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NÚCLEO DURO

 

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A política é a arte de fazer alianças. É só derreter os fios de ouro roubados...







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terça-feira, agosto 10, 2004

Caros Ernesto e Imperador Romano:

Na essência, não estamos em desacordo. Opinião e factos devem surgir separados e devidamente assinalados. O imperador, já contaminado pelo estilo americano, condescende um bocado mais e acha correctos os "artigos editorializados". Eu prefiro que o jornalista não mande postas de pescada, embora seja lógico que não pode ser apenas "pé de microfone" e tem que interpretar (o que é diferente de opinar). O jornalista deve ser discreto e não pavão, como agora há muitos por aí.
Quanto à objectividade, já estou farto de ouvir gente a dizer que não há objectividade como se descobrisse que a terra é redonda. É claro que não há objectividade! Mas há regras que permitem que o jornalismo seja o mais objectivo e imparcial possível (e há géneros jornalísticos mais subjectivos, como a reportagem, mas mesmo aí há regras). O ouvir o contraditório, o citar (em vez de mandar bitaites)e, muito importante, dar espaço a fontes com opiniões contrárias às que o jornalista pessoalmente defende. Isso é um trabalho limpo, honesto, e todos nós sabemos isso.
Mantenho que disse: sou da "escola francesa" e não gosto muito de jornais que defendem causas políticas. Entre um jornal desses e um que não defenda partidas, prefiro o último. Lendo o primeiro, tenho tendência para me sentir manipulado. Mas, Tibas, se gostas de ler o "Jogo", estás à vontade.
Mas isto é a minha opinião. Como diz o outro, podem haver outras.
Bem hajam.

ps. tiberius - eu não tehno nada contra os bm´s, até gosto. Era só uma imagem alusiva a certos empresários que os conduzem e que estão sempre dispostos a sacrificar o jornalismo em prol do lucro fácil. Outra coisa: ao contrário do que dizes, eu não sou antiglobalização. Pelo contrário, eu sou um apologista da globalização. Não defendo é certas práticas despuduradas das multinacionais, tão bem descritas no livro "No Logto", de Naomi Klein.
Ernest - eu não gosto por aí além do Michael Moore. É um tipo que ficou milionário à custa do seu arqui-rival e é um manipulador. Mas acho importante que, nos dias que correm, haja uma figura como ele. O idiota tem que cair e ele ajuda.

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