quarta-feira, agosto 31, 2005
O folgazão do Tiberius está a extravasar. Está nos estatutos que o Núcleo Duro é um projecto editorial misógino e que as mulheres não podem fazer parte do seu seio (ressalvando o caso do Zizou, que é transsexual). Com total desplante, Tiberius vem para aqui defender gajas. Devia ser punido por isso. Vou aconselhar ao nosso conselho jurídico que o suspenda por tempo indeterminado.
segunda-feira, agosto 29, 2005
Carcaça: ele só se mete com gajas
O nosso Carcaça volta a dar provas de ser um fedorento reaccionário ultramontano. Cá está ele, no post aqui abaixo, com um raciocínio bem típico da ultra-esquerda hachichiana a que pertence: a gaja escreve asneiras? Precisa é de levar umas boas dos motoqueiros de Faro!
Oh DJ, és como os taxistas: só fazes voz grossa quando é com gajas.
O nosso Carcaça volta a dar provas de ser um fedorento reaccionário ultramontano. Cá está ele, no post aqui abaixo, com um raciocínio bem típico da ultra-esquerda hachichiana a que pertence: a gaja escreve asneiras? Precisa é de levar umas boas dos motoqueiros de Faro!
Oh DJ, és como os taxistas: só fazes voz grossa quando é com gajas.
A gaja só tem olhos para o Núcleo:
Esta minha disposição para passar à frente nesta polémica quase se tornou definitiva mercê de duas expressões que esta semana me entraram no ouvido. Ora pode lá uma alma perder a oportunidade de teorizar sobre "o balneário" e "o núcleo duro"? Com os incêndios a extinguirem-se, "o balneário" e "o núcleo duro" entraram nas nossas vidas. São os elementos do "núcleo duro" que garantem que Soares antecipou a apresentação da sua candidatura, é Cavaco que já pôs "o seu núcleo duro" a trabalhar... Ninguém deve ter falado mais com os jornais e os jornalistas nos últimos dias que os designados "núcleos duros", mas um ridiculamente espesso manto de anonimato cai sobre os ditos. Suponho até que das redacções se telefona e diz: "Pode passar-me ao núcleo duro? Não está ninguém do núcleo duro? Se não for do núcleo duro não vale a pena falar porque não é uma fonte segura." Esperemos que Cavaco e Soares se resolvam rapidamente anunciar que são candidatos, caso contrário acabaremos a ler notícias sobre as declarações do "núcleo próximo" do "núcleo duro", sem esquecer as ligações entre os núcleos duro e próximo com os núcleos de independentes. Quanto ao balneário, o caso é ainda mais interessante. Tal como o "núcleo duro", o "balneário" farta-se de falar. Mas não só. O "balneário" tem estados de alma. Moralidade. Filosofia de vida. Ao que percebi, "o balneário" apoia o guarda-redes Ricardo. Entre outras coisas porque Ricardo é "humilde". O que me aconselharia "o balneário"? Provavelmente a ser humilde. E o "núcleo duro"?
Helena Matos, "Público" de 27 de Agosto
A resposta do Núcleo:
O Núcleo Duro (verdadeiro) aconselha que Helena Matos faça um estágio de uma semana com os maganos do Moto Clube de Faro. Poderá dessa forma reunir material para mais cinco anos das suas crónicas feministas, que tanto apreciamos.
Esta minha disposição para passar à frente nesta polémica quase se tornou definitiva mercê de duas expressões que esta semana me entraram no ouvido. Ora pode lá uma alma perder a oportunidade de teorizar sobre "o balneário" e "o núcleo duro"? Com os incêndios a extinguirem-se, "o balneário" e "o núcleo duro" entraram nas nossas vidas. São os elementos do "núcleo duro" que garantem que Soares antecipou a apresentação da sua candidatura, é Cavaco que já pôs "o seu núcleo duro" a trabalhar... Ninguém deve ter falado mais com os jornais e os jornalistas nos últimos dias que os designados "núcleos duros", mas um ridiculamente espesso manto de anonimato cai sobre os ditos. Suponho até que das redacções se telefona e diz: "Pode passar-me ao núcleo duro? Não está ninguém do núcleo duro? Se não for do núcleo duro não vale a pena falar porque não é uma fonte segura." Esperemos que Cavaco e Soares se resolvam rapidamente anunciar que são candidatos, caso contrário acabaremos a ler notícias sobre as declarações do "núcleo próximo" do "núcleo duro", sem esquecer as ligações entre os núcleos duro e próximo com os núcleos de independentes. Quanto ao balneário, o caso é ainda mais interessante. Tal como o "núcleo duro", o "balneário" farta-se de falar. Mas não só. O "balneário" tem estados de alma. Moralidade. Filosofia de vida. Ao que percebi, "o balneário" apoia o guarda-redes Ricardo. Entre outras coisas porque Ricardo é "humilde". O que me aconselharia "o balneário"? Provavelmente a ser humilde. E o "núcleo duro"?
Helena Matos, "Público" de 27 de Agosto
A resposta do Núcleo:
O Núcleo Duro (verdadeiro) aconselha que Helena Matos faça um estágio de uma semana com os maganos do Moto Clube de Faro. Poderá dessa forma reunir material para mais cinco anos das suas crónicas feministas, que tanto apreciamos.
sábado, agosto 27, 2005
Secção 'O Meu Pai Andava em Viagem'
Os Irmãos Carrascos

Pedro Mexia, colunista português que gosta de massacrar os leitores

Undertaker, lutador norte-americano de 'wrestling' que gosta de massacrar os adversários
Os Irmãos Carrascos

Pedro Mexia, colunista português que gosta de massacrar os leitores

Undertaker, lutador norte-americano de 'wrestling' que gosta de massacrar os adversários
segunda-feira, agosto 22, 2005
A dureza de um Núcleo

De entre os vários núcleos que vão surgindo por essa blogosfera afora, nenhum até agora demonstrou uma solidez comparável à deste. Basta dar uma volta pela Net para descobrir outros núcleos. Mas não se deixe enganar.
Só o Duro é Núcleo. Só o Duro é bom!
Cuidado com as imitações, ó Casimiro:
Moleza assumida
Maluquinhos do cinema
Escritores frustrados
Núcleo ilegível

De entre os vários núcleos que vão surgindo por essa blogosfera afora, nenhum até agora demonstrou uma solidez comparável à deste. Basta dar uma volta pela Net para descobrir outros núcleos. Mas não se deixe enganar.
Só o Duro é Núcleo. Só o Duro é bom!
Cuidado com as imitações, ó Casimiro:
Moleza assumida
Maluquinhos do cinema
Escritores frustrados
Núcleo ilegível
sexta-feira, agosto 19, 2005
O Núcleo solidariza-se com J.P. Bello e passa a reproduzir o anúncio que fez publicar no Diário de Notícias. Bello é um polivalente. Imagino-o como um tipo que começou por escrever somente sobre música erudita e literatura novecentista. Foi depois sendo sujeito às "pressões do mercado" e alargando o seu leque de trabalho. Este homem podia ser o Kostá, do romance Budapeste, de Chico Buarque.
ESCREVEDOR
Disponibiliza-se
Para todo o tipo de criações escritas, técnicas ou criativas, com absoluto e perfeito domínio da Língua Portuguesa, nomeadamente:
Cartas, Alocuções, Comunicados, Programas, Relatórios, Peças Jornalísticas, Publi-reportagens, Prosa, Poesia, Guião, uma Frase, Contos, Diálogos, Slogans, Memórias Descritivas, Elegias, Historiais, Romances, Biografias, Adaptações, Revisões, Textos Comerciais diversos, Sinopses, Entrevistas, FAQ's e quaisquer outros.
Do ortodoxo ao heterodoxo, todos os seus desafios e necessidades de escrita em Português podem encontrar concretização prática. Porque ainda há quem saiba moldar a nossa Língua sem a esfrangalhar.
J.P. Bello
(criações de qualidade incompatíveis com o conceito de pechincha)
jpbello@netcabo.pt
91 6653108
ESCREVEDOR
Disponibiliza-se
Para todo o tipo de criações escritas, técnicas ou criativas, com absoluto e perfeito domínio da Língua Portuguesa, nomeadamente:
Cartas, Alocuções, Comunicados, Programas, Relatórios, Peças Jornalísticas, Publi-reportagens, Prosa, Poesia, Guião, uma Frase, Contos, Diálogos, Slogans, Memórias Descritivas, Elegias, Historiais, Romances, Biografias, Adaptações, Revisões, Textos Comerciais diversos, Sinopses, Entrevistas, FAQ's e quaisquer outros.
Do ortodoxo ao heterodoxo, todos os seus desafios e necessidades de escrita em Português podem encontrar concretização prática. Porque ainda há quem saiba moldar a nossa Língua sem a esfrangalhar.
J.P. Bello
(criações de qualidade incompatíveis com o conceito de pechincha)
jpbello@netcabo.pt
91 6653108
sábado, agosto 13, 2005
Secção 'O Meu Pai Andava em Viagem'
Os Irmãos Estarolas

Roberto Benigni, actor cómico italiano

Santana Lopes, político cómico português
Os Irmãos Estarolas

Roberto Benigni, actor cómico italiano

Santana Lopes, político cómico português
sexta-feira, agosto 12, 2005
Santana ainda mexe

A revista do 'Expresso' é mesmo 'Única'. É a única que tem ar de ser boa e depois, vai-se a ver, é uma merda igual às outras. Mas às vezes, traz coisas espectaculares. Numa edição recente, vinha uma entrevista com sua Santanidade o Lopes tão vazia como a cabeça dele, mas que valia por uma pérola que há muito não se via. Uma pequena frase para um homem, uma barrigada de riso para a humanidade:
"Vão ao motor de busca Google e vejam: sou o político português, de longe, com mais citações na Net"
Quem é que não imagina o Santana em casa, sentado à frente do seu computador, a fazer pesquisas no Google por nomes de outros políticos e a sorrir cada vez que descobria que os outros nomes apresentam menos resultados do que o dele!? A frase mereceu o Prémio Twilight Zone da revista 'Grande Reportagem'. O Núcleo acha merecido.
Aproveitámos e fomos ver se era verdade. Várias pesquisas no Google permitiram-nos apurar que, de facto, o nome de Santana Lopes é dos que apresenta mais resultados, mas ainda fica atrás de uma figura de cuja sombra não parece capaz de sair, e bem atrás do Presidente, o grande líder. O ND divulga aqui o Top-10 dos políticos mais googlizados:
1. Jorge Sampaio - 126 000
2. Durão Barroso - 107 000
3. Santana Lopes - 91 300
4. Mário Soares - 83 700
5. José Sócrates - 75 600
6. Cavaco Silva - 53 400
7. Paulo Portas - 41 300
8. João Soares - 29 200
9. Manuel Alegre - 26 300
10. Carmona Rodrigues - 17 100

A revista do 'Expresso' é mesmo 'Única'. É a única que tem ar de ser boa e depois, vai-se a ver, é uma merda igual às outras. Mas às vezes, traz coisas espectaculares. Numa edição recente, vinha uma entrevista com sua Santanidade o Lopes tão vazia como a cabeça dele, mas que valia por uma pérola que há muito não se via. Uma pequena frase para um homem, uma barrigada de riso para a humanidade:
"Vão ao motor de busca Google e vejam: sou o político português, de longe, com mais citações na Net"
Quem é que não imagina o Santana em casa, sentado à frente do seu computador, a fazer pesquisas no Google por nomes de outros políticos e a sorrir cada vez que descobria que os outros nomes apresentam menos resultados do que o dele!? A frase mereceu o Prémio Twilight Zone da revista 'Grande Reportagem'. O Núcleo acha merecido.
Aproveitámos e fomos ver se era verdade. Várias pesquisas no Google permitiram-nos apurar que, de facto, o nome de Santana Lopes é dos que apresenta mais resultados, mas ainda fica atrás de uma figura de cuja sombra não parece capaz de sair, e bem atrás do Presidente, o grande líder. O ND divulga aqui o Top-10 dos políticos mais googlizados:
1. Jorge Sampaio - 126 000
2. Durão Barroso - 107 000
3. Santana Lopes - 91 300
4. Mário Soares - 83 700
5. José Sócrates - 75 600
6. Cavaco Silva - 53 400
7. Paulo Portas - 41 300
8. João Soares - 29 200
9. Manuel Alegre - 26 300
10. Carmona Rodrigues - 17 100
quarta-feira, agosto 10, 2005
Prazeres inconfessáveis
Apesar de achar que este tipo de exercícios são, de alguma forma, desonestos (prazer inconfessável, que é inconfessável, não se confessa), não resisto a acrescentar aos magníficos "prazeres inconfessáveis" do magnífico otroncodateia.blogspot.com alguns gostos, diria, não inconfessáveis, mas duvidosos. Coisas que um gajo não vocifera no hall do Teatro da Cornucópia, nem na Cinemateca ou no Hot Club.
Comida
uma vez de dois em dois meses, quando estou com muita fome, adoro o double cheese da Mcdonalds e aquelas batatinhas fritas nojentas cheias de ketchup.
Música
gosto daquela música da Britney Spears... como é que se chama?... o primeiro êxito... quando ela ainda não era gorda e aparecia no vídeo como cheerleader...
Televisão
não consigo mudar de canal quando passam as reportagens das festas na Casa do Castelo. Há qualquer coisa de viciante numa tia fitness - ou numa prima - de decote bronzeado a dar respostas estúpidas a perguntas ainda mais estúpidas.
Cinema
chorei a rir em There's Something about Mary. E voltei a chorar.
não acho a pornografia um género indecente ou necessariamente repetitivo.
Apesar de achar que este tipo de exercícios são, de alguma forma, desonestos (prazer inconfessável, que é inconfessável, não se confessa), não resisto a acrescentar aos magníficos "prazeres inconfessáveis" do magnífico otroncodateia.blogspot.com alguns gostos, diria, não inconfessáveis, mas duvidosos. Coisas que um gajo não vocifera no hall do Teatro da Cornucópia, nem na Cinemateca ou no Hot Club.
Comida
uma vez de dois em dois meses, quando estou com muita fome, adoro o double cheese da Mcdonalds e aquelas batatinhas fritas nojentas cheias de ketchup.
Música
gosto daquela música da Britney Spears... como é que se chama?... o primeiro êxito... quando ela ainda não era gorda e aparecia no vídeo como cheerleader...
Televisão
não consigo mudar de canal quando passam as reportagens das festas na Casa do Castelo. Há qualquer coisa de viciante numa tia fitness - ou numa prima - de decote bronzeado a dar respostas estúpidas a perguntas ainda mais estúpidas.
Cinema
chorei a rir em There's Something about Mary. E voltei a chorar.
não acho a pornografia um género indecente ou necessariamente repetitivo.
Tiberius, mouro envergonhado
Este ódio do mouro Tiberius a Lisboa - que o leva a parafrasear o delinquente incendiário Pinto da Costa - é absolutamente esquizofrénico. Senão veja-se: Tiberius, embora natural do Porto, escolheu viver e trabalhar em Lisboa. Ninguém o obrigou, nem sequer se pode dizer que seja uma questão de mercado. Como ele bem sabe e verbaliza - em segredo, claro, para que os seus conterrâneos não ouçam - Tiberius, sendo um urbano-depressivo, "não poderia viver noutro sítio senão em Lisboa".
Algumas citações do próprio Tiberius, a propósito:
"Lisboa é a única cidade de Portugal"
"O Porto é uma aldeia de pacóvios"
"A melhor merda que os gajos inventaram foi a francesinha e o Domingos"
+
Este ódio do mouro Tiberius a Lisboa - que o leva a parafrasear o delinquente incendiário Pinto da Costa - é absolutamente esquizofrénico. Senão veja-se: Tiberius, embora natural do Porto, escolheu viver e trabalhar em Lisboa. Ninguém o obrigou, nem sequer se pode dizer que seja uma questão de mercado. Como ele bem sabe e verbaliza - em segredo, claro, para que os seus conterrâneos não ouçam - Tiberius, sendo um urbano-depressivo, "não poderia viver noutro sítio senão em Lisboa".
Algumas citações do próprio Tiberius, a propósito:
"Lisboa é a única cidade de Portugal"
"O Porto é uma aldeia de pacóvios"
"A melhor merda que os gajos inventaram foi a francesinha e o Domingos"
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Núcleo autárquico
O Núcleo está a preparar uma campanha de âmbito nacional e mesmo mundial para as eleições autárquicas. Começamos pela capital.
Um candidato da concorrência apresentou um manifesto com 38 mil caracteres de ideias para Lisboa.
O Núcleo apresenta aqui os seus 63 caracteres de ideias para Lisboa:
O Núcleo está a preparar uma campanha de âmbito nacional e mesmo mundial para as eleições autárquicas. Começamos pela capital.
Um candidato da concorrência apresentou um manifesto com 38 mil caracteres de ideias para Lisboa.
O Núcleo apresenta aqui os seus 63 caracteres de ideias para Lisboa:
Nós só queremos Lisboa a arder, Lisboa a arder, Lisboa a arder.
terça-feira, agosto 09, 2005
Ainda os WC
Há várias coisas que não compreendo no mundo. Não compreendo, por exemplo, aquele cartaz do BE com um homem com a cabeça enfiada num caixote do lixo, e o slogan: "Lisboa não é isto, Lisboa é gente". Como também não compreendo por que razão as mulheres acham romântico andar à chuva e os homens não. São enigmas que, suspeito, morrerão comigo.
Há no entanto um mistério que ultrapassa tudo isto. Um mistério onde não se vislumbra a mínima pista. Refiro-me às poças de mijo debaixo dos urinóis públicos. Como é possível acontecer uma coisa destas? Retretes pingadas, poças junto a retretes pingadas, um gajo entende. Mas urinóis, receptáculos com meio metro quadrado, que ficam a uma distância de cinco centímetros da picha! Como é que alguém pode mijar para o chão?
Não sei, de facto, quem é capaz disto. Mas desconfio que serão os mesmos que colam os burriés na parede e queimam o autoclismo com beatas.
Há várias coisas que não compreendo no mundo. Não compreendo, por exemplo, aquele cartaz do BE com um homem com a cabeça enfiada num caixote do lixo, e o slogan: "Lisboa não é isto, Lisboa é gente". Como também não compreendo por que razão as mulheres acham romântico andar à chuva e os homens não. São enigmas que, suspeito, morrerão comigo.
Há no entanto um mistério que ultrapassa tudo isto. Um mistério onde não se vislumbra a mínima pista. Refiro-me às poças de mijo debaixo dos urinóis públicos. Como é possível acontecer uma coisa destas? Retretes pingadas, poças junto a retretes pingadas, um gajo entende. Mas urinóis, receptáculos com meio metro quadrado, que ficam a uma distância de cinco centímetros da picha! Como é que alguém pode mijar para o chão?
Não sei, de facto, quem é capaz disto. Mas desconfio que serão os mesmos que colam os burriés na parede e queimam o autoclismo com beatas.
As paredes têm bocas

É uma tradição de décadas a chamada 'filosofia de sanita', aquela que surge quando estamos no auge da cagada e que muitos têm dificuldade em guardar só para si. Nos tempos que correm, no entanto, a prática parece estar a ser usada com fins utilitários a grupos homossexuais.
Na casa de banho do El Corte Inglés (nota: os números de telefone foram suprimidos. O objectivo deste site será, quando muito, caçoar da rabetagem, nunca promovê-la):
FASSO BROCHE 963...
SOU GAY PASSIVO E MEIGO
LIGA-ME HOJE
SE TAS SOZINHO COMO
EU ENTAO LIGA-ME
912...
FELIPE SÁ MEDEROS
[seta a apontar para a mensagem anterior] ÉS BRASUCA MARICONA!
SOU TROPA
25 ANOS
PROCURO
ATIVOS
ENTRE OS 16 E OS 23 ANOS
NÃO ENFEMINADOS
AMANH DIA 24 MAIO 19H

É uma tradição de décadas a chamada 'filosofia de sanita', aquela que surge quando estamos no auge da cagada e que muitos têm dificuldade em guardar só para si. Nos tempos que correm, no entanto, a prática parece estar a ser usada com fins utilitários a grupos homossexuais.
Na casa de banho do El Corte Inglés (nota: os números de telefone foram suprimidos. O objectivo deste site será, quando muito, caçoar da rabetagem, nunca promovê-la):
FASSO BROCHE 963...
SOU GAY PASSIVO E MEIGO
LIGA-ME HOJE
SE TAS SOZINHO COMO
EU ENTAO LIGA-ME
912...
FELIPE SÁ MEDEROS
[seta a apontar para a mensagem anterior] ÉS BRASUCA MARICONA!
SOU TROPA
25 ANOS
PROCURO
ATIVOS
ENTRE OS 16 E OS 23 ANOS
NÃO ENFEMINADOS
AMANH DIA 24 MAIO 19H
quinta-feira, agosto 04, 2005
Escutas do Núcleo
"Isto é um país de tristes. Começou logo pelo D. Afonso Henriques, que era um bate na mãe. A primeira coisa que ele fez quando chegou ao trono foi mandar arrear na mãe, a Urraca. O Afonso Henriques era um bate na mãe, está a ouvir? Um bate na mãe!"
[um taxista de Lisboa, após o concerto de Gilberto Gil]
"Este bairro aqui é só ciganos. Mas eles agora até parece que se têm portado bem. Então o Gilberto gil aindaa arrasta muita gente? Ele é ministro, não é? É como o Pelé. São os dois pretos, mas até são inteligentes."
"Isto é um país de tristes. Começou logo pelo D. Afonso Henriques, que era um bate na mãe. A primeira coisa que ele fez quando chegou ao trono foi mandar arrear na mãe, a Urraca. O Afonso Henriques era um bate na mãe, está a ouvir? Um bate na mãe!"
[um taxista de Lisboa, após o concerto de Gilberto Gil]
"Este bairro aqui é só ciganos. Mas eles agora até parece que se têm portado bem. Então o Gilberto gil aindaa arrasta muita gente? Ele é ministro, não é? É como o Pelé. São os dois pretos, mas até são inteligentes."
sexta-feira, julho 29, 2005
Inquérito de rua
Em quem vai votar nas próximas eleições presidenciais?

DJ Carcaça, 32 anos, intelectual de esquerda

Vostradeis, 31 anos, homem de família

El Cablogue, 96 anos, referência moral da nação

Ernesto, 19 anos, jovem delinquente de bairro degradado

Tiberius, 2019 anos, imperador romano sado-masoquista

Zizou, 17 meses, ameba
Em quem vai votar nas próximas eleições presidenciais?

DJ Carcaça, 32 anos, intelectual de esquerda
Eu voto no Manuel Alegre. Ou então no Derrida. Ou no Tom Waits.

Vostradeis, 31 anos, homem de família
Eu voto no Cavaco. Ele é a minha cara.

El Cablogue, 96 anos, referência moral da nação
Eu voto no Xuxas. Ele é a minha cara.

Ernesto, 19 anos, jovem delinquente de bairro degradado
Eu voto no Mourinho, ele é um ganda dread.

Tiberius, 2019 anos, imperador romano sado-masoquista
Eleições? Isso é para fracos.

Zizou, 17 meses, ameba
Eu voto em branco.
segunda-feira, julho 25, 2005
Proposta de membro honorário
(secção "Água? Queres-me dar água?
Vais para a rua")

A realização de mais uma grande festa do Chão da Lagoa não me deixa dúvidas - Alberto João Jardim merece ser distinguido como membro honorário do Núcleo. Subscrevo à consideração da comunidade os documentos seguintes como testemunho do mérito da candidatura.
No mínimo, os membros do Núcleo devem atribuir ao Alberto João a Grande Ordem dos 31 Copos , máxima condecoração do Núcleo por Feitos de Elevada Grunhice. Proponho igualmente a atribuição da Ordem da Pena Sofredora ao repórter Tolentino da Nóbrega, cronista incansável das tropelias do albertjoão.
As provas:
Jardim bebeu 31 copos para festejar PSD-Madeira
TOLENTINO DE NÓBREGA
O líder madeirense
acha que Mário Soares
e Cavaco Silva são ambos candidatos da situação, "as duas faces do mesmo disco, com a mesma música"
Entre as 10.45 e as 13.00 horas, antes das intervenções políticas, Alberto João Jardim bebeu ontem 31 copos, um por cada ano de existência do PSD na Madeira. Exclusivamente de bebidas alcoólicas. Esteve, como viria a acontecer no discurso, muito mais moderado do que nos anos anteriores, ao passar abstémio em duas dezenas das 60 tasquinhas, com poucas farpas pelo meio.
Recebido no Chão da Lagoa, exactamente às previstas 10 horas e 30 minutos, com girândola de foguetes e toque do hino partidário, o líder do PSD-Madeira agradeceu, em sentido, as honras prestadas por um corpo de bombeiros, perfilhados a rigor desde a chegada dos batedores da PSP que com sirenes anunciavam a chegada do BMW descapotável, com Jardim e seu braço-direito Jaime Ramos, o "Comandante Zero", como seria apresentado pelo presidente.
No ritual da via-sacra de Jardim pelas tasquinhas, o vinho, de várias qualidade e regiões, bateu por 11-9 a cerveja local, seguindo-se cinco whiskies, dois licores, duas ponchas de aguardente, uma ginja e uma sangria. Numa excepção ao consumo de bebidas alcoólicas, provou um sumo de anona, de fabrico regional.
Quando um dirigente concelhio perguntou se queria água, o líder regional reagiu: "Água? Queres-me dar água? Vais para a rua". À volta todos brindavam com o líder. "Mulher comigo bebe". "Beee-be, beeee-be, beeeeem-be".
Na barraca do Porto Santo, canta "Pomba branca", do madeirense Max. Depois "As meninas da Camacha", no respectivo balcão. Quando as militantes da freguesia da Sé efusivamente o recebem, volta a cantar: "Minha mãe casa-me cedo/ que me dói a passarinha./ Oh filha coça c´o dedo/ que também me dói minha"
Na tenda do Jardim da Serra, manda repetir a fotografia, uma das muitas que viria a tirar com simpatizantes e visitantes. "Esta foto não vale. Agora venham as meninas para o meu lado". Para a posteridade pousa com uma continental, radicada há 15 anos no arquipélago. "Viva o Alberto João que fez da Madeira uma nação!", atirou a "forasteira". "Eu também tenho o Continente no coração", acrescentou Jardim.
De imediato aponta para o correspondente de um órgão de comunicação nacional: "Este é daqueles que dizem mal da Madeira em Lisboa. Quando for a revolução será julgado em tribunal popular", sentencia o governante. "Mulher comigo bebe", diz enquanto obsequeia uma jovem jornalista com um copo de cerveja. "Beeeee-be, beeee-be". Presente, Gabriel Drumond, deputado regional conotado com o independentismo, é promovido por Jardim a "herói da resistência".
O presidente faz o seu prognóstico das presidenciais. "Será 0-0", entre Mário Soares e Cavaco Silva, ambos "candidatos da situação", "as duas faces do mesmo disco, com a mesma música". No entanto, admite apoiar qualquer um deles, ou um terceiro (que "por enquanto não estou a ver ninguém"), caso se comprometa a realizar um "referendo constitucional para mudar este regime e desenvolver o país", tema retomada no discurso.
Pelas mudanças na Madeira questionam os jornalistas que o acompanham na ronda. "Eu só saio quando o povo quiser ou eu decidir". "Lá para o ano 2021". "Espero na minha reencarnação ainda ser presidente".
Cumprimenta outra militante.: "Passa também uma cerveja para a minha querida. Mulher comigo bebe". Mais idosa, outra apoiante promete votar em Jardim nas eleições de Outubro. "Em mim? Mas eu não sou candidato! Leve lá uma bandeirinha [laranja] para pôr na sua casa", diz como a premiar o apoio da senhora, "um exemplo para a burguesia cinzenta que não vem cá mas pede favores à Quinta Vigia". Olha à volta, como a confirmar ausências.
No pavilhão de Santa Cruz incita o presidente deposto a apoiar o novo candidato. Nova cantiga: "Casei com um velha/ da Ponta do Sol/ deitei-a na cama/ e o raio da velha/ rasgou o lençol/ (...) Voltei a deitar (...)/ ficou de pernas pr´ó ar".
"Quem é o verdadeiro cavalheiro de Portugal? Quem é? Quem é?". Perguntou e respondeu: "Alberto João Jardim!". E as mulheres repetiram em uníssono: "Alberto João Jardimmmmm!" Do líder nacional Jardim escusou a falar. "Cruzes, não falo de gente ausente".
Quase na ponta final do périplo, Jardim pede os binóculos a um emigrante e, devido à "visão catastrófica do rectângulo", gesticula um manguito "para Lisboa".
"Liberdade para a Madeira", "colonialismo nunca"
Os chuviscos e o nevoeiro, depois de um período matinal bem quente, fizeram baixar a temperatura no Chão da Lagoa quando Alberto João Jardim subiu ao palco, parecendo indiciar um discurso que defraudou as expectativas criadas pela promessa de afirmações "incendiárias".
A declaração de guerra ao "colonialismo" de Lisboa, contra os candidatos presidenciais pró-situação e o apelo à unidade para o combate autárquico na região foram temas recorrentes, praticamente sem qualquer novidade.
Da oposição regional, dos chineses e de Marques Mendes trataram os outros oradores. Jaime Ramos atacou o governo "incompetente e mentiroso", "liderado pela dupla Sampaio/Sócrates", pedindo que o futuro Presidente da República "ponha no olho da rua" o executivo em 2006, enquanto o seu filho Jaime Filipe concluiu que o líder nacional do PSD "não faz falta" na festa, onde "teria muito a aprender".
Jardim subiu ao palco e despediu-se, com "Pomba e circunstância", do compositor Eduard Elgar, director da música do último rei inglês. Ao som da cantata, praticamente a única surpresa do comício, apresentada como "coro da liberdade", o presidente do PSD-Madeira, de braços abertos, implorou aos milhares presentes que "todos dêem as mãos" e gritem "liberdade, a liberdade a que o povo madeirense tem direito". "Portugal sim, colonialismo nunca".
O país, repetiu, "está ingovernável". A sua solução passa pela mudança da Constituição ("a raiz de todos os males"), através do referendo, o que, segundo Jardim é improvável com os anunciados candidatos à Presidência da República, pela esquerda e pela direita, pois o "disco tem a mesma música dos dois lados".
Jardim acusou o PS de "travar os direitos" do madeirenses, de na região estar "aliado à Madeira velha que nos explorava" e de "continuar do lado de Lisboa a querer nos espezinhar". Em suma: "A verdadeira revolução somos nós" e "está na altura de fazermos a mudança que os partidos em Lisboa não querem fazer" ao apresentar tais candidatos a Belém.
Voltou a acusar Lisboa de fazer uma revisão constitucional que não corresponde à vontade dos madeirenses" e - contra as "leis marxistas" e "os limites que constitucionalmente foram impostos pelos cavalheiros da Assembleia da República", esses "colonialistas" que também "querem impôr à Madeira um sistema eleitoral para que quem perde as eleições ganhe na secretaria" -, prometeu "continuar a lutar pela autonomia". Também disse que não admite que o Estatuto da Região "esteja a mercê desses senhores", pois "não aceitamos que outros nos dêem ordens". "Liberdade, liberdade, liberdade na Madeira", pediu Jardim antes de encerrar o discurso, como é tradição, com o hino separatista: "Madeira és livre/ e livre serás/ cobiça mais linda/ no mundo não há"...
TOLENTINO DE NÓBREGA
(albertjoão dixit:)
"Água? Queres-me dar água?
Vais para a rua".
"Mulher comigo bebe".
"Beee-be, beeee-be, beeeeem-be"
"Minha mãe casa-me cedo/ que me dói a passarinha./ Oh filha coça c´o dedo/ que também me dói a minha"
"Eu também tenho o Continente
no coração"
"Este é daqueles que dizem mal
da Madeira em Lisboa. Quando
for a revolução será julgado
em tribunal popular"
"Eu só saio quando o povo quiser
ou eu decidir (...) Lá para o ano 2021 (...) Espero na minha reencarnação ainda ser presidente"
"Casei com um velha/ da Ponta do Sol/ deitei-a na cama/ e o raio da velha/ rasgou o lençol/ (...) Voltei a deitar (...)/ ficou de pernas pr´ó ar".
"Quem é o verdadeiro cavalheiro de Portugal? Quem é? Quem é? Alberto João Jardim!".
"Portugal sim, colonialismo nunca".
"Portugal está ingovernável"
"A Constituição é a raiz de todos
os males"
"[Presidenciais] O disco tem
a mesma música dos dois lados".
"O PS travar os direitos
dos madeirenses"
"O PS está aliado à Madeira velha que nos explorava"
"O PS continua do lado de Lisboa
a querer nos espezinhar"
"A verdadeira revolução somos nós"
"Está na altura de fazermos
a mudança que os partidos
em Lisboa não querem fazer"
"[Os] Colonialistas querem impôr
à Madeira um sistema eleitoral para que quem perde as eleições ganhe
na secretaria"
"Não aceitamos que outros
nos dêem ordens"
"Liberdade, liberdade, liberdade
na Madeira"
"Madeira és livre/
e livre serás/ cobiça mais linda/
no mundo não há"
(secção "Água? Queres-me dar água?
Vais para a rua")
A realização de mais uma grande festa do Chão da Lagoa não me deixa dúvidas - Alberto João Jardim merece ser distinguido como membro honorário do Núcleo. Subscrevo à consideração da comunidade os documentos seguintes como testemunho do mérito da candidatura.
No mínimo, os membros do Núcleo devem atribuir ao Alberto João a Grande Ordem dos 31 Copos , máxima condecoração do Núcleo por Feitos de Elevada Grunhice. Proponho igualmente a atribuição da Ordem da Pena Sofredora ao repórter Tolentino da Nóbrega, cronista incansável das tropelias do albertjoão.
As provas:
Jardim bebeu 31 copos para festejar PSD-Madeira
TOLENTINO DE NÓBREGA
O líder madeirense
acha que Mário Soares
e Cavaco Silva são ambos candidatos da situação, "as duas faces do mesmo disco, com a mesma música"
Entre as 10.45 e as 13.00 horas, antes das intervenções políticas, Alberto João Jardim bebeu ontem 31 copos, um por cada ano de existência do PSD na Madeira. Exclusivamente de bebidas alcoólicas. Esteve, como viria a acontecer no discurso, muito mais moderado do que nos anos anteriores, ao passar abstémio em duas dezenas das 60 tasquinhas, com poucas farpas pelo meio.
Recebido no Chão da Lagoa, exactamente às previstas 10 horas e 30 minutos, com girândola de foguetes e toque do hino partidário, o líder do PSD-Madeira agradeceu, em sentido, as honras prestadas por um corpo de bombeiros, perfilhados a rigor desde a chegada dos batedores da PSP que com sirenes anunciavam a chegada do BMW descapotável, com Jardim e seu braço-direito Jaime Ramos, o "Comandante Zero", como seria apresentado pelo presidente.
No ritual da via-sacra de Jardim pelas tasquinhas, o vinho, de várias qualidade e regiões, bateu por 11-9 a cerveja local, seguindo-se cinco whiskies, dois licores, duas ponchas de aguardente, uma ginja e uma sangria. Numa excepção ao consumo de bebidas alcoólicas, provou um sumo de anona, de fabrico regional.
Quando um dirigente concelhio perguntou se queria água, o líder regional reagiu: "Água? Queres-me dar água? Vais para a rua". À volta todos brindavam com o líder. "Mulher comigo bebe". "Beee-be, beeee-be, beeeeem-be".
Na barraca do Porto Santo, canta "Pomba branca", do madeirense Max. Depois "As meninas da Camacha", no respectivo balcão. Quando as militantes da freguesia da Sé efusivamente o recebem, volta a cantar: "Minha mãe casa-me cedo/ que me dói a passarinha./ Oh filha coça c´o dedo/ que também me dói minha"
Na tenda do Jardim da Serra, manda repetir a fotografia, uma das muitas que viria a tirar com simpatizantes e visitantes. "Esta foto não vale. Agora venham as meninas para o meu lado". Para a posteridade pousa com uma continental, radicada há 15 anos no arquipélago. "Viva o Alberto João que fez da Madeira uma nação!", atirou a "forasteira". "Eu também tenho o Continente no coração", acrescentou Jardim.
De imediato aponta para o correspondente de um órgão de comunicação nacional: "Este é daqueles que dizem mal da Madeira em Lisboa. Quando for a revolução será julgado em tribunal popular", sentencia o governante. "Mulher comigo bebe", diz enquanto obsequeia uma jovem jornalista com um copo de cerveja. "Beeeee-be, beeee-be". Presente, Gabriel Drumond, deputado regional conotado com o independentismo, é promovido por Jardim a "herói da resistência".
O presidente faz o seu prognóstico das presidenciais. "Será 0-0", entre Mário Soares e Cavaco Silva, ambos "candidatos da situação", "as duas faces do mesmo disco, com a mesma música". No entanto, admite apoiar qualquer um deles, ou um terceiro (que "por enquanto não estou a ver ninguém"), caso se comprometa a realizar um "referendo constitucional para mudar este regime e desenvolver o país", tema retomada no discurso.
Pelas mudanças na Madeira questionam os jornalistas que o acompanham na ronda. "Eu só saio quando o povo quiser ou eu decidir". "Lá para o ano 2021". "Espero na minha reencarnação ainda ser presidente".
Cumprimenta outra militante.: "Passa também uma cerveja para a minha querida. Mulher comigo bebe". Mais idosa, outra apoiante promete votar em Jardim nas eleições de Outubro. "Em mim? Mas eu não sou candidato! Leve lá uma bandeirinha [laranja] para pôr na sua casa", diz como a premiar o apoio da senhora, "um exemplo para a burguesia cinzenta que não vem cá mas pede favores à Quinta Vigia". Olha à volta, como a confirmar ausências.
No pavilhão de Santa Cruz incita o presidente deposto a apoiar o novo candidato. Nova cantiga: "Casei com um velha/ da Ponta do Sol/ deitei-a na cama/ e o raio da velha/ rasgou o lençol/ (...) Voltei a deitar (...)/ ficou de pernas pr´ó ar".
"Quem é o verdadeiro cavalheiro de Portugal? Quem é? Quem é?". Perguntou e respondeu: "Alberto João Jardim!". E as mulheres repetiram em uníssono: "Alberto João Jardimmmmm!" Do líder nacional Jardim escusou a falar. "Cruzes, não falo de gente ausente".
Quase na ponta final do périplo, Jardim pede os binóculos a um emigrante e, devido à "visão catastrófica do rectângulo", gesticula um manguito "para Lisboa".
"Liberdade para a Madeira", "colonialismo nunca"
Os chuviscos e o nevoeiro, depois de um período matinal bem quente, fizeram baixar a temperatura no Chão da Lagoa quando Alberto João Jardim subiu ao palco, parecendo indiciar um discurso que defraudou as expectativas criadas pela promessa de afirmações "incendiárias".
A declaração de guerra ao "colonialismo" de Lisboa, contra os candidatos presidenciais pró-situação e o apelo à unidade para o combate autárquico na região foram temas recorrentes, praticamente sem qualquer novidade.
Da oposição regional, dos chineses e de Marques Mendes trataram os outros oradores. Jaime Ramos atacou o governo "incompetente e mentiroso", "liderado pela dupla Sampaio/Sócrates", pedindo que o futuro Presidente da República "ponha no olho da rua" o executivo em 2006, enquanto o seu filho Jaime Filipe concluiu que o líder nacional do PSD "não faz falta" na festa, onde "teria muito a aprender".
Jardim subiu ao palco e despediu-se, com "Pomba e circunstância", do compositor Eduard Elgar, director da música do último rei inglês. Ao som da cantata, praticamente a única surpresa do comício, apresentada como "coro da liberdade", o presidente do PSD-Madeira, de braços abertos, implorou aos milhares presentes que "todos dêem as mãos" e gritem "liberdade, a liberdade a que o povo madeirense tem direito". "Portugal sim, colonialismo nunca".
O país, repetiu, "está ingovernável". A sua solução passa pela mudança da Constituição ("a raiz de todos os males"), através do referendo, o que, segundo Jardim é improvável com os anunciados candidatos à Presidência da República, pela esquerda e pela direita, pois o "disco tem a mesma música dos dois lados".
Jardim acusou o PS de "travar os direitos" do madeirenses, de na região estar "aliado à Madeira velha que nos explorava" e de "continuar do lado de Lisboa a querer nos espezinhar". Em suma: "A verdadeira revolução somos nós" e "está na altura de fazermos a mudança que os partidos em Lisboa não querem fazer" ao apresentar tais candidatos a Belém.
Voltou a acusar Lisboa de fazer uma revisão constitucional que não corresponde à vontade dos madeirenses" e - contra as "leis marxistas" e "os limites que constitucionalmente foram impostos pelos cavalheiros da Assembleia da República", esses "colonialistas" que também "querem impôr à Madeira um sistema eleitoral para que quem perde as eleições ganhe na secretaria" -, prometeu "continuar a lutar pela autonomia". Também disse que não admite que o Estatuto da Região "esteja a mercê desses senhores", pois "não aceitamos que outros nos dêem ordens". "Liberdade, liberdade, liberdade na Madeira", pediu Jardim antes de encerrar o discurso, como é tradição, com o hino separatista: "Madeira és livre/ e livre serás/ cobiça mais linda/ no mundo não há"...
TOLENTINO DE NÓBREGA
(albertjoão dixit:)
"Água? Queres-me dar água?
Vais para a rua".
"Mulher comigo bebe".
"Beee-be, beeee-be, beeeeem-be"
"Minha mãe casa-me cedo/ que me dói a passarinha./ Oh filha coça c´o dedo/ que também me dói a minha"
"Eu também tenho o Continente
no coração"
"Este é daqueles que dizem mal
da Madeira em Lisboa. Quando
for a revolução será julgado
em tribunal popular"
"Eu só saio quando o povo quiser
ou eu decidir (...) Lá para o ano 2021 (...) Espero na minha reencarnação ainda ser presidente"
"Casei com um velha/ da Ponta do Sol/ deitei-a na cama/ e o raio da velha/ rasgou o lençol/ (...) Voltei a deitar (...)/ ficou de pernas pr´ó ar".
"Quem é o verdadeiro cavalheiro de Portugal? Quem é? Quem é? Alberto João Jardim!".
"Portugal sim, colonialismo nunca".
"Portugal está ingovernável"
"A Constituição é a raiz de todos
os males"
"[Presidenciais] O disco tem
a mesma música dos dois lados".
"O PS travar os direitos
dos madeirenses"
"O PS está aliado à Madeira velha que nos explorava"
"O PS continua do lado de Lisboa
a querer nos espezinhar"
"A verdadeira revolução somos nós"
"Está na altura de fazermos
a mudança que os partidos
em Lisboa não querem fazer"
"[Os] Colonialistas querem impôr
à Madeira um sistema eleitoral para que quem perde as eleições ganhe
na secretaria"
"Não aceitamos que outros
nos dêem ordens"
"Liberdade, liberdade, liberdade
na Madeira"
"Madeira és livre/
e livre serás/ cobiça mais linda/
no mundo não há"
domingo, julho 17, 2005
Vivós Noivos
Os casamentos são cada vez mais parecidos com os encontros sociais dos filmes de gangsters.
Os casamentos são cada vez mais parecidos com os encontros sociais dos filmes de gangsters.
Actualizam-se conversas, matam-se saudades e chora-se o tempo perdido a viver banalidades e monotonias sem os amigos de sempre.
Tudo antes de sentar o puto na cadeira do carro e combinar o almoço de família de domingo em casa dos pais e o jantar nos sogros.
Amigos: casem-se, descasem-se e casem-se de novo mais vezes.
Vale a pena.
sábado, julho 16, 2005
Escutas do Núcleo
Ó Hilda, mete os miúdos na barraca, que isto vai dar porrada não tarda nada!
Ó Hilda, mete os miúdos na barraca, que isto vai dar porrada não tarda nada!
sexta-feira, julho 08, 2005
Índex: Quintos Beatles
Stu Sutcliffe

Era pintor, vendeu um quadro, e o Lennon convenceu-o a usar o dinheiro para comprar uma guitarra-baixo e ir para Hamburgo tocar na banda dele. Era um baixista à Sid Vicious - não sabia tocar, mas tinha muita pinta a fingir que tocava. Morreu novo, em 62, como convém a uma rock star. 3+
Pete Best

Foi o primeiro baterista. Qualificações: era o único dos Beatles que tinha dinheiro para comprar uma bateria. Parece que ainda emprestou uns cobres ao Lennon. Foi sumariamente corrido por incompetência. Não se sabe se o Lennon lhe devolveu o dinheiro. Incompetência? Quer dizer que ainda era pior que o Ringo? 2
George Martin

Era o produtor dos Beatles. Ganha pontos por ter sido o produtor mais importante da história do rock e, dizia ele próprio, não gostar de música rock. E ganha mais pontos ainda por ser um Sir. Sir George Martin. Um dia gostava de ser Sir. Sir Tiberius. Soa bem. 3+
Brian Epstein

Aparentemente, foi o Epstein que apresentou o Lennon e o McCartney ao LSD. Ou talvez tenha sido o contrário. Enfim, o Epstein morreu novo, de overdose, o que dá sempre pontos na escala de rock star, mesmo para um tipo que era só manager. E inventou o nome da label dos Beatles, Apple Records, que é um nome giro. 3
Phil Spector

Depois dos primeiros quatro quintos Beatles, há uma série de marmelos com pretensões à coisa - da Yoko ao Eric Clapton passando por músicos de estúdio, roadies, etc. Esses não interessam nada. O que interessa é o Phil Spector. Ele produziu o "Let it Be" em vez do George Martin. Tinha fama de ser um génio, produziu álbuns de toda a gente nos anos 60. Mas era mais maluco que um cão com cinco patas. Durante as gravações do "Let it Be", parece que puxou duma pistola contra o Ringo, ameaçou bater no McCartney, e consumiu mais drogas que o Lennon. Não há-de ter sido por coincidência que os Beatles acabaram logo a seguir. 4
Stu Sutcliffe

Era pintor, vendeu um quadro, e o Lennon convenceu-o a usar o dinheiro para comprar uma guitarra-baixo e ir para Hamburgo tocar na banda dele. Era um baixista à Sid Vicious - não sabia tocar, mas tinha muita pinta a fingir que tocava. Morreu novo, em 62, como convém a uma rock star. 3+
Pete Best

Foi o primeiro baterista. Qualificações: era o único dos Beatles que tinha dinheiro para comprar uma bateria. Parece que ainda emprestou uns cobres ao Lennon. Foi sumariamente corrido por incompetência. Não se sabe se o Lennon lhe devolveu o dinheiro. Incompetência? Quer dizer que ainda era pior que o Ringo? 2
George Martin

Era o produtor dos Beatles. Ganha pontos por ter sido o produtor mais importante da história do rock e, dizia ele próprio, não gostar de música rock. E ganha mais pontos ainda por ser um Sir. Sir George Martin. Um dia gostava de ser Sir. Sir Tiberius. Soa bem. 3+
Brian Epstein

Aparentemente, foi o Epstein que apresentou o Lennon e o McCartney ao LSD. Ou talvez tenha sido o contrário. Enfim, o Epstein morreu novo, de overdose, o que dá sempre pontos na escala de rock star, mesmo para um tipo que era só manager. E inventou o nome da label dos Beatles, Apple Records, que é um nome giro. 3
Phil Spector

Depois dos primeiros quatro quintos Beatles, há uma série de marmelos com pretensões à coisa - da Yoko ao Eric Clapton passando por músicos de estúdio, roadies, etc. Esses não interessam nada. O que interessa é o Phil Spector. Ele produziu o "Let it Be" em vez do George Martin. Tinha fama de ser um génio, produziu álbuns de toda a gente nos anos 60. Mas era mais maluco que um cão com cinco patas. Durante as gravações do "Let it Be", parece que puxou duma pistola contra o Ringo, ameaçou bater no McCartney, e consumiu mais drogas que o Lennon. Não há-de ter sido por coincidência que os Beatles acabaram logo a seguir. 4
Público e Bernardo Sasseti
Por apenas 6,5 euros é possível comprar do melhor jazz que há. A colecção que o PÚBLICO está a distribuir com o jornal, à quinta-feira, é excelente a todas os níveis, com uma edição cuidada e gravações (algumas muito antigas) bem remasterizadas, ao contrário do que costuma acontecer com colectâneas baratas. O disco dedicado ao piano continha ainda uma agradável surpresa: um texto de Bernardo Sasseti admirável sobre a sua relação com os "nomes grandes" do instrumento, em registo pessoal, apaixonado, e muito bem escrito. Imperdível.
Por apenas 6,5 euros é possível comprar do melhor jazz que há. A colecção que o PÚBLICO está a distribuir com o jornal, à quinta-feira, é excelente a todas os níveis, com uma edição cuidada e gravações (algumas muito antigas) bem remasterizadas, ao contrário do que costuma acontecer com colectâneas baratas. O disco dedicado ao piano continha ainda uma agradável surpresa: um texto de Bernardo Sasseti admirável sobre a sua relação com os "nomes grandes" do instrumento, em registo pessoal, apaixonado, e muito bem escrito. Imperdível.