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NÚCLEO DURO

 

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A política é a arte de fazer alianças. É só derreter os fios de ouro roubados...







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quarta-feira, julho 28, 2004

Fogo na TV

Como seria de esperar, a cobertura televisiva dos incêndios tem sido pródiga em situações idiotas. Os repórteres abrem os telejornais o mais perto das chamas possível, colocando-se a si próprios em risco e depois proclamando, com orgulho encapotado, coisas como esta:

"A equipa da RTP esteve cercada pelo fogo e só com a ajuda de um extintor instalado no carro se evitou o pior"

Como também seria de esperar, a TVI vai ser um pouco mais longe. Aproximava-se o intervalo do Benfica-R Madrid e o comentador já avisava

"Vamos passar em directo para os fogos que assolam o país"

E lá estava o repórter ainda a correr na direcção das chamas da Arrábida, exaltado e a dizer para o operador de câmara filmar. Sentindo o calor das chamas nas suas costas, foi fazendo o directo avançando no sentido da câmara (contrário ao fogo). Pouco ou nada tinha para dizer. Alguém, provavelmente um bombeiro, lhe gritava para sair dali rapidamente. Será que este tipo de situações só acabarão quando algum jornalista se queimar? Muitos desconhecem o poder do fogo e a forma galopante como pode avançar. Não tomam precauções, talvez encorajados pelas suas chefias, ou pelo que a concorrência faz.
Depois temos as "histórias da vida desgraçada". As velhinhas que choram em pânico, a casa que arde, os ataques de histerismo e de choro. Os telejornais, principalmente os da TVI, chamam-lhe um figo e usam e abusam do expediente. As câmaras mostram a emoção à flor da pele, o som e a fúria. Os esclarecimentos e o rigor jornalístico estão, não é novidade, subjugados "ao que vende".




Frases Usadas

"O actual regime político é uma falsa democracia, é uma idiotice pegada, uma farsa onde os eleitos estão bloqueados pelas corporações do rectângulo continental. Essas corporações são, nomeadamente, a dos jornalistas, esses tipos a quem depois da Revolução os governos entregaram as chefias para manipularem a opinião pública e mentirem aos portugueses; a da classe política, que deixou que as outras corporações atingissem o poder; e a dos capitalistas patetas, que pagam aos comunistas e aos socialistas para não chatearem."
Alberto João Jardim, na festa anual do Chão da Lagoa

"O Estado português deve 26 milhões de contos à Madeira"
Alberto João Jardim, Idem

"O pensamento é um ser estranho ao sujeito, heterónimo e essencialmente latente. "
Wittgenstein

"It's amazing what playboy has done for me."
Gatinha

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