terça-feira, agosto 31, 2004
quarta-feira, agosto 25, 2004
O VALOR DO VENTO
Está hoje um dia de vento e eu gosto do vento
O vento tem entrado nos meus versos de todas as maneiras e só entram nos meus versos as coisas de que gosto
O vento das árvores o vento dos cabelos
o vento do inverno e o vento do verão
O vento é o melhor veículo que conheço
Só ele traz o perfume das flores só ele traz
a música que jaz à beira mar em agosto
Mas só hoje soube o verdadeiro valor do vento
O vento actualmente vale oitenta escudos
Partiu-se o vidro grande da janela do meu quarto
Ruy Belo; Homem de Palavra[s]
Está hoje um dia de vento e eu gosto do vento
O vento tem entrado nos meus versos de todas as maneiras e só entram nos meus versos as coisas de que gosto
O vento das árvores o vento dos cabelos
o vento do inverno e o vento do verão
O vento é o melhor veículo que conheço
Só ele traz o perfume das flores só ele traz
a música que jaz à beira mar em agosto
Mas só hoje soube o verdadeiro valor do vento
O vento actualmente vale oitenta escudos
Partiu-se o vidro grande da janela do meu quarto
Ruy Belo; Homem de Palavra[s]
Frases Usadas
"Há disparates que fiz só para ter o prazer de os contar."
Sacha Guitry
"Só trabalha quem não gosta do que faz."
Agostinho da Silva
"Há disparates que fiz só para ter o prazer de os contar."
Sacha Guitry
"Só trabalha quem não gosta do que faz."
Agostinho da Silva
terça-feira, agosto 24, 2004
Táxi drástico - Filosofia de praça
Taxista de Lisboa, na casa dos 50, contando como faz para evitar os assaltos - em 30 anos de carreira, alegadamente não terá sofrido nenhum:
"... Tenho tido sorte, mas não é só sorte. É saber evitá-los. Eu topo-os ao longe e podem chamar à vontade que eu faço de conta que não os vejo. Pretos e ciganos tá quieto, vai lá, vai. Se tou parado numa praça e vêm pretos a pedirem para os levar para bairros manhosos eu digo logo 'isto aqui é assim, ó amigo, eu praí não vou'. E isto não é recusar serviço porque eu digo 'se quiserem deixo-vos no Rossio' e se eles aceitarem, muito bem. Senão, a mim ninguém me obriga a sair da praça. Ainda se for só um preto é como ò outro. Isto, sabe que um preto sozinho é um cordeiro. De dois pra cima é que já começa a ser um problema..."
Taxista de Lisboa, na casa dos 50, contando como faz para evitar os assaltos - em 30 anos de carreira, alegadamente não terá sofrido nenhum:
"... Tenho tido sorte, mas não é só sorte. É saber evitá-los. Eu topo-os ao longe e podem chamar à vontade que eu faço de conta que não os vejo. Pretos e ciganos tá quieto, vai lá, vai. Se tou parado numa praça e vêm pretos a pedirem para os levar para bairros manhosos eu digo logo 'isto aqui é assim, ó amigo, eu praí não vou'. E isto não é recusar serviço porque eu digo 'se quiserem deixo-vos no Rossio' e se eles aceitarem, muito bem. Senão, a mim ninguém me obriga a sair da praça. Ainda se for só um preto é como ò outro. Isto, sabe que um preto sozinho é um cordeiro. De dois pra cima é que já começa a ser um problema..."
Holocausto açoriano III
A guerra civil prossegue nos Açores. Eis as últimas do nosso agente infiltrado na polícia secreta de Ponta Delgada:
Esquadra Sede
Foram denunciadas duas mulheres, de idade desconhecida, representantes da empresa "Goldenflex" por terem burlado outros indivíduos em causa, com a venda de um colchão no valor de 4320,00 euros.
Esquadra de Ribeira Grande
Foi denunciado um indivíduo, de idade desconhecida, por ter cometido o crime de ofensas à integridade física de outro indivíduo, com uma arma branca (catana), do qual resultaram ferimentos graves, ou melhor, um antebraço partido e um corte na face.
Esquadra de Lagoa
Foi detido um homem, de 19 anos de idade, por injúrias a um Agente de Autoridade e por ter causado danos materiais em viatura policial.
A guerra civil prossegue nos Açores. Eis as últimas do nosso agente infiltrado na polícia secreta de Ponta Delgada:
Esquadra Sede
Foram denunciadas duas mulheres, de idade desconhecida, representantes da empresa "Goldenflex" por terem burlado outros indivíduos em causa, com a venda de um colchão no valor de 4320,00 euros.
Esquadra de Ribeira Grande
Foi denunciado um indivíduo, de idade desconhecida, por ter cometido o crime de ofensas à integridade física de outro indivíduo, com uma arma branca (catana), do qual resultaram ferimentos graves, ou melhor, um antebraço partido e um corte na face.
Esquadra de Lagoa
Foi detido um homem, de 19 anos de idade, por injúrias a um Agente de Autoridade e por ter causado danos materiais em viatura policial.
quinta-feira, agosto 19, 2004
A actuação dos atletas olímpicos portugueses ou as 1001 formas de se ser derrotado sem perder
Não queria estar no lugar daquela moça loira - muito bem apessoada, por sinal - que apresenta o Diário Olímpico, programa da RTP que faz um resumo das provas dos Jogos. Não deve ser pêra doce ter de anunciar, todas as noites, o descalabro da armada portuguesa em Atenas:
"Gustavo Lima voltou a desiludir na vela..."
"Na natação, Pedro Bastos teve um dia mau..."
"Acabou-se o sonho olímpico de Nuno Delgado..."
"A selecção portuguesa encerrou a sua prestação..."
"No tiro com pistola de ar, Marcos Anastácio ficou em 43 lugar, depois de falhar o alvo três vezes seguidas..."
Muito triste.
Estou mesmo em crer que, não fossem as entrevistas aos atletas, transmitidas logo de seguida, e não nos restaria outra alternativa senão o suicídio colectivo.
Sucede que com essas entrevistas faz-se luz. Percebemos, então, ouvindo as palavras dos nossos heróis, que foi tudo um engano. Que os lançamentos da pivô se sustentavam apenas em resultados, em júris suspeitos, sem ter em conta o contexto (que, como se sabe, é sempre muito importante para os atletas portugueses: sem um bom contexto, a malta não consegue nadar, nem correr, nem chutar. Está nos livros...)
Com essas entrevistas percebemos, enfim, que todas as derrotas anunciadas foram, afinal, injustiças infames ou fatalidades da Providência.
Vejamos algumas explicações dos nossos bravos:
"As condições do mar não estavam boas e havia falta de vento..." - Gustavo Lima
(Pergunta que o repórter não fez: "Então e as ondinhas do mar e a falta de vento foram só para o teu barquinho?"
"Fiquei para trás muito cedo, e depois nadei quase sempre sozinho, sem ninguém que me puxasse..." - Pedro Bastos
(Pergunta que o repórter não fez: "Então e porque é que ficaste para trás muito cedo?")
"Venho de uma lesão nos dedos..." - Nuno Delgado
(Pergunta que o repórter não fez: "Porque é que só nos dizes isso agora?")
"Jogámos bem, mas a Costa Rica beneficiou de uma expulsão de um jogador nosso muito cedo" - José Romão
(Pergunta que o repórter não fez: "Porque é que Portugal não beneficiou da sua expulsão muito cedo?")
"No preciso momento em que ia atirar, a terra tremeu um bocadinho e o alvo desviou-se. Depois comi feijão ao almoço e isso, claro, não ajudou..." - Marcos Anastácio
(Pergunta que o repórter não fez: "E porque é que não mandaste uns peidinhos antes?")
Não queria estar no lugar daquela moça loira - muito bem apessoada, por sinal - que apresenta o Diário Olímpico, programa da RTP que faz um resumo das provas dos Jogos. Não deve ser pêra doce ter de anunciar, todas as noites, o descalabro da armada portuguesa em Atenas:
"Gustavo Lima voltou a desiludir na vela..."
"Na natação, Pedro Bastos teve um dia mau..."
"Acabou-se o sonho olímpico de Nuno Delgado..."
"A selecção portuguesa encerrou a sua prestação..."
"No tiro com pistola de ar, Marcos Anastácio ficou em 43 lugar, depois de falhar o alvo três vezes seguidas..."
Muito triste.
Estou mesmo em crer que, não fossem as entrevistas aos atletas, transmitidas logo de seguida, e não nos restaria outra alternativa senão o suicídio colectivo.
Sucede que com essas entrevistas faz-se luz. Percebemos, então, ouvindo as palavras dos nossos heróis, que foi tudo um engano. Que os lançamentos da pivô se sustentavam apenas em resultados, em júris suspeitos, sem ter em conta o contexto (que, como se sabe, é sempre muito importante para os atletas portugueses: sem um bom contexto, a malta não consegue nadar, nem correr, nem chutar. Está nos livros...)
Com essas entrevistas percebemos, enfim, que todas as derrotas anunciadas foram, afinal, injustiças infames ou fatalidades da Providência.
Vejamos algumas explicações dos nossos bravos:
"As condições do mar não estavam boas e havia falta de vento..." - Gustavo Lima
(Pergunta que o repórter não fez: "Então e as ondinhas do mar e a falta de vento foram só para o teu barquinho?"
"Fiquei para trás muito cedo, e depois nadei quase sempre sozinho, sem ninguém que me puxasse..." - Pedro Bastos
(Pergunta que o repórter não fez: "Então e porque é que ficaste para trás muito cedo?")
"Venho de uma lesão nos dedos..." - Nuno Delgado
(Pergunta que o repórter não fez: "Porque é que só nos dizes isso agora?")
"Jogámos bem, mas a Costa Rica beneficiou de uma expulsão de um jogador nosso muito cedo" - José Romão
(Pergunta que o repórter não fez: "Porque é que Portugal não beneficiou da sua expulsão muito cedo?")
"No preciso momento em que ia atirar, a terra tremeu um bocadinho e o alvo desviou-se. Depois comi feijão ao almoço e isso, claro, não ajudou..." - Marcos Anastácio
(Pergunta que o repórter não fez: "E porque é que não mandaste uns peidinhos antes?")
Fahrenheit Tiberius II
Tens razão Ernesto, o imperador é um adversário perigoso. Os juízes do Quirziguistão dar-lhe-iam 8.879 pontos pela sua prova. Mas eu agora estou demasiado ocupado a ver as finais de badminton olímpico para responder à altura. Saliento apenas que as duas únicas propostas válidas de Tiberius são o seu poema em método cut-up (vou incluí-lo na minha próxima antologia) e a sugestão de convidar a Gina para participar neste blog. Ela deu-me a entender que é uma rapariga muito vivida e que está disposta a partilhar connosco seus diários íntimos (parece-me que é uma exibicionista). Aqui fica outro poema em cut-up, aproveitando as palavras do Tiberius:
no meu Fahrenheit anterior
mais velho que o cagar
é indigno
enrolado nas suas próprias palavras
as tuas tendências depravadas
Naomi
um jornal engagé
umas piruetas engraçadas
uma foto da Gina
ejaculações anteriores
Tens razão Ernesto, o imperador é um adversário perigoso. Os juízes do Quirziguistão dar-lhe-iam 8.879 pontos pela sua prova. Mas eu agora estou demasiado ocupado a ver as finais de badminton olímpico para responder à altura. Saliento apenas que as duas únicas propostas válidas de Tiberius são o seu poema em método cut-up (vou incluí-lo na minha próxima antologia) e a sugestão de convidar a Gina para participar neste blog. Ela deu-me a entender que é uma rapariga muito vivida e que está disposta a partilhar connosco seus diários íntimos (parece-me que é uma exibicionista). Aqui fica outro poema em cut-up, aproveitando as palavras do Tiberius:
no meu Fahrenheit anterior
mais velho que o cagar
é indigno
enrolado nas suas próprias palavras
as tuas tendências depravadas
Naomi
um jornal engagé
umas piruetas engraçadas
uma foto da Gina
ejaculações anteriores
quarta-feira, agosto 18, 2004
Ora zumba no Carcaça XXVIII
... e no intervalo do combate entra no ringue o treinador de DJ Carcaça.
"Estás-lhe a dar o flanco, Carcaça. Não podes, pá. Sabes que esse gajo não perdoa quando se abre o flanco. Tens que te manter na defensiva, dar-lhe a iniciativa, e nunca, mesmo nunca, falares em Americanos e Franceses no mesmo parágrafo."
... e no intervalo do combate entra no ringue o treinador de DJ Carcaça.
"Estás-lhe a dar o flanco, Carcaça. Não podes, pá. Sabes que esse gajo não perdoa quando se abre o flanco. Tens que te manter na defensiva, dar-lhe a iniciativa, e nunca, mesmo nunca, falares em Americanos e Franceses no mesmo parágrafo."
Preâmbulo
Do arrazoado de estrumeira verbal debitado lá em baixo pelo Carcaça, só há um ponto verdadeiramente importante: a Gina. O Carcaça tem fãs?! É aquele estilo dele, intelectual de Kerouac e Derrida no bolso, que faz com que elas julguem que ele é *um tipo sensível*. Não te deixes levar Gina, que o homem só lê a Bola e a revista VIP.
Fahrenheit Teolinda - Alhos, bogalhos, e...
O nosso DJ volta à carga, mas começa muito mal, porque usa a táctica mais velha do mundo:
selecciona algumas frases, retirando-as do contexto
Oh Carcaça, isso está abaixo do teu nível! O truque do fora do contexto é mais velho que o cagar! É a desculpa mais esfarrapada de quem não sabe o que responder!
É como o Goering no julgamento de Nuremberga...
Sim, disse a herr Hitler *temos de matar os judeus todos até não restar mais nenhum desses schweines*, mas está a tirar a frase do contexto, eu estava na verdade a propor aumentar o nosso orçamento de construção de sinagogas.
...ou um político de segunda classe que se arrepende do que disse quando lê as suas cavaladas em papel:
Quando eu afirmei que o Presidente tem a mioleira de uma vaca excêntrica de Cambridge, o jornalista interpretou mal o que eu queria dizer.
É indigno Carcaça, sobretudo porque no meu Fahrenheit anterior eu citei o teu texto quase inteiro - não havia mais contexto nenhum para deixar de fora! Se eu quisesse citar-te fora de contexto, fazia assim:
sou um radical de esquerda sem tolerância pelas opiniões dos outros
E pronto, cá está o homem enrolado nas suas próprias palavras. Também podia, com um pouco mais de corta e cola...
vou
convencer
A Gina
e
uma amiga
fácil
a
fazer um trabalho correcto
mas
o caralho
já não dá vazão
...elucidar o povo sobre as tuas tendências depravadas. Também podia pegar num dos teus outros posts...
Estes gajos vendem a religião, vendem primeiros-ministros, vendem pagode e futebol. Terão jeito para a coisa, mas a mim irrita-me o registo.
...para sugerir que tu és um xenófobo lepénico em potência. Mas nós estamos acima disso. O fora de contexto é grave, mas há pior.
A matriz do Público é o El Pais (isso vê-se em certas secções do jornal português, que são quase um copy paste mal feito do diário madrileno). E qual foi a matriz do El Pais? Certamente que o Le Monde dos tempos áureos foi uma referência importante
Oh porra, mas que é que a porra dos outros pasquins têm a ver com a conversa, porra? Eu escrevi que gosto do Le Monde, e a ideia era que o Le Monde, tal como outros bons jornais franceses, tem uma clara perpectiva política. É um jornal engagé.
O Le Monde ou o Libé, ao contrário do Humanité, que também não era chamado à conversa, têm uma perspectiva e uma ideologia, sem serem porta-microfones de patrões políticos.
Mas disto o Carcaça não fala. Em vez disso, pega em mais bogalhos sob a forma do Mário Mesquita e da Bélgica, que estavam muito bem no seu lugar e não tinham de ser arrastados para a conversa.
A seguir...
E daqui, querida Gina, chegamos à questão da "escola americana"
Aqui, Tiberius faz uma extrapolação . Acha ele que eu acho que o jornalismo americano, como tudo o que é americano, é mau, até maligno
Tiberius não fez extrapolação nenhuma. Tiberius (que começa a achar muito divertido falar de si próprio na terceira pessoa) limita-se a notar que Carcaça usa americano como insulto. Voltem lá abaixo a uma das ejaculações anteriores do Carcaça, e vêm que é assim.
É mais um caso de bogalhagem, e os bogalhos continuam a chover:
Tiberius parece confundir esferas
Com esta tirada lapidar, Tiberius fica de facto com as esferas confundidas.
eu nunca disse que o ensaio que a Naomi escreveu é descomprometido (e também não digo que todo o jornalismo de causas seja mau
Tiberius também nunca disse que tu tinhas dito que ensaio da Naomi é descomprometido. Tiberius disse que o ensaio da Naomi é uma merda. Do jornalismo de causas, ainda ninguém tinha falado.
Uma coisa é o domínio pessoal, uma conversa de amigos (que, no fundo, é o que este blog despretensioso é. Aqui podemos ser todos reis do bitaite), outra coisa é o que se publica num jornal que vai ser lido por milhares.
O regresso dos bogalhos: o problema da Naomi e do Moore não é as coisas serem publicadas num blog ou num jornal. Não é eles mandarem bitaites. O problema é a reacção do Carcaça à manipulação e à demagogia.
O Carcaça dizia, no tal post lá no fundo, que as tropelias do Moore e da Naomi não fazem mal porque contribuem para derrotar o idiota. É a lógica de os fins justificarem os meios, que dá sempre mau resultado.
nunca disse que o que o Moore faz é jornalismo
Tiberius (hehehe, isto é giro) nunca disse que tu disseste. Mas a tua resposta bogalhosa é sintomática. Ou seja, o Moore pode dizer as alarvidades que quiser, como não é jornalista não faz mal. O Carcaça acha que só os jornalistas é que estão obrigados a ser honestos.
o mesmo que pensar que ao comunicar-vos que vou agora mandar um sms à Gina para ver se ela quer vir comigo a um recital de Teolinda Gersão vos estou a insultar.
Teolinda Gersão? TEOLINDA GERSÃO? TEOLINDA GERSÃO?!?! Carcaça, foste longe demais!!!!! Agarrem-me que eu mato-o!!!! Teolinda Gersão? Mas julgas que estás a falar com quem?! Este blog é lido por crianças, sabias?!
Bom, Carcaça, no espírito olímpico digo-te que o teu Fahrenheit não foi muito mau, mas na sua bogalhada deixou muito a desejar. É assim como uma prova de patinagem artística em que dançaste com música do Georgio Moroder, fizeste umas piruetas engraçadas, mas caíste de cu no triplo Axel. Nota do juíz da Letónia: 7,5.
A nota sobe se puseres online a foto da Gina. Enfim: bem hajas Carcaça.
P.S: Vostra, toca de arranjar um login de convidado à Gina.
Do arrazoado de estrumeira verbal debitado lá em baixo pelo Carcaça, só há um ponto verdadeiramente importante: a Gina. O Carcaça tem fãs?! É aquele estilo dele, intelectual de Kerouac e Derrida no bolso, que faz com que elas julguem que ele é *um tipo sensível*. Não te deixes levar Gina, que o homem só lê a Bola e a revista VIP.
Fahrenheit Teolinda - Alhos, bogalhos, e...
O nosso DJ volta à carga, mas começa muito mal, porque usa a táctica mais velha do mundo:
selecciona algumas frases, retirando-as do contexto
Oh Carcaça, isso está abaixo do teu nível! O truque do fora do contexto é mais velho que o cagar! É a desculpa mais esfarrapada de quem não sabe o que responder!
É como o Goering no julgamento de Nuremberga...
Sim, disse a herr Hitler *temos de matar os judeus todos até não restar mais nenhum desses schweines*, mas está a tirar a frase do contexto, eu estava na verdade a propor aumentar o nosso orçamento de construção de sinagogas.
...ou um político de segunda classe que se arrepende do que disse quando lê as suas cavaladas em papel:
Quando eu afirmei que o Presidente tem a mioleira de uma vaca excêntrica de Cambridge, o jornalista interpretou mal o que eu queria dizer.
É indigno Carcaça, sobretudo porque no meu Fahrenheit anterior eu citei o teu texto quase inteiro - não havia mais contexto nenhum para deixar de fora! Se eu quisesse citar-te fora de contexto, fazia assim:
sou um radical de esquerda sem tolerância pelas opiniões dos outros
E pronto, cá está o homem enrolado nas suas próprias palavras. Também podia, com um pouco mais de corta e cola...
vou
convencer
A Gina
e
uma amiga
fácil
a
fazer um trabalho correcto
mas
o caralho
já não dá vazão
...elucidar o povo sobre as tuas tendências depravadas. Também podia pegar num dos teus outros posts...
Estes gajos vendem a religião, vendem primeiros-ministros, vendem pagode e futebol. Terão jeito para a coisa, mas a mim irrita-me o registo.
...para sugerir que tu és um xenófobo lepénico em potência. Mas nós estamos acima disso. O fora de contexto é grave, mas há pior.
A matriz do Público é o El Pais (isso vê-se em certas secções do jornal português, que são quase um copy paste mal feito do diário madrileno). E qual foi a matriz do El Pais? Certamente que o Le Monde dos tempos áureos foi uma referência importante
Oh porra, mas que é que a porra dos outros pasquins têm a ver com a conversa, porra? Eu escrevi que gosto do Le Monde, e a ideia era que o Le Monde, tal como outros bons jornais franceses, tem uma clara perpectiva política. É um jornal engagé.
O Le Monde ou o Libé, ao contrário do Humanité, que também não era chamado à conversa, têm uma perspectiva e uma ideologia, sem serem porta-microfones de patrões políticos.
Mas disto o Carcaça não fala. Em vez disso, pega em mais bogalhos sob a forma do Mário Mesquita e da Bélgica, que estavam muito bem no seu lugar e não tinham de ser arrastados para a conversa.
A seguir...
E daqui, querida Gina, chegamos à questão da "escola americana"
Aqui, Tiberius faz uma extrapolação . Acha ele que eu acho que o jornalismo americano, como tudo o que é americano, é mau, até maligno
Tiberius não fez extrapolação nenhuma. Tiberius (que começa a achar muito divertido falar de si próprio na terceira pessoa) limita-se a notar que Carcaça usa americano como insulto. Voltem lá abaixo a uma das ejaculações anteriores do Carcaça, e vêm que é assim.
É mais um caso de bogalhagem, e os bogalhos continuam a chover:
Tiberius parece confundir esferas
Com esta tirada lapidar, Tiberius fica de facto com as esferas confundidas.
eu nunca disse que o ensaio que a Naomi escreveu é descomprometido (e também não digo que todo o jornalismo de causas seja mau
Tiberius também nunca disse que tu tinhas dito que ensaio da Naomi é descomprometido. Tiberius disse que o ensaio da Naomi é uma merda. Do jornalismo de causas, ainda ninguém tinha falado.
Uma coisa é o domínio pessoal, uma conversa de amigos (que, no fundo, é o que este blog despretensioso é. Aqui podemos ser todos reis do bitaite), outra coisa é o que se publica num jornal que vai ser lido por milhares.
O regresso dos bogalhos: o problema da Naomi e do Moore não é as coisas serem publicadas num blog ou num jornal. Não é eles mandarem bitaites. O problema é a reacção do Carcaça à manipulação e à demagogia.
O Carcaça dizia, no tal post lá no fundo, que as tropelias do Moore e da Naomi não fazem mal porque contribuem para derrotar o idiota. É a lógica de os fins justificarem os meios, que dá sempre mau resultado.
nunca disse que o que o Moore faz é jornalismo
Tiberius (hehehe, isto é giro) nunca disse que tu disseste. Mas a tua resposta bogalhosa é sintomática. Ou seja, o Moore pode dizer as alarvidades que quiser, como não é jornalista não faz mal. O Carcaça acha que só os jornalistas é que estão obrigados a ser honestos.
o mesmo que pensar que ao comunicar-vos que vou agora mandar um sms à Gina para ver se ela quer vir comigo a um recital de Teolinda Gersão vos estou a insultar.
Teolinda Gersão? TEOLINDA GERSÃO? TEOLINDA GERSÃO?!?! Carcaça, foste longe demais!!!!! Agarrem-me que eu mato-o!!!! Teolinda Gersão? Mas julgas que estás a falar com quem?! Este blog é lido por crianças, sabias?!
Bom, Carcaça, no espírito olímpico digo-te que o teu Fahrenheit não foi muito mau, mas na sua bogalhada deixou muito a desejar. É assim como uma prova de patinagem artística em que dançaste com música do Georgio Moroder, fizeste umas piruetas engraçadas, mas caíste de cu no triplo Axel. Nota do juíz da Letónia: 7,5.
A nota sobe se puseres online a foto da Gina. Enfim: bem hajas Carcaça.
P.S: Vostra, toca de arranjar um login de convidado à Gina.
terça-feira, agosto 17, 2004
Audrey
A verborreia Carcácica atirou muito para baixo a imagem dela, por isso cá está outra.
P.S.: Carcaça: isto está a ficar uma polémica gira, sim senhor. Deixa-te lá de mariquices que isto aqui não é um salão literário, se é para haver bordoada é para haver bordoada a sério. Mas a tua resposta teve a sua graça, pronto. Há-de ter contra-resposta, não imediatamente, mas dentro em breve, não perdes pela demora. Cumprimentos à Gina.
A verborreia Carcácica atirou muito para baixo a imagem dela, por isso cá está outra.
P.S.: Carcaça: isto está a ficar uma polémica gira, sim senhor. Deixa-te lá de mariquices que isto aqui não é um salão literário, se é para haver bordoada é para haver bordoada a sério. Mas a tua resposta teve a sua graça, pronto. Há-de ter contra-resposta, não imediatamente, mas dentro em breve, não perdes pela demora. Cumprimentos à Gina.
Fahrenheit Tiberius
O imperador romano utiliza uma velha táctica: selecciona algumas frases, retirando-as do contexto, e depois comenta-as com o objectivo de convencer a nossa estimada audiência (inclusive as três pessoas que nos lêem embora não nos conheçam pessoalmente) de que me contradigo, advogando uma prática jornalística isenta enquanto, na prática, sou um radical de esquerda sem tolerância pelas opiniões dos outros. A coisa assumiu proporções graves, já que recebi à bocado este SMS da Gina:
"Parece-me que o tib tem + razão do que tu. E agora, Carcaça?"
A Gina é uma dessas tais pessoas que nos lê sem nos conhecer. Conhece, no entanto, uma amiga comum, com quem terá comentado há umas semanas:
"O Carcaça parece um tipo sensível, gostava de o conhecer"
Em conversa casual, essa amiga referiu-me o episódio e, por acaso também, mostrou-me uma foto da Gina. Foi então que eu comecei a trabalhar. Apliquei-me, publiquei poemas bonitos, arranjei o seu número de telefone e mandei-lhe um sms para quebrar o gelo. Perguntei-lhe se ela queria ir ver ballet e agora o tibas faz-me esta desfeita.
"Parece-me que o tib tem mais razão do que tu"
Gina: O tiberius tem mais razão do que eu o tanas, como vais ver. Vamos por partes:
"Esta da Escola Francesa não pode passar. Oh Carcaça, queres jornais mais politizados que o Le Monde? Ou o Figaro? Ou o Canard Enchainé? Haverá jornal que seja mais abertamente partisan e ideológico que o Libération?"
Aqui o Tibas entra numa galhofeira desabrida, apanhando-me num ponto de refutação fácil. É claro que em todos os países democráticos se podem encontrar jornais partidários (os nos ditatoriais também, só que aí são de partido único). Em França, onde há 77 jornais diários (dados de 94), também. O célebre L?Humanité, ligado ao PCF, é um exemplo e há muitos outros. É complicado falar numa escola jornalística aplicada a um país. Quando falei de escola francesa estava-me a lembrar do exemplo do Le Monde, que foi formado por uma cooperativa do jornalistas por forma a ser independente dos poderes. A matriz do Público é o El Pais (isso vê-se em certas secções do jornal português, que são quase um copy paste mal feito do diário madrileno). E qual foi a matriz do El Pais? Certamente que o Le Monde dos tempos áureos foi uma referência importante. Para além disso, "escola francesa" (admito que a designação é infeliz) engloba o jornalismo francófono. A pessoa que mais me ensinou de teoria jornalística foi o Mário Mesquita, que é claramente mais ligado ao jornalismo francófono (até pela sua formação na Bélgica).E daqui, querida Gina, chegamos à questão da "escola americana"
"Aqui o nosso valente começa a abrir o jogo, seguindo uma corrente muito popular hoje em dia de empregar "americano" como insulto, como se dissesse "nazi" ou "pedófilo". Mas adiante."
Aqui, Tiberius faz uma extrapolação . Acha ele que eu acho que o jornalismo americano, como tudo o que é americano, é mau, até maligno. Penso o contrário: a América é uma das nações pioneiras do jornalismo, onde se encontram muitas das melhores escolas e jornais. Eu gosto do jornalismo americano e dos EUA em geral (do que conheço, que é muito menos do que conhece o imperador). Gosto menos de uma certa tendência para os tais "artigos editorializados", nos quais, muitas vezes, o jornalista escreve na primeira pessoa. É o estilo "eu fiz istõ, eu fiz aquilo".
Depois continuamos com uma tentativa de me colar ao pensamento anticapitalista:
"Uma tirada anti-capitalista fica sempre bem"
Tibas: Acho o capitalismo muito bem e acho os empreendedores e empresários pessoas que, em princípio, podem trazer grandes mais valias sociais e proporcionar progresso. Por frisar que devem haver algumas regras e por dizer que certos empresários portugueses têm pouca visão quando investem na comunicação social, não quer dizer que seja anticapitalista. E acredita que eu sei do que falo, conheço casos de gestão incompetente e plutocrática. Eu não tenho nada contra o lucro (é esse o objectivo central das empresas), mas acho que quem se meta no ramo jornalístico e quer ser levado a sério (Se não quer, tudo bem), tem que respeitar a deontologia da profissão. Assim é que se ganha credibilidade e se podem alcançar resultados a médio prazo. Há ainda a Naomi Klein e o Moore:
"O verdadeiro Carcaça revela-se aqui em toda a sua glória. O Moore pode não...
ouvir o contraditório, o citar (em vez de mandar bitaites)e, muito importante, dar espaço a fontes com opiniões contrárias...
mas como é um demagogo do mesmo lado da barricada que o Carcaça e a Naomi, não faz mal, até é bom que exista. Isso da objectividade e da honestidade e não sei quê é tudo muito bom, mas o Moore tem direito a um desconto porque é preciso educar o povo que, como é do conhecimento geral, é burro."
Nestas linhas, Tiberius parece confundir esferas. Ò tibas, eu nunca disse que o ensaio que a Naomi escreveu é descomprometido (e também não digo que todo o jornalismo de causas seja mau), nem que o que o Moore faz é jornalismo. E eu posso perfeitamente achar que o Bush é um idiota e uma ameaça para o mundo e fazer um trabalho correcto, expressando os seus pontos de vista e os dos que se lhe opõem. Uma coisa é o domínio pessoal, uma conversa de amigos (que, no fundo, é o que este blog despretensioso é. Aqui podemos ser todos reis do bitaite), outra coisa é o que se publica num jornal que vai ser lido por milhares.
Por último, há aquela nota surreal do Tibas achar que ao dizer "Bem Hajam", o estou a mandar indirectamente (perdoa-me a grosseria, Gina) para o caralho. Isto já é do domínio da paranóia. Talvez seja melhor telefonares ao Woody Allen para lhe pedires referências de bons psicanalistas. Bem Hajam é uma expressão que se usa na minha paróquia e que quer dizer exactamente isso: Bem Hajam. Pensar que quer dizer "vão para o Inferno ser enrabados pela verga de Mefistófeles" é o mesmo que pensar que ao comunicar-vos que vou agora mandar um sms à Gina para ver se ela quer vir comigo a um recital de Teolinda Gersão vos estou a insultar.
Ernesto: desculpa os pontos de interrogação e os bolds, mas estou com problemas técnicos. Esta gait a do blogger já não dá vazão. Parece que estou numa emissão da rtp de 1978
O imperador romano utiliza uma velha táctica: selecciona algumas frases, retirando-as do contexto, e depois comenta-as com o objectivo de convencer a nossa estimada audiência (inclusive as três pessoas que nos lêem embora não nos conheçam pessoalmente) de que me contradigo, advogando uma prática jornalística isenta enquanto, na prática, sou um radical de esquerda sem tolerância pelas opiniões dos outros. A coisa assumiu proporções graves, já que recebi à bocado este SMS da Gina:
"Parece-me que o tib tem + razão do que tu. E agora, Carcaça?"
A Gina é uma dessas tais pessoas que nos lê sem nos conhecer. Conhece, no entanto, uma amiga comum, com quem terá comentado há umas semanas:
"O Carcaça parece um tipo sensível, gostava de o conhecer"
Em conversa casual, essa amiga referiu-me o episódio e, por acaso também, mostrou-me uma foto da Gina. Foi então que eu comecei a trabalhar. Apliquei-me, publiquei poemas bonitos, arranjei o seu número de telefone e mandei-lhe um sms para quebrar o gelo. Perguntei-lhe se ela queria ir ver ballet e agora o tibas faz-me esta desfeita.
"Parece-me que o tib tem mais razão do que tu"
Gina: O tiberius tem mais razão do que eu o tanas, como vais ver. Vamos por partes:
"Esta da Escola Francesa não pode passar. Oh Carcaça, queres jornais mais politizados que o Le Monde? Ou o Figaro? Ou o Canard Enchainé? Haverá jornal que seja mais abertamente partisan e ideológico que o Libération?"
Aqui o Tibas entra numa galhofeira desabrida, apanhando-me num ponto de refutação fácil. É claro que em todos os países democráticos se podem encontrar jornais partidários (os nos ditatoriais também, só que aí são de partido único). Em França, onde há 77 jornais diários (dados de 94), também. O célebre L?Humanité, ligado ao PCF, é um exemplo e há muitos outros. É complicado falar numa escola jornalística aplicada a um país. Quando falei de escola francesa estava-me a lembrar do exemplo do Le Monde, que foi formado por uma cooperativa do jornalistas por forma a ser independente dos poderes. A matriz do Público é o El Pais (isso vê-se em certas secções do jornal português, que são quase um copy paste mal feito do diário madrileno). E qual foi a matriz do El Pais? Certamente que o Le Monde dos tempos áureos foi uma referência importante. Para além disso, "escola francesa" (admito que a designação é infeliz) engloba o jornalismo francófono. A pessoa que mais me ensinou de teoria jornalística foi o Mário Mesquita, que é claramente mais ligado ao jornalismo francófono (até pela sua formação na Bélgica).E daqui, querida Gina, chegamos à questão da "escola americana"
"Aqui o nosso valente começa a abrir o jogo, seguindo uma corrente muito popular hoje em dia de empregar "americano" como insulto, como se dissesse "nazi" ou "pedófilo". Mas adiante."
Aqui, Tiberius faz uma extrapolação . Acha ele que eu acho que o jornalismo americano, como tudo o que é americano, é mau, até maligno. Penso o contrário: a América é uma das nações pioneiras do jornalismo, onde se encontram muitas das melhores escolas e jornais. Eu gosto do jornalismo americano e dos EUA em geral (do que conheço, que é muito menos do que conhece o imperador). Gosto menos de uma certa tendência para os tais "artigos editorializados", nos quais, muitas vezes, o jornalista escreve na primeira pessoa. É o estilo "eu fiz istõ, eu fiz aquilo".
Depois continuamos com uma tentativa de me colar ao pensamento anticapitalista:
"Uma tirada anti-capitalista fica sempre bem"
Tibas: Acho o capitalismo muito bem e acho os empreendedores e empresários pessoas que, em princípio, podem trazer grandes mais valias sociais e proporcionar progresso. Por frisar que devem haver algumas regras e por dizer que certos empresários portugueses têm pouca visão quando investem na comunicação social, não quer dizer que seja anticapitalista. E acredita que eu sei do que falo, conheço casos de gestão incompetente e plutocrática. Eu não tenho nada contra o lucro (é esse o objectivo central das empresas), mas acho que quem se meta no ramo jornalístico e quer ser levado a sério (Se não quer, tudo bem), tem que respeitar a deontologia da profissão. Assim é que se ganha credibilidade e se podem alcançar resultados a médio prazo. Há ainda a Naomi Klein e o Moore:
"O verdadeiro Carcaça revela-se aqui em toda a sua glória. O Moore pode não...
ouvir o contraditório, o citar (em vez de mandar bitaites)e, muito importante, dar espaço a fontes com opiniões contrárias...
mas como é um demagogo do mesmo lado da barricada que o Carcaça e a Naomi, não faz mal, até é bom que exista. Isso da objectividade e da honestidade e não sei quê é tudo muito bom, mas o Moore tem direito a um desconto porque é preciso educar o povo que, como é do conhecimento geral, é burro."
Nestas linhas, Tiberius parece confundir esferas. Ò tibas, eu nunca disse que o ensaio que a Naomi escreveu é descomprometido (e também não digo que todo o jornalismo de causas seja mau), nem que o que o Moore faz é jornalismo. E eu posso perfeitamente achar que o Bush é um idiota e uma ameaça para o mundo e fazer um trabalho correcto, expressando os seus pontos de vista e os dos que se lhe opõem. Uma coisa é o domínio pessoal, uma conversa de amigos (que, no fundo, é o que este blog despretensioso é. Aqui podemos ser todos reis do bitaite), outra coisa é o que se publica num jornal que vai ser lido por milhares.
Por último, há aquela nota surreal do Tibas achar que ao dizer "Bem Hajam", o estou a mandar indirectamente (perdoa-me a grosseria, Gina) para o caralho. Isto já é do domínio da paranóia. Talvez seja melhor telefonares ao Woody Allen para lhe pedires referências de bons psicanalistas. Bem Hajam é uma expressão que se usa na minha paróquia e que quer dizer exactamente isso: Bem Hajam. Pensar que quer dizer "vão para o Inferno ser enrabados pela verga de Mefistófeles" é o mesmo que pensar que ao comunicar-vos que vou agora mandar um sms à Gina para ver se ela quer vir comigo a um recital de Teolinda Gersão vos estou a insultar.
Ernesto: desculpa os pontos de interrogação e os bolds, mas estou com problemas técnicos. Esta gait a do blogger já não dá vazão. Parece que estou numa emissão da rtp de 1978
Desqualificado
Carcaça, Carcaça... até merecias um ponto com esta resposta ao Imperador Amaricano. Mas vais ter de ser desqualificado na secretaria, por questões formais.
QUANDO É QUE APRENDES A PÔR OS TÍTULOS A BOLD E A TIRAR OS PONTOS DE INTERROGAÇÃO DO WORD E A NÃO REPETIR O MESMO POST DUAS VEZES, MINHA CAVALGADURA!!!!!!!!! ASSIM NÃO HÁ TEOLINDA GERSÃO QUE TE VALHA!!!!
Carcaça, Carcaça... até merecias um ponto com esta resposta ao Imperador Amaricano. Mas vais ter de ser desqualificado na secretaria, por questões formais.
QUANDO É QUE APRENDES A PÔR OS TÍTULOS A BOLD E A TIRAR OS PONTOS DE INTERROGAÇÃO DO WORD E A NÃO REPETIR O MESMO POST DUAS VEZES, MINHA CAVALGADURA!!!!!!!!! ASSIM NÃO HÁ TEOLINDA GERSÃO QUE TE VALHA!!!!
Pastéis de vento
pérolas da sabedoria zen
O monges Tanzan e Ekido viajavam juntos por uma estrada lamacenta, debaixo de uma chuva forte e persistente. Quando numa das curvas da estrada encontraram uma jovem adorável, vestida com um quimono de seda e uma faixa. A moça não conseguia atravessar o cruzamento.
"Venha cá, menina", disse Tanzan imediatamente. E levantando-a nos braços, carregou-a através da lama.
Apesar de incomodado com a atitude do companheiro, Ekido nada disse até ao cair da noite, quando chegaram a um templo com pousada. Nessa altura, não mais conseguiu conter-se. "Nós, monges, não nos aproximamos de mulheres", disse a Tanzan, "sobretudo das jovens e graciosas. É perigoso. Por que fizeste aquilo?"
"Nós somos monges", disse Tanzan. "Não amigos do Paulo Portas."
pérolas da sabedoria zen
O monges Tanzan e Ekido viajavam juntos por uma estrada lamacenta, debaixo de uma chuva forte e persistente. Quando numa das curvas da estrada encontraram uma jovem adorável, vestida com um quimono de seda e uma faixa. A moça não conseguia atravessar o cruzamento.
"Venha cá, menina", disse Tanzan imediatamente. E levantando-a nos braços, carregou-a através da lama.
Apesar de incomodado com a atitude do companheiro, Ekido nada disse até ao cair da noite, quando chegaram a um templo com pousada. Nessa altura, não mais conseguiu conter-se. "Nós, monges, não nos aproximamos de mulheres", disse a Tanzan, "sobretudo das jovens e graciosas. É perigoso. Por que fizeste aquilo?"
"Nós somos monges", disse Tanzan. "Não amigos do Paulo Portas."
sábado, agosto 14, 2004
Terror de te amar
Terror de te amar num sítio tão frágil como o mundo
Mal de te amar neste lugar de imperfeição
Onde tudo nos quebra e emudece
Onde tudo nos mente e nos separa
Sophia de Mello Breyner
Terror de te amar num sítio tão frágil como o mundo
Mal de te amar neste lugar de imperfeição
Onde tudo nos quebra e emudece
Onde tudo nos mente e nos separa
Sophia de Mello Breyner
Marketing brasileiro
A FIgueira da Foz está invadida pelo marketing brasuca. Por toda a cidade se ouvem os animadores a exortarem para a presença no mundialito de futebol de praia:
- Como é gente, eu quero ver todo o mundo pulando. Eu quero ver todo o mundo torcendo pelo time de Portugal! Aqui não há lugar para tristeza, todo o mundo gritando. Vá lá, isto é um espectáculo para ficar na história!
Ora, isto soa-me a "Igreja Universal do Reino de Deus":
- Jesus é o senhor! Todo o mundo cataando: Jesus é a salvação!
Estes gajos vendem a religião, vendem primeiros-ministros, vendem pagode e futebol. Terão jeito para a coisa, mas a mim irrita-me o registo.
ps - imperador, não tenho agora tempo para retorquir. Aguarda-me.
A FIgueira da Foz está invadida pelo marketing brasuca. Por toda a cidade se ouvem os animadores a exortarem para a presença no mundialito de futebol de praia:
- Como é gente, eu quero ver todo o mundo pulando. Eu quero ver todo o mundo torcendo pelo time de Portugal! Aqui não há lugar para tristeza, todo o mundo gritando. Vá lá, isto é um espectáculo para ficar na história!
Ora, isto soa-me a "Igreja Universal do Reino de Deus":
- Jesus é o senhor! Todo o mundo cataando: Jesus é a salvação!
Estes gajos vendem a religião, vendem primeiros-ministros, vendem pagode e futebol. Terão jeito para a coisa, mas a mim irrita-me o registo.
ps - imperador, não tenho agora tempo para retorquir. Aguarda-me.
sexta-feira, agosto 13, 2004
Fahrenheit Carcaça II - Ora zumba no Carcaça
Apesar dos louváveis esforços do Vostra para censurar o Carcaça, o ND continua a ser um espaço de discussão livre, aberta e civilizada, em que todas as controvérsias são para debater até que cada orador esteja a arremessar insultos ou objectos afiados ao seu adversário.
Antes de tudo - os bolds caralho, ponham as merda dos bolds nos títulos que não custa nada!
Vamos então todos juntos desconstruir o último opus carcacio:
Na essência, não estamos em desacordo
Com este floreado aparentemente inócuo, o nosso DJ quer na verdade dizer "Ernesto e Tiberius, sois umas bestas". É um bom começo.
já contaminado pelo estilo americano
Aqui o nosso valente começa a abrir o jogo, seguindo uma corrente muito popular hoje em dia de empregar "americano" como insulto, como se dissesse "nazi" ou "pedófilo". Mas adiante.
É claro que não há objectividade! Mas há regras que permitem que o jornalismo seja o mais objectivo e imparcial possível
Gastei eu preciosos trinta segundos da minha vida lá em baixo a descrever as canecas do Ernesto e as colheitas de arroz dos chineses, e o homem insiste na mesma. Mas adiante outra vez.
Mantenho que disse: sou da "escola francesa" e não gosto muito de jornais que defendem causas políticas
Esta da Escola Francesa não pode passar.
Oh Carcaça, queres jornais mais politizados que o Le Monde? Ou o Figaro? Ou o Canard Enchainé? Haverá jornal que seja mais abertamente partisan e ideológico que o Libération? O que não implica que estes jornais não sigam a cartilha de...
ouvir o contraditório, o citar (em vez de mandar bitaites)e, muito importante, dar espaço a fontes com opiniões contrárias às que o jornalista pessoalmente defende
...e sejam jornais muito decentes e apreciáveis, como os jornais de que eu falava. Na minha lista já não entra o Le Monde Diplomatique, esse sim um pasquim panfletário, que...
se gostas de ler o "Jogo", estás à vontade
...eu não gosto particularmente de ler, mas desconfio que o nosso DJ gosta. Mas na mundivisão Carcaça, ou se é da Escola Francesa (trata-se da Escola Secundária número 62 de Rennes), ou se é leitor do Jogo.
A escolha do Jogo também é reveladora. Carcaça, contaminado pelo olissipocentrismo (fui eu que inventei, e acho bonito) do Bairro Alto, mete-se com o insignificante Jogo, cuja circulação é um mero pinguinho comparada com a da Bola ou do Record - esses sim, devem ser orgulhosos representantes da Escola Francesa (vertente Universidade Aberta de Caen).
Mas isto é a minha opinião. Como diz o outro, podem haver outras.
Carcaça volta aqui à sua melhor forma, com um remate pseudo-humilde que mata dois cajados dialécticos com uma coelhada verbal só.
Primeiro, é novamente uma versão codificada de "ide-vos todos foder"; depois, é uma paráfrase requintada para apelar às simpatias do eleitorado mais rotundo do Núcleo.
Em jeito de parting shot, Carcaça lança...
Bem hajam.
...o que, claramente, significa "vão para o Inferno ser enrabados pela verga de Mefistófeles". Mas Carcaça não se contém, e pontifica em PS:
- eu não tehno nada contra os bm´s, até gosto. Era só uma imagem alusiva a certos empresários que os conduzem e que estão sempre dispostos a sacrificar o jornalismo em prol do lucro fácil
Uma tirada anti-capitalista fica sempre bem, e o Carcaça ganha pontos por louvar a excelência da tecnologia alemã. Mas logo descarrila:
práticas despuduradas das multinacionais, tão bem descritas no livro "No Logto", de Naomi Klein
A Naomi Klein descreve tão bem essas práticas despudoradas como o DJ escreve o nome do livro dela.
Para quem tenha a felicidade de não conhecer a peça, a camarada Naomi é uma pseudo-feminista vinda do mundo ultra-politicamente correcto das universidades americanas, que escreveu um livrito sobre globalização com a mesma profundidade e clarividência que as letras dos Rage Against the Machine.
A favor da Naomi há o facto de que, na sua juventude, ela era muito agradável aos olhos - esta foto não lhe faz justiça:
Mas os melhores anos dela já passaram, e ultimamente ninguém lhe liga nenhuma, excepto há uns meses quando ela denunciou o Harold Bloom (um dos maiores críticos literários de língua inglesa, e aparentemente um tarado de primeira apanha) por lhe ter galado o rabo em 1982.
Ernest - eu não gosto por aí além do Michael Moore.
Ainda bem. Já se viu que por aqui ninguém é fã.
Mas acho importante que, nos dias que correm, haja uma figura como ele. O idiota tem que cair e ele ajuda.
O verdadeiro Carcaça revela-se aqui em toda a sua glória. O Moore pode não...
ouvir o contraditório, o citar (em vez de mandar bitaites)e, muito importante, dar espaço a fontes com opiniões contrárias
...mas como é um demagogo do mesmo lado da barricada que o Carcaça e a Naomi, não faz mal, até é bom que exista. Isso da objectividade e da honestidade e não sei quê é tudo muito bom, mas o Moore tem direito a um desconto porque é preciso educar o povo que, como é do conhecimento geral, é burro.
O idiota tem que cair e ele ajuda.
O pior é que o Moore não ajuda, antes pelo contrário: demagogia e sensacionalismo só servem para fomentar mais demagogia e sensacionalismo.
Para concluir o post numa nota positiva, e como não encontro na Internet fotos da Naomi Klein nua, tomem lá isto, que ajuda mais a tratar do Idiota: GeorgeWBush.org. É mais divertido e mais educativo que o Moore.
Carcaça, agora precisamos de uma resposta! Ou te sai daí uma descompustura verbal à maneira antiga (nada de citar Naomis nem Moores, tem de ser prosa autêntica, original e com verve), ou então temos de partir para a violência física: arcabuzes (ou canecas) a dez passos.
Apesar dos louváveis esforços do Vostra para censurar o Carcaça, o ND continua a ser um espaço de discussão livre, aberta e civilizada, em que todas as controvérsias são para debater até que cada orador esteja a arremessar insultos ou objectos afiados ao seu adversário.
Antes de tudo - os bolds caralho, ponham as merda dos bolds nos títulos que não custa nada!
Vamos então todos juntos desconstruir o último opus carcacio:
Na essência, não estamos em desacordo
Com este floreado aparentemente inócuo, o nosso DJ quer na verdade dizer "Ernesto e Tiberius, sois umas bestas". É um bom começo.
já contaminado pelo estilo americano
Aqui o nosso valente começa a abrir o jogo, seguindo uma corrente muito popular hoje em dia de empregar "americano" como insulto, como se dissesse "nazi" ou "pedófilo". Mas adiante.
É claro que não há objectividade! Mas há regras que permitem que o jornalismo seja o mais objectivo e imparcial possível
Gastei eu preciosos trinta segundos da minha vida lá em baixo a descrever as canecas do Ernesto e as colheitas de arroz dos chineses, e o homem insiste na mesma. Mas adiante outra vez.
Mantenho que disse: sou da "escola francesa" e não gosto muito de jornais que defendem causas políticas
Esta da Escola Francesa não pode passar.
Oh Carcaça, queres jornais mais politizados que o Le Monde? Ou o Figaro? Ou o Canard Enchainé? Haverá jornal que seja mais abertamente partisan e ideológico que o Libération? O que não implica que estes jornais não sigam a cartilha de...
ouvir o contraditório, o citar (em vez de mandar bitaites)e, muito importante, dar espaço a fontes com opiniões contrárias às que o jornalista pessoalmente defende
...e sejam jornais muito decentes e apreciáveis, como os jornais de que eu falava. Na minha lista já não entra o Le Monde Diplomatique, esse sim um pasquim panfletário, que...
se gostas de ler o "Jogo", estás à vontade
...eu não gosto particularmente de ler, mas desconfio que o nosso DJ gosta. Mas na mundivisão Carcaça, ou se é da Escola Francesa (trata-se da Escola Secundária número 62 de Rennes), ou se é leitor do Jogo.
A escolha do Jogo também é reveladora. Carcaça, contaminado pelo olissipocentrismo (fui eu que inventei, e acho bonito) do Bairro Alto, mete-se com o insignificante Jogo, cuja circulação é um mero pinguinho comparada com a da Bola ou do Record - esses sim, devem ser orgulhosos representantes da Escola Francesa (vertente Universidade Aberta de Caen).
Mas isto é a minha opinião. Como diz o outro, podem haver outras.
Carcaça volta aqui à sua melhor forma, com um remate pseudo-humilde que mata dois cajados dialécticos com uma coelhada verbal só.
Primeiro, é novamente uma versão codificada de "ide-vos todos foder"; depois, é uma paráfrase requintada para apelar às simpatias do eleitorado mais rotundo do Núcleo.
Em jeito de parting shot, Carcaça lança...
Bem hajam.
...o que, claramente, significa "vão para o Inferno ser enrabados pela verga de Mefistófeles". Mas Carcaça não se contém, e pontifica em PS:
- eu não tehno nada contra os bm´s, até gosto. Era só uma imagem alusiva a certos empresários que os conduzem e que estão sempre dispostos a sacrificar o jornalismo em prol do lucro fácil
Uma tirada anti-capitalista fica sempre bem, e o Carcaça ganha pontos por louvar a excelência da tecnologia alemã. Mas logo descarrila:
práticas despuduradas das multinacionais, tão bem descritas no livro "No Logto", de Naomi Klein
A Naomi Klein descreve tão bem essas práticas despudoradas como o DJ escreve o nome do livro dela.
Para quem tenha a felicidade de não conhecer a peça, a camarada Naomi é uma pseudo-feminista vinda do mundo ultra-politicamente correcto das universidades americanas, que escreveu um livrito sobre globalização com a mesma profundidade e clarividência que as letras dos Rage Against the Machine.
A favor da Naomi há o facto de que, na sua juventude, ela era muito agradável aos olhos - esta foto não lhe faz justiça:
Mas os melhores anos dela já passaram, e ultimamente ninguém lhe liga nenhuma, excepto há uns meses quando ela denunciou o Harold Bloom (um dos maiores críticos literários de língua inglesa, e aparentemente um tarado de primeira apanha) por lhe ter galado o rabo em 1982.
Ernest - eu não gosto por aí além do Michael Moore.
Ainda bem. Já se viu que por aqui ninguém é fã.
Mas acho importante que, nos dias que correm, haja uma figura como ele. O idiota tem que cair e ele ajuda.
O verdadeiro Carcaça revela-se aqui em toda a sua glória. O Moore pode não...
ouvir o contraditório, o citar (em vez de mandar bitaites)e, muito importante, dar espaço a fontes com opiniões contrárias
...mas como é um demagogo do mesmo lado da barricada que o Carcaça e a Naomi, não faz mal, até é bom que exista. Isso da objectividade e da honestidade e não sei quê é tudo muito bom, mas o Moore tem direito a um desconto porque é preciso educar o povo que, como é do conhecimento geral, é burro.
O idiota tem que cair e ele ajuda.
O pior é que o Moore não ajuda, antes pelo contrário: demagogia e sensacionalismo só servem para fomentar mais demagogia e sensacionalismo.
Para concluir o post numa nota positiva, e como não encontro na Internet fotos da Naomi Klein nua, tomem lá isto, que ajuda mais a tratar do Idiota: GeorgeWBush.org. É mais divertido e mais educativo que o Moore.
Carcaça, agora precisamos de uma resposta! Ou te sai daí uma descompustura verbal à maneira antiga (nada de citar Naomis nem Moores, tem de ser prosa autêntica, original e com verve), ou então temos de partir para a violência física: arcabuzes (ou canecas) a dez passos.
quarta-feira, agosto 11, 2004
Abaixo a censura!
Não concordo com a decisão da revista "Focus" em publicar as gravações roubadas a um jornalista do "Correio da Manhã", mas a forma como as autoridades resolveram impedir a publicação, parando as rotativas, abre um perigoso precedente...
Mas Atenção!!! Estes gajos conseguiram as famosas gravações e preparam-se para revelar tudo online. Vai ser uma bomba! Viva a democracia!!!
Não concordo com a decisão da revista "Focus" em publicar as gravações roubadas a um jornalista do "Correio da Manhã", mas a forma como as autoridades resolveram impedir a publicação, parando as rotativas, abre um perigoso precedente...
Mas Atenção!!! Estes gajos conseguiram as famosas gravações e preparam-se para revelar tudo online. Vai ser uma bomba! Viva a democracia!!!
Não comi e não gostei
Paris Hilton
A avaliar pela sua prestação no célebre vídeo pornográfico amador que circula na Internet, Paris Hilton está muitos furos abaixo da rainha consagrada do género, Pamela Anderson (ou mesmo da campeã nacional, a "menina da Kookai").
A jovem de 19 anos é muito bonita, muito mais bonita do que as suas contendoras mais directas. E deve ser elogiado o facto de começar logo de pequenina nestas lides.
Mas a verdade é que ainda lhe falta a descontracção "nasty" de uma Pamela; falta-lhe aquele fiozinho dourado preso na curva da anca; e falta-lhe, sejamos rigorosos, algum talento, alguma profundidade, para a coisa.
Paris Hilton
A avaliar pela sua prestação no célebre vídeo pornográfico amador que circula na Internet, Paris Hilton está muitos furos abaixo da rainha consagrada do género, Pamela Anderson (ou mesmo da campeã nacional, a "menina da Kookai").
A jovem de 19 anos é muito bonita, muito mais bonita do que as suas contendoras mais directas. E deve ser elogiado o facto de começar logo de pequenina nestas lides.
Mas a verdade é que ainda lhe falta a descontracção "nasty" de uma Pamela; falta-lhe aquele fiozinho dourado preso na curva da anca; e falta-lhe, sejamos rigorosos, algum talento, alguma profundidade, para a coisa.
terça-feira, agosto 10, 2004
Atenção: Para saltar as baboseiras do DJ Carcaça e ir directamente ao que interessa, clique aqui.