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sábado, outubro 10, 2015

Nomes do Núcleo

Breve tipologia dos nomes dos membros do Núcleo:

TIBERIUS

O nome do meio do capitão Kirk. Quê, julgavam que tinha a ver com romanos? Néscios.

ERNESTO


Uma homenagem sentida a Ernesto Geisel, ex-presidente do Brasil e popular modelo de gravatas-borboleta. Quê, julgavam que era da peça do Oscar Wilde? Néscios.

EL CABLOGUE



Referência ao nome carinhoso por que o consorte da Rainha Vitória a tratava na cama quando ela só vestia as suas elegantes calcinhas (nota: as cuecas da foto são genuinamente da rainha Vitória). Quê, julgavam que era um trocadalho do carrilho com o El Kabong? Néscios.

DJ SO BIG

Referência a uma célebre viagem do próprio à Tailândia em que uma funcionária da indústria hoteleira se referiu ao apêndice de DJ em termos algo jactantes; "O senhor tem um nariz muito grande." Quê, julgavam que era o penissse dele? Néscios.

VOSTRADEIS

Referência ao livro de Fernando Gonzales: "Nas suas perambulações pelas florestas e aldeias medievais, o mago Vostradeis se defronta com demônios, donzelas e escoteiros leprosos". O nome vem da donzela e do escoteiro leproso. Quê, julgavam que era do mago? Néscios.

ZIZOU

Origem desconhecida.

sábado, fevereiro 21, 2015

Faça o seu próprio VPV



A pobreza de postagens neste blog deve-se a um trabalho aturado e incessante do comité científico do Núcleo para construir um poderoso dispositivo ao serviço dos seus leitores: o gerador de colunas de Vasco Pulido Valente.

Basta substituir as partes em itálico por qualquer coisa que esteja nas notícias para fazer a sua própria coluna de Pulido Valente, biológica, sem aditivos, corantes nem conservantes, preservada em madeira de carvalho, indistinguível do produto original.

Eis então:

Portugal e ["Substantivo"]

Por Vasco Pulido Valente

Diz-se agora por aí que [coisa que se lê nos jornais]. Tal dislate só se explica por uma profundíssima ignorância e desconhecimento do que é Portugal ou a "Europa". Ainda noutro dia [figura pública qualquer] disse [num programa de televisão que ele viu] que [frase qualquer sobre um tema da moda].

Mas as coisas são como são. Como qualquer pessoa com a mais ínfima noção das coisas saberá, ["substantivo" com aspas irónicas] nunca foi assim. Basta recordar que [episódio obscuro do século XIX com uma muito vaga relação com o tema da moda].

Se [figura pública] acha que ["substantivo" com aspas irónicas], ele lá saberá. Só quem seja totalmente desprovido de cultura e, além disso, use, com frequência, um exagero de vírgulas, é que poderia achar que ["substantivo" com aspas irónicas] é ["adjetivo" com aspas de desprezo]. Só meia dúzia de "iluminados" que passeia a sua ignorância poderia pensar [ideia vagamente positiva].

Infelizmente [ideia vagamente positiva] é uma ilusão. [Portugal, a Europa e/ou o mundo] é exatamente igual ao que era no século XIX. Nada muda nunca. Quem não percebe isto não percebe nada.

quarta-feira, maio 07, 2014

Portugal 2014








Alta arte, baixas partes 

O corpo do arquiteto



 Os Cake não têm nada a ver, é só para encher os pulmões de oxigénio antes de mergulhar na cabeça do arquiteto:

  A maravilhosa máquina humana 

13 de Abril, 2014por José António Saraiva


Num concurso televisivo perguntaram a um concorrente quais eram os cinco sentidos. Sentado comodamente no sofá, fiz a pergunta a mim próprio e foi preciso algum esforço para recordar: a vista, o ouvido, o tacto, o olfacto e o… paladar. E isto levou-me a pensar no corpo e nas suas particularidades. É um esforço de leigo, com os enormes riscos de erro inerentes. Comecei por me interrogar: por que razão uma pessoa espirra? Diz-se que é um sinal de constipação ou «uma reacção alérgica». Mas eu julgo que é para expulsar impurezas que tenham entrado (ou se tenham formado) nas vias respiratórias. Quando inspiramos pó, espirramos. 


O espirro é, pois, uma espécie de 'desentupidor de canos'. Já agora, os pêlos à entrada das narinas existem, como é óbvio, para proteger as vias respiratórias dos 'intrusos'. Aliás, por essa razão, todos os orifícios do nosso corpo têm pêlos à entrada. As pestanas são uma espécie de 'cortinas' para proteger os olhos. Bem sabemos como é incómodo ter um grão de areia, por mais ínfimo que seja, dentro da vista. Só a boca não é protegida por pêlos, dado o papel que desempenha (entrada de alimentos). Mas, mesmo assim, os longos bigodes e barbas, como tinham os antigos, formavam um autêntico reposteiro à frente dos lábios.

 O tema dos pêlos - aos quais a nossa sociedade declarou guerra, a avaliar pela multiplicação das casas de depilação -, é inesgotável. Não se percebe o motivo por que tantos futebolistas mandam rapar o cabelo à navalha, ficando muito mais vulneráveis aos choques (que durante o jogo ocorrem com enorme frequência). Quanto aos pêlos nas outras zonas do corpo - tronco e pernas -, acho horrível os homens depilarem-se, mas é lá com eles.

São pêlos evidentemente dispensáveis, pois vêm do tempo em que o homem era um animal como outro qualquer e precisava de pêlo para se proteger do frio e de outras agressões do meio. Passando para os ouvidos, sabemos que produzem cera em quantidades variáveis de pessoa para pessoa. E em certas alturas a cera torna-se uma fonte de complicações, por exemplo na época de praia, pois mistura-se com a água do mar e forma um tampão que obstrui os canais auditivos.

 Já fui vítima dessa situação, que é muitíssimo desagradável. Uma pessoa fica completamente surda e com uma sensação de incomunicabilidade com o mundo exterior. Só que a cera é obviamente indispensável para lubrificar os órgãos do ouvido interno: o tímpano, o martelo e a bigorna. Tal como as peças móveis de uma máquina precisam de óleo, também as peças do ouvido precisam de lubrificante.

  Um dos 'pormenores' do nosso corpo que me fizeram mais confusão quando pensei neste tema foram as unhas. Por que temos unhas? Que falta nos fazem as unhas? Aparentemente, nenhuma - e por isso as senhoras usam-nas como simples 'adereços', pintando-as por vezes de modo extravagante e fazendo extensões para as aumentar. Mas que função têm (a não ser darem-nos o trabalho de as cortar)? Evidentemente as unhas são uma sobrevivência das garras, do tempo em que o homem era um animal caçador e usava as mãos e os pés como armas para segurar as presas.

  Já os calos, que muita gente odeia, cumprem uma função útil: caso não existissem, formar-se-ia nessa zona uma ferida. Os calos existem para protegerem a carne em zonas mais expostas e sujeitas a fricções. De certas características do 'invólucro' humano, passemos ao funcionamento interno. O meu avô materno, que era médico, costumava dizer: «Órgão que se sente, é órgão doente». Ou seja, quando um órgão funciona realmente bem, não damos por ele. É como se não existisse. Quando o estômago trabalha na perfeição, fazemos as digestões sem dar por isso. Mas quando começamos a ter azia, ou uma dorzinha, ou uma sensação de enfartamento, é porque a coisa já não está a 100%.


 Outra curiosidade. Perguntou-me um dia um médico: «Sabe por que razão urinamos com mais frequência quando está frio?». Respondi que talvez fosse porque a bexiga está contraída e tem menos capacidade. Explicou-me que não: «É porque o organismo gasta energia a manter a urina quente. Quando está frio, o organismo não quer desperdiçar energias e expulsa a urina mais vezes». E um mecanismo semelhante acontece na digestão, acrescento eu.

Por que há congestões? Porque, para fazer a digestão, o organismo concentra energias - e sangue - no aparelho digestivo. Ora, se um indivíduo fizer durante esse período um esforço grande, que exija que o sangue acorra a outra zona do corpo, retirando-o subitamente do aparelho digestivo, pode dar-se uma paragem da digestão. O organismo humano é uma máquina muitíssimo inteligente, que não devemos 'enganar'. As pessoas que tomam comprimidos por tudo e por nada fazem mal, porque estão a tornar o organismo preguiçoso ou a camuflar algum problema. As dores são um alerta: um aviso de que algo não está bem. E isso não deve ser escondido com um analgésico.

Não quer dizer que uma pessoa corra para o hospital logo que tem uma dor. Mas deve tentar perceber a sua origem, até para não insistir num comportamento que agrave o mal. Tudo no nosso corpo tem uma razão de ser. Durante muito tempo, extrair as amígdalas foi uma prática generalizada, para evitar as inflamações na garganta. Ora, veio a concluir-se que as amígdalas são como os fusíveis nas instalações eléctricas: servem para evitar males maiores. Podemos eliminar um fusível no nosso quadro eléctrico caseiro, para não termos a chatice de estar sempre a repará-lo; mas arriscamo-nos a ter um problema muito mais grave a jusante, avariando, por exemplo, um electrodoméstico. As amígdalas infectam com facilidade para evitar infecções mais graves noutros órgãos.

 A comparação do organismo humano a uma máquina, que se faz muitas vezes, só vale até certo ponto. E é perigosa. Quando uma peça de uma máquina se estraga, o único remédio é substituí-la. A peça não se arranja sozinha. Ora, um organismo vivo tem mecanismos de reparação das peças. Quando um órgão adoece, o corpo mobiliza-se para o tentar reparar. E na maior parte das vezes consegue. Os organismos animais estão preparados para enfrentar com sucesso a maior parte das doenças, agressões do meio, traumatismos, etc. As gripes curam-se por si, as feridas cicatrizam por si, os corpos estranhos (como picos encravados na carne) são expulsos.

 Haveria muitíssimo mais a dizer sobre o corpo humano, mas como o espaço é limitado só queria acrescentar outra característica decisiva que o diferencia da máquina. Uma máquina é igual aqui, na América, em Angola ou na China. Mas o organismo humano não. Ele adaptou-se aos diferentes meios onde o homem se instalou. Repare-se que os nórdicos têm as narinas finas e os africanos as narinas largas - porque, nas regiões quentes, o ar está mais rarefeito e é preciso aspirar maior quantidade para se ter o mesmo oxigénio. E o mesmo vale para a pele: um nórdico que se instale em África tem de ter muito cuidado e sorte para não contrair um cancro de pele.

No nosso corpo, quase tudo tem uma razão de ser. É preciso, pois, percebê-lo, saber ouvi-lo - e interpretar bem o que ele nos diz.

 P.S. - Esta crónica foi escrita sob fortes dores lombares, depois de o autor ter-se posto a abrir covas para plantar árvores, abusando claramente das disponibilidades do corpo.

sexta-feira, fevereiro 21, 2014

Alta arte

Legisladores tácitos



Percy Bysshe Shelley

"Poets are the hierophants of an unapprehended inspiration; the mirrors of the gigantic shadows which futurity casts upon the present; the words which express what they understand not; the trumpets which sing to battle, and feel not what they inspire; the influence which is moved not, but moves.

Poets are the unacknowledged legislators of the world."



W. H. Auden:

"Catharsis is properly effected, not by works of art, but by religious rites. It is also effected, usually improperly, by bullfights, professional football matches, bad movies, military bands and monster rallies at which ten thousand girl guides form themselves into a model of a national flag.

'The unacknowledged legislators of the world’ describes the secret police, not the poets."

segunda-feira, fevereiro 17, 2014

Mete o emprego no cu

Os americanos inventaram "job creator" para não ter de dizer "rico" ou "capitalista".

Nós também já dizemos criador de empregos (ou "empreendedores" ou coisas parecidas) - qual deus do Olimpo, cuja chama divina espalha o maná do pelos indignos mortais.

É uma chavasquice orwelliana: não há patrões, há "criadores de empregos", não há ricos, há "empreendedores", e tu que estás oito horas por dia (só oito, ó preguiçoso!) dá-te por muito contente de teres um emprego.

O que é de bom tom agora é dizer obrigado ó grande criador de empregos, por nos permitires trabalhar na glória da tua luz geradora! Que ingrato é que desdenharia a possibilidade de passar metade do seu tempo de vida a contribuir para a exaltação do criador de empregos? Talvez aqui o Johnny Paycheck:

sábado, fevereiro 08, 2014

Woody Allen: o guia do Núcleo

Após longos anos de investigação, o departamento cultural do Núcleo estabeleceu um Guia Científico para Saber se um Filme do Woody Allen é Bom ou Não, com a seguinte escala:


-filme anterior a 1986: Cristiano Ronaldo 


O estilo pode enervar um bocado, tem um dia menos conseguido de vez em quando, mas é quase tudo genial
-filme entre 86 e 98: Pauleta 


Não é genial mas cumpre. continuam a gostar muito dele em França.
-filme posterior a 1998: Postiga 



Marca um ou outro de vez em quando, às vezes sai-lhe um penalty à Panenka, mas é essencialmente uma merda.
O Woody Allen: alguns dos meus filmes favoritos são dele - basicamente tudo o que fez nos anos 70 é genial.

Mas os filmes dele feitos neste século já não são grande coisa, tirando o Match Point, e mesmo esse era hora e meia de seca para chegar à meia-hora final engraçada.

E então vi o Vicky Cristina Barcelona e esse filme é uma MERDA tão grande, uma POIA TÃO ABJETA, um estrume tão malcheiroso, que saí do filme com vontade de andar à porrada com alguém, de preferência com o próprio Allen, que é pequenino e velhote e portanto não daria muita resistência, e merecia uma sova valente por ter feito uma PUTA DUMA MERDA DUM FILME EXECRÁVEL como aquele.

Daí em diante jurei: nunca mais vejo filmes deste gajo, que está xexé.

Mas de há uns tempos para cá pus-me a rever os filmes dele, e até dei com alguns que nunca tinha visto, e são mesmo muito bons. Tudo o que vem dos anos 70 e 80 é genial, e mesmo os filmes dos anos 90, quando ele começa a ficar mais velhote e mais cabotino e mais repetitivo, também são muito bons.:

Mais: um gajo tem a ideia de que os filmes dele são sempre a mesma coisa, mas não são. O tipo foi até pioneiro de uma série de técnicas e de truques que hoje em dia são de uso corrente e parecem muito modernos.



Por exemplo - o primeiro filme dele é uma coisa chamada What's Up Tiger Lilly, que consiste em no Woody a pegar numa fita de espionagem japonesa e refazer tudo com uma dobragem avacalhada. 



Aqueles filmes todos complicados à Charlie Kaufman, que têm um filme dentro dum filme dentro dum filme? O Woody fez isso no Stardust Memories.



Os filmes a fingir que são documentários? O Woody fez isso no Zelig. Aquela coisa de segura a câmara à mão, e de ela se andar sempre a mexer? Husbands & Wives.


Ora, um fulano que fez coisas tão geniais não pode ter esquecido, pois não? Ainda há-de ser capaz de fazer alguma coisa engraçadita? Podemos perdoá-lo pelo Vicky Cristina Monte de Merda?

Foi assim que cheguei ao Midnight in Paris, cheio de boa vontade. Os críticos disseram bem do filme, várias pessoas me tinham dito que era bom.

E contudo... O filme é uma merda. Não é tão mau como o Vicky Cristina Pior Filme de Sempre, mas é mesmo assim uma merda. 

Lá está ele outra vez a lidar com os problemas sentimentais da alta-alta-burguesia. Lá estão as personagens inverosímeis e irritantes (a noiva do protagonista é uma harpia insuportável, porque é que ele ficou noivo dela?). O Woody parece que usou o primeiro parágrafo das páginas na Wikipedia para retratar os artistas todos que aparecem (Hemingway? Bêbedo e obcecado por touradas! Zelda? Bêbeda e deprimida! Etc.). A menina francesa com quem no fim o protagonista (um Woody mal disfarçado) fica tem um terço da idade dele.

Mas enfim, a conselho do Cablogue, fui ver o Blue Jasmine, e gostei. Lá está, não é nenhum CR7, mas é um jogo bom do Postiga, esforçado, combativo. Verem mais filmes do Woody depende do que acharem do Postiga (e de acharem se o homem é pedófilo ou não (o Woody, não o Postiga)). 

Senão, ide ver estes, que são todos geniais:


segunda-feira, novembro 25, 2013

Índex do Núcleo: Escala de Fezes Bristol

Indubitavelmente, uma das rubricas menos populares deste blog é o Índex do Núcleo, onde se classificam coisas avulsamente. A pedido de rigorosamente nenhuma família, a rubrica é aqui ressuscitada.

Índex, como toda a gente sabe, especialmente os senhores da Porto Editora, significa "ponto de referência, deslocável, que indica a leitura a fazer numa escala de certos aparelhos ou instrumentos de medida". 


A escala é de 0 a 5. Hoje: os excrementos humanos segundo a tipologia da escala de fezes Bristol.
 
 
Tipo 1: pedaços separados e duros
 
Pequenos cagalhotos que, na prestigiada descrição Bristol, são "difíceis de passar". Ninguém gosta disso. Nota: 2
 
Tipo 2: forma de salsicha, com altos
 
Ora, aqui temos um cagalhão mais tradicional, um pouco conservador, mas um dejeto másculo que não envergonha. Nota: 4
 
Tipo 3: forma de salsicha, com fendas à superfície
 
Mais um cagalhão que segue a tradicional forma assalssichada, mas a história das fendas é preocupante. Nota: 3
 
Tipo 4: forma de salsicha ou cobra
 
"Macio ou suave", descreve a escala Bristol, o que me faz pensar - quem é que fez o trabalho de medir as texturas? Terá usado luvas? Nota: 4
 
Tipo 5: bolas macias com arestas bem definidas
 
Dizem os da escala que estas são "fáceis de passar". Parecem McNuggets. Se calhar são McNuggets. Nota: 3
 
Tipo 6: pedaços fofos com formas irregulares
 
Esteticamente desagradáveis. Deem-nos as nossas salsichas. Nota: 2
 
Tipo 7: Aguado, COMPLETAMENTE LÍQUIDO
 
É engraçado como na escala eles avisam que este é COMPLETAMENTE LÍQUIDO, tudo em caixa alta, como que a dizer "este não convém agarrar com as mãos". Em todo o caso, lamento mas já temos um ou dois orifícios de onde disparar dejetos COMPLETAMENTE LÍQUIDOS. Ao cagalhão exige-se-lhe um mínimo de consistência. Nota: 0


domingo, novembro 24, 2013

Os debates do Núcleo

Portugal, que futuro? Do que precisa o país para dar a volta à crise


Cablogue: Isto precisava era de um D. João II (na foto a levar um broche à moda do século XV).

Ernesto: Isto precisava era de um Sócrates.




Vostradeis: Isto precisava era de um Cavac... Quê, o Cavaco ainda aí está?
Então eu também digo um Sócrates.
 
 
 
Tiberius: Isto precisava era de um Bokassa.  
 
 
DJ So Big: Isto precisava era de um Xi Jinping.
 
 
Zizou: Quê, há uma crise?
 


domingo, novembro 17, 2013

Oh Fettel, fai lefar nas fentas

O professor Alcides Gnade, primo emigrado do prof. Alcides Graça,  está sempre disponível para elucidar os leitores sobre dúvidas quanto à língua alemã. Hoje, perguntamos-lhe: como é que ao certo se pronuncia o nome do campeão de fórmula 1 Sebastian Vettel.

"Ora, como os iniciados na filologia germânica saberão, na língua de Goethe a letra "w" assume as propriedades normalmente atribuídas ao "v" nas línguas de derivação latina. Por sua vez, o "v" é lido com uma sonoridade próxima do "f", um pouco como em espanhol o "v" se assemelha mais ao "b".

Além disso, convém recordar que, em alemão, a letra W se pronuncia "vê" e a letra V se pronuncia "fau". Dessa forma, a famosa marca automóvel VW não se lê "vê-dablio", mas sim "fau-vê".

Posto este circunlóquio, esclarecemos que o nome de Sebastian Vettel não se pronuncia "vé-tel", mas sim "fê-tle". Como poderão aqui confirmar, lido pelo próprio."


À parte as esclarescências do prof. Alcides Gnade, esclareço eu que a velha história de que a palavra "saudade" só existe em portuguesa e que é uma emanação única e intraduzivel da alma lusitana e etc. e tal é tudo uma treta. Os alemães têm uma palavra que quer dizer exatamente o mesmo, Sehnsucht. Ora vão ao google translate ver se não é verdade.

sábado, setembro 21, 2013

Tesourinhos de Portugal

 
 
O DJ So Big!, normalmente um farol de sensatez (nah, na verdade ele costuma portar-se como um vândalo bêbedo), aderiu ao divertimento nacional de fazer pouco dos cartazes de campanha das autárquicas.

Pelos vistos, o único impacto destas eleições é estar toda a gente na Internet a troçar de cartazes, até porque as televisões se recusam a falar no assunto.

Instalada nos seus escritório em Lisboa ou (em muito menor escala) no Porto, a parolada tuga ri-se do “povo”, troca “tesourinhos”, quase sempre das campanhas das terras mais pequenas e mais pobres, ou das listas independentes.

Ha ha ha, olha para estes parolos que não sabem photoshop. Hi hi hi olha para aqueles poucachinhos que não têm agências de comunicação. Quiá quiá quiá olha para estes que são feios e não têm conselheiros de marketing.

Passam estes tesourinhos de Portugal o dia no facebook a trocar os seus cromos com um totalmente imerecido sentimento de superioridade. Não sabem nem querem saber nada do “país profundo” ou do “país real”. Do poder local só conhecem os estereótipos boçais das “rotundas” e a mão-cheia de escandaleiras que chegam aos jornais. Se for preciso ainda acreditam nas patranhas de que é por por haver uma piscina em Soure ou um parque infantil em Serpa ou uma autoestrada em Santarém que o país está de rastos.

Vergonha, oh So Small, contribuíres para este nacional-engraçadismo no sagrado território do Núcleo. Os outros, continuai lá a trocar os vossos tesourinhos. Já constatámos todos que os melhores políticos são os que têm cartazes finórios e excelentes capacidades de comunicação.

domingo, setembro 01, 2013

Samicas de caganeira


Vem Joane, o Parvo, e diz ao Arrais do Inferno:

PARVO Hou daquesta!
DIABO Quem é?
PARVO Eu soo.
É esta a naviarra nossa?
DIABO De quem?
PARVO Dos tolos.
DIABO Vossa.
Entra!
PARVO De pulo ou de voo?
Hou! Pesar de meu avô!
Soma, vim adoecer
e fui má-hora morrer,
e nela, pera mi só.
DIABO De que morreste?
PARVO De quê?
Samicas de caganeira.
DIABO De quê?
PARVO De caga merdeira!
Má rabugem que te dê!
DIABO Entra! Põe aqui o pé!
PARVO
Houlá! Nom tombe o zambuco!
DIABO
Entra, tolaço eunuco, que se nos vai a maré!
PARVO
Aguardai, aguardai, houlá! E onde havemos nós d'ir ter?
DIABO
Ao porto de Lucifer.
PARVO
Ha-á-a...
DIABO
Ó Inferno! Entra cá!
PARVO
Ò Inferno?... Eramá... Hiu! Hiu! Barca do cornudo. Pêro Vinagre, beiçudo, rachador d'Alverca, huhá! Sapateiro da Candosa! Antrecosto de carrapato! Hiu! Hiu! Caga no sapato, filho da grande aleivosa! Tua mulher é tinhosa e há-de parir um sapo chantado no guardanapo! Neto de cagarrinhosa!
Furta cebolas! Hiu! Hiu! Excomungado nas erguejas! Burrela, cornudo sejas! Toma o pão que te caiu! A mulher que te fugiu per'a Ilha da Madeira! Cornudo atá mangueira, toma o pão que te caiu!
Hiu! Hiu! Lanço-te üa pulha! Dê-dê! Pica nàquela! Hump! Hump! Caga na vela! Hio, cabeça de grulha! Perna de cigarra velha, caganita de coelha, pelourinho da Pampulha! Mija n'agulha, mija n'agulha!

segunda-feira, julho 08, 2013

O retrato de uma geração



Segue-se a lista das etiquetas de todos os posts do Núcleo. Creio que os historiadores do futuro não precisarão de mais para compreender o século XXI.


2009A tua Cara não me é EstranhaAbsintoAcademia NúcleoAlcopopsAlex Del PieroAlgarveAli GAlta ArteAmericanicesanedotas do núcleoanimaisAntoine Dodsonapartheidapostas do núcleoAppleArrogantioAs coisas que eu aprendiAs Paredes Têm BocasbandexbarbárieBenficaBill MaherBlack FrancisblogsBluefingerbonita camisa FernandinhobovinosBrad PittbrasileiradaBrian ReganbriosabrochesBruno AleixoBurrosCabeçadas históricasCabloguecabritoCadernos de Lanza-dongcakeCalçõezinhos ridículosCaniggiacapitalismoCaption ContestCarequinha javardolasCarlos QueirozCassanocenourasCERNcervejaChampionsCharles Mansonchristopher walkenChurchillCientologiaCinemacitações do NúcleocoelhoscomemoraçõesComics do NúcleoComité para Obrigar o Núcleo a Assumir-seConaConselhosCoreia no Seu MelhorCornada de CristoCostaCoçação Mítica de Tomateiraculináriacães tomatívorosDadá Maravilhadantondesportivo das avesDiferenças que fazem a diferençaDJ Carcaçadj so bigDominguinhosdona júliaDonos do Garfo,dorothy parkerDragon Balldrogas saudáveisDê Voz ao CartoonEcstasyelcablogueeleiçõesemasculaçãoEmplastroErnestoEscutasespancar criançasEstatística futebólicaEtiquetaEugene Mirmaneuro 2008euro2012Expressoeça é que é eçaFallo o Caralho que ta FodaFarpasFC PortoFeminismoFIFAFighting BeerFlagsmasherflatopirismoFloribellaFloridafodazzzFrank BlackFrank CaliendoFrankyFranz FerdinandfrasesFutebolFutsal japonêsgabriel o pensadorganda malha carambagastrossexuaisgilmore girlsGoogle is evilgrande enormeguronsanGyula Grosicsgénio da bolaHerman BroodhomossexuaisHumoral da HistóriaidadesInglaterrainsultos do núcleoInternetInterpolIslândiaJack WhiteJackassjogoskilldozerLampiõesLegião Urbanaleis da robóticaLeprosaLiga PESLiga Vostra,LisboaLocandaLoglomarLondresLos bonitos recuerdos de Palmiro VostradónLuciana AbreuMagalhãesMalesanimamasManual do GrunhoManuel MachadoMaradonaMaturesMatuzaMedalhõesMegatronMellowdroneMemóriaMetro de LisboaMexiamickey avalonmilagreMiss Núcleo DuroMister CimbaMister Tmoda,molezamonarquiamorcõesmotivaçãoMourinhoMuleta NegraMundialmânfiosMúsica do caralhonaturezaNelinho BriosaNelson Alexandre PereiraNelson MandelaNigrasNo commentsnobelNoir DésirNostalgia ChickNucleomundonutellaNúcleoNúcleo DuroNúcleo InfantilNúcleo MemóriaNúcleo NostalgiaO Meu Pai Andava em ViagemO ND é mais credível do que o "Governo de Portugal"O Pai das Putao que vai acontecer ao beira beirao'neillObama,ONGorgias e bacanaisOs maiores tugas de semprepalavras interessantesPalhaço Gozopara não falar no penteadoPatetadas HertzianaspedofiliaPedro Luís e a ParedePensamentos profundospinto da costaPinto da VostraPixiespoesiapoesia nuclearPornografiaporradaPortugalprofessor MarceloprofissõesPrémios da chachaPrémios NDpubpunheteiros célebresputasPára-choquePão y CircoQuem Quer Entrar Para o Núcleo?quizRaconteursReligiãoRen and StimpyRenato Russo,ResposRicardinhoRio de Janeiro 2016RodrigoronaldosabujicesSalaSantos do NúcleoSarah SilvermanScissor SistersScott LucassdSelf DestructsodomitasSuper Bocksuperheróis do NúcleoSusan Atkinsséculo xxisérviossócratesteclistas de jazztestes do NúcleoTiberedivisietiberiusTom CruiseToni TorpedoToninho BorborigmoTop 5 FilmesTop NDTransformerstreinadores que não percebem nada de tácticatvtédioutilidadesvampiros nazisVarelasvendilhõesviagensVostraVostra-seVostradeisVostradongvuvuzelaWikileaks do NúcleoWikipédiawrestlingZeca Afôdassezezé camarinhazizouzooÍndex