sexta-feira, março 25, 2005

"A morte de três polícias em menos de um mês no concelho da Amadora não aconteceu ali por acaso geográfico. Quem semeia o betão descontroladamente colhe criminalidade e insegurança. Quem planeia (?) e faz erguer cidades desumanizadas, sem jardins, sem passeios, sem espaços públicos, sem escolas decentes, sem acessos correspondentes à dimensão da construção, condena-as previamente a serem guetos sociais onde germina a marginalidade e a lei do salve-se quem puder. Depois, não adianta chamar a polícia nem perguntar onde está o Estado."
Miguel Sousa Tavares, Público, 25/03/05

quinta-feira, março 24, 2005

Casa da Música

No seu óptimo Juramento Sem Bandeira (certamente um dos melhores blogues portugueses dedicados à música), o meu ex-camarada de trabalho Vítor Junqueira alerta para problemas com a concepção da Casa da Música, no Porto. Escreve ele:

"Diz-se que na Casa da Música, mesmo depois de tanta derrapagem financeira e de tamanho atraso na inauguração, não há fosso para as orquestras e que a régie de som é insonorizada...

Como é que se faz depois? Os cantores de ópera cantam sem música ao vivo? Os técnicos de som dos concertos fazem como se tivessem a gravar um disco em estúdio, sem terem a noção do som da sala? Porque é que isto já não dá vontade nenhuma de rir?"

Não é só não dar vontade de rir. A confirmar-se, isto é escandaloso. A Casa da Música é um projecto louvável. Mas a sua concretização na prática continua a cheirar muito mal: a negociatas, corrupção e incompetência.

domingo, março 20, 2005

António Matos (II)



O António Aleixo da Internet continua a dar em força com a sua rima mordaz. Pontuais erros de português não retiram o brilhantismo deste poeta do comentário 'online'. Este saiu a propósito de um artigo sobre infidelidade:

A quem António se chama
Podem chamar-lhe José
Mas se isso fôr na cama
O normal é ter banzé.

De certeza havia festa
Isso não ia aturar
Não pelos cornos na testa
Mas por meu nome mudar.

Nessas coisas sou antigo
E até me sinto bem
Pois quem faz amor comigo
Não fará com mais ninguém.

Sei que estou ultrapassado
Mas não serei o primeiro
Que não quer ser enganado
Mesmo que fosse solteiro.

Isso dos automatismos
É mais próprio dos portões
Não passa de modernismos
De carregar em botões.

Quem o lar quizer manter
E poupar separações
Em casa deverá ter
Nove ou dez televisões.

A mulher vê a novela
Se quizer os Batanetes
Eu dou banho à cadela
Para evitar raspanetes.

A seguir vamos prá cama
Cansei-me d'estar em pé
Quero ver s'ela me chama
Em vez d'António, José.

quinta-feira, março 17, 2005

Onde estão os brodas?

O Correio da Manhã apanhou-nos finalmente. Dois dos elementos deste blogue, desta vez, não conseguiram fugir às câmaras, que os perseguem para todo lado. Descubra quem são. Duas dicas: nenhum deles é a imigrante, nem a Elsa Marujo, da RTP.

Os Centros de Apoio ao Imigrante atendem 1200 pessoas por dia
A entrevista definitiva à Irmã Lúcia está aqui. Nela é revelada a verdade sobre o horrendo terceiro segredo de Fátima.

segunda-feira, março 14, 2005

Aleixo não morreu



Um algarvio de Vila Real de Santo António, de nome António Aleixo, ficou célebre quando, no início século XX, apresentou ao mundo a sua poesia semi-analfabeta. Cauteleiro e guardador de rebanhos, cantor popular de feira em feira, pelas redondezas de Loulé, Aleixo destacou-se graças a poemas de tom moralista, mas divertidos e cheios de um sarcasmo e ironia.

Aleixo renasce agora no novo poeta-cauteleiro da Internet. Um indivíduo que responde pelo nome de António Matos, e de quem ainda pouco se sabe, para além do facto de se dedicar a inserir comentários em verso nas páginas online do "Correio da Manhã".

Aqui fica uma obra sua, surgida a respeito de um artigo sobre a sexualidade dos animais:

I-

Um dia no Ultramar
Vi uma macaca gay
Noutra s'estava a roçar
Quando por ela passei.

Também já vi um robalo
De barbatana dourada
Estava um cherne a apalpá-lo
De forma bem descarada.

Lembro-me dum pinguim
Com o fraque de rigor
Agarrado a um delfim
Fazendo juras d'amor.

No que toca a borboletas
Nem vale a pena falar
A todos mostram as tetas
Só estão bem a copular.

Todos sabem dum pastor
Que ao tosquiar as ovelhas
Com elas fazia amor
Fossem novas fossem velhas.

Até gostam as formigas
E andam sempre a correr
GOZEM AMIGOS, AMIGAS
Com quem vos apetecer.

Mas o mais descomunal
E por favor não sorria
Ocorreu em Portugal
É o caso Casa Pia.

domingo, março 06, 2005

As paredes têm bocas

Os grafites servem por vezes para divulgar os resultados de investigações que ajudam a desmentir boatos sobre figuras históricas ou mesmo bíblicas, ao mesmo tempo que exprimem preocupações de cariz ambiental.

Num muro perto de um templo de uma das centenas de seitas evangélicas brasileiras, no Rio de Janeiro (clicar):

Manteiga Milhafre

Obrigado ao Vostra por ter partilhado o seu ensopado de enguias e ao Ernesto por ter explicado os segredos pão com manteiga e do chá. Quanto ao primeiro, um grande elogio para a manteiga açoriana Milhafre. Aqui nos Países Baixos o máximo que consegui encontrar até agora é a manteiga "Botergoud" (halfvolle roomboter), que mais parece margarina. Aliás, continuo sem estar certo de que comprei manteiga, mas asseguram-me que sim. Se esta é a manteiga que conseguem produzir neste país de moínhos e vacas, um grande bem haja para a Milhafre, que devia ser património nacional. Quanto à receita de chá, Ernesto esqueceu-se de referir um aspecto crucial: o tempo de aspersão das ervas de chá na água. Aqueles gajos que põem a saqueta na água fervente durante cinco segundos - e a retiram quando a água começa a ganhar coloração - não percebem nada de chá. A água só fica ´profundamente imbuída pelos aroma do chá quando é feita uma aspersão de pelo menos cinco minutos, com o tampo do bule fechado.

sábado, março 05, 2005

As paredes têm bocas



Nas imediações das igrejas católicas, os grafites costumam ser usado como meio de confissão dos mais escabrosos pecados, como sejam a gula e a adoração de políticos incompetentes, demagogos e perdedores.

Num muro em frente à Igreja de Nossa Senhora do Carmo (Lisboa):

MAFALDA AMA BATATA

SARA AMA PORTAS
Donos do Copo
Chá verde de Jasmim

Compra-se nas lojas dos chineses por um euro e é igual aos outros comprados nas lojas de Spa por quatro euros

Ingredientes
Água
Chá verde de Jasmim

Preparação
1- Ferve-se a água
2- Apaga-se o lume
3- Junta-se o saquinho de chá
4- Beberica-se na cama com um livro
Donos da Faca
Pão com manteiga

Um dos melhores pitéus do mundo. Com leite com café, ainda morno, a côdea crocante, pela manhã, é imbatível.

Ingredientes
Pão a sério
Manteiga Milhafre (dos Açores)

Preparação
1- Abre-se o pão
2- Espalha-se a manteiga
3- Trinca-se como fazem os cães
Os Donos do Tacho
Ensopado de enguias



Adoro enguias.

Eis como preparar um belo ensopado delas:

Ingredientes:

Pimentos vermelhos e verdes, louro, colorau, alhos, coentros, bocadinhos de pão torrado, tomate, batatas, cebola, salsa, vinho branco, sal, gindungos e um quilo de enguias (de tamanho médio)

Preparação:

Faz-se um refogado com cebola, pimentos vermelhos e verdes, alhos, salsa, louro, coentro, tomate, colorau e um pouco de vinho branco. Passa-se o molho e cozem-se as enguias e as batatas, e tempera-se com sal e gindungos. Serve-se em tachinhos de barros com bocadinhos de pão torrado e no fundo salpica-se com coentros.
Vaneigem 68

"A radicalidade de Maio de 68 assenta essencialmente na recusa do homem economizado e na consciência de que é possível outra vida, outra sociedade, outro mundo. Ela revelou que, abanando a escravatura do trabalho, surgia e erguia-se o homem do desejo, o homem do grande desejo de vida. Ela trouxe à luz o conflito que urdirá doravante todos os outros, a insurreição da sociedade que exalta a vida contra a sociedade mercantil."

terça-feira, março 01, 2005

Vaneigem III

É claro que as propostas de Vaneigem e dos situacionistas contêm diversas contradições. Por exemplo, na questão da democracia directa, que aqui mais parece uma ditadura de iluminados:

"Para isso queremos lançar as bases de uma democracia directa em que o princípio de humanidade prima sobre o princípio da maioria numérica. Mesmo quando decidida por uma maioria de vozes, consideraremos como nula e inválida qualquer decisão inumana [excepto se for tomada por elementos do Núcleo Duro], anularemos todos os éditos de barbárie, de ódio, do desprezo, da exclusão da oclusão mental.
Não existe liberdade, lei, direito privado ou público, nem desculpa, protecção, reserva e excepção que possam suscitar, justificar ou tolerar um acto contrário à humanidade(...) Tolerância para com todas as ideias, mesmo as mais abjectas, intolerância para com qualquer acto de violência perpetrado contra uma criança, uma mulher, um homem: tal é o postulado que instaura a nossa vontade de conceder uma soberania absoluta à vida."
Querido Ernesto:
A tua cátedra sobre a condição de pai foi muito útil e enternecedora. Mil obrigados. Estou agora muito melhor preparado para aguentar as agruras ? que as há, como tu descreves ? e deleitar-me com os privilégios da paternidade.
Ela não me vai parecer linda; ela já me parece linda: a imagem dela, mesmo vista num monitor, é deslumbrante, não é?
É verdade, o vosso Zizou vai ser pai. O vosso Zizou, daqui a um mês, vais estar atolado na merda, perdão, no cocó, e vai dizer coisas estúpidas como «gu gu tá tá». O vosso Zizou vai ser um pai babado e encher a filha de mimos.
Os ensinamentos transmitidos pelo Cablongue, o pioneiro, a Ernesto e do Ernesto a mim serão mais tarde (muito mais tarde, digo eu) passados àqueles de entre nós que não têm a força na verga para criar novos durões. Carcaça, Vostra e Tibas: sigam-nos o exemplo e ponham crianças no mundo que a Zizoua é professora e precisa de meninos a quem dar aulas.

segunda-feira, fevereiro 28, 2005

Muito bem

O nosso Zizou vai ser pai. Já é público e notório. Eu posso falar de alto. Sou um gajo experiente na matéria, como sabem.

Vocês perguntam, e o que é que o pai Ernesto tem a dizer sobre o assunto para ajudar este pobre companheiro?

Muito simples. É tudo verdade, camarada Zizou. Vai-te parecer linda, mesmo que seja zarolha; aquelas carinhas tontas, aquele cabecear descontrolado espalhando fio de baba, serão gracinhas ternurentas; a merda (que passa a ser cocó), os peidos (que passam a ser puns), tornar-se-ão uma obsessão para ti.

Dirás coisas que nunca pensaste, repetirás até à exaustão frases tolas como: "Já fez cocó?" Ou então esta: "Que lindo cocó!" Ou esta: "Olha ela a rir, anda ver".

A única coisa que é tanga é que "depois não custa". Custa sim. Adoras a miúda, mas dormes mal e sofres com o choro. Um dos momentos mais felizes da vida de um pai recente é quando larga a filha em casa dos avós.

De qualquer forma, parabéns Zizou. Nunca pensámos que conseguirias.
Vaneigem II

Face ao diagnóstico já descrito, Vaneigem propõe algumas linhas programáticas para "lançar as bases de uma sociedade humana". Como constatarão, as suas propostas são profundamente utópicas (aquela da abolição do dinheiro é fantástica!), o que não quer dizer que não concorde com muitas delas:

Criação de uma alocação de sobrevivência a qualquer indivíduo com mais de 18 anos, permitindo o livre exercício das actividades criativas;

El Cablogue poderá voltar a escrever para o ND sem sentir que a sua carreira académica está a ser prejudicada pelo provincianismo;

Financiamento, reparação, modernização e gratuidade dos serviços públicos, com prioridade para o ensino e saúde;

Tiberius deve apresentar-se na sala de imprensa do Benfica mostrando ostensivamente o seu cartão de sócio do FCP para as câmaras televisivas, enquanto grita "eu só quero ver Lisboa a arder, Lisboa a arder, Lisboa a arder";

Ajuda ao restauro das paisagens e das habitações;

Ajuda às colectividades locais encarregadas de intervir de modo criativo em prol das pessoas com dificuldades psicológicas ou materiais;

Concessão a DJ Carcaça de uma pensão vitalícia por "grandes serviços culturais prestados ao Estado português";

Ajuda à agricultura natural e ao controlo da qualidade dos produtos;

Vostradeis passará a usar um bigode de pontas retorcidas para cima, à maneira do seu inspirador Salvador Dalí. Continuando na sua senda narcisista, será uma espécie de "Emplastro" lisboeta, surgindo em todos os directos atrás das répóreres da SIC Notícias e da RTPN. Ficará famoso por isso;

Ajuda ao desenvolvimento das energias naturais não poluentes e gratuitas;

Zizou deverá fazer o pino em plena Avenida Lourenço Peixinho, enquanto canta: "Aveiro é só merda é só merda é só merda é só merda, de um lado é a ria, do outro lado é Cacia";

Ajuda à investigação científica liberta do domínio das máfias farmacêuticas e tecnológicas. Verificação do interesse exclusivamente humano das experiências realizadas;

Obrigatoriedade de Ernesto desempenhar funções como assessor de imagem do ex-ministro Paulo Portas durante cinco anos;

Abolição, num prazo mais ou menos longo, do dinheiro e do valor de troca, segundo métodos inspirados na experiência das colectividades catalãs de 1937, e levados ainda mais longe, graças aos meios e condições da nossa época;

sexta-feira, fevereiro 25, 2005

As paredes têm bocas



Os muros das praças de touros são frequentemente palco de filosóficas discussões acerca dos políticos e do seu papel na sociedade.

Na Praça de Touros do Montijo:

POLÍTICOS = CÚMPLICES DOS INCENDIÁRIOS

OS POLÍTICOS SÃO COMO OS TOIROS: SÓ FAZEM BOAS CORRIDAS QUANDO BEM PICADOS
Vaneigen

Voltei a ler Raoul Vaneigen, um dos mentores do movimento situacionista, gerado mais ou menos por alturas do Maio de 68. Vaneigen faz uma crítica radical do capitalismo. Em muitos aspectos, concordo com ele no diagnóstico da doença. Mas nem sempre apoio as curas que ele propõe, mais utópicas do que práticas. Transcrevo algumas passagens de "Pela Abolição da Sociedade Mercantil".

"Os últimos ditadores já não estão a salvo de uma justiça que os mete na prisão, os chefes de Estado expõem-se a um destino semelhante, os militares, tão honrados e temidos, são alvo da risota dos miúdos, as instituições religiosas caem em desuso ? até o Islão, apesar da sua força numérica, está minado pela avareza financeira que, tal como acontece com os arcaísmos nacionalistas, faz dele o cobertor roído pela traça dos interesses mafiosos. Comunismo, liberalismo, fascismo, socialismo, anarquismo, esquerdismo, palavras de esperança e de sangue cujo clamor se repercutiu de continente em continente, são apenas embalagens vazias e definitivamente obsoletas. (...)
Ei-la pois perante nós, essa tábua rasa com que tanto sonhámos. Ela desembaraçou-se dos seus detritos mas, infelizmente, não da maneira como desejávamos, pois, liberta dos valores do passado, apenas nos oferece o vazio como ponto de apoio, como se a sua vacuidade proviesse do buraco negro para onde o dinheiro atrai os seres e as consciências. Ou seja, tal como acontecia ao pobre rei Midas, tudo o que lhe tocar transforma-se em virtualidade financeira, encontrando-se imediatamente despojado do seu uso, utilidade, prazer ou sabor."

"O poder do totalitarismo financeiro que se estendeu aos quatro cantos do mundo cobre o planeta com uma atmosfera poluída, verdadeira 'noite e nevoeiro', onde as sombras vão e vêm seguindo o curso flutuante dos dividendos. Como um gás incapacitante, as exalações da tirania lucrativa penetram na carne dos homens, das mulheres e das crianças para acabar por corromper completamente a vida mais elementar.
De meio indispensável para obter meios de subsistência, o dinheiro, elevado à condição de fetiche supremo pela curva hiperbólica do lucro, acabou por servir apenas para se reproduzir a ele próprio nos circuitos fechados da especulação. O dinheiro enlouqueceu à força de rodopiar sobre ele próprio, como uma serpente ouroborus devorando a sua própria cauda. Simultaneamente, o poder que dele emana e do qual é a própria emanação desligou-se por sua vez das realidades terrestres, onde cada indivíduo, com um mal estar crescente, procura acomodar-se ao seu absolutismo de direito divino."

"O dinamismo lucrativo da capitalismo de empresa deu lugar à preeminência de especulações bolsistas onde o dinheiro opera em circuito fechado. Gigantescas empresas estão-se bem nas tintas para a construção de fábricas ou para a criação de empregos. Fabricam accionistas, investem cada vez menos na produção de bens úteis à comunidade, desmantelam os serviços públicos, negligenciam o alojamento, vendem a educação ao desbarato, sabotam os transportes públicos, desvalorizam as prestações de saúde. Sem se preocuparem com o longo prazo, encaixam um lucro imediato do caos social provocado pela pauperização, pelo desemprego, pela precariedade da sobrevivência e por essa ânsia de obter dinheiro a todo o custo, que apodrece o pensamento e os costumes a toda a escala da miserável escala social."

quarta-feira, fevereiro 23, 2005

Táxi drástico - Filosofia de praça



Taxista gordo e baixinho, de rosto rosado, cabelo curto e grisalho e ar bonacheirão, durante uma longa corrida de Lisboa ao Montijo:

"... Eu sou alentejano de Borba. Já ouvi anedotas de todas as maneiras e feitios mas nunca ouvi nenhuma que fosse contra os alentejanos. Dizem que somos malandros!? Só trabalha quem é estúpido! Você sabe qual é a diferença entre um alentejano e um chuveiro? Meta-se debaixo dum e doutro que logo vê a diferença..."
Sideburns que não fizeram história

Número três



Vostra na sua fase Damon Hill
Sideburns que não fizeram história

Número dois



Teodoro Viviano Matraca, consultor de terapias alternativas, candidato à Assembleia da República pelo Bloco de Esquerda em Vila Real
Sideburns que não fizeram história

Número um



Custódio Alípio Alpiarça, industrial do queijo da Estrela e comendador da ordem do Banho

domingo, fevereiro 20, 2005

Frases Usadas

O que faz as criaturas escreverem bem é terem dívidas.
Agustina Bessa-Luís

Parece-me que já me cheira um pouco melhor aqui em Coimbra. Pode ser da co-incineração, ou pode ser só impressão.
O gajo que fala a rimar

Na próxima reencarnação, abrirei um restaurante de leitão
O gajo que fala a rimar