.
.

NÚCLEO DURO

 

Pub

A política é a arte de fazer alianças. É só derreter os fios de ouro roubados...







Pub







quarta-feira, junho 09, 2004

The Wall

O álbum conceptual "The Wall" causou-me uma profunda impressão nas primeiras vezes que o ouvi, teria para aí uns sete ou oito anos. Lembro-me de ir da escola primária para casa, de autocarro, a soletrar num inglês de ouvido o refrão "hey, teatchers leave the kids alone". Nessa altura, era essa a única música que poderia compreender. "The Wall" é um daqueles discos que guardo religiosamente, ainda que não o ouça muitas vezes. Posso passar um ano sem lhe pegar, mas há-de surgir o impulso de regressar àquela poética maldita. Fui ouvindo o disco nas várias fases da minha vida e continuo a emocionar-me quando volto a pegar nele. Talvez até mais agora, porque consigo ver melhor o quadro todo. Tenho mais ou menos a mesma idade do protagonista, Floyd, e passei metaforicamente por muitas das suas experiências. "The wall" é uma obra prima absoluta (só a arte pode ser absoluta) que perdura. Será que ainda a ouvirei se chegar à velhice? Não sei. É um disco sobre os 30 anos, sobre alguém que já teve tempo para viver as ilusões e desilusões básicas da vida e para perceber que o tal "muro" (que ele próprio, inadvertidamente, ajuda a erguer) existe mesmo e existirá sempre. De certa forma. "The Wall" está agora no seu zénite para mim. Daqui a umas décadas devo andar a ouvir as missas de Bach, os nocturnos de Chopin, a primeira de Mahler, ou outra dessas músicas que começam a ganhar ascendente no meu espírito.

Nobody Home (excertos)

I've got a little black book with my poems in.
Got a bag with a toothbrush and a comb in.
When I'm a good dog, they sometimes throw me a bone in.

I got elastic bands keepin my shoes on.
Got those swollen hand blues.
Got thirteen channels of shit on the T.V. to choose from.
I've got electric light.
And I've got second sight.
And amazing powers of observation.
And that is how I know
When I try to get through
On the telephone to you
There'll be nobody home.

I've got the obligatory Hendrix perm.
And the inevitable pinhole burns
All down the front of my favorite satin shirt.
I've got nicotine stains on my fingers.
I've got a silver spoon on a chain.
I've got a grand piano to prop up my mortal remains.

I've got wild staring eyes.
And I've got a strong urge to fly.
But I got nowhere to fly to.
Ooooh, Babe when I pick up the phone

"Surprise, surprise, surprise..." (from Gomer Pyle show)
There's still nobody home.

I've got a pair of Gohills boots
and I got fading roots.

0 Comments:

Enviar um comentário

Links to this post:

Criar uma hiperligação

<< Home



 

banner for http://www.eurobilltracker.com

Powered By Blogger TM