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NÚCLEO DURO

 

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A política é a arte de fazer alianças. É só derreter os fios de ouro roubados...







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segunda-feira, junho 14, 2004

Super Bock Super Rock

O último dia do festival valeu pelo grande concerto dos Pixies, de que falaremos numa próxima ocasião. As condições oferecidas ao público foram desastrosas. Não se compreende como é que a Música no Coração, que já anda a organizar concertos há tanto tempo, não aprendeu nada com o Rock in Rio. Não basta meter 60 ou 70 mil marmanjos no recinto, é preciso dar-lhes condições mínimas. O que se passou na sexta foi incrível: com bilhetes a 10 contos, quem quisesse beber uma cerveja tinha que esperar horas no meio de um ajuntamento caótico. Para mijar, mais valia ir até à margem do Tejo. Quem não tenha sido precavido provavelmente não comeu, dadas as filas enormes. Por fim, foram vendidos bilhetes a mais. A certa altura (no fim dos Pixies) senti-me como um daqueles peregrinos que são esmagados em Meca. O aperto foi enorme e ninguém se aleijou por sorte. O mais engraçado é que não vi nenhum jornalista escrever sobre estas coisas, que eram tão evidentes para quem estava no recinto sem "bilhete VIP". Os mesmos que criticaram Roberto Medina por "não conhecer o público português" estiveram agora calados. É preciso dizer que o Rock in Rio cheirava a marketing por todos os lados: o "maior festival do mundo" tinha um cartaz de terceira. Mas as condições dadas aos espectadores, segundo diz quem lá esteve, eram óptimas. Os organizadores portugueses deviam aprender com isso.

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