Casa da Música
No seu óptimo Juramento Sem Bandeira (certamente um dos melhores blogues portugueses dedicados à música), o meu ex-camarada de trabalho Vítor Junqueira alerta para problemas com a concepção da Casa da Música, no Porto. Escreve ele:
"Diz-se que na Casa da Música, mesmo depois de tanta derrapagem financeira e de tamanho atraso na inauguração, não há fosso para as orquestras e que a régie de som é insonorizada...
Como é que se faz depois? Os cantores de ópera cantam sem música ao vivo? Os técnicos de som dos concertos fazem como se tivessem a gravar um disco em estúdio, sem terem a noção do som da sala? Porque é que isto já não dá vontade nenhuma de rir?"
Não é só não dar vontade de rir. A confirmar-se, isto é escandaloso. A Casa da Música é um projecto louvável. Mas a sua concretização na prática continua a cheirar muito mal: a negociatas, corrupção e incompetência.
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