que vão sair, é de qualquer das formas singular ouvir alguém dizer el carro de rei [risinho] del... ahn... é curioso de qualquer das formas. Cá está então a rainha a assinar. Os bourbons, os bourbons são uma família com uma vastíssima história
Pseudo-nobre: Sim, e especialmente apta, pelo menos eles sustentam esse ponto de vista, para reinar. Juan Carlos várias vezes salientou que a profissão deles é reinar, não apenas em França, mas também em Espanha, visto que após o casamento de uma das rainhas de Espanha com um Bourbon, no séc. XVIII, a varonia da casa real passou a ser Bourbon.
Júlia: Em que grau o nosso D.Duarte é primo desta família?
Pseudo-nobre: É primo por vários lados, mas pelo menos pela mulher de D. João VI, Dona Carlota Joaquina, que era filha de Carlos IV, antepassado dos reis de Espanha. Também é primo pelo lado Bourbon Duas Sicílias pela condessa de Barcelona, avó do principie das Astúrias.
Júlia: Aliás, alguém aqui comentava há pouco que quando falavam em casamento, Filipe dava como exemplo o primo Duarte...
Pseudo-nobre: O primo Duarte, é
Júlia: Que só se casou aos 50 anos. Portanto, ainda tinha algum tempo pela frente. [risos] Ora aqui temos a família Ortiz, que esteve muito bem, a mãe da noiva esteve muito bem. Imagino que tiveram uma espécie de estágio para conseguirem cumprir sem nenhuma falha todos os requisitos de uma cerimónia tão formal. De facto, o chapéu da senhora Ortiz é muito bonito.
Tia: Lindíssimo
Júlia: Chamativo e não destoa de todo, pois não Mário?
Estilista: Não, de todo. Antes pelo contrário. Uma tónica deste casamento é que havia muitos chapéus e muito originais. Muito mais do que as toiletes.
Júlia: E porquê? Os chapéus estão na moda?
Estilista: São adereços de moda em voga e a discrição desta hora impunha que as pessoas não usassem toiletes muito espampanantes
Membro do Núcleo infiltrado: Fodilhões.
Júlia: Ouvi um ruído...mas julgo que já está tudo bem. Aqui vemos a noiva a entrar na catedral, não a pé, como estava previsto, mas levada por um automóvel. Ela agora vai olhar para os jornalistas e aqui nota-se uma velha camaradagem [risos]
Tia: Aliás, ela deve conhecer vários
Júia: Naturalmente, tirando aqueles que ela terá convidado para o casamento e que estarão lá dentro. Mas aqui então ela muito simpática a cumprimentar os ex-colegas. Isto é muito bonito!

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