Veia poética
Já que estamos com veia poética, regressemos à poesia de parede. Tal como Vostra notou com o seu olhar clínico (no seu mítico espaço "as paredes têm bocas", que entretanto parece ter abandonado para apostar nas patilhas), Coimbra é mesmo capaz de ser a capital portuguesa da poesia de parede. Não admira: é também a capital dos intelectualóides e a capital da saúde e a capital da cultura 2003 e a capital do baixo Mondego e a capital da edução e a capital dos doutores por metro quadrado e a capital das terceiras cidades da europa. No aspecto da poesia de parede, a rua Padre António Vieira está muito bem municiada. Logo junto à sede da AAC, pintadas a letras verdes este três mensagens de grande análise política (Tiberius, não fui eu que as inscrevi, a minha caligrafia é muito má? mas subscrevo):
Quanto mais ignorantes
Melhor é para os governantes
É urgente destruir a ignorância
Os ricos que paguem a crise
Mais à frente, a letras escarlates e garrafais, esta informação de interesse geral
AMO-TE TÂNIA
um pouco mais acima no sentido da universidade, um apelo assinado pelo PCTP-MRPP. Aposto que não saiu da cabeça do grande líder Garcia Pereira, mas não deixa de ser sofisticada adaptação do comunismo à sociedade do consumo de Jean Braudillard
Adere ao comunismo!
Já junto à Faculdade de Medicina, alguém ? provavelmente um frequentador dos meandros universitários - decidiu colocar esta questão à população estudantil
Há vida inteligente na universidade?
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