CAMPEONATO DE SUECA
Dianteiro, 17 de Dezembro, 21 horas
1ºPrémio: Dois borregos vivos
2ºPrémio: Dois coelhos vivos
3ºPrémio: Duas garrafas de whisky
4ºPrémio: Duas garrafas de Porto
segunda-feira, dezembro 12, 2005
domingo, dezembro 11, 2005
Recortes da Imprensa Espanhola
Sueños, ruedas y huevos

Una mujer viola a un hombre dormido
- El Correo
ERA LA CUARTA VEZ QUE LO DETENÍAN
Confiscan la silla de ruedas a un discapacitado por ir ebrio
Un discapacitado alemán fue obligado a entregar su silla de ruedas eléctrica después de que las autoridades lo detuvieran por cuarta vez "conduciendo" en estado de ebriedad
- La Voz de Galicia
La Policía Local retira perros a los okupas por no darles casa digna
- Ideal, de Granada
Un gallo pone huevos y hará varios anuncios
- Diario Vasco
Hallan en California varios peces machos con huevos en sus testículos
- El Mundo
Sueños, ruedas y huevos

Una mujer viola a un hombre dormido
- El Correo
ERA LA CUARTA VEZ QUE LO DETENÍAN
Confiscan la silla de ruedas a un discapacitado por ir ebrio
Un discapacitado alemán fue obligado a entregar su silla de ruedas eléctrica después de que las autoridades lo detuvieran por cuarta vez "conduciendo" en estado de ebriedad
- La Voz de Galicia
La Policía Local retira perros a los okupas por no darles casa digna
- Ideal, de Granada
Un gallo pone huevos y hará varios anuncios
- Diario Vasco
Hallan en California varios peces machos con huevos en sus testículos
- El Mundo
sexta-feira, dezembro 09, 2005
O fiel Tiberius
Não vi o filme do fiel jardineiro, mas uma coisa é certa: a fé irredutível de Tiberius na economia neoliberal e na respeitabilidade das multinacionais, "verdadeiros bastiões do progresso mundial", em contraponto ao mercado corrupto e preguiçoso do terceiro mundo, bem pode tê-lo levado a atacar Vostra da forma brilhante, vil e distorcida como o fez.
Vostra esteve bem no repique e acertou em cheio na contra-ofensa. "Fantoche das farmacêuticas" ganha o prémio de impropério anti-capitalista do mês... para já: é que falta ainda o contributo, muito aguardado, de DJCarcaça.
Não vi o filme do fiel jardineiro, mas uma coisa é certa: a fé irredutível de Tiberius na economia neoliberal e na respeitabilidade das multinacionais, "verdadeiros bastiões do progresso mundial", em contraponto ao mercado corrupto e preguiçoso do terceiro mundo, bem pode tê-lo levado a atacar Vostra da forma brilhante, vil e distorcida como o fez.
Vostra esteve bem no repique e acertou em cheio na contra-ofensa. "Fantoche das farmacêuticas" ganha o prémio de impropério anti-capitalista do mês... para já: é que falta ainda o contributo, muito aguardado, de DJCarcaça.
quarta-feira, dezembro 07, 2005
Tiberius, o abandonado

Tiberius mente. Tiberius ofende. Tiberius cheira mal da boca. Ironia e castigo do destino, nem o conluio que tem com as multinacionais foi capaz de lhe proporcionar uma ligação à Net decente. Eu avisei que elas não tinham escrúpulos. É bem feita!
CONTRA-AVISO IMPRESCINDÍVEL: façam o que fizerem, VEJAM "O Fiel Jardineiro" - o filme é excelente e Tiberius só o tenta difamar porque é um fantoche das farmacêuticas.
De passagem, aproveitem para entrar no site da Amnistia Internacional e subscrever a petição "Liberdade para Amina, Tiberius lapidado no lugar dela".

Tiberius mente. Tiberius ofende. Tiberius cheira mal da boca. Ironia e castigo do destino, nem o conluio que tem com as multinacionais foi capaz de lhe proporcionar uma ligação à Net decente. Eu avisei que elas não tinham escrúpulos. É bem feita!
CONTRA-AVISO IMPRESCINDÍVEL: façam o que fizerem, VEJAM "O Fiel Jardineiro" - o filme é excelente e Tiberius só o tenta difamar porque é um fantoche das farmacêuticas.
De passagem, aproveitem para entrar no site da Amnistia Internacional e subscrever a petição "Liberdade para Amina, Tiberius lapidado no lugar dela".
Vostra, o celerado
A merda da minha Internet continua avariada, senão levavas já as bengaladas que mereces, oh Vostra. Mas não perdes pela demora, assim que eu tiver dez minutos com um computador.
AVISO IMPORTANTE: façam o que fizerem, NÃO vejam o Fiel Jardineiro - o filme é uma TOTAL MERDA, e o Vostra só lhe faz publicidade porque está a receber subornos da PT.
A merda da minha Internet continua avariada, senão levavas já as bengaladas que mereces, oh Vostra. Mas não perdes pela demora, assim que eu tiver dez minutos com um computador.
AVISO IMPORTANTE: façam o que fizerem, NÃO vejam o Fiel Jardineiro - o filme é uma TOTAL MERDA, e o Vostra só lhe faz publicidade porque está a receber subornos da PT.
Alta Artrose
Tiberius, o incomodado

A crítica de Tiberius a "O Jardineiro Fiel" é, no mínimo, curiosa. O vil ataque à minha pessoa não nos parece inocente. A ira que o tema provoca em Tiberius dá que pensar. O exercício de sofisma que utiliza no seu "desmontar por partes" é perigoso, pode levar o leitor menos atento a pensar que se trata de um mau filme, quando assim não é. Deixando de lado as partes em que o maldizer é fácil e sem fundamentação (o que é difícil, de tão impregnado de fel que está o texto), façamos pois o mesmo com as palavras de Tiberius para desvendar a farsa:
"ora mete uns filtros para a imagem aparecer tão saturada de cor que não se vê uma porra, ora se põe uns ângulos de câmara meio chanfrados a despropósito, ora a montagem fica fora de ordem para fingir que a narrativa não é linear. Todos os truques de realizador rasca para se armar em cinéma d'art, o Meirelles usa."
Os "truques de realizador rasca" que Tiberius tão cheio de conhecimento enumera não são mais do que artifícios usados antes por outros realizadores (e curiosamente mais comuns nos filmes bons, do que nos filmes maus) mas não é isso obviamente que distingue um filme bom de um filme mau. Se este fosse um filme mau, não seria certamente devido aos ângulos de câmara e aos filtros, por isso não se compreende onde quer chegar Tiberius neste ponto.
"Uma nódoa na carreira do Ralph Fiennes, cuja única defesa é que a co-estrela é ainda pior - uma histérica irritante chamada Rachel Weisz, que dá vontade de atirar fruta para o ecrã de cada vez que ela aparece."
Não nos parece. Os actores são bons actores, que expressam as emoções que devem expressar, quando devem expressar. A dúvida na cabeça do protagonista sobre a sua amante também passa pela cabeça do espectador e isso é bem feito.
Isto é uma "forte denúncia blá blá" da mesma maneira que os filmes do James Bond são uma forte denúncia dos malefícios do tabaco. A história não só é inverosímil como é estúpida.
Inverosímil? Será assim tão inverosímil? E mesmo que o seja, desde quando isso é critério para distinguir uma boa de uma má história? O argumento é tão válido como dizer de um qualquer episódio das duas trilogias de Star Wars: "É um mau filme, pois não há provas científicas de que os jedis existam" ou "o hiperespaço viola as leis da física".
"a maneira como esta bosta olha para África é de uma desonestidade total, até racista. Todo o filme gira à volta do pressuposto dos pretinhos simpáticos, todos boas pessoas, vivem no bairro de lata mas são todos alegres e de bom coração, um bocado limitados coitados, deixam-se explorar facilmente pelos maus, só precisam que chegue um ou dois brancos iluminados para lhes mostrar o caminho."
Não é verdade. No filme também aparecem os pretos maus, os corruptos, os saqueadores. Não vemos racismo na abordagem deste filme.
Afinal, o que é que, de verdade, tanto incomoda Tiberius em "O Fiel Jardineiro"? Não são certamente os movimentos de câmara nem o défice de pretos maus. Será talvez a tese de que o bem-estar dos povos do Terceiro Mundo é actualmente posto em causa por multinacionais sem escrúpulos? Um pouco contrária às posições pró-americanistas, aliás assumidas, de Tiberius, não? O ND está em condições de revelar que Tiberius é um jogador compulsivo da bolsa. Terá medo de que a popularização destas teses façam cair a cotação das acções da Roche e da Bayer que comprou recentemente?
O Fiel Jardineiro é uma merda tão grande... que é tão mau como o serviço da PT!
Ficaremos atentos aos movimentos do mercado e veremos se Tiberius não irá comprar acções da PT, aproveitando a queda no preço que tal afirmação publicada neste blog, que é um dos mais visitados do país, irá provocar.
Tiberius, o incomodado

A crítica de Tiberius a "O Jardineiro Fiel" é, no mínimo, curiosa. O vil ataque à minha pessoa não nos parece inocente. A ira que o tema provoca em Tiberius dá que pensar. O exercício de sofisma que utiliza no seu "desmontar por partes" é perigoso, pode levar o leitor menos atento a pensar que se trata de um mau filme, quando assim não é. Deixando de lado as partes em que o maldizer é fácil e sem fundamentação (o que é difícil, de tão impregnado de fel que está o texto), façamos pois o mesmo com as palavras de Tiberius para desvendar a farsa:
"ora mete uns filtros para a imagem aparecer tão saturada de cor que não se vê uma porra, ora se põe uns ângulos de câmara meio chanfrados a despropósito, ora a montagem fica fora de ordem para fingir que a narrativa não é linear. Todos os truques de realizador rasca para se armar em cinéma d'art, o Meirelles usa."
Os "truques de realizador rasca" que Tiberius tão cheio de conhecimento enumera não são mais do que artifícios usados antes por outros realizadores (e curiosamente mais comuns nos filmes bons, do que nos filmes maus) mas não é isso obviamente que distingue um filme bom de um filme mau. Se este fosse um filme mau, não seria certamente devido aos ângulos de câmara e aos filtros, por isso não se compreende onde quer chegar Tiberius neste ponto.
"Uma nódoa na carreira do Ralph Fiennes, cuja única defesa é que a co-estrela é ainda pior - uma histérica irritante chamada Rachel Weisz, que dá vontade de atirar fruta para o ecrã de cada vez que ela aparece."
Não nos parece. Os actores são bons actores, que expressam as emoções que devem expressar, quando devem expressar. A dúvida na cabeça do protagonista sobre a sua amante também passa pela cabeça do espectador e isso é bem feito.
Isto é uma "forte denúncia blá blá" da mesma maneira que os filmes do James Bond são uma forte denúncia dos malefícios do tabaco. A história não só é inverosímil como é estúpida.
Inverosímil? Será assim tão inverosímil? E mesmo que o seja, desde quando isso é critério para distinguir uma boa de uma má história? O argumento é tão válido como dizer de um qualquer episódio das duas trilogias de Star Wars: "É um mau filme, pois não há provas científicas de que os jedis existam" ou "o hiperespaço viola as leis da física".
"a maneira como esta bosta olha para África é de uma desonestidade total, até racista. Todo o filme gira à volta do pressuposto dos pretinhos simpáticos, todos boas pessoas, vivem no bairro de lata mas são todos alegres e de bom coração, um bocado limitados coitados, deixam-se explorar facilmente pelos maus, só precisam que chegue um ou dois brancos iluminados para lhes mostrar o caminho."
Não é verdade. No filme também aparecem os pretos maus, os corruptos, os saqueadores. Não vemos racismo na abordagem deste filme.
Afinal, o que é que, de verdade, tanto incomoda Tiberius em "O Fiel Jardineiro"? Não são certamente os movimentos de câmara nem o défice de pretos maus. Será talvez a tese de que o bem-estar dos povos do Terceiro Mundo é actualmente posto em causa por multinacionais sem escrúpulos? Um pouco contrária às posições pró-americanistas, aliás assumidas, de Tiberius, não? O ND está em condições de revelar que Tiberius é um jogador compulsivo da bolsa. Terá medo de que a popularização destas teses façam cair a cotação das acções da Roche e da Bayer que comprou recentemente?
O Fiel Jardineiro é uma merda tão grande... que é tão mau como o serviço da PT!
Ficaremos atentos aos movimentos do mercado e veremos se Tiberius não irá comprar acções da PT, aproveitando a queda no preço que tal afirmação publicada neste blog, que é um dos mais visitados do país, irá provocar.
Baixas partes
Fiel é o cão, o jardineiro é uma merda
DENÚNCIA IMPORTANTE: o Vostra está gagá. O Jardineiro Fiel é uma merda. É um filme horrível, pomposo, pretencioso, chato, chato, chato. É mau, muito mau, tão mau como os passes a meio campo do Pepe, tão mau como os Malucos do Riso, tão mau como os discursos do Sampaio (em português).
Pior mesmo, só a crítica do Vostra. Vamos então desmontar por partes:
Filmagem ousada, com ritmo, uma narrativa que brinca com o espectador
Isto quer dizer: ora mete uns filtros para a imagem aparecer tão saturada de cor que não se vê uma porra, ora se põe uns ângulos de câmara meio chanfrados a despropósito, ora a montagem fica fora de ordem para fingir que a narrativa não é linear.
Todos os truques de realizador rasca para se armar em cinéma d'art, o Meirelles usa. A desonestidade artística do filme só se compara à sua desonestidade intelectual - mas já lá vamos.
dúvida que vai na cabeça do próprio protagonista
Não há qualquer dúvida do que se passa na cabeça do protagonista . não se passa nada. O protagonista é um cabotino do pior, que passa o filme inteiro sem expressar uma única emoção.
Uma nódoa na carreira do Ralph Fiennes, cuja única defesa é que a co-estrela é ainda pior - uma histérica irritante chamada Rachel Weisz, que dá vontade de atirar fruta para o ecrã de cada vez que ela aparece. A única parte boa do filme é ver o cadáver calcinado da criatura. Morre, vaca, morre!
Uma forte denúncia, ainda que ficcionada, contra o poder da indústria farmacêutica e contra a corrupção nos países africanos
Isto é uma "forte denúncia blá blá" da mesma maneira que os filmes do James Bond são uma forte denúncia dos malefícios do tabaco. A história não só é inverosímil como é estúpida.
O "enredo" - e estou a usar a palavra num sentido muito lato - baseia-se no tipo de teoria conspirativa paranóica que até o DJ Carcaça teria vergonha de debitar. Aprende-se mais sobre a indústria farmacêutica e sobre política africana num episódio dos Teletubbies.
Rio de Janeiro para o Quénia - está lá o povo, está lá a miséria, está lá a dor, e também o colorido, as batucadas e as galinhas fugitivas
NÃO! NÃO! Não está nada! Ao contrário do Cidade de Deus - esse sim, um grande, grande filme, um filme que merece ***** - a maneira como esta bosta olha para África é de uma desonestidade total, até racista.
Todo o filme gira à volta do pressuposto dos pretinhos simpáticos, todos boas pessoas, vivem no bairro de lata mas são todos alegres e de bom coração, um bocado limitados coitados, deixam-se explorar facilmente pelos maus, só precisam que chegue um ou dois brancos iluminados para lhes mostrar o caminho.
É uma visão turismo-aventura de África - olha que giro as galinhas! olha que giro os pretinhos a dançar! - com o tipo de visão paternalista dos africanos que o Salazar aprovaria.
Mas afinal, que se podia esperar de um filme...
baseado no livro de John Le Carré
...esse charlatão sem talento? Vocês já viram outros filmes baseados nos escritos deste indivíduo? A Casa da Rússia (ugh)? O Alfaiate do Panamá (brrrrr)?
Enfim, tudo isto é um episódio lamentável, apenas explicável por o Meirelles andar a tomar muita maconha e o Vostra muito xerez.
um dos grandes filmes do ano
Vostra, estás outra vez no bagaço, porra! Um dos grandes filmes do ano? A pior merda do ano! Mais vale ir ver o Harry Potter!
E fico-me por aqui, apenas porque a minha ligação da Internet é uma merda e está sempre a ir abaixo. Se isto estivesse a funcionar como deve ser, ainda arrasava muito mais, e ia isto tudo lindo com links e mais bolds e não sei quê. Assim, vai na versão simples, mas esta história da Internet dá um bom termo de comparação para quem não viu o filme poder perceber:
O Fiel Jardineiro é uma merda tão grande... que é tão mau como o serviço da PT!
Na escala do Núcleo, de ***** (obra-prima) a ? (antes abrir as veias que ver esta merda), as notas:
O Fiel Jardineiro: ?
Crítica do Vostra ao Fiel Jardineiro: ????????
Fiel é o cão, o jardineiro é uma merda
DENÚNCIA IMPORTANTE: o Vostra está gagá. O Jardineiro Fiel é uma merda. É um filme horrível, pomposo, pretencioso, chato, chato, chato. É mau, muito mau, tão mau como os passes a meio campo do Pepe, tão mau como os Malucos do Riso, tão mau como os discursos do Sampaio (em português).
Pior mesmo, só a crítica do Vostra. Vamos então desmontar por partes:
Filmagem ousada, com ritmo, uma narrativa que brinca com o espectador
Isto quer dizer: ora mete uns filtros para a imagem aparecer tão saturada de cor que não se vê uma porra, ora se põe uns ângulos de câmara meio chanfrados a despropósito, ora a montagem fica fora de ordem para fingir que a narrativa não é linear.
Todos os truques de realizador rasca para se armar em cinéma d'art, o Meirelles usa. A desonestidade artística do filme só se compara à sua desonestidade intelectual - mas já lá vamos.
dúvida que vai na cabeça do próprio protagonista
Não há qualquer dúvida do que se passa na cabeça do protagonista . não se passa nada. O protagonista é um cabotino do pior, que passa o filme inteiro sem expressar uma única emoção.
Uma nódoa na carreira do Ralph Fiennes, cuja única defesa é que a co-estrela é ainda pior - uma histérica irritante chamada Rachel Weisz, que dá vontade de atirar fruta para o ecrã de cada vez que ela aparece. A única parte boa do filme é ver o cadáver calcinado da criatura. Morre, vaca, morre!
Uma forte denúncia, ainda que ficcionada, contra o poder da indústria farmacêutica e contra a corrupção nos países africanos
Isto é uma "forte denúncia blá blá" da mesma maneira que os filmes do James Bond são uma forte denúncia dos malefícios do tabaco. A história não só é inverosímil como é estúpida.
O "enredo" - e estou a usar a palavra num sentido muito lato - baseia-se no tipo de teoria conspirativa paranóica que até o DJ Carcaça teria vergonha de debitar. Aprende-se mais sobre a indústria farmacêutica e sobre política africana num episódio dos Teletubbies.
Rio de Janeiro para o Quénia - está lá o povo, está lá a miséria, está lá a dor, e também o colorido, as batucadas e as galinhas fugitivas
NÃO! NÃO! Não está nada! Ao contrário do Cidade de Deus - esse sim, um grande, grande filme, um filme que merece ***** - a maneira como esta bosta olha para África é de uma desonestidade total, até racista.
Todo o filme gira à volta do pressuposto dos pretinhos simpáticos, todos boas pessoas, vivem no bairro de lata mas são todos alegres e de bom coração, um bocado limitados coitados, deixam-se explorar facilmente pelos maus, só precisam que chegue um ou dois brancos iluminados para lhes mostrar o caminho.
É uma visão turismo-aventura de África - olha que giro as galinhas! olha que giro os pretinhos a dançar! - com o tipo de visão paternalista dos africanos que o Salazar aprovaria.
Mas afinal, que se podia esperar de um filme...
baseado no livro de John Le Carré
...esse charlatão sem talento? Vocês já viram outros filmes baseados nos escritos deste indivíduo? A Casa da Rússia (ugh)? O Alfaiate do Panamá (brrrrr)?
Enfim, tudo isto é um episódio lamentável, apenas explicável por o Meirelles andar a tomar muita maconha e o Vostra muito xerez.
um dos grandes filmes do ano
Vostra, estás outra vez no bagaço, porra! Um dos grandes filmes do ano? A pior merda do ano! Mais vale ir ver o Harry Potter!
E fico-me por aqui, apenas porque a minha ligação da Internet é uma merda e está sempre a ir abaixo. Se isto estivesse a funcionar como deve ser, ainda arrasava muito mais, e ia isto tudo lindo com links e mais bolds e não sei quê. Assim, vai na versão simples, mas esta história da Internet dá um bom termo de comparação para quem não viu o filme poder perceber:
O Fiel Jardineiro é uma merda tão grande... que é tão mau como o serviço da PT!
Na escala do Núcleo, de ***** (obra-prima) a ? (antes abrir as veias que ver esta merda), as notas:
O Fiel Jardineiro: ?
Crítica do Vostra ao Fiel Jardineiro: ????????
segunda-feira, dezembro 05, 2005
Alta Arte
O Jardineiro Fiel

Uma forte denúncia, ainda que ficcionada, contra o poder da indústria farmacêutica e contra a corrupção nos países africanos, é verdade. Mas "O Fiel Jardineiro" vale mais pela forma como é feito. Filmagem ousada, com ritmo, uma narrativa que brinca com o espectador, fazendo-o ver as coisas de uma forma para mais tarde confrontá-lo com o equívoco. Um paralelo bem conseguido com a dúvida que vai na cabeça do próprio protagonista.
Delicioso detectar o toque pessoal que Fernando Meirelles dá aos seus filmes, fazendo lembrar o seu anterior "Cidade de Deus". Do Rio de Janeiro para o Quénia - está lá o povo, está lá a miséria, está lá a dor, e também o colorido, as batucadas e as galinhas fugitivas. Meirelles parece querer ser uma espécie de Sebastião Salgado do cinema.
Quem pensava que "Cidade de Deus" estava para Fernando Meirelles, como "Pulp Fiction" está para Quentin Tarantino - ou seja, a obra-prima prematura que ofusca tudo o que se lhe segue - enganou-se. O mais recente filme do brasileiro, baseado no livro de John le Carré, surpreende pela positiva e confirma que Meirelles está pronto para se assumir como um dos grandes cineastas da actualidade. Este é um dos grandes filmes do ano.
Nota: *****
O Jardineiro Fiel

Uma forte denúncia, ainda que ficcionada, contra o poder da indústria farmacêutica e contra a corrupção nos países africanos, é verdade. Mas "O Fiel Jardineiro" vale mais pela forma como é feito. Filmagem ousada, com ritmo, uma narrativa que brinca com o espectador, fazendo-o ver as coisas de uma forma para mais tarde confrontá-lo com o equívoco. Um paralelo bem conseguido com a dúvida que vai na cabeça do próprio protagonista.
Delicioso detectar o toque pessoal que Fernando Meirelles dá aos seus filmes, fazendo lembrar o seu anterior "Cidade de Deus". Do Rio de Janeiro para o Quénia - está lá o povo, está lá a miséria, está lá a dor, e também o colorido, as batucadas e as galinhas fugitivas. Meirelles parece querer ser uma espécie de Sebastião Salgado do cinema.
Quem pensava que "Cidade de Deus" estava para Fernando Meirelles, como "Pulp Fiction" está para Quentin Tarantino - ou seja, a obra-prima prematura que ofusca tudo o que se lhe segue - enganou-se. O mais recente filme do brasileiro, baseado no livro de John le Carré, surpreende pela positiva e confirma que Meirelles está pronto para se assumir como um dos grandes cineastas da actualidade. Este é um dos grandes filmes do ano.
Nota: *****
domingo, dezembro 04, 2005
Uma ideia vinda de França, que o Núcleo propõe aos gestores da imprensa portuguesa.
quinta-feira, dezembro 01, 2005
Recortes da Imprensa Espanhola
Taxistas, muertos y fiestas

Polémico anuncio en una revista cristiana
Se entrevé la silueta de un culo desnudo de mujer
- El Diario Vasco
Tener un jefe injusto daña el corazón
- El País
Día de 'puertas abiertas' en los burdeles de La Haya
Lo organizó la Asociación de Explotadores de Casas de Relajación
- Ideal, de Granada
Dos ladrones piden un servicio de mudanzas para llevarse el botín de una casa
- Diario de Noticias, de Pamplona
Un estudio busca el nexo entre el crimen y comer poco pescado
- La Voz de Galicia
Taxistas, muertos y fiestas

Polémico anuncio en una revista cristiana
Se entrevé la silueta de un culo desnudo de mujer
- El Diario Vasco
Tener un jefe injusto daña el corazón
- El País
Día de 'puertas abiertas' en los burdeles de La Haya
Lo organizó la Asociación de Explotadores de Casas de Relajación
- Ideal, de Granada
Dos ladrones piden un servicio de mudanzas para llevarse el botín de una casa
- Diario de Noticias, de Pamplona
Un estudio busca el nexo entre el crimen y comer poco pescado
- La Voz de Galicia
quarta-feira, novembro 30, 2005
Recorde
Ontem foi batido o nosso recorde de páginas vistas, o que vem provar a tese do Tiberius. O nosso anterior recorde era de índole mais intelectual e tinha sido alcançado num já longínquo dia de Julho de 2003, quando um ocioso José Pacheco Pereira nos citou no seu mais conhecido blog. Conclusão:
Os nossos leitores mostram uma clara preferência por isto

em relação a isto

Creio que estamos perante uma lei da Natureza. E, como diziam os contemporâneos do Tiberius, "dura lex sed lex".
Ontem foi batido o nosso recorde de páginas vistas, o que vem provar a tese do Tiberius. O nosso anterior recorde era de índole mais intelectual e tinha sido alcançado num já longínquo dia de Julho de 2003, quando um ocioso José Pacheco Pereira nos citou no seu mais conhecido blog. Conclusão:
Os nossos leitores mostram uma clara preferência por isto

em relação a isto

Creio que estamos perante uma lei da Natureza. E, como diziam os contemporâneos do Tiberius, "dura lex sed lex".
terça-feira, novembro 29, 2005
The Internet is for porn
Desde que o Vostra meteu este post que as audiências deste blog dispararam. O que confirma definitivamente essa grande verdade, cuja melhor explicação está numa canção de um musical da Broadway: The Internet is for Porn.
Se não tiverem Flash ou pachorra para esperar que a animação carregue, têm aqui a versão resumida da letra:
KATE
The internet is really really great
TREKKIE MONSTER
For porn
KATE
I?ve got a fast connection so i don?t have to wait
TREKKIE
For porn
KATE
Huh?
There's always some new site,
TREKKIE
For porn!
I browse all day and night
TREKKIE
For porn!
KATE
It's like i?m surfing at the speed of light
TREKKIE
For porn!
KATE
Trekkie!
TREKKIE
The internet is for porn
KATE
Trekkie!
TREKKIE
The internet is for porn,
KATE
What are you doing!?
TREKKIE
Why you think the net was born?
Porn porn porn
KATE
I?m glad we have this new technology
TREKKIE
For porn
KATE
Which gives us untold opportunity
TREKKIE
For por?oops, sorry
KATE
Right from you own desktop
TREKKIE
For ---
KATE
You can research browse and shop
Until you?ve had enough and your ready to stop
TREKKIE
FOR PORN!!
TREKKIE
The internet is for porn!
KATE
Noooo
TREKKIE
The internet if for porn!
KATE
Trekkie
TREKKIE
Me up all night honking me horn to porn, porn, porn!
Desde que o Vostra meteu este post que as audiências deste blog dispararam. O que confirma definitivamente essa grande verdade, cuja melhor explicação está numa canção de um musical da Broadway: The Internet is for Porn.
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KATE
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KATE
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KATE
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Trekkie!
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KATE
Trekkie!
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The internet is for porn,
KATE
What are you doing!?
TREKKIE
Why you think the net was born?
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KATE
I?m glad we have this new technology
TREKKIE
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KATE
Which gives us untold opportunity
TREKKIE
For por?oops, sorry
KATE
Right from you own desktop
TREKKIE
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KATE
You can research browse and shop
Until you?ve had enough and your ready to stop
TREKKIE
FOR PORN!!
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KATE
Noooo
TREKKIE
The internet if for porn!
KATE
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TREKKIE
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Frases usadas - especial Corleone
Porque estou a ler um livro chamado Take the Cannoli, ocorreu-me que um tipo pode organizar toda a sua vida à volta de citações d' O Padrinho (nota: isto só é aplicável aos Padrinhos I e II, não àquela merda fedorenta que saiu nos anos 90).
Há sítios com montes de citações, e até se pode ler o script inteiro na Net. Mas estas são as minhas favoritas:
"A man who doesn't spend time with his family can never be a real man."
"Leave the gun. Take the cannoli."
"Fredo, you're my older brother, and I love you. But don't ever take sides with anyone against the family again. Ever."
"I have a sentimental weakness for my children and I spoil them, as you can see. They talk when they should be listening."
"It makes no difference to me what a man does for a living, understand."
"If anything in this life is certain, if history has taught us anything, it's that you can kill anyone."
Porque estou a ler um livro chamado Take the Cannoli, ocorreu-me que um tipo pode organizar toda a sua vida à volta de citações d' O Padrinho (nota: isto só é aplicável aos Padrinhos I e II, não àquela merda fedorenta que saiu nos anos 90).
Há sítios com montes de citações, e até se pode ler o script inteiro na Net. Mas estas são as minhas favoritas:
"A man who doesn't spend time with his family can never be a real man."
"Leave the gun. Take the cannoli."
"Fredo, you're my older brother, and I love you. But don't ever take sides with anyone against the family again. Ever."
"I have a sentimental weakness for my children and I spoil them, as you can see. They talk when they should be listening."
"It makes no difference to me what a man does for a living, understand."
"If anything in this life is certain, if history has taught us anything, it's that you can kill anyone."
sábado, novembro 26, 2005
Frase do Best
"Gastei muito dinheiro em bebida, mulheres e carros rápidos, o resto desperdicei."
[George Best, que com esta frase merece receber postumamente a Alta Comenda do Núcleo]
"Gastei muito dinheiro em bebida, mulheres e carros rápidos, o resto desperdicei."
[George Best, que com esta frase merece receber postumamente a Alta Comenda do Núcleo]
sexta-feira, novembro 25, 2005
Divulgatio
Desculpem interromper, mas pediram-me para divulgar junto de vós este evento. Segundo os organizadores, será, como diria Mário Soares, decesivo. Uma das mais importantes conferências a ser realizada em Portugal nos próximos anos:
AMORC
Ordem ROSACRUZ
Palestra Pública
AS ARTES MARCIAIS E O TREINO DA FORÇA VITAL
Pelo: Arquitecto Luís Cunha F.R.C.
Sábado, dia 26 de Novembro de 2005
Pelas 21:00 horas
LOJA ROSACRUZ DE LISBOA
Rua D. Dinis (O Lavrador), nº24 (ao RATO)
Tel.213862555
ENTRADA LIVRE
Desculpem interromper, mas pediram-me para divulgar junto de vós este evento. Segundo os organizadores, será, como diria Mário Soares, decesivo. Uma das mais importantes conferências a ser realizada em Portugal nos próximos anos:
AMORC
Ordem ROSACRUZ
Palestra Pública
AS ARTES MARCIAIS E O TREINO DA FORÇA VITAL
Pelo: Arquitecto Luís Cunha F.R.C.
Sábado, dia 26 de Novembro de 2005
Pelas 21:00 horas
LOJA ROSACRUZ DE LISBOA
Rua D. Dinis (O Lavrador), nº24 (ao RATO)
Tel.213862555
ENTRADA LIVRE
quinta-feira, novembro 24, 2005
Elogio ao União de Coimbra
Tal como o Tiberius fez há uns tempos um elogio ao Salgueiros, também eu, um academista convicto, quero aqui fazer um sentido elogio a um clube decrépito: o União de Coimbra, de quem estão a ser penhorados hoje um autocarro, duas carrinhas, algumas mesas, cadeiras, secretárias, sofás, uma fotocopiadora, um balcão frigorífico e um fogão. A minha relação com o União de Coimbra começa com as histórias épicas de um meu tio-avó, que contava como os derbies AAC-União dos anos 50 e 60 acabavam invariavelmente em porrada e frequentemente em invasões de campo. Isto é viver o futebol de uma forma que hoje rareia. Vivê-lo, digamos assim, visceralmente, com as tripas e com o sangue. O União de Coimbra era tradicionalmente o clube dos futricas (os naturais de Coimbra não ligados à Universidade), enquanto a Académica emanava da associação de estudantes. Com o passar dos tempos, muitos futricas foram mudando de emblema. É exemplo disso o meu padrinho, que me levava a ver épicos jogos do União (2ª divisão, Zona Centro). Nunca mais me esqueço de um União-Peniche em que os árbitros fizeram greve e foram escolhidos substitutos entre o público. Lá estava o meu padrinho a oferecer-se para ser um "bandeirinha" imparcial! Mais tarde, também ele deixaria de frequentar os jogos do União, seduzido pelo fino futebol da Briosa Hoje, quase não restam adeptos do União. Ainda há, claro, o alcoólico A., com a sua gigantesca bandeira do União, que vai a todos os jogos (fora e em casa). O que é certo é que o União, que chegou a andar pela primeira (um ano, últimos classificados), precisa agora, de acordo com Carlos Balteiro, presidente da Comissão Administrativa, que "apareça algum sócio ou sócios que se habilitem ao leilão e que depois doem os bens clube". O Núcleo faz aqui um apelo aos seus leitores capitalistas: Alguém que se chegue à frente, nem que seja para salvar as cadeiras!
Tal como o Tiberius fez há uns tempos um elogio ao Salgueiros, também eu, um academista convicto, quero aqui fazer um sentido elogio a um clube decrépito: o União de Coimbra, de quem estão a ser penhorados hoje um autocarro, duas carrinhas, algumas mesas, cadeiras, secretárias, sofás, uma fotocopiadora, um balcão frigorífico e um fogão. A minha relação com o União de Coimbra começa com as histórias épicas de um meu tio-avó, que contava como os derbies AAC-União dos anos 50 e 60 acabavam invariavelmente em porrada e frequentemente em invasões de campo. Isto é viver o futebol de uma forma que hoje rareia. Vivê-lo, digamos assim, visceralmente, com as tripas e com o sangue. O União de Coimbra era tradicionalmente o clube dos futricas (os naturais de Coimbra não ligados à Universidade), enquanto a Académica emanava da associação de estudantes. Com o passar dos tempos, muitos futricas foram mudando de emblema. É exemplo disso o meu padrinho, que me levava a ver épicos jogos do União (2ª divisão, Zona Centro). Nunca mais me esqueço de um União-Peniche em que os árbitros fizeram greve e foram escolhidos substitutos entre o público. Lá estava o meu padrinho a oferecer-se para ser um "bandeirinha" imparcial! Mais tarde, também ele deixaria de frequentar os jogos do União, seduzido pelo fino futebol da Briosa Hoje, quase não restam adeptos do União. Ainda há, claro, o alcoólico A., com a sua gigantesca bandeira do União, que vai a todos os jogos (fora e em casa). O que é certo é que o União, que chegou a andar pela primeira (um ano, últimos classificados), precisa agora, de acordo com Carlos Balteiro, presidente da Comissão Administrativa, que "apareça algum sócio ou sócios que se habilitem ao leilão e que depois doem os bens clube". O Núcleo faz aqui um apelo aos seus leitores capitalistas: Alguém que se chegue à frente, nem que seja para salvar as cadeiras!
quarta-feira, novembro 23, 2005
Recortes da Imprensa Espanhola
Taxistas, muertos y fiestas

Una mujer condenada por morder a un taxista
- Las Provincias, de Valencia
Un hombre circula cinco kilómetros con un fallecido en el parabrisas
El conductor, de 93 años, dijo que no se dio cuenta del accidente
- Diario de Mallorca
Macabra confusión de Halloween en los EUA
Una mujer que se había colgado de un árbol estuvo durante 14 horas a la vista de numerosos vecinos que creyeron que su cadáver era un adorno de la fiesta de Halloween
- El Periódico de Catalunya
TRANSTORNO HORMONAL GALLINÁCEO
Investigan en Chile a dos gallos que ponen huevos
- La Voz de Galicia
Un alemán inventa un combustible a base de excremento de perro
- El Diario Vasco
Taxistas, muertos y fiestas

Una mujer condenada por morder a un taxista
- Las Provincias, de Valencia
Un hombre circula cinco kilómetros con un fallecido en el parabrisas
El conductor, de 93 años, dijo que no se dio cuenta del accidente
- Diario de Mallorca
Macabra confusión de Halloween en los EUA
Una mujer que se había colgado de un árbol estuvo durante 14 horas a la vista de numerosos vecinos que creyeron que su cadáver era un adorno de la fiesta de Halloween
- El Periódico de Catalunya
TRANSTORNO HORMONAL GALLINÁCEO
Investigan en Chile a dos gallos que ponen huevos
- La Voz de Galicia
Un alemán inventa un combustible a base de excremento de perro
- El Diario Vasco
terça-feira, novembro 22, 2005
Adultos
O mundo é dos adultos. O país é dos adultos. São eles que mandam nisto, para todos os efeitos, gente com 40, 50 anos. Sucede que os adultos, de vez em quando, são estranhos. Como quando partidarizam as amizades. Ou como quando debatem política usando o esquema moral esquerda/direita, de um lado os bons, do outro os maus.
Na semana passada, os adultos portugueses voltaram a revelar-se bizarros. O director de uma escola de Gaia, pessoa adultíssima, com a ajuda de professores e auxiliares de educação, também crescidos e maduros, reprovou o namoro manifesto de duas alunas lésbicas, com 17 e 19 anos, proibindo-as de se beijarem no recreio.
Felizmente, havia gente com tino para pôr o senhor na ordem e apoiar as raparigas, que se viram enxovalhadas publicamente. Os colegas do casal lésbico responderam em uníssono ao senhor director: "E então?"
O mundo é dos adultos. O país é dos adultos. São eles que mandam nisto, para todos os efeitos, gente com 40, 50 anos. Sucede que os adultos, de vez em quando, são estranhos. Como quando partidarizam as amizades. Ou como quando debatem política usando o esquema moral esquerda/direita, de um lado os bons, do outro os maus.
Na semana passada, os adultos portugueses voltaram a revelar-se bizarros. O director de uma escola de Gaia, pessoa adultíssima, com a ajuda de professores e auxiliares de educação, também crescidos e maduros, reprovou o namoro manifesto de duas alunas lésbicas, com 17 e 19 anos, proibindo-as de se beijarem no recreio.
Felizmente, havia gente com tino para pôr o senhor na ordem e apoiar as raparigas, que se viram enxovalhadas publicamente. Os colegas do casal lésbico responderam em uníssono ao senhor director: "E então?"
Me loves the American Way
"Lisa, if you don't like your job, you don't strike - you just go in every day and do it really half-assed. That's the American way."
"Lisa, if you don't like your job, you don't strike - you just go in every day and do it really half-assed. That's the American way."
Homer Simpson
domingo, novembro 20, 2005
Recortes da Imprensa Espanhola
Mendigos, princesas y genitales

Multado por abusar del técnico de gas
La audiencia de Cantabria ha multado con 2.160 euros a un vecino de Torrelavega que tocó los genitales a un técnico de una empresa instaladora del gas que estaba trabajando en su casa, le llevó a una habitación y una vez allí le bajó la cremallera del pantalón y le tocó los genitales.
- El Diario Vasco
Publican una guía para distinguir los mendigos falsos de los auténticos
- Diario de Notícias, de Pamplona
El acusado de un atraco llega al juzgado en un coche robado
- Diario de Ibiza
La baja maternal de una Princesa ¿dura lo mismo que la de una Infanta?
- Elsemanaldigital.com
Una experta dice que hablar de arte es bueno para la digestión
- La Voz de Galicia
Mendigos, princesas y genitales

Multado por abusar del técnico de gas
La audiencia de Cantabria ha multado con 2.160 euros a un vecino de Torrelavega que tocó los genitales a un técnico de una empresa instaladora del gas que estaba trabajando en su casa, le llevó a una habitación y una vez allí le bajó la cremallera del pantalón y le tocó los genitales.
- El Diario Vasco
Publican una guía para distinguir los mendigos falsos de los auténticos
- Diario de Notícias, de Pamplona
El acusado de un atraco llega al juzgado en un coche robado
- Diario de Ibiza
La baja maternal de una Princesa ¿dura lo mismo que la de una Infanta?
- Elsemanaldigital.com
Una experta dice que hablar de arte es bueno para la digestión
- La Voz de Galicia
Escutas do Núcleo
"Essa gaja pode ser puta, mas tem um fraquinho por mim. E já não é de agora!"
"Essa gaja pode ser puta, mas tem um fraquinho por mim. E já não é de agora!"
sábado, novembro 19, 2005
quinta-feira, novembro 17, 2005
Presidenciais no Núcleo
Como é habitual, a comissão política do Núcleo reuniu no sentido de apresentar o seu próprio candidato às eleições que se avizinham. Mas, como também é habitual, os seus membros estão em completo desacordo. Nenhum de nós quis retirar a sua candidatura, o que fez com que o Núcleo ficasse numa situação política mais complicada do que a Alemanha. Nem sequer conseguimos chegar a acordo quanto ao candidato a apoiar. Numa estranha declaração, Tiberius disse que era necessário "um novo PREC no país" e confessou que tencionava votar em Garcia Pereira. Ernesto afirmou que era "tempo de dar voz às mulheres" e manifestou o seu apoio a Manuela Magno. O debochado do Vostradeis, como não poderia deixar de ser, perguntou se não podia votar em Pedrito de Portugal. Quando foi informado de que o toureiro luso-espanhol não se apresentaria às urnas, Vostra recaiu em Manuel João Vieira. ElCablogue declarou que o seu gosto pelo Sporting vem da sua tendência "para apoiar os mais fracos", por isso disse ir votar no advogado José Maria Martins. Zizou sublinhou que dá muito trabalho ir votar e que gosta de usar os domingos de forma mais produtiva, deslocando-se ao pavilhão do Esgueira para ver jogos de basquetebol. Quanto a mim, ainda não me decidi quem hei-de apoiar. Estou a preparar um disco conceptual sobre a figura do presidente, essencialmente instrumental (distorções do hino de Portugal, marchas militares), mas também com algum versejar livre. É o caso do seguinte tema, que deve ser cantado de forma épica, à Manuel Alegre.
PR
Atrás dele a chusma de jornalistas
e os discursos de circunstância
O PR entra na sala toda a gente se levanta
na primeira fila os dignitários estendem-lhe a mão
trazem os mocasins engraxados, brilhantes
e o PR, unânime como rei, encerra a sessão
(tu verás depois o resumo na televisão)
Como é habitual, a comissão política do Núcleo reuniu no sentido de apresentar o seu próprio candidato às eleições que se avizinham. Mas, como também é habitual, os seus membros estão em completo desacordo. Nenhum de nós quis retirar a sua candidatura, o que fez com que o Núcleo ficasse numa situação política mais complicada do que a Alemanha. Nem sequer conseguimos chegar a acordo quanto ao candidato a apoiar. Numa estranha declaração, Tiberius disse que era necessário "um novo PREC no país" e confessou que tencionava votar em Garcia Pereira. Ernesto afirmou que era "tempo de dar voz às mulheres" e manifestou o seu apoio a Manuela Magno. O debochado do Vostradeis, como não poderia deixar de ser, perguntou se não podia votar em Pedrito de Portugal. Quando foi informado de que o toureiro luso-espanhol não se apresentaria às urnas, Vostra recaiu em Manuel João Vieira. ElCablogue declarou que o seu gosto pelo Sporting vem da sua tendência "para apoiar os mais fracos", por isso disse ir votar no advogado José Maria Martins. Zizou sublinhou que dá muito trabalho ir votar e que gosta de usar os domingos de forma mais produtiva, deslocando-se ao pavilhão do Esgueira para ver jogos de basquetebol. Quanto a mim, ainda não me decidi quem hei-de apoiar. Estou a preparar um disco conceptual sobre a figura do presidente, essencialmente instrumental (distorções do hino de Portugal, marchas militares), mas também com algum versejar livre. É o caso do seguinte tema, que deve ser cantado de forma épica, à Manuel Alegre.
PR
Atrás dele a chusma de jornalistas
e os discursos de circunstância
O PR entra na sala toda a gente se levanta
na primeira fila os dignitários estendem-lhe a mão
trazem os mocasins engraxados, brilhantes
e o PR, unânime como rei, encerra a sessão
(tu verás depois o resumo na televisão)
terça-feira, novembro 15, 2005
Sofa (of my Lethargy)
Já agora explico: lembrei-me de meter o Álvaro de Campos no post anterior por causa daquele verso sobre a poltrona da sua melancolia. Eu gosto desse verso porque ele me lembra de uma música antiga (bem, não tão antiga como o Pessoa, mas antiga) dos Supergrass, chamada Sofa (of my Lethargy).
Poltrona e sofá, melancolia e letargia não é bem a mesma coisa, mas é parecido. Prova que, como dizia o outro, great minds think alike.
Já agora explico: lembrei-me de meter o Álvaro de Campos no post anterior por causa daquele verso sobre a poltrona da sua melancolia. Eu gosto desse verso porque ele me lembra de uma música antiga (bem, não tão antiga como o Pessoa, mas antiga) dos Supergrass, chamada Sofa (of my Lethargy).
Poltrona e sofá, melancolia e letargia não é bem a mesma coisa, mas é parecido. Prova que, como dizia o outro, great minds think alike.
