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NÚCLEO DURO

 

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A política é a arte de fazer alianças. É só derreter os fios de ouro roubados...







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quinta-feira, agosto 31, 2006

Qual é o Filme?



Vê-se um homem a entrar numa loja de móveis para pervertidos. Vem o vendedor e começa o diálogo:

- Bom dia. Está à procura de algum móvel em especial?
- Sim, uma cama... mas usada.
- O que é que o excita?
- Imaginar que gente perigosa dormiu na mesma cama que eu...
- Presidiários e assim?
- Isso. Fico doidão...
- Siga-me, tenho exactamente o que necessita.

Os dois vão para uma secção de camas adquiridas em leilões de penitenciárias.

- Há alguma de que goste em especial?
- Sim, esta aqui parece bastante desconfortável... Quem dormiu aqui?
- Essa é uma clássica. Veio de San Quentin, Califórnia, e por ela passou toda uma panóplia de delinquentes, incluindo alguns ladrões de banco.
- Eh, então não. Muito banal. E esta outra?
- Essa veio de Portugal. Consta que foi usada pelo Carlos Cruz...
- Nah, pedófilos não!
- Então já sei. Por quê não leva esta outra?
- Essa parece pequena demais.
- Pois olhe que nela dormiram gajos ultra-perigosos.
- Ah, sim? Do género...
- Terroristas, comunas e gajos assim...
- Eh, pá. Isso é perfeito!!! É um pouco pequena, mas vou levar.

Qual é o Filme?

A incompetência atroz da nossa imprensa - uma investigação séria

Eu não me conformo. A nossa vil imprensa, manietada pela conspiração capitalista internacional das multinacionais neoliberais (© DJ Carcaça), procura esconder os factos. Mas o Núcleo denuncia: tivemos em Portugal durante quase um ano um jogador chamado Deivid Hulk de Souza - e só no dia em que ele se vai embora é que a nossa imprensa se digna comunicar-nos que o nome do meio dele é Hulk!

Deivid Hulk, no dia da sua transferência para a Turquia

Esta falha é particularmente gravosa quando se recorda que ele esteve um ano em Portugal a jogar numa equipa que alinha de verde! Mas compreende-se; esta é a mesma imprensa comprada que, tendo durante mais de uma década nos campos uma estrela do futebol denominada Paciência, preferiu chamar-lhe Domingos.

O Núcleo não aceita este estado de coisas, e lançou uma rigorosa investigação aos nomes do meio dos jogadores da Liga Brrwlwwin. Descobrimos alguns nomes interessantes:

Lucho Capitão América González

Ricardo Batman Quaresma (à esquerda na foto, José Batgirl Bosingwa, à direita Adelino Robin Vieirinha)

Nuno Super-Mulher Gomes

Carlos Homem Invisível Bueno

Simão Minnie Mouse Sabrosa


quarta-feira, agosto 30, 2006

Pensamentos Para Lelos



Se a carne nos restaurantes chineses é mesmo do que diz no menu, porque é que nunca aparecem chineses na necrologia do jornal?


terça-feira, agosto 29, 2006

Qual é o Filme?



Uma asiática a ver na televisão um jogo da liga norte-americana de basquetebol e a chorar. Mas não é por causa do resultado. A TV mostra um jogador que se prepara para atirar da linha de lançamento livre... é Yao Ming, o astro chinês da NBA. Um plano de detalhe apanha as mãos da jovem a segurar uma foto em que se vê o gigante dos Houston Rockets abraçado a ela. "Oh, Yao, Yao!...", suspira a rapariga com as lágrimas a escorrerem-lhe pelo rosto. Qual é o Filme?

Escutas do Núcleo [Remix AlgarveLoco2006]

- Olha, ligou o Zé Manel
- Qual Zé Manel?
- O Zé Manel.
- Ah! O Zé Manel!
- Diz que o sistema operativo dele está lento.
- Está lento. É pá, isso foi ele que formatou mal o disco.
- Quer que tu vás ver.
- Oh! Ele que leia as instruções?
[Aqui entra uma batida techno a quatro tempos e com uma sirene de ambulância como som de fundo STUNG STUNG STUNG STUNG]
Olha, ligou o Zé Manel Ah! O Zé Manel! Qual Zé Manel? O Zé Manel. Olha, ligou o Zé Manel Ah! O Zé Manel! Qual Zé Manel? O Zé Manel. Ele que leia as instruções o sistema operativo dele está lento É pá É pá tu vás ver Qual Zé Manel? leia as instruções Olha, ligou o Zé Manel Ah Ah Ah Oh! foi ele que formatou mal o disco. foi ele que formatou mal o disco. Ah! O Zé Manel! Olha, ligou o Zé Manel Olha, ligou o Zé Manel Ah! O Zé Manel! Qual Zé Manel? O Zé Manel. É pá Olha, ligou o Zé Manel Ah! O Zé Manel! Qual Zé Manel? O Zé Manel. Ele que leia as instruções É pá o sistema operativo dele está lento É pá É pá tu vás ver Ah! Qual Zé Manel? leia as instruções Olha, ligou o Zé Manel Ah Ah Ah Oh! foi ele que formatou mal o disco. foi ele que formatou mal o disco. Ah! O Zé Manel! Olha, ligou o Zé Manel É pá



ligou o Zé Manel Ah Ah Ah Oh! foi ele que formatou mal o disco. foi ele que formatou mal o disco. Ah! O Zé Manel! Olha, ligou o Zé Manel Olha, ligou o Zé Manel Ah! O Zé Manel! Qual Zé Manel? O Zé Manel. É pá Olha, ligou o Zé Manel Ah! O Zé Manel! Qual Zé Manel? O Zé Manel. Ele que leia as instruções É pá

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segunda-feira, agosto 28, 2006

Uma vez que isto está assim meio paradão, usaremos a nossa clássica e infalível táctica de redinamização do blog: inaugurar uma nova rubrica...

Pensamentos Para Lelos



Desde que me tornei membro do Núcleo Duro, uma dúvida existencial me atormenta: serei um braço ou uma perna?


quinta-feira, agosto 24, 2006

CASOS DA VIDA COMENTADOS PELO NÚCLEO

Indiano com dois pénis quer ser operado
Diário de Notícias, 20/08



"A natureza dotou-o com 2 pénis perfeitamente funcionais. Mas este cidadão indiano, de Nova Deli, com 24 anos, quer cortar um, alegando que o seu segundo sexo o impede de ter uma vida normal. E é sua intenção casar-se.
Por isso, deu entrada no hospital daquela cidade para se submeter a uma intervenção cirúrgica, informou ontem a imprensa local, citada pela France-Presse, sem especificar a identidade do indivíduo.
Trata-se de uma pessoa que sofre de duplicação peniana, ou diphallus - um problema de saúde que consta do catálogo de doenças raras. Regista-se apenas um caso em cada 5,5 milhões de homens.
Aquele cidadão indiano apresenta uma situação ainda mais rara, já que os dois pénis estão perfeitamente funcionais, quando, normalmente, apenas um se apresenta apto para cumprir as respectivas funções fisiológicas.
O primeiro caso de duplicação peniana foi documentado em 1609. (...) Dificilmente um bebé que nasça com diphallus resiste às infecções que entretanto atacam o organismo. Como tal, á muito raro encontrar um adulto com estas características anatómicas.
Esta rara doença não é exclusiva dos humanos. Está igualmente documentada noutros mamíferos, nomeadamente em porcos."




Comentário do Núcleo: Na india, há uma miríade de profissões que começaram a entrar em desuso no ocidente com a Revoloucao industrial. Pequenas oficinas, manufacturas artesanais,métodos ancestrais que prevalecem. Enquanto para os nossos lados se fala em aumentar a produtividade dos trabalhadores, ali essa questao nem se põe. Seria ridícula, intrusiva. Cada um faz o estritamente necessario para garantir a sobrevivência. O resto do tempo é dedicado à preguiça, à conversa e à oração. A organização do trabalho é, à sua maneira, solidária. Ninguém faz mais, porque fazer mais significa tirar o trabalho a outra pessoa. Todos têm direito à sua migalha, não há desempregados. O miúdo de 10 anos, para além de estudar (na melhor das
hipóteses) já tem o seu esquema de venda de amendoins na rua. A varredora limpa as frontarias das lojas e os comerciantes pagam-lhe. Os carregadores de madeira dos
crematorios de varanasi são recompensados pelas famílias dos defuntos. O homem com dois pénis funcionais manda cortar um deles, para ficar em condições de igualdade com todos os outros. Os proprios pedintes são profissionais respeitados, havendo quase a obrigação de os ajudar.
Comparando com a Índia, na europa o trabalha-se muito. O que um trabalhador europeu produz deve ser equivalente ao que 20 trabalhadores indianos fazem. E é também provável que o fodilhão europeu fodilhe mais do que o indiano, embora não haja um corpus de estudos científicos para substanciar essa matéria. De todo o modo, não me parece que os indianos sejam como os chineses; que queiram produzir mais. Esse conceito de produtividade é-lhes totalmente estranho.


terça-feira, agosto 22, 2006

Qual é o Filme?



Vê-se a equipa do FC Porto a comemorar a vitória na Taça UEFA, nos saudosos tempos do Mourinho. Os festejos seguem-se no balneário, com o habitual banho de champanhe em cuecas, quando uma cena chocante vem substituir a alegria pelo espanto geral: Capucho é surpreendido pelos outros jogadores a exibir um fio-dental encarnado, com uma aguiazinha do Benfica desenhada e tudo. Todos ficam atónitos a olhar para aquela triste figura e a coisa só não descamba para a violência porque o avançado inventou na hora uma desculpa esfarrapada do tipo: "Calma pessoal, isto é só para gozar com os gajos. Tão a ver, eu até os meto no cu!?..." Qual é o filme?


sábado, agosto 12, 2006


"Traseiro perfeito para o Verão"

Ao serviço da "conquista do rabo ideal", a revista Focus publicou um artigo que se coloca desde já como um dos favoritos ao Prémio Jornalismo de Excelência Núcleo Duro. Assinado por Andreia Rodrigues, o artigo revela dados que muito acrescentaram à nossa cultura geral, como o facto de "a maioria das mulheres preferirem os rabos brasileiros e africanos".
Mas o que o ND apreciou mais foi a tipologia de rabos, introduzida por uma nota explicativa onde se refere que "os entendidos definiram cinco tipos de traseiros". Vamos então a eles e queira a caríssima leitora (e também o caro leitor, já que a tipologia de rabos é para ambos os géneros sexuais) descobrir a que tipo corresponde:



Alargado - Destaca-se pela falta de curvas. A roupa justa realça as nádegas.

Quadrado - Caracteriza-se pela falta de cintura. A gurdura acumula-se na parte superior das ancas e os homens são os mais afectados.

Maçã - Redondo e muito liso. Pode conseguir-se com dietas, ginástica e depois de passar pelo cirurgião. Representa o tipo de nádegas perfeito.

Pêra - Tem mais volume na parte inferior do que na superior. Esta é uma forma muito comum em traseiros pequenos.

Gota - É frequente em mulheres de raça negra. Apertar as nádegas ao andar ou estar em pé ajuda a dissimular esta forma.


terça-feira, agosto 08, 2006

Qual é o Filme?



Vê-se um indivíduo à rasca numa caixa de Multibanco, a tentar lembrar o seu número secreto para conseguir levantar dinheiro: "Foda-se! Como é que era aquela merda? 7, 8, 3... não, 3, 7, 8... AAAAARGH!!!". De repente, lá se lembra. "AH!!! É isso! 3, 8, 7, 1. He, he..." Código aceite, o homem tecla "levantamentos" e pede 100 euros, mas sai apenas uma nota de vinte e aparece no ecrã a mensagem: "Lamentamos, mas com esse número-chave só tem direito a levantar essa quantia"... Qual é o filme?


segunda-feira, agosto 07, 2006

Acabe-se com o varão

Devo dizer o seguinte: a dança do varão não me entusiasma nem um pouco. É tola, repetitiva, parece que um gajo está no circo (uma vez vi, inclusive, uma stripper a dançar com a haste de uns óculos enfiada na vagina).

A única piada do varão está na mulher do varão. E por isso eu voto em acabar-se com isto e em começar-se a dançar coisas mais sofisticadas, do tipo tango em cuecas, flamenco com ligas, ou break dance em latex. É muito mais sensual e as mulheres não parecem só putas sem habilidade para a coisa.

Núcleo Moda
Não deixem morrer o fio!!!



Dando um bofetão de luva branca Dolce & Gabana na cara daqueles que nos consideram nada mais do que um bando de grunhos, o Núcleo Duro inaugura aqui a rubrica Núcleo Moda, afirmando-se, isto sim, como um bando de grunhos sofisticados. E o primeiro tema, como não podia deixar de ser, é a tanguinha ou fio-dental... ou melhor, o problema ecológico que muito nos preocupa da destanguização da rabaria da mulherada.

Afirmamo-nos como grandes defensores do fio-dental de abas subidas, que brotam para fora das calças, fisgando os nossos olhares e fantasias. Esse pequeno elemento decorativo pode parecer sem importância, mas a verdade é que transforma mulheres e meninas - de outra forma perfeitamente normalíssimas - em autênticas deusas do Kama Sutra, ao dar-lhes um ar de lascivas e badalhocas que muito nos empaudurece. Ora, essa genial invenção, uma das mais importantes da humanidade, está agora ameaçada pela chamada "backless lingerie", ou seja, o fio-dental sem o seu elemento fundamental: o fio, que floresce por cima da vestimenta.

O Núcleo pergunta às mulheres inclinadas a aderir a esta novidade se não achariam melhor, já agora, não usar nada!?... e porque não, aproveitar e trocar as calças por uma mini-saia (o que também estaria bem)!? Caso contrário, lançamos aqui um apelo: Não deixem morrer o fio-dental!!!

E agora, à imagem daqueles sites contra o abandono dos cãezinhos que colocam fotos dos bichos com carinhas tristes, aqui vão os comoventes retratos dos fiozinhos-maravilha:

Por favor, não os deixem desaparecer!!!












sexta-feira, agosto 04, 2006

Qual é o Filme?



cena:
Vê-se o Woody Allen, rodeado de gente e muito irritado, a gritar: "Desde que comecei a minha carreira, que vocês escrevem e pronunciam mal o meu apelido. Estou farto. Vejam lá se aprendem de uma vez..." Qual é o filme?... Resposta: (ver comentários)

Cornada de Cristo
Quem mandou Fidel para o hospital



Claro, só podia ter sido ele,... o cristo! Coitadinho do Fidel!!!


quinta-feira, agosto 03, 2006

CASOS DA VIDA COMENTADOS PELO NÚCLEO

Mulheres aprendem a dançar no varão para combater tédio da vida conjugal

Sónia Morais Santos (texto)
Nuno Fox (foto)
Diário de Notícias



Tem as duas mãos no varão metalizado e deixa o corpo deslizar suavemente. Teresa Mendes sobe e desce as ancas, tocando ao de leve na barra de ferro que lhe faz de parceiro. Revira os olhos, engrossa os lábios e atira a cabeça para trás. Simula prazer. Seduz. A linguagem da dança com varão é, toda ela, uma linguagem de erotismo e feminilidade. Teresa Mendes sabe-o. E, agora, transmite os seus conhecimentos a todas as mulheres que se inscrevam no workshop a que deu o nome de "Divinas - Danças com Varão", no Círculo de Dança de Lisboa.

Tudo começou há três anos. "Um dia apareceu aqui na escola de dança um professor russo especializado em cabaré." Teresa, que além de professora de dança é a proprietária da escola Círculo de Dança de Lisboa, não tinha lugar para ele, mas soube que o Champanhe, um clube de striptease em Lisboa, andava à procura de professores de dança. Ele não falava português e ela acompanhou-o. Durante três meses, aprendeu, dançou e aperfeiçoou as danças da sedução lado a lado com as bailarinas do clube de strip.

Mais tarde, ao assistir a um programa da apresentadora de televisão norte-americana Oprah Winfrey sobre uma professora de dança no varão, Teresa teve a ideia: e se eu ensinasse isto a alunas comuns, mulheres que queiram ser mais sensuais? E assim foi. As aulas estão cheias de alunas de todas as idades (já são mais de cem), e quem começa no primeiro nível não desiste enquanto não chega ao terceiro.

Teresa Mendes não deixou de ficar surpreendida com a enorme adesão. Até porque, assegura, "há ainda muito preconceito associado a este tipo de dança". Foi também por isso que a professora se preocupou em arranjar um nome positivo para este workshop: "As pessoas ainda associam a dança com varão às dançarinas de striptease. E, infelizmente, ainda há quem ligue o striptease à prostituição. Por isso, chamei a estas aulas 'divinas'. Porque acho que é como as mulheres se sentem, quando aprendem a dançar e a seduzir pela dança."

As alunas dizem que sim. Que nunca se sentiram tão sensuais. Que nem sabiam ter dentro de si tamanha carga erótica. Que estão mais femininas que nunca. Algumas vão mesmo mais longe e garantem que as relações com os companheiros nunca foram tão felizes. Inês Silva é uma das aprendizes do workshop. Diz que as "divinas" viciam: "Começamos a sentir-nos progressivamente mais femininas e isso depois repercute-se na vida do dia-a-dia."

Aprender a dançar no varão tem muito que se lhe diga. Leva tempo. E custa dinheiro. Teresa Mendes dividiu a aprendizagem em três níveis, cada um com oito horas de aulas. Cada um por 150 euros. "No primeiro nível aprende-se a descer. No segundo, a voar. No terceiro, aprende-se o mais difícil: a subir." Importante mesmo é saber sair do varão com graciosidade. "Não há nada mais triste do que fazer um brilharete no varão e depois sair dele de forma desajeitada e patética", remata Teresa enquanto exibe a sua própria elegância num sugestivo voo.

Quando as discentes sentem que já dominam a "arte" do varão, o desejo primeiro é, justamente, mostrar à cara-metade do que são capazes. E até nisso Teresa Mendes pensou. No Círculo de Dança de Lisboa há varões para alugar e até para vender. Fixos ou móveis. "Quem quiser alugar um varão paga 25 euros por dia." Quem quiser comprar terá de desembolsar 200 euros. E até há varões no mercado que têm um gancho próprio para o disfarce: "O gancho é para pendurar um vaso e enganar a sogra. Afinal, o que é que ela ia pensar se visse aquilo lá na sala do filho e da nora? Assim, com uma planta pendurada, fica muito mais versátil!"

Comentário: Ouve lá, sabes onde é que há gajas boas? Gajas mesmo mesmo mesmo boas? Gajas boas a sério, não é como a tua mãe, gajas mesmo boas? Que um gajo olha para elas...as melhores gajas, gajas mesmo boas? Mesmo mesmo a sério gajas que um gajo olha para elas ... gajas mesmo boas a sério as mais boas gajas mesmo mesmo boas a sério?


quarta-feira, agosto 02, 2006

Alta Arte
O Tigre e a Neve



Que bons são os filmes de Roberto Benigni! Em O Tigre e a Neve, além das cenas cómicas hilariantes, há a destacar a beleza de uma história de amor vivida por um protagonista apaixonante pela sua loucura... e também a poesia que invade os diálogos, o discurso, a planificação de algumas cenas. Ah, e o Tom Waits aparece a botar música. "Todas as artes estão ligadas à poesia", disse o realizador numa entrevista recente a algumas publicações estrangeiras.

À imagem de A Vida é Bela, este é um filme para rir e para chorar. Benigni explica: "A tragédia e a farsa, o riso e o pranto, constituem a essência das coisas. Creio que é normal para um humorista extrair o humor do drama. É o que fizeram Chaplin, Cervantes ou Kafka, e é a minha intenção. Fazer humor com o facto de que alguém escorregue numa casca de banana ou diga alguma parvoíce já não me parece interessante".

Sobre a sua actuação, como sempre, os críticos chatos dirão que Benigni faz de si próprio. E depois? Woody Allen também faz de si próprio e vocês fazem-lhe broches. O Tigre e a Neve é um óptimo filme, dos melhores de Benigni. Ao nível de A Vida é Bela. O melhor continua a ser O Monstro.

Aproveitamos que estamos a falar de cinema para estrear aqui uma nova rubrica, intitulada "Qual é o Filme?", uma espécie de passatempo em que o núcleo-espectador é convidado a adivinhar, a partir da descrição de uma cena, qual o filme a que se refere. A resposta aparece nos comentários.


Qual é o Filme?



Vê-se uma pessoa a ler um jornal na secção de Classificados. Um zoom apanha um anúncio que diz: "Vendem-se clones do transsexual Gisberta". Qual é o filme? ... Resposta: (ver comentários)

Perpétua para os putos

Parece que há pessoas, no meu prezado Glória Fácil mas não só, que pretendem abrir uma excepção à lei de menores, na sequência do processo Gisberta.

Baixar a idade da responsabilidade penal, como propunha a direita extremista, nem pensar; enclausurar meninos com 16 anos, horror dos horrores, insensibilidade social, repressão não é solução.

A não ser que... a vítima seja uma transexual. Se assim for então é prisão com eles, mão pesada nos miúdos, cambada de machistas e reaccionários; então, o facto de terem famílias desestruturadas e contextos sociológicos miseráveis e estarem em centros de reinserção que não funcionam não interessa para nada, são balelas da esquerda arcaica; então, a protecção da identidade dos menores é apenas um pretexto para ofuscar o processo; então, o direito à presunção de inocência antes do caso transitar em julgado já não vale nada.

Eu acho, pelo que li nos jornais, que a sentença do caso Gisberta é infeliz, fraca, demasiado suave e ligeira. Como foram dezenas de sentenças relativas a dezenas de crimes dramáticos perpetrados por adolescentes nos últimos anos. Mas não aceito que este crime seja assim tão diferente, nem que se exaltem as questões de género: os miúdos fizeram o que fizeram porque têm ódio dentro deles, porque são violentos por várias razões, porque a violência, em Portugal, existe em doses que muita gente, urbana, moderna e mundana, que se move de táxi, em zonas nobres, não conhece nem experimentou. Transformar isso num debate nacional sobre preconceitos sexuais parece-me excessivo.


terça-feira, agosto 01, 2006

Cornada de Cristo
Manifesto "Cabeçadas Para Sempre"



Em defesa de um dos momentos altos da história do futebol, que não pode ser jamais apagado das nossas memórias, venho protestar contra o exercício de censura perpetrado por aqueles que querem desviar a atenção das pessoas para aspectos laterais do desporto-rei, como golos e coisas assim. E é com um sorriso de orelha a orelha que vejo que o processo desencadeado por Zidane, com a sua célebre cornada a Materazzi na final do Mundial da Alemanha, está a espalhar-se rapidamente, não só no desporto, como na vida das pessoas em todo o mundo. Sempre que um jogador de futebol australiano atacar um adversário à cabeçada, ou um jockey espetar uma marrada no seu cavalo, ou um cabeleireiro brasileiro mandar uma cornada num polícia, o espírito da Cornada de Cristo estará presente.



 

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