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quinta-feira, novembro 29, 2012

Poesia Nuclear

Soneto do Epitáfio

Lá quando em mim perder a humanidade
Mais um daqueles, que não fazem falta,
Verbi-gratia — o teólogo, o peralta,
Algum duque, ou marquês, ou conde, ou frade:

Não quero funeral comunidade,
Que engrole "sub-venites" em voz alta;
Pingados gatarrões, gente de malta,
Eu também vos dispenso a caridade:

Mas quando ferrugenta enxada idosa
Sepulcro me cavar em ermo outeiro,
Lavre-me este epitáfio mão piedosa:

"Aqui dorme Bocage, o putanheiro;
Passou vida folgada, e milagrosa;
Comeu, bebeu, fodeu sem ter dinheiro".

---

Soneto do Pau Decifrado

É pau, e rei dos paus, não marmeleiro,
Bem que duas gamboas lhe lobrigo;
Dá leite, sem ser árvore de figo,
Da glande o fruto tem, sem ser sobreiro:

Verga, e não quebra, como zambujeiro;
Oco, qual sabugueiro tem o umbigo;
Brando às vezes, qual vime, está consigo;
Outras vezes mais rijo que um pinheiro:

À roda da raiz produz carqueja:
Todo o resto do tronco é calvo e nu;
Nem cedro, nem pau-santo mais negreja!

Para carvalho ser falta-lhe um V;
Adivinhem agora que pau seja,
E quem adivinhar meta-o no cu. 

sexta-feira, março 30, 2012

Poesia nuclear

One Perfect Rose





A single flow'r he sent me, since we met.
All tenderly his messenger he chose;
Deep-hearted, pure, with scented dew still wet--
One perfect rose.

I knew the language of the floweret;
"My fragile leaves," it said, "his heart enclose."
Love long has taken for his amulet
One perfect rose.

Why is it no one ever sent me yet
One perfect limousine, do you suppose?
Ah no, it's always just my luck to get
One perfect rose.


- Dorothy Parker

quarta-feira, abril 14, 2010

"Poesia Nuclear

Autor: Tiberius

"Pensou que mais valia lembrar-se de algo de persuasivo depressa, ou morria de frustração sexual"

Noutro dia descobri que o meu CD do Pro-Evolution Soccer está avariado. À custa de a minha miúda mais velha o atirar para a parede para ver a Branca de Neve e de o meu puto mais novo lamber o CD, a merda do disco já não trabalha. Por isso, gastei sete contos na merda do PES 2010.

"Investigadores provaram que não há melhor afrodisíaco para uma mulher que uma demonstração de dominância e força"

Antes de começar a jogar o PES 2010, resolvi manter um registo histórico do meu tempo gasto na actividade mais inútil que possa haver no universo: documentar um campeonato inteiro de PES no blog do Núcleo. Todos os dias em que faça um jogo meto uma postada com o resultado no blog.


"Chamo afectuosamente ao meu marido um garganta-azul."

Aqui entram vocês. O PES 2010 tem uma série de campeonatos, mas só alguns é que estão completos. Por exemplo:

-português, não há. Há Porto, há Sporting e há outra merda avermelhada que é o Santa Clara dos Açores ou o caralho.

-inglês e espanhol há, mas tem poucas equipas com o nome certo, e eu não tenho pachorra para mudar London FC para Chelsea ou o caralho.


"...encontra uma parceira, acasala com ela repetidamente numa maratona sexual de 24 horas"

Campeonatos a sério, há estes:

-Ligue 1 da França

-Eredivisie da Holanda

-Serie A da Itália

-acho que ainda há umas merdas da Coreia do Sul ou dos Estados Unidos ou o caralho, mas foda-se, não me vou pôr a jogar com os Red Bulls de Pyongyang.


"Frases como "és tão bonita que devias ser modelo" e "nunca conheci uma mulher como tu" podem ser clichés, mas Frank era tão bem parecido e encantador que as mulheres pareciam dispostas a acreditar nas suas pequenas mentiras."


(Olha, esta é boa para ti, oh Ernesto.)


Portanto: por votação exclusiva dos membros secundários do comité de Playstation do Núcleo – vocês -, vai-se determinar que campeonato é que eu vou jogar. França, Holanda ou Itália.


"Os estudos revelam que a mentira serve uma parte importante na estratégia de procriação do homem para parceiras de curto prazo."


Depois de votarem num campeonato, vota-se com qual das equipas desse campeonato é que eu vou jogar. Aí eu jogo os 30 jogos desse campeonato e vou fazendo actualizações no blog oficial do Núcleo.


"a oxitocina libertada durante os orgasmos dela vinculavam-lhe o cérebro e o corpo cada vez mais a Frank."

Portanto, comecem por dizer – França, Holanda ou Itália?


"Devido ao sexo, o cérebro de Ryan estava a produzir químicos que criam uma euforia, semelhante à da cocaína."

Entretanto, a proposta do Vostra:

"Imaginem todos nós com Playstations3 a jogarmos PES online na Internet, uns contra os outros. Podíamos criar uma Liga do Núcleo e tudo. Pensem nisto. Não precisam construir catedrais nem monumentos em minha honra"


"O pénis sempre ocupou um espaço desmedido nas mentes tanto de homens como de mulheres."

Não percebo oh Vostra. É com PS2 ou com PS3? PS2 ainda vá, agora comprar uma PS3, recuso-me.


"Eles receiam o que nós possamos pensar dos corpos deles e podem sentir ansiedade em relação ao formato do seu pénis."

Bom, antes de haver movimento com o projecto Vostra, digam-me lá em que campeonato eu hei-de jogar. Inspirem-se nisto:

"as fêmeas têm mais sexo com machos que lhes levam carne (…) chama-se a isto o princípio carne-por-sexo. Os machos que se revelam dispostos a oferecer comida têm mais acesso às fêmeas, aumentando as suas probabilidades de paternidade. Ryan estava no bom caminho."

sábado, abril 10, 2010

POESIA NUCLEAR

Tibérius é nome de São Bernardo.
Ernesto, de Rafeiro Alentejano.
Zizou, de Lulu da Pomerânia.
ElCablogue é nome de camelo.

Autor: Vostradeis

E não resisto a publicar o comentário de Ernesto a esta obra de arte:
"Fodazz brodas, essa merda nem rima"

terça-feira, dezembro 15, 2009

POESIA NUCLEAR

Saudações natalícias de DJ So Big!

[Sing along, Jingle Bells tune]

É Natal, é Natal
p'ra quem cheira mal
e para o So Big!
que é um grande animal
hey!
é Natal, é Natal
p'ra quem cheira mal
é que está So Big!
em enorme chavascal

Todos a chupar
gozar fornicar
bródio familiar
nosso santo lar
mamã monta cunhado
prima com o papá
a mana a mamar está
no padre que veio cá
hey!

É Natal, é Natal
p'ra quem cheira mal
o pinheiro tão bonito
lá no pedestal
hey!

É Natal, é Natal
p'ra quem cheira mal
e o tio Choninha
dá na crica da vizinha
Hey!

É Natal, é Natal
p´ra quem cheira mal
vamos todos enfardar
no nosso Portgal
Hey!

É Natal, é Natal
p´ra quem cheira mal
nasce o filho de Maria
em tamanha orgia

Mamã monta cunhado
prima com o papá
a mana a mamar está
no padre que veio cá

segunda-feira, novembro 23, 2009

POESIA NUCLEAR






Requerimento a Fernanda

Ó Fernanda, dado

que já estou cansado

do ar teatral

a que ele equivale

em todo o horário

de cada canal,

no noticiário,

no telejornal,

ligando-se ao povo,

do qual ele se afasta,

gastando de novo

a fala já gasta

e a pôr agastado

quem muito se agasta

por ser enganado.

Ó Fernanda, dado

que é tempo de basta,

que já estou cansado

do excesso de carga,

do excesso de banda,

da banda que é larga,

da gente que é branda,

da frase que é ópio,

do estilo que é próprio

para a propaganda,

da falta de estudo,

do tudo que é zero,

dos logros a esmo

e do exagero

que o nega a si mesmo,

do acto que é baço,

do sério que é escasso,

mantendo a mentira,

mantendo a vaidade,

negando a verdade,

que sempre enjoou,

nas pedras que atira,

mas sem que refira

o caos que criou.

Ó Fernanda, dado

que já estou cansado,

que falta paciência,

por ter suportado

em exagerado

o que é aparência.

Ó Fernanda, dado

que já estou cansado,

ao fim e ao cabo,

das farsas que ele faz,

a querer que o diabo

me leve o que ele traz,

ele que é um amigo

de Sao Satanás,

entenda o que eu digo:

Eu já estou cansado!

Sem aviso prévio,

ó Fernanda, prive-o

de ser contestado!

Retire-o do Estado!

Torne-o bem privado!

Ó Fernanda, leve-o!

Traga-nos alívio!

Tenha-o só num pátio

para o seu convívio!

Ó Fernanda, trate-o!

Ó Fernanda, amanse-o!

Ó Fernanda, ate-o!

Ó Fernanda, canse-o!



Euleriano Ponati

(poeta não titular)

quinta-feira, outubro 29, 2009

POESIA NUCLEAR

As noites eternas


Era p'ra sempre e p'ra meninos
Desenganos saíram felinos
Um e um, às vezes, dá três
Certo como a renda findo o mês

O Príncipe Encantado
Era, afinal, um enconado
Um gajo porreiro
Molha pouco o tinteiro

A Noiva Alquímica
Não passava de uma cínica
Em jogos de interesse
Na busca da benesse

As noites eternas
Viraram inferno
Ninguém abre pernas
No Inverno

Destrambelhado coração
Ignorância atrevida
Sobe implode o balão
É a morte é a vida!

terça-feira, outubro 20, 2009

POESIA NUCLEAR

Se queres...

Se queres que te coma
tens de te fazer ao vagalho
se t'armas em prima dona
então, eu mando pró caralho

Homem que é homem sabe beber e foder
não deixa c'o poder lhe suba à cabeça
a mim, cheira-me que vou estremecer
saúde tesão e porta da ravessa

quarta-feira, setembro 23, 2009

POESIA NUCLEAR


Poema Social

(Da série “Rimas Fodidas – jocoso ma non tropo” )

Dedicado ao Dalai Lama



Um buraco social
chamado Portugal
contentinho por aí
só com xiripititi
puta que pariu a sorte
de ter nascido em tal morte
A dor da gente ligada na televisão
fodendo por procuração
ou então, ou então
há quem case pela Igreja
dobram os sinos, que inveja!
do aparato de merdaleja
O tuga monta apartamento
hipoteca o livre pensamento
num buraco social
chamado Portugal
onde todos gostam do trabalho
“é muito interessante” e o mangalho
país de mentira, de imbecis
e de construtores civis
de futebol a álcool
da agenda no telejornal
e do trânsito infernal
valha-nos o velho tintol
o comando remoto
os canos de esgoto
viva Portugal, venceremos!
com os políticos que merecemos
andando todos sem nos ver
fingindo em vez de ser
a falar no messenger
Puta que pariu a má sorte
de ter nascido em tal morte


- Mas de que te queixas, paspalho?
Queres antes o Sudão?
S'não te orgulhas da Nação
ide também para o realíssimo caralho!

segunda-feira, setembro 07, 2009

POESIA NUCLEAR


A Putaria


dedicado ao mutíssimo grande JP Simões

eu sempre me perdi
eu sempre passei sem
nunca quis ser de ti
ai! nem de mais ninguém
eu sempre antevi
a putaria ó bem
o q'a vida fez per se
não sou disso refém

se transo sem amar
é só para provar
que cago no amor
e vibro c'o frescor
da fenda q' se estranha
e q'depois se entranha
ui! sou tão mau actor
já nem tenho pudor or or


lalala lalala
lalalala lalala
vamos todos morrer
oié!


lalalala lalala
lalala lalala
suspiro por outrém
olé!

segunda-feira, agosto 03, 2009

POESIA NUCLEAR

O esfrega-clitos

So Big! partilha
So Big! não renega
So Big! esfrega-clitos
e entrega

So Big! tão borracho
que nem se vem
So Big! a um passo
de ser alguém


(continua, mas agora não me apetece escrever, vão é todos para o caralho)

segunda-feira, maio 25, 2009

POESIA NUCLEAR

É OBRA

dou o que tenho e o que não tenho
em prol da arte da foda
empenhei o doce e húmido lenho
em mil e um trabalhos de poda

apouca Vostradeis resignado
que So Big! não passa de moda
mas Ernesto, homem avisado
diz-lhe que não, diz-lhe que é obra

em fúlgidos matagais perdida a dura pena
que Tiberius desconhece, trabalha pró Lena
vai e vem Cablogue lá do Liz
no Colombo ao domingo passeia o petiz

há quem rosne que é gratuita
esta prosa tão fortutita
são os dos salamaleques
os q'apenas fazem fretes

sexta-feira, abril 28, 2006

Poesia Nuclear

Tiberius (o morcão), moreno português,
cabelo asa de corvo; da angústia da cara,
nariguete que sobrepuja de través
a ferida desdenhosa e não cicratizada.
Se a visagem de tal sujeito é o que vês
(omita-se o olho triste e a testa iluminada)
o retrato moral também tem os seus quês
(aqui uma pequena frase censurada...)
No amor? No amor não crê (ou não fosse ele Tiberius!)
e tem a veleidade de não o saber fazer
(pois amor não há feito) de maneiras mil
que são a semovente estátua do prazer

Mas não sofre de ternura, não bebe demais e não se ri
Do que neste soneto sobre si mesmo disse...
Anda com dentes podres e cheira a chichi
Espreita fechaduras para ver nua a Alice

quarta-feira, fevereiro 22, 2006

Poesia Nuclear
Cagada

"Pffft..." é o primeiro som-vento da entranha
O respirar traz um "prrrrec" e algo se movimenta
Aquela sólida presença que tudo ali arreganha
Vai fazendo outros sons e já nada a aguenta

O corpo perde massa, mas a água ganha
Salpicos beatificam a retaguarda sebenta
Cedo se percebe uma odoridade estranha
Não é decerto alecrim, erva-doce ou menta

Deuses da latrina esfumam essa dúvida nossa
É merda, meus amigos, merda grossa
Eu bem ouvi o "ploft" que anunciou a sua queda

O adeus conturbado fez no caminho mossa
Deixando o ar aromado de escatológica fossa
E o algodão confirmou, meus amigos, era merda

Vostradeis

quinta-feira, fevereiro 09, 2006

Poesia Nuclear
Aconteceu numa padaria de Lisboa

"Ainda tem carcaças", pergunta a menina à padeira.
"Não, não há", responde-lhe ela e o Carcaça, mesmo ao lado, pensa mas não diz:
"Há Carcaça, há Carcaça, há Carcaça sim senhor."
E a menina pede duas bolinhas faz favor...

quinta-feira, fevereiro 02, 2006

Poesia Nuclear
Retrato próprio

Magro, de olhos azuis, carão moreno,
Bem servido de pés, meão na altura,
Triste da facha, o mesmo de figura,
Nariz alto no meio, e não pequeno.

Incapaz de assistir num só terreno,
Mais propenso ao furor do que à ternura;
Bebendo em níveas mãos por taça escura
De zelos infernais letal veneno:

Devoto incensador de mil deidades
(Digo, de moças mil) num só momento,
E somente no altar amando os frades:

Eis Bocage, em quem luz algum talento;
Saíram dele mesmo estas verdades
Num dia em que se achou cagando ao vento.

Manuel Maria Barbosa du Bocage
[O citador dedica à remodelação gráfica do Vostradeis]