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NÚCLEO DURO

 

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A política é a arte de fazer alianças. É só derreter os fios de ouro roubados...







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terça-feira, janeiro 30, 2007

Pensamento do dia:

Viva o Sporting de Braga!


segunda-feira, janeiro 29, 2007

'Expressura' informativa
Nasce uma nova rubrica



Deslumbrado com a capacidade do jornal Expresso em se apresentar como um saco cheio de papel - o que lhe valeu a alcunha de "Espesso" no tempo da Herman Enciclopédia - o ND resolveu criar esta nova rubrica, que vai trazer todas as semanas o melhor dos suplementos especiais que vêm com o semanário de referência. Os desta semana, foram:

- Dossiê Especial: Café e Chá, que abre com um texto intitulado "A Associação Industrial e Comercial do Café (AICC)", onde ficamos a saber ser o café um "elemento fundamental da hotelaria e restauração, isto é, do Canal Horeca". E sublinha: "Não existe restaurante, bar ou pastelaria que não sirva café"; Mais à frente, num artigo que aparece com o título "Chá q.b.", descobrimos que "o chá é uma bebida que revela e aprofunda a sensibilidade de quem serve/bebe";

- Dossiê Especial: Aluguer de Equipamentos - "Para situações de trabalho em terrenos de difícil deslocação para uma grua de tipo AT, com exigência de movimentação com carga guindada, ou ainda, movimentação da grua com a 'Lança de treliça' montada, estamos por via do referido exigindo a aplicação de uma grua de rastos ou grua de 'lagartas'";

- Mas a jóia da semana terá sido o Dossiê Especial: Sistemas de Informação Geográfica, onde além de um artigo apresentado com o atraente título "Os SIG'S PH acompanham a Cidadania na sua Universalidade e o potencial inovador e competitivo do QREN 2007-2013", somos brindados a seguir com um belíssimo texto da autoria de Gonçalo Magalhães Colaço, da ESRI Portugal, que se intitula "ESRI ARCGIS 9.2: A singular vantagem competitiva da verdadeira inteligência geográfica em tempo-real", e que começa assim: "A reduzida margem concedida ao erro é o grande drama da hora de extrema competitividade vivida na quotidianidade actual. É certo haver defendi(*) Popper o avanço do mundo em resultado de experiência e erro mas, neste incerto momento em que o erro chega a assumir proporções mais do que dramáticas, trágicas, talvez mais avisado seja perfilharmos o dito de Churchill segundo o qual 'só os estúpidos aprendem à própria custa, os inteligentes à custa alheia'. / Nietzshe(**), figura tutelar da pós-modernidade, admirável escritor, mui arguto psicólogo, embora não tanto como filósofo, não deixou porém de desferir um rude golpe ao positivismo, ao afirmar 'não haver factos mas apenas interpretação de'. O prestígio do positivismo ainda hoje nos domina, é certo, mas inquestionável é o acerto do nietzsheano(**) dito, retomado, aliás, pelo nosso Pessoa, tão pouco positivista como nietzsheano."

(*) - "haver defendi Popper", no original.
(**) - "Nietzshe" e "nietzsheano dito", no original.

Coméntário do ND: Lindo, uma pérola que só pode ter tido a maior aclamação entre os intelectuais do mercado dos sistemas de informação geográfica.


sábado, janeiro 27, 2007

Frases usadas
Cuidado com macacos... mas sobretudo com mulheres



"[...] Uma coisa que me surpreendeu [nos EUA] foi que neste país mulheres podem conduzir automóvel. Em meu país há ditado que diz: 'Deixar mulher conduzir carro é mesmo que deixar macaco pilotar avião'. Muito perigoso, sim. Em Cazaquistão não deixamos isso acontecer desde terrível desastre aéreo em 2002."

"[...] Em meu país quando preciso falar com mulher dizemos: 'Silêncio, mulher!' Em meu país deixar mulher ser jornalista é mesmo que deixar macaco ter pistola, sim. Muito perigoso. Isso não permitido desde massacre em jardim zoológico de Astana, em 2001."

- Borat

Chamada de última hora: Quem ainda não viu, não sabe o que perde (aqui ficam os primeiros quatro minutos do filme)


quinta-feira, janeiro 25, 2007

Olha mas que grande gaita, ó Elcablogue! Insistes então em discutir assuntos cruciais para a nação e mesmo para o mundo, transformando este espaço num aborrecido blogue de referência lido pelos amigos do Glória Fácil e do Abrupto! Então, vamos a isso, vamos a isso. Vejam como, mesmo depois das caravelas e dos heterónimos, os portugueses continuam a inovar e a trazer novas soluções para o mundo. Há um problema com terroristas? [este roxo é mesmo parolo, não é?] Então, num exercício de diplomacia arrojado, vai-se ao Irão e dança-se com elementos dos mujahedines do povo, um grupo que faz parte das listas de organizações terroristas. Tomem lá e aprendam com os grandes:


também o que é que querias, ó DJ? Ou dançava, ou eles mandavam-me explodir... Ele há decisões tramadas.


quarta-feira, janeiro 24, 2007

Justiça de Salomão III


Estou farto de manipulações idiotas. Não a conheço pessoalmente mas cada vez mais fico satisfeito por estar de consciência tranquila em todo este processo.
Estou como o Ramalho, este país é uma choldra. E quem me dera que o Miguel Vasconcelos não tivesse morrido na queda da varanda em 1640. Éramos todos mais felizes e não teríamos sido apenas vice-campeões europeus de futebol (o Casillas estava na baliza e não o Ricardo).

Justiça de Salomão II
(o Moita roubou-me o título no CM)


Entre terça e sexta-feira senti-me como aquela anedota:
Telefonema da mulher para o marido.
- Querido estou a ver na televisão que vai um tipo em contramão na ponte 25 de Abril. tem cuidado na viagem, tá?
- Um não, vão todos em contramão.

Desde então, cada vez vejo mais tipos do meu lado e a pouco e pouco a estrada volta a ser segura. Pode ser que não se saiba tudo da história mas pelo menos o que se publica deve ser correcto e sério. Eu durmo todas as noites (umas mais, outras menos) de consciência tranquila que tudo fiz para não mentir.

Os restos ficam para as estrelas dos media roerem os ossos que eu já tenho a carne.


terça-feira, janeiro 23, 2007

A justiça demora mas segue o seu caminho

Tecnucleogia
O aparelhómetro que veio revolucionar tudo


segunda-feira, janeiro 22, 2007


cala-te, ó senão parto-te a cara!
Escutas do Núcleo
[conversa entre uma velha e um condutor de um autocarro da carris, que tenta aliviá-la dos seus lamentos. Dão o prémio Nobel da paz a bombistas, mas eis a prova de que os verdadeiros merecedores de tal prebenda andam aí pelas ruas, incógnitos]
Velha [V]- Isto a vida é fácil pra uns e difícil pra outros... Uns andam aí nos luxos, outros... Enfim, é a vida.
Motorista [M] - Mas olhe que, que eu saiba, não há passes sociais no Céu. Vamos todos para lá e ninguém leva nada. Dizem que têm isto e aquilo e aqueloutro, mas deixam tudo cá, é certinho.
V - Pois é. Olhe, posso sair pela porta da frente? É que tenho pé inchado.
M - Claro, minha senhora.
V - È que há alguns colegas seus que não deixam...
M - Para quê complicar com isso... A vida já é tão complicada, não é verdade?

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sexta-feira, janeiro 19, 2007

Exmo. Dr. Elcablogue,

Diz Vossa Excelência no seu lençol publicado aqui em baixo que "ler bloques também não pode ser apenas parágrafos de 20 palavras". Nós, na facção dura do ND, discordamos profundamente. Achamos o contrário. Se Vossa Excelência estiver interessado em fazer telenovelas, recomendamos-lhe a televisão.
Aqui, Excelência, aqui estamos com o único intento de nos rirmos desta estultícia toda, porque sabemos de antemão que isto não deixará tão cedo de ser ser o que é: uma choldra ensolarada, com umas esteiras jeitosas para quem sabe ou pode.
Estamos aqui porque não nos pagam para isto, estamos para, recorrendo à lógica estupidificante que se adequa a este meio, gozar com gajos mais malucos do que nós, como este:



Disney, o império satânico, pelo Pastor Josue Yrion


quinta-feira, janeiro 18, 2007

Escutas do Núcleo

Uma mulher para dois homens: "O referendo ao aborto só deveria ser votado pelas mulheres. Só elas é que devem decidir sobre o uso a dar ao seu corpo"
Homem 1: "Então os bebés são feitos com iogurte?"
Homem 2: "Então, quando houver um referendo sobre a discriminação racial, só os pretos e os monhés é que podem votar. Só eles é que são prejudicados, não é?"

PS: O Núcleo não se associa aos termos mais controversos utilizados na conversa (como iogurte ou mulheres), cabendo a responsabilidade aos intervenientes.

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Justiça de Salomão

Sei que este blogue não é para tratar de assuntos sérios e que tenho estado muito tempo ausente.
Por isso faço duas excepções à regra: escrevo e falo de um assunto sério.

Sou jornalista há alguns anos (poucos para muitos mas para mim parece uma eternidade) mas as notícias assinadas pelos jornaleiros de referência nos últimos dias sobre a menina de cinco anos alvo de uma disputa judicial em Torres Novas têm ultrapassado os limites. Eu também acompanhei o caso e também li o processo, se calhar muito antes das “estrelas” de imprensa, rádio, TV e disco terem sequer conhecimento dele. Agora, confrontado com aquilo que é dito fico estarrecido com as alarvidades e barbaridades que são escritas e ditas por quem não conhece o processo. E mesmo aqueles que o conhecem eivam os seus textos de tomadas de posição que parecem sexo oral explícito. Há textos de opiniões mais imparciais (olhem o editorial de hoje do 24 horas) do que alguns textos escritos.
Fui um dos poucos a acompanhar a disputa de poder paternal entre o pai biológico e a mãe. A história é simples e revela bem o atraso da justiça em Portugal. Uma senhora teve uma bebé e foi dizer ao pai que ela era filha dele. Ele não acreditou. A menina foi registada como filha de pai incógnito mas o Ministério Público procurou saber quem era o pai, segundo indicações da própria mãe.
O tipo, que está solteiro, ganha 500 euros por mês e vive numa casa precária, disse às autoridades que se os testes provassem que ele era pai então iria assumir a paternidade. Ele disse isto quando a criança tinha seis meses mas já vivia há três com uma família que a queria adoptar, fazendo uso de um papel assinado pela mãe que lhes conferia plenos poderes.
Mas o papel só foi assinado pela mãe e como o pai biológico foi descoberto pelas autoridades só existia uma solução para que o casal continuasse com a miúda: que ele abdicasse dos direitos. Isso não aconteceu. Baltazar quis assumir a paternidade da criança. Isso leva a uma conclusão, a menina não podia ser adoptada porque o pai – um homem de fracos recursos mas os pobres também têm direito a ter filhos - não deixava e contra isso batatas. Como os exames demoraram a dar resultado, só um ano depois é que a miúda é perfilhada, nove meses depois de estar em casa do casal “adoptivo”. Um tempo suficiente para fazer a passagem sem traumas para a menor até porque a família de adopção – um sargento do exército cheio de coisas boas no currículo e sua mulher – sabia que não tinha hipótese legal de conseguir a criança. Excepto se tentasse furar a lei e afastasse o pai, acusando-o de abandono.
Assim, enquanto o sargento e a sua desaparecida esposa, mudam de casa como eu mudo de roupa (ou até mais), é apresentado um pedido de adopção da criança e a Segurança Social de Santarém aceita o pedido, dando-lhe provimento apesar de existir um pai. Como o Baltazar estava vivo (o que é uma chatice e ainda por cima é pobre) a solução da Segurança Social foi declarar que ele abandonou a menor. O pormenorzinho é que nunca lhe perguntaram se ele a tinha deixado. Como ele não tugiu, as assistentes sociais partiram dessa conclusão peregrina. Isto foi dito em tribunal mas nada disso é referido nas peças de referência. Eu tenho um filho. Se mo roubarem e eu não for a todas as estruturas distritais de Segurança Social dizer que eu quero o meu filho corro o risco de quem o tem pode vir a avançar com um processo de adopção, alegando que eu o abandonei.
A partir daí sucedem várias coisas. O Baltazar pede o poder poternal para retirar a criança ao casal. Mas, para o Estado (que não é o mesmo da Segurança Social) não existe aquele casal, já que a criança, à face da lei, estava nas mãos da mãe. No acórdão deste processo, que dá razão a Baltazar, a própria mãe diz que tentou reaver o filho mas o casal nunca a aceitou sequer receber. Mas isto, por milagre, nunca é referido nas peças dos jornais de referência e deferência.
Com o pai sai vencedor da disputa com a mãe, a família de “adopção” estava obrigada a entregá-lo. Mas esta recusa, invocando questões como o facto de não existir um documento ordenado pelo tribunal. Ok. Dou isso de barato. Mas com base num pormenor legal, protela-se a vida de uma criança.
Pelo contrário, os pais “adoptivos” tentam meter um recurso na Relação contra essa decisão. Mas os juízes (esses sacanas) não aceitaram o recurso, considerando que eles não eram parte legítima e os recursos deveriam ser enviados pelos pais (esses sacanas que abandonaram a criancinha). Por isso feito um recurso para o constitucional, pedindo que o recurso para a Relação fosse aceite. (Confuso, não? Mas ler bloques também não pode ser apenas parágrafos de 20 palavras) Aí, o Ministério Público concordou (e não defendeu, como diz hoje o DN) e o caso deverá ser apreciado pelos juízes do tribunal constitucional. O que não quer dizer que dê razão ao recurso. E mesmo que dê, não quer dizer que a Relação lhes dê razão (eu sei, continua confuso. mas sempre são mais perceptíveis do que os textos do Vostra). São muitos ses. Com isto, já vamos em três juízes que deram razão (em várias instâncias, é certo) ao pai.
Mas voltemos à história principal. Depois de a ter o direito legal de cuidar da filha, Baltazar apresenta uma queixa-crime contra o casal de “adopção”. Como é normal, o Ministério Público acompanha e tenta localizar os paizinhos. Mas estes continuam a mudar de morada, furtando-se às convocatórias judiciais e às notificações. O próprio capitão do sargento recusa dar a morada ou o número dele ao juiz do tribunal de Torres. Isto foi dito em tribunal mas nenhum jornal de preferência pegou nisso. O julgamento por sequestro começa e a 12 de Dezembro de 2006 o tribunal ordena a sua prisão preventiva ao abrigo deste processo. Numa das audiências, o Ministério Público questiona o arguido e pede-lhe para dizer onde está a miúda mas este recusa. E o próprio advogado do Baltazar disse que abdicava do pedido de indemnizações se a criança aparecesse. Mas isso nunca é referido nas peças de referência.
O homem é condenado a seis anos e logo se levantam as vozes contra a decisão judicial do colectivo. São já seis os juízes que, burros e estúpidos, deram razão ao pai e não à família de “adopção”. Mas os pensadores é que estão certos. Porque a menina agora tem traumas e coiso e tal. Mas se a tivessem entregue ao ano de idade (quando o pai a pediu), aos dois (por ordem do tribunal) já não existiriam traumas. Com essa lógica, o gajo que raptou a miúda na Alemanha também poderia requerer a adopção porque existia uma relação prolongada e acentuada com a jovem.
Pelo meio, faço duas perguntas. E se o Baltazar fosse militar ou tivesse dinheiro? E se fosse a mãe a apresentar a queixa-crime, exigindo reaver a menor? Os pensadores teriam a mesma opinião? (eu sei, são três perguntas)
Finalmente, a minha opinião nisto tudo. Isto é como o processo de Salomão (aquele filho do David que matou o Golias) que julgou as duas mães que disputavam um recém-nascido. Quem amar mais deve abdicar para que a menina viva. Os pais adoptivos deveriam ter recuado mais cedo antes de acentuar as ligações afectivas. E, se calhar, Baltazar deveria agora recuar e ceder a menor para evitar males maiores.
Mas a tragédia maior é este país da trata que julga tudo com base em suposições. E quem deveria ter obrigação de relatar com imparcialidade não o faz porque é mais fácil dizer que as coisas são simples e reduzir tudo a uma breve de jornal.

Quem tiver procurado o fim do texto para fugir à seca está à vontade. As gajas nuas seguem mais abaixo.

Alta Arte
Imperdível!!!



Uma nota para o erro amador da tradução do título para "Borat: Aprender Cultura da América Para Fazer Benefício Glorioso à Nação do Cazaquistão", quendo deveria ser "Borat: Aprendizagem Cultural da América para Fazer Benefício a Gloriosa Nação do Cazaquistão". No original " Borat: Cultural Learnings of America for Make Benefit Glorious Nation of Kazakhstan", o que é "glorioso" é a "nação do Cazaquistão", não o "benefício"...


quarta-feira, janeiro 17, 2007


tem duas chamadas não atendidas

Senhoras e senhores, priores, meninos e meninas, dispépticos, meladas, contumazes, excêntricos, mal resolvidos, tarados de uma maneira geral, artistas, vostradeizes, caçadores de caça grossa, gestores de hedge funds, palhaços, xadrezistas, motoqueiros, marranos, adeptos do tarot, maníacos, pantomineiros, presidentes de junta, empresários ligados ao mundo do futebol, analistas, filósofos... o ND tem o prazer de apresentar... [longa pauda para criar expectativa] dizia eu, de apresentar...
uma nova rubrica

Anedotas do Núcleo
Diz o Bush pai para o Bush filho:
Filho, estás a cometer no Iraque o mesmo erro que eu cometi com a tua mãe: Não retirei a tempo!


terça-feira, janeiro 16, 2007

As paredes têm bocas
Perdidos e achados



Lisboa. Frequento a piscina da Ameixoeira, mas costumo ir de carro e quem conduz é a minha mulher, porque eu não tenho carta. O problema é que tenho uma mente viajante e raramente presto atenção ao trajecto do automóvel. É certinho - sempre que deposito o traseiro no assento do pendura, a minha cabeça arranca antes do carro e só volta à terra quando o motor pára.

Por isso, hoje perdi-me. A V. viajou a trabalho e eu arrisquei-me a ir a pé para a piscina da Ameixoeira. Segui o caminho tentando recordar o trajecto que dia-sim-dia-não fazemos de carro e só perguntei onde estava quando tinha a certeza de nunca ter passado por ali. "Isto aqui é Telheiras!", respondeu-me uma cidadã que passeava o cão.

Perdi-me, mas encontrei isto escrito a 'spray' na parede de um prédio cor-de-rosa, na Rua Prof. Bento de Jesus Caraça (matemático 1901-1948):

ÁS 11 NO FAROL

EDGAR SÓ GOSTO DE TI QDO ESTÁS DE CU PO AR!

TUROK E LEOBOM

MANDAM PAUSA FUDIDA

... ah, e desisti da piscina. Com uma caminhada como a esta, considero mais que feito o exercício do dia - Chupa, colesterol! -. E ainda cheguei a casa a tempo de ouvir o Carlos Daniel a dizer no Jornal da Tarde: "... em Bombay, antiga Bombaim..."; que é como quem diz "... em London, antiga Londres..." ou "... em Buenos Aires, antiga Buenos Aires..."... O dia corre bem.

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domingo, janeiro 14, 2007

Top ND
Denise Reis e o seu "trompete vocal"

Top ND
Buba Car


sábado, janeiro 13, 2007

Secção "O Meu Pai Andava em Viagem"
O outro é mais 'pollos'...


Quim, actor que tem a mania que é o Zorro


Antonio Banderas, guarda-redes de clube fraquinho da Liga portuguesa

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quarta-feira, janeiro 10, 2007


Força, que ainda há esperança!
Prémio Jornalismo Excelência ND

Temos um novo candidato, publicado na edição de hoje do Correio da Manhã:

Leiria

Ritual satânico na mata

Um conjunto de objectos associados a rituais satânicos foi descoberto ontem na Mata dos Marrazes, em Leiria, por um morador na zona que andava a passear os cães. No meio da encruzilhada foram colocadas sete velas a arder, uma galinha sem cabeça, um ramo de rosas vermelhas, uma garrafa de Martini com palhinha e um maço de tabaco vazio. O conjunto estava no meio de um caminho em terra batida que passa junto ao cemitério.


[O artigo não vem assinado, mas supõe-se que a autoria (do artigo e dos actos) seja do incontestado rei dos Marrazes, ElCablogue]


sexta-feira, janeiro 05, 2007

E agora, uma nova rubrica...

As Escolhas do Professor Núcleo



Jorge Fiel é um jornalista do Expresso e tem no site daquele semanário um blog chamado "Roupa para Lavar, o blogue onde tudo pode acontecer". Os seus ensaios à volta de assuntos que muito têm preocupado o Núcleo Duro, tornam-no digno de referência. Aqui fica uma colectânea dos seus melhores nacos publicados até agora, começando pelo mais recente:

- Regras mínimas a observar na limpeza do salão
- Uma reflexão sobre o emprego suscitada pela acrobata vaginal Sonia Baby
- Um teste inesperado ao papel higiénico preto da Renova
- Sobre o flato e a dupla necessidade da sua educação e evacuação


quarta-feira, janeiro 03, 2007


Antes de viajar em férias, negócios, ou noutra qualquer circunstância, proteja-se contra os imprevistos

O melhor SMS 2006/2007:

"Olá. Sou o Saddam. Onde é que vais passar o ano? É que fiquei pendurado..."


terça-feira, janeiro 02, 2007

Escutas do Núcleo
Floresta Humana



Este 'post' era para ser integrado na nossa rubrica gastronómica "Os Donos do Garfo", mas como o Restaurante "A Floresta" - alegadamente "o mais antigo" da Guarda e o único na cidade aberto no primeiro dia do ano - não tinha o ensopado de borrego e a alternativa era um cabrito assado acompanhado de batatas fritas e arroz; e como ouvimos ali umas das afirmações mais espectaculares de sempre... aqui vão umas memoráveis Escutas do Núcleo.

O pedante velhote de chapéu e óculos de aros grossos, dono do restaurante, atira ao filho e à única empregada que baratatonteavam mais de 10 mesas esfomeadas:
- Vocês são muito lentos. Os clientes estão a ficar sem paciência!

O filho, irritado:
- Olha, não tivesses mandado os empregados embora!

Na mesa ao lado, fala-se de jornalismo... e outras coisas:
- O Cavaco foi o único que deu conta das nossas Finanças. Ele é que foi esperto. Estudou em Inglaterra, que é onde estão as melhores escolas de Economia do mundo, tirando Harvard, que é nos Estados Unidos... Minto, nos Estados Unidos há algumas outras quantas das melhores escolas... mas enfim, o Cavaco formou-se em Inglaterra. E quando o Sá Carneiro o foi buscar, ninguém dava nada por ele. Começou a trabalhar, sem grandes entrevistas... E dos gajos que tivemos na Finanças até hoje, todos uma merda, ele foi o único que trabalhou bem e endireitou a desgraça que aquilo ficou depois do 25 de Abril. Eu conheço-o bem, estive com ele em Moçambique, até lhe emprestei um carro para ele dar umas voltas com a Maria.

(...) O Adelino queria que eu fosse para a Lusa, mas ele queria que eu fosse da Opus Dei e eu disse "Nem pensar!" Preferi ficar aqui na Universidade.

(...) Eu tenho uma coisa com as mulheres, não sei..., ficam todas doidas por mim. Quando eu morava com o Adelino na Inglaterra, aos fins-de-semana saía com a mulher dele, dávamos a desculpa de que íamos às compras e... Bem, a gaja gritava comigo de prazer que era uma coisa louca! E olha que eu a ouvia a ter relações sexuais com o marido no quarto ao lado, mas ela não gemia tanto com ele. Comigo é que ela ficava louca! Era cada berro, arranhava-me todo!...

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