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NÚCLEO DURO

 

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A política é a arte de fazer alianças. É só derreter os fios de ouro roubados...







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sexta-feira, julho 29, 2005

Inquérito de rua

Em quem vai votar nas próximas eleições presidenciais?




DJ Carcaça, 32 anos, intelectual de esquerda

Eu voto no Manuel Alegre. Ou então no Derrida. Ou no Tom Waits.









Vostradeis, 31 anos, homem de família

Eu voto no Cavaco. Ele é a minha cara.










El Cablogue, 96 anos, referência moral da nação

Eu voto no Xuxas. Ele é a minha cara.
















Ernesto, 19 anos, jovem delinquente de bairro degradado

Eu voto no Mourinho, ele é um ganda dread.










Tiberius, 2019 anos, imperador romano sado-masoquista

Eleições? Isso é para fracos.









Zizou, 17 meses, ameba

Eu voto em branco.


segunda-feira, julho 25, 2005

Proposta de membro honorário
(secção "Água? Queres-me dar água?
Vais para a rua")




A realização de mais uma grande festa do Chão da Lagoa não me deixa dúvidas - Alberto João Jardim merece ser distinguido como membro honorário do Núcleo. Subscrevo à consideração da comunidade os documentos seguintes como testemunho do mérito da candidatura.

No mínimo, os membros do Núcleo devem atribuir ao Alberto João a Grande Ordem dos 31 Copos , máxima condecoração do Núcleo por Feitos de Elevada Grunhice. Proponho igualmente a atribuição da Ordem da Pena Sofredora ao repórter Tolentino da Nóbrega, cronista incansável das tropelias do albertjoão.

As provas:

Jardim bebeu 31 copos para festejar PSD-Madeira
TOLENTINO DE NÓBREGA


O líder madeirense
acha que Mário Soares
e Cavaco Silva são ambos candidatos da situação, "as duas faces do mesmo disco, com a mesma música"

Entre as 10.45 e as 13.00 horas, antes das intervenções políticas, Alberto João Jardim bebeu ontem 31 copos, um por cada ano de existência do PSD na Madeira. Exclusivamente de bebidas alcoólicas. Esteve, como viria a acontecer no discurso, muito mais moderado do que nos anos anteriores, ao passar abstémio em duas dezenas das 60 tasquinhas, com poucas farpas pelo meio.

Recebido no Chão da Lagoa, exactamente às previstas 10 horas e 30 minutos, com girândola de foguetes e toque do hino partidário, o líder do PSD-Madeira agradeceu, em sentido, as honras prestadas por um corpo de bombeiros, perfilhados a rigor desde a chegada dos batedores da PSP que com sirenes anunciavam a chegada do BMW descapotável, com Jardim e seu braço-direito Jaime Ramos, o "Comandante Zero", como seria apresentado pelo presidente.

No ritual da via-sacra de Jardim pelas tasquinhas, o vinho, de várias qualidade e regiões, bateu por 11-9 a cerveja local, seguindo-se cinco whiskies, dois licores, duas ponchas de aguardente, uma ginja e uma sangria. Numa excepção ao consumo de bebidas alcoólicas, provou um sumo de anona, de fabrico regional.

Quando um dirigente concelhio perguntou se queria água, o líder regional reagiu: "Água? Queres-me dar água? Vais para a rua". À volta todos brindavam com o líder. "Mulher comigo bebe". "Beee-be, beeee-be, beeeeem-be".

Na barraca do Porto Santo, canta "Pomba branca", do madeirense Max. Depois "As meninas da Camacha", no respectivo balcão. Quando as militantes da freguesia da Sé efusivamente o recebem, volta a cantar: "Minha mãe casa-me cedo/ que me dói a passarinha./ Oh filha coça c´o dedo/ que também me dói minha"

Na tenda do Jardim da Serra, manda repetir a fotografia, uma das muitas que viria a tirar com simpatizantes e visitantes. "Esta foto não vale. Agora venham as meninas para o meu lado". Para a posteridade pousa com uma continental, radicada há 15 anos no arquipélago. "Viva o Alberto João que fez da Madeira uma nação!", atirou a "forasteira". "Eu também tenho o Continente no coração", acrescentou Jardim.

De imediato aponta para o correspondente de um órgão de comunicação nacional: "Este é daqueles que dizem mal da Madeira em Lisboa. Quando for a revolução será julgado em tribunal popular", sentencia o governante. "Mulher comigo bebe", diz enquanto obsequeia uma jovem jornalista com um copo de cerveja. "Beeeee-be, beeee-be". Presente, Gabriel Drumond, deputado regional conotado com o independentismo, é promovido por Jardim a "herói da resistência".

O presidente faz o seu prognóstico das presidenciais. "Será 0-0", entre Mário Soares e Cavaco Silva, ambos "candidatos da situação", "as duas faces do mesmo disco, com a mesma música". No entanto, admite apoiar qualquer um deles, ou um terceiro (que "por enquanto não estou a ver ninguém"), caso se comprometa a realizar um "referendo constitucional para mudar este regime e desenvolver o país", tema retomada no discurso.

Pelas mudanças na Madeira questionam os jornalistas que o acompanham na ronda. "Eu só saio quando o povo quiser ou eu decidir". "Lá para o ano 2021". "Espero na minha reencarnação ainda ser presidente".

Cumprimenta outra militante.: "Passa também uma cerveja para a minha querida. Mulher comigo bebe". Mais idosa, outra apoiante promete votar em Jardim nas eleições de Outubro. "Em mim? Mas eu não sou candidato! Leve lá uma bandeirinha [laranja] para pôr na sua casa", diz como a premiar o apoio da senhora, "um exemplo para a burguesia cinzenta que não vem cá mas pede favores à Quinta Vigia". Olha à volta, como a confirmar ausências.

No pavilhão de Santa Cruz incita o presidente deposto a apoiar o novo candidato. Nova cantiga: "Casei com um velha/ da Ponta do Sol/ deitei-a na cama/ e o raio da velha/ rasgou o lençol/ (...) Voltei a deitar (...)/ ficou de pernas pr´ó ar".
"Quem é o verdadeiro cavalheiro de Portugal? Quem é? Quem é?". Perguntou e respondeu: "Alberto João Jardim!". E as mulheres repetiram em uníssono: "Alberto João Jardimmmmm!" Do líder nacional Jardim escusou a falar. "Cruzes, não falo de gente ausente".

Quase na ponta final do périplo, Jardim pede os binóculos a um emigrante e, devido à "visão catastrófica do rectângulo", gesticula um manguito "para Lisboa".



"Liberdade para a Madeira", "colonialismo nunca"


Os chuviscos e o nevoeiro, depois de um período matinal bem quente, fizeram baixar a temperatura no Chão da Lagoa quando Alberto João Jardim subiu ao palco, parecendo indiciar um discurso que defraudou as expectativas criadas pela promessa de afirmações "incendiárias".

A declaração de guerra ao "colonialismo" de Lisboa, contra os candidatos presidenciais pró-situação e o apelo à unidade para o combate autárquico na região foram temas recorrentes, praticamente sem qualquer novidade.

Da oposição regional, dos chineses e de Marques Mendes trataram os outros oradores. Jaime Ramos atacou o governo "incompetente e mentiroso", "liderado pela dupla Sampaio/Sócrates", pedindo que o futuro Presidente da República "ponha no olho da rua" o executivo em 2006, enquanto o seu filho Jaime Filipe concluiu que o líder nacional do PSD "não faz falta" na festa, onde "teria muito a aprender".

Jardim subiu ao palco e despediu-se, com "Pomba e circunstância", do compositor Eduard Elgar, director da música do último rei inglês. Ao som da cantata, praticamente a única surpresa do comício, apresentada como "coro da liberdade", o presidente do PSD-Madeira, de braços abertos, implorou aos milhares presentes que "todos dêem as mãos" e gritem "liberdade, a liberdade a que o povo madeirense tem direito". "Portugal sim, colonialismo nunca".

O país, repetiu, "está ingovernável". A sua solução passa pela mudança da Constituição ("a raiz de todos os males"), através do referendo, o que, segundo Jardim é improvável com os anunciados candidatos à Presidência da República, pela esquerda e pela direita, pois o "disco tem a mesma música dos dois lados".

Jardim acusou o PS de "travar os direitos" do madeirenses, de na região estar "aliado à Madeira velha que nos explorava" e de "continuar do lado de Lisboa a querer nos espezinhar". Em suma: "A verdadeira revolução somos nós" e "está na altura de fazermos a mudança que os partidos em Lisboa não querem fazer" ao apresentar tais candidatos a Belém.

Voltou a acusar Lisboa de fazer uma revisão constitucional que não corresponde à vontade dos madeirenses" e - contra as "leis marxistas" e "os limites que constitucionalmente foram impostos pelos cavalheiros da Assembleia da República", esses "colonialistas" que também "querem impôr à Madeira um sistema eleitoral para que quem perde as eleições ganhe na secretaria" -, prometeu "continuar a lutar pela autonomia". Também disse que não admite que o Estatuto da Região "esteja a mercê desses senhores", pois "não aceitamos que outros nos dêem ordens". "Liberdade, liberdade, liberdade na Madeira", pediu Jardim antes de encerrar o discurso, como é tradição, com o hino separatista: "Madeira és livre/ e livre serás/ cobiça mais linda/ no mundo não há"...
TOLENTINO DE NÓBREGA


(albertjoão dixit:)

"Água? Queres-me dar água?
Vais para a rua".

"Mulher comigo bebe".
"Beee-be, beeee-be, beeeeem-be"

"Minha mãe casa-me cedo/ que me dói a passarinha./ Oh filha coça c´o dedo/ que também me dói a minha"

"Eu também tenho o Continente
no coração"

"Este é daqueles que dizem mal
da Madeira em Lisboa. Quando
for a revolução será julgado
em tribunal popular"

"Eu só saio quando o povo quiser
ou eu decidir (...) Lá para o ano 2021 (...) Espero na minha reencarnação ainda ser presidente"

"Casei com um velha/ da Ponta do Sol/ deitei-a na cama/ e o raio da velha/ rasgou o lençol/ (...) Voltei a deitar (...)/ ficou de pernas pr´ó ar".

"Quem é o verdadeiro cavalheiro de Portugal? Quem é? Quem é? Alberto João Jardim!".

"Portugal sim, colonialismo nunca".

"Portugal está ingovernável"

"A Constituição é a raiz de todos
os males"

"[Presidenciais] O disco tem
a mesma música dos dois lados".

"O PS travar os direitos
dos madeirenses"

"O PS está aliado à Madeira velha que nos explorava"

"O PS continua do lado de Lisboa
a querer nos espezinhar"

"A verdadeira revolução somos nós"

"Está na altura de fazermos
a mudança que os partidos
em Lisboa não querem fazer"

"[Os] Colonialistas querem impôr
à Madeira um sistema eleitoral para que quem perde as eleições ganhe
na secretaria"

"Não aceitamos que outros
nos dêem ordens"

"Liberdade, liberdade, liberdade
na Madeira"

"Madeira és livre/
e livre serás/ cobiça mais linda/
no mundo não há"


domingo, julho 17, 2005

Vivós Noivos

Os casamentos são cada vez mais parecidos com os encontros sociais dos filmes de gangsters.
Actualizam-se conversas, matam-se saudades e chora-se o tempo perdido a viver banalidades e monotonias sem os amigos de sempre.

Tudo antes de sentar o puto na cadeira do carro e combinar o almoço de família de domingo em casa dos pais e o jantar nos sogros.

Amigos: casem-se, descasem-se e casem-se de novo mais vezes.
Vale a pena.

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Isto é só para responder a quem diz que eu quando escrevo parece um ensaio.


sábado, julho 16, 2005

Escutas do Núcleo

Ó Hilda, mete os miúdos na barraca, que isto vai dar porrada não tarda nada!

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sexta-feira, julho 08, 2005

Índex: Quintos Beatles

Stu Sutcliffe



Era pintor, vendeu um quadro, e o Lennon convenceu-o a usar o dinheiro para comprar uma guitarra-baixo e ir para Hamburgo tocar na banda dele. Era um baixista à Sid Vicious - não sabia tocar, mas tinha muita pinta a fingir que tocava. Morreu novo, em 62, como convém a uma rock star. 3+

Pete Best



Foi o primeiro baterista. Qualificações: era o único dos Beatles que tinha dinheiro para comprar uma bateria. Parece que ainda emprestou uns cobres ao Lennon. Foi sumariamente corrido por incompetência. Não se sabe se o Lennon lhe devolveu o dinheiro. Incompetência? Quer dizer que ainda era pior que o Ringo? 2

George Martin



Era o produtor dos Beatles. Ganha pontos por ter sido o produtor mais importante da história do rock e, dizia ele próprio, não gostar de música rock. E ganha mais pontos ainda por ser um Sir. Sir George Martin. Um dia gostava de ser Sir. Sir Tiberius. Soa bem. 3+

Brian Epstein



Aparentemente, foi o Epstein que apresentou o Lennon e o McCartney ao LSD. Ou talvez tenha sido o contrário. Enfim, o Epstein morreu novo, de overdose, o que dá sempre pontos na escala de rock star, mesmo para um tipo que era só manager. E inventou o nome da label dos Beatles, Apple Records, que é um nome giro. 3

Phil Spector



Depois dos primeiros quatro quintos Beatles, há uma série de marmelos com pretensões à coisa - da Yoko ao Eric Clapton passando por músicos de estúdio, roadies, etc. Esses não interessam nada. O que interessa é o Phil Spector. Ele produziu o "Let it Be" em vez do George Martin. Tinha fama de ser um génio, produziu álbuns de toda a gente nos anos 60. Mas era mais maluco que um cão com cinco patas. Durante as gravações do "Let it Be", parece que puxou duma pistola contra o Ringo, ameaçou bater no McCartney, e consumiu mais drogas que o Lennon. Não há-de ter sido por coincidência que os Beatles acabaram logo a seguir. 4

Público e Bernardo Sasseti

Por apenas 6,5 euros é possível comprar do melhor jazz que há. A colecção que o PÚBLICO está a distribuir com o jornal, à quinta-feira, é excelente a todas os níveis, com uma edição cuidada e gravações (algumas muito antigas) bem remasterizadas, ao contrário do que costuma acontecer com colectâneas baratas. O disco dedicado ao piano continha ainda uma agradável surpresa: um texto de Bernardo Sasseti admirável sobre a sua relação com os "nomes grandes" do instrumento, em registo pessoal, apaixonado, e muito bem escrito. Imperdível.


quarta-feira, julho 06, 2005

Index: pão de super ou hipermercado

Continente
nota 1

Pingo Doce de Alvalade
nota 2

Pingo Doce de Coimbra
nota 3

Pingo Doce das Caldas da Rainha
nota 4

Minipreço
nota 0-

Feira Nova
nota 1+


terça-feira, julho 05, 2005

O Índex do Núcleo

Um dos meus sites favoritos era o Book of Ratings, onde um tipo chamado Sjöberg fazia classificações avulsas de tudo o que lhe passasse na cabeça, desde os poderes do Homem Aranha a sabores de gelado.

É uma ideia muito pós-moderna, de que tudo é quantificável e tudo é sujeito a uma classificação do tipo das estrelinhas dos críticos de cinema. E como ainda por cima o Sjõberg é um sujeito cheio de piada, aquilo tinha muito graça. Até deu um livro.

Enfim, o Sjöberg fartou-se, e agora já não faz mais ratings. Para compensar essa grave lacuna na Internet, o Núcleo resolveu plagiar indecentemente a ideia do gajo inspirar-se no exemplo do Sjöberg e iniciar o seu próprio book of ratings.

Mas chamando-lhe Índex o que, como toda a gente sabe, especialmente os senhores da Porto Editora, significa ponto de referência, deslocável, que indica a leitura a fazer numa escala de certos aparelhos ou instrumentos de medida. A escala é de 0 a 5.


Índex: moedas do euro

França

Uma árvore, que simboliza "vida, crescimento, continuidade", com o "liberté, fraternité, egalité" lá pespegado. É feiosa. As moedas de 50 cêntimos para baixo são muito superiores: nessas, os franceses metem a Marianne, ora a semear os campos ora com uma cara muito zangada mas muito laroca.
3-

Portugal

Eu não queria ser negativo, mas porque é que as nossas moedas têm de ser tão feias? Uma mistelada de castelos e rosas dos ventos e esferas armilares, que simbolizam, claro, o "diálogo", a "troca de valores", a "construção da Europa". O único ponto bom é que o nome do país está escrito numa letra muito miudinha, e ainda por cima num script circular, de maneira que a maior parte dos europeus nem se vai aperceber de quem é o culpado por esta coisa pavorosa.
2-

Irlanda

A imagem é a harpa céltica. Claro que o europeu comum só sabe que aquilo é a harpa céltica se alguém o avisar. Um tipo fica a olhar para aquilo e a pensar porque é que os irlandeses metem uma lira nas moedas. Será uma homenagem aos U2? Ao Van Morrison? Ao Johnny Logan? Provavelmente também tem a ver com "vida", "continuidade" ou "diálogo".
2

Alemanha

Ah, a eficiência alemã. Aqui não vida nem diálogo nem troca de valores. Há uma águia alemã e pronto. É simples e é bonito. Não é sequer preciso ter lá escrito em lado nenhum "Deutschland" - percebe-se logo de onde a moeda é. E ter um euro alemão, não sei porquê, dá a impressão que se pode ter mais confiança na moeda do que se fosse, por exemplo, um euro italiano ou um euro grego.
4+

Vaticano

Sim, há euros do Vaticano. Não me perguntem porquê. São, como convém, moedas simples: mete-se a cara do Papa e já está. Perde alguns pontos por ainda não ter lá a cara do Rotweiller de Deus. Ganha alguns pontos porque a ideia de usar moedas com a cara do Santo Padre em jogos de azar tem a sua graça.
4


domingo, julho 03, 2005

Chega de anonimato

Num dado momento da história deste blog (ver arquivos), em que o potencial sucesso do Núcleo Duro ameaçava tornar as nossas vidas um inferno de assédio paparazzi, os membros dos membros do grupo resolveram recorrer ao anonimato por forma a manter intactas as suas vidas privadas. Foi então que surgiram os nomes Vostradeis, Ernesto, DJ Carcaça, Zizou, Tiberius e El Cablogue.

Passada uma certa euforia criada em torno do nosso blog, e porque sinto uma certa falta das miúdas a pedirem-me autógrafos, resolvi ir aos poucos revelando aqui o mistério de Vostradeis. Começo então com um retrato, que as ajudará a reconhecerem-me na rua, e que foi construído com recurso a uma ferramenta informática disponibilizada gratuitamente neste site. Se continuar a ser ignorado pela grande massa anónima, revelarei em breve o meu número de telemóvel.

Então aqui vai. Este é o Vostradeis:



 

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