O topete das papoilas saltitantes: esclarecimento
A pedido de várias famílias, e tendo em conta o conteúdo cada vez mais cripto-umbiguisto-cómico-trágico dos seus posts, o Núcleo vem aqui esclarecer alguns pontos do post anterior.
Beiças do Amaral é este tipo. Não, não, desculpem, é este gajo. O da direita. A outra é só uma gaja que, surpreendentemente, é um bocadinho sexy.
As citações do Beiças são adaptadas deste debate parlamentar.
As falas do Ernesto são adaptados do hino de uma célebre organização pedófila nazi que não será aqui mencionada. Pronto, pronto, eu menciono, a organização pedófila nazi é o Benfica.
O Benfica é uma associação recreativa para pessoas de má reputação. Podem ver aqui uma imagem da sua última assembleia geral (o Ernesto é o terceiro a contar da esquerda, o que está a cheirar o rabo do da frente).
O Ernesto é o pseudónimo de uma célebre figura da nossa praça.
Espero que tudo tenha ficado esclarecido. Mas falta ainda acrescentar a opinião do leitor Nelson Gouveia, do Caniço, que também quis comentar a posição do Freitas sobre as caricaturas, mas por engano enviou o seu comentário para um outro sítio mal frequentado.
Só para o caso de este link não estar a funcionar, aqui está a reprodução integral das palavras de Nelson Gouveia, que são tão boas que mereciam um post só para elas:
As considerações do Ministro, sobre a polémica das caricaturas, têm sido objecto das mais diversas críticas, algumas até, nomeadamente do PSD e do PP, soam a ?revanche? com o seu quê de paranóico.
Por mim, louvarei qualquer homem político que tenha uma cultura de Paz. Uma cultura e uma práxis porque muitos são os que têm uma e não têm a outra. A opinião pública, por vezes, não tem o sentido do que é o essencial, daquilo que é a lide criadora. Ela é mais sensível e adepta dos encenadores e dos actores das grandes provocações: no fundo, ela só acredita em causas que provocam muito barulho. Certas bestialidades não se combatem; lidam-se no sentido tauromáquico.
Inspiremo-nos nas touradas: um homem vestido de cor-de-rosa, dir-se-ia quase feminino, dança perante a besta. Com arte e inteligência ele domina-a, torneia-a e cansa-a até à exaustão.
Depois, levemente, afasta-se deixando bem vincada a sua razão.
Como Mahatma Gandhi: esse grande toureiro.
quinta-feira, março 02, 2006
Escutas do Núcleo: o topete, os cueiros e as papoilas saltitantes
Após o Portugal-Arábia Saudita de quarta-feira, Beiças do Amaral foi convocado de urgência para prestar declarações a um plenário magno do Núcleo. Excertos do inquisitório:
Tiberius: ...então eu a ver o Portugal-Arábia julgava que aquilo era o primeiro jogo do tal campeonato euro-árabe. Já estava prontinho a ver um belo Itália-Qatar ou um Albânia-Emirados e népias, era só um amigável, quessa merda oh Beiças?
Beiças do Amaral: O Tiberius quis levar isto para questões pessoais, num contencioso que tem comigo, que não consegue ultrapassar. Trouxe o recado preparado de casa.
Ernesto (cantando, num falsetto muito gay): Ser benfiquista é ter na alma...
Tiberius: Mas qual recado qual o camandro, e quando é que extraditas o Ernesto, hã?
Beiças do Amaral: Afinal o Tiberius apenas quis debater asuntas menores da pequena política interna do Núcleo.
Ernesto: ...a chama imensa... Que nos conquista... E leva à palma a luz intensa...
Tiberius:Estás-me a ver isto oh Beiças! Eu vou-lhe às ventas! Agarrem-me que eu estripo-o!
Vostradeis: Deleuze define bem o estilo de Beiças: "[...] os três elementos pictóricos de Beiças: as grandes cores lisas como estrutura material espacializante; a Figura, as Figuras e sua acção; o lugar, ou melhor, o redondel, a pista ou o contorno, que é limite comum da Figura e da cor lisa [...]".
Beiças do Amaral: As insinuações que o senhor Vostradeis faz são inaceitáveis em democracia! Só espero que para o resto da vida sinta algum remorso, sabendo o que eu lutei, quando o senhor ainda não era nascido ou andava de cueiros!
Ernesto: ...do sol que lá no céu... Risonho vem beijar... Com orgulho muito seu... As camisolas berrantes... Que nos campos a vibrar... São papoilas saltitantes...
Tiberius:Eu já te faço a folha, oh papoila saltitante! (Tiberius agarra pelos pés no prof. Beiças do Amaral e usa o seu corpo inerte como marreta para reduzir Ernesto a uma massa ensanguentada)
Beiças do Amaral (algo zonzo): É preciso topete!
Após o Portugal-Arábia Saudita de quarta-feira, Beiças do Amaral foi convocado de urgência para prestar declarações a um plenário magno do Núcleo. Excertos do inquisitório:
Tiberius: ...então eu a ver o Portugal-Arábia julgava que aquilo era o primeiro jogo do tal campeonato euro-árabe. Já estava prontinho a ver um belo Itália-Qatar ou um Albânia-Emirados e népias, era só um amigável, quessa merda oh Beiças?
Beiças do Amaral: O Tiberius quis levar isto para questões pessoais, num contencioso que tem comigo, que não consegue ultrapassar. Trouxe o recado preparado de casa.
Ernesto (cantando, num falsetto muito gay): Ser benfiquista é ter na alma...
Tiberius: Mas qual recado qual o camandro, e quando é que extraditas o Ernesto, hã?
Beiças do Amaral: Afinal o Tiberius apenas quis debater asuntas menores da pequena política interna do Núcleo.
Ernesto: ...a chama imensa... Que nos conquista... E leva à palma a luz intensa...
Tiberius:Estás-me a ver isto oh Beiças! Eu vou-lhe às ventas! Agarrem-me que eu estripo-o!
Vostradeis: Deleuze define bem o estilo de Beiças: "[...] os três elementos pictóricos de Beiças: as grandes cores lisas como estrutura material espacializante; a Figura, as Figuras e sua acção; o lugar, ou melhor, o redondel, a pista ou o contorno, que é limite comum da Figura e da cor lisa [...]".
Beiças do Amaral: As insinuações que o senhor Vostradeis faz são inaceitáveis em democracia! Só espero que para o resto da vida sinta algum remorso, sabendo o que eu lutei, quando o senhor ainda não era nascido ou andava de cueiros!
Ernesto: ...do sol que lá no céu... Risonho vem beijar... Com orgulho muito seu... As camisolas berrantes... Que nos campos a vibrar... São papoilas saltitantes...
Tiberius:Eu já te faço a folha, oh papoila saltitante! (Tiberius agarra pelos pés no prof. Beiças do Amaral e usa o seu corpo inerte como marreta para reduzir Ernesto a uma massa ensanguentada)
Beiças do Amaral (algo zonzo): É preciso topete!
quarta-feira, março 01, 2006
Escutas do Núcleo: o poder fraternal do futebol
Como disse o nosso herói, Beiças do Amaral, aliás não disse, foi mal citado por pessoas que propositadamente querem deturpar as suas palavras e não compreendem os seus esforços em prol da paz e da compreensão, mas enfim, o Beiças não disse que disse que "o futebol ajuda a aproximar". Em testemunho da sua sapiência, eis um diálogo recente num escritório não muito distante:
Ernesto: Olé Benfica olé!
Tiberius: Vai mamar na quinta pat... oops, vai chuchar uma ganda verg... Não, esta também já está muito usada... Vai ser enrabado por um touro com gripe das aves!
Ernesto: Slb, slb, slb, glorioso slb, la la la.
Tiberius: Slb a puta que os pariu e podes enfiar os 700 mil kit sócio por vender do Khadafi dos pneus pelo cu acima.
Ernesto: Leozinho, Leozinho, Leo-zi-nho olé olé!
Tiberius: Continuas com essa merda e eu arranco-te a cabeça à dentada e dou-a a comer aos cães.
Ernesto: Olé Koeman olé!
Tiberius: Vocês mereciam eram ser entregues a um grupo de jovens do Cerco do Porto entre os 12 e os 16 anos e atirados para a terceira subcave de um parque de estacionamento subterrâneo.
Ernesto: E os quatro penalties por marcar, eh, eh? Nuno Gomes, o teu cabelo é lindo!
Tiberius: És uma massa putrefacta. Um vómito andante. És feio e senil, uma massa de carne a pingar baba. Degeneradas, tóxicos e depravados. É aviltante só saber que tu existes. A tua cara nem com uma plástica ficava mais bonita que o meu cu. Preferia dar um beijo na boca a uma capibara a ser visto na rua contigo. Tu és um desperdício de ossos e gordura, rídiculo e irritante, o equivalente moral de um verme de couve podre. Vai-te impalar num pau afiado e morre com a cara enfiada nas tuas próprias fezes. O teu QI está três graus abaixo do da merda de camelo. Tu és mais desprezível que um cinema com sessões contínuas do Fiel Monte de Bosta.
Ernesto: Ser benfiquista... La la la la...
Tiberius: Morre ser vil, morre! (Tiberius queima efígie de Ernesto)
Ernesto: Slb, slb, slb, gurglll... (Tiberius queima o próprio Ernesto, e usa uma moto-serra e um prensador industrial para esmigalhar os restos numa polpa irreconhecível)
Comentário do prof. Beiças do Amaral: "Sempre defendi e defendo a liberdade de expressão, e que essa liberdade de expressão, como todas as outras liberdades, tem limites legais e deve ser usada com bom senso, de forma responsável. Nada justifica a violência que o Tiberius emprega contra o Ernesto, mas o Ernesto devia ter recordado que a liberdade sem limites não é liberdade, mas licenciosidade."
Como disse o nosso herói, Beiças do Amaral, aliás não disse, foi mal citado por pessoas que propositadamente querem deturpar as suas palavras e não compreendem os seus esforços em prol da paz e da compreensão, mas enfim, o Beiças não disse que disse que "o futebol ajuda a aproximar". Em testemunho da sua sapiência, eis um diálogo recente num escritório não muito distante:
Ernesto: Olé Benfica olé!
Tiberius: Vai mamar na quinta pat... oops, vai chuchar uma ganda verg... Não, esta também já está muito usada... Vai ser enrabado por um touro com gripe das aves!
Ernesto: Slb, slb, slb, glorioso slb, la la la.
Tiberius: Slb a puta que os pariu e podes enfiar os 700 mil kit sócio por vender do Khadafi dos pneus pelo cu acima.
Ernesto: Leozinho, Leozinho, Leo-zi-nho olé olé!
Tiberius: Continuas com essa merda e eu arranco-te a cabeça à dentada e dou-a a comer aos cães.
Ernesto: Olé Koeman olé!
Tiberius: Vocês mereciam eram ser entregues a um grupo de jovens do Cerco do Porto entre os 12 e os 16 anos e atirados para a terceira subcave de um parque de estacionamento subterrâneo.
Ernesto: E os quatro penalties por marcar, eh, eh? Nuno Gomes, o teu cabelo é lindo!
Tiberius: És uma massa putrefacta. Um vómito andante. És feio e senil, uma massa de carne a pingar baba. Degeneradas, tóxicos e depravados. É aviltante só saber que tu existes. A tua cara nem com uma plástica ficava mais bonita que o meu cu. Preferia dar um beijo na boca a uma capibara a ser visto na rua contigo. Tu és um desperdício de ossos e gordura, rídiculo e irritante, o equivalente moral de um verme de couve podre. Vai-te impalar num pau afiado e morre com a cara enfiada nas tuas próprias fezes. O teu QI está três graus abaixo do da merda de camelo. Tu és mais desprezível que um cinema com sessões contínuas do Fiel Monte de Bosta.
Ernesto: Ser benfiquista... La la la la...
Tiberius: Morre ser vil, morre! (Tiberius queima efígie de Ernesto)
Ernesto: Slb, slb, slb, gurglll... (Tiberius queima o próprio Ernesto, e usa uma moto-serra e um prensador industrial para esmigalhar os restos numa polpa irreconhecível)
Comentário do prof. Beiças do Amaral: "Sempre defendi e defendo a liberdade de expressão, e que essa liberdade de expressão, como todas as outras liberdades, tem limites legais e deve ser usada com bom senso, de forma responsável. Nada justifica a violência que o Tiberius emprega contra o Ernesto, mas o Ernesto devia ter recordado que a liberdade sem limites não é liberdade, mas licenciosidade."
Caro Dijei,
É verdade, vou-me bater no improviso em Coimbra com o Pedro Renato, esse janado, mas tudo o mais são boatos sem fundamento. Os Pão e Circo são muito mais do que uma banda rock-rap, como sabes. Nós somos a nossa música, mas somos antes o que somos e o que fomos e o que iremos.
Agora não me posso alongar mais porque tenho que ir reciclar uns clássicos e treinar umas novas roupagens.
É verdade, vou-me bater no improviso em Coimbra com o Pedro Renato, esse janado, mas tudo o mais são boatos sem fundamento. Os Pão e Circo são muito mais do que uma banda rock-rap, como sabes. Nós somos a nossa música, mas somos antes o que somos e o que fomos e o que iremos.
Agora não me posso alongar mais porque tenho que ir reciclar uns clássicos e treinar umas novas roupagens.
Divulgação: Ernesto vs Pedro Renato

"A Rádio Universidade lançou o desafio a Ernesto para vir até Coimbra e durante uma semana trabalhar com um músico português para juntos apresentarem um espectáculo único onde recriam temas do sueco de «A New Blues», trabalham em inéditos concebidos nesse tempo e reciclam clássicos com novas roupagens. O desafio foi prontamente aceite e é com um orgulho desmedido que a Rádio Universidade de Coimbra apresenta um momento único: Ernesto vs Pedro Renato, 3 de Março, no Teatro Académico de Gil Vicente."
Nos meios musicais especula-se que esta parceria entre Ernesto e Pedro Renato poderá significar que o improvisador caldense se prepara para abandonar os Pão & Circo. Ernesto já recusou essa hipótese, afirmando que os Pão & Circo são como os Rolling Stones e estão para durar. Ernesto revelou também que tem andado a ouvir atentamente os sons provenientes da casa dos seus vizinhos de cima (com a ajuda de um funil de cozinha) e que isso lhe tem dado novas ideias melódicas. Ernesto disse ainda ao Blitz que só aceitou a parceria proposta pela RUC porque percebeu que esta seria com uma portuguesa e não com um português.
"Afinal entendi mal, mas pode ser ao menos que seja gay ou benfiquista", afirmou enigmaticamente.

"A Rádio Universidade lançou o desafio a Ernesto para vir até Coimbra e durante uma semana trabalhar com um músico português para juntos apresentarem um espectáculo único onde recriam temas do sueco de «A New Blues», trabalham em inéditos concebidos nesse tempo e reciclam clássicos com novas roupagens. O desafio foi prontamente aceite e é com um orgulho desmedido que a Rádio Universidade de Coimbra apresenta um momento único: Ernesto vs Pedro Renato, 3 de Março, no Teatro Académico de Gil Vicente."
Nos meios musicais especula-se que esta parceria entre Ernesto e Pedro Renato poderá significar que o improvisador caldense se prepara para abandonar os Pão & Circo. Ernesto já recusou essa hipótese, afirmando que os Pão & Circo são como os Rolling Stones e estão para durar. Ernesto revelou também que tem andado a ouvir atentamente os sons provenientes da casa dos seus vizinhos de cima (com a ajuda de um funil de cozinha) e que isso lhe tem dado novas ideias melódicas. Ernesto disse ainda ao Blitz que só aceitou a parceria proposta pela RUC porque percebeu que esta seria com uma portuguesa e não com um português.
"Afinal entendi mal, mas pode ser ao menos que seja gay ou benfiquista", afirmou enigmaticamente.
terça-feira, fevereiro 28, 2006
segunda-feira, fevereiro 27, 2006
Alta Arte
Francis Bacon

No momento em que escrevo estas linhas, encontro-me no centro de Madrid, na Biblioteca Nacional de Espanha, um enorme edifício setecentista, que encerra uma colecção de milhões de livros. A maior e melhor biblioteca em que alguma vez estive. Uma pesquisa pelo nome de Francis Bacon resulta em 85 títulos de e sobre um dos mais espectaculares pintores de sempre (isto, já descontando os 84 livros que aparecem relacionados com este outro Francis Bacon).
A meu lado, tenho um livro chamado Francis Bacon: Lógica de la Sensación, de Gilles Deleuze. O livro é um bocado chato e baseado em interpretações vagas e metafísicas, mas a dada altura, Deleuze define bem o estilo de Bacon: "[...] os três elementos pictóricos de Bacon: as grandes cores lisas como estrutura material espacializante; a Figura, as Figuras e sua acção; o lugar, ou melhor, o redondel, a pista ou o contorno, que é limite comum da Figura e da cor lisa [...]".
Valeu a pena ter estado este ano na ARCO, a Feira de Arte Contemporânea de Madrid, e apreciar obras da malta actual, mas também alguns quadros de nomes como De Chirico (outro dos meus favoritos), Yves Tanguy, Miró, e sobretudo este quadro, do grande Bacon:

A visita trouxe-me à memória outras incursões pelo mundo da arte, ao lado de DJ Carcaça (um abraço para ti, meu querido), nomeadamente a nossa primeira visita a Madrid e à Arco, em 1996 (salvo erro), e a uma célebre exposição de Bacon em Serralves, no Porto, em 2003.
Francis Bacon

No momento em que escrevo estas linhas, encontro-me no centro de Madrid, na Biblioteca Nacional de Espanha, um enorme edifício setecentista, que encerra uma colecção de milhões de livros. A maior e melhor biblioteca em que alguma vez estive. Uma pesquisa pelo nome de Francis Bacon resulta em 85 títulos de e sobre um dos mais espectaculares pintores de sempre (isto, já descontando os 84 livros que aparecem relacionados com este outro Francis Bacon).
A meu lado, tenho um livro chamado Francis Bacon: Lógica de la Sensación, de Gilles Deleuze. O livro é um bocado chato e baseado em interpretações vagas e metafísicas, mas a dada altura, Deleuze define bem o estilo de Bacon: "[...] os três elementos pictóricos de Bacon: as grandes cores lisas como estrutura material espacializante; a Figura, as Figuras e sua acção; o lugar, ou melhor, o redondel, a pista ou o contorno, que é limite comum da Figura e da cor lisa [...]".
Valeu a pena ter estado este ano na ARCO, a Feira de Arte Contemporânea de Madrid, e apreciar obras da malta actual, mas também alguns quadros de nomes como De Chirico (outro dos meus favoritos), Yves Tanguy, Miró, e sobretudo este quadro, do grande Bacon:

A visita trouxe-me à memória outras incursões pelo mundo da arte, ao lado de DJ Carcaça (um abraço para ti, meu querido), nomeadamente a nossa primeira visita a Madrid e à Arco, em 1996 (salvo erro), e a uma célebre exposição de Bacon em Serralves, no Porto, em 2003.
Versão original:
Cheira-me que hoje não vai haver piadinhas!
Leozinhhooooooooooooo! És grande
Os meus vizinhos de cima andam a foder como se não houvesse amanhã...
Nova versão:
Leozinhhooooooooooooo! Hoje não vai foder. Amanhã como os meus vizinhos de cima. És grande? Piadinhas! Cheira-me que haver andam a se não houvesse...
Cheira-me que hoje não vai haver piadinhas!
Leozinhhooooooooooooo! És grande
Os meus vizinhos de cima andam a foder como se não houvesse amanhã...
Nova versão:
Leozinhhooooooooooooo! Hoje não vai foder. Amanhã como os meus vizinhos de cima. És grande? Piadinhas! Cheira-me que haver andam a se não houvesse...
Uma mensagem de SEXA o Rei de Portugal e dos Algarves incluindo o Poço de Boliqueime


Ernesto: chucha-me a verga. Ou então vai chuchar a verga do teu vizinho de cima. Mais piadinhas e o Tiberius faz-te a ti o que os Superdragões vão fazer ao carro do Adriaanse.
sexta-feira, fevereiro 24, 2006
Um gajo sabe que a alma dele está condenada ao Inferno sem possibilidade de redenção quando...
...dá por si de repente a escrever num texto a palavra "paradigma" sem estar a ser irónico.
PS: Este post está fraquinho, mas que querem, é sexta-feira e tal, e quando estava a escrever "paradigma" deu-me na cabeça, eh pá, isto é um momento revelador, tem de ir para o Núcleo.
PS2: Segundo uma firma de consultadoria, há 60 milhões de blogs no mundo. E o do Núcleo é o único que ainda não teceu teorias/ fez piadas/ escreveu críticas de cinema sobre o Brokeback Mountain.
...dá por si de repente a escrever num texto a palavra "paradigma" sem estar a ser irónico.
PS: Este post está fraquinho, mas que querem, é sexta-feira e tal, e quando estava a escrever "paradigma" deu-me na cabeça, eh pá, isto é um momento revelador, tem de ir para o Núcleo.
PS2: Segundo uma firma de consultadoria, há 60 milhões de blogs no mundo. E o do Núcleo é o único que ainda não teceu teorias/ fez piadas/ escreveu críticas de cinema sobre o Brokeback Mountain.
quarta-feira, fevereiro 22, 2006
Poesia Nuclear
Cagada
"Pffft..." é o primeiro som-vento da entranha
O respirar traz um "prrrrec" e algo se movimenta
Aquela sólida presença que tudo ali arreganha
Vai fazendo outros sons e já nada a aguenta
O corpo perde massa, mas a água ganha
Salpicos beatificam a retaguarda sebenta
Cedo se percebe uma odoridade estranha
Não é decerto alecrim, erva-doce ou menta
Deuses da latrina esfumam essa dúvida nossa
É merda, meus amigos, merda grossa
Eu bem ouvi o "ploft" que anunciou a sua queda
O adeus conturbado fez no caminho mossa
Deixando o ar aromado de escatológica fossa
E o algodão confirmou, meus amigos, era merda
Vostradeis
Cagada
"Pffft..." é o primeiro som-vento da entranha
O respirar traz um "prrrrec" e algo se movimenta
Aquela sólida presença que tudo ali arreganha
Vai fazendo outros sons e já nada a aguenta
O corpo perde massa, mas a água ganha
Salpicos beatificam a retaguarda sebenta
Cedo se percebe uma odoridade estranha
Não é decerto alecrim, erva-doce ou menta
Deuses da latrina esfumam essa dúvida nossa
É merda, meus amigos, merda grossa
Eu bem ouvi o "ploft" que anunciou a sua queda
O adeus conturbado fez no caminho mossa
Deixando o ar aromado de escatológica fossa
E o algodão confirmou, meus amigos, era merda
Vostradeis
terça-feira, fevereiro 21, 2006
mas também, ainda segundo o Googlism (que me faz lembrar essas tontas que são as astrólogas):
tiberius is scared
tiberius is rich in churches from the crusader and byzantine periods
tiberius is such a friendly dog
tiberius is called pontifex maximus
tiberius is a warm and comfortable hotel where guests feel at home
ernesto is essentially a person painter and all the figures are the mask of his own self
ernesto is astounded and dismayed
ernesto is also principal of the preparatory school in cuiautitlan izcalli
ernesto is in love with the beautiful but penniless widow norina
ernesto is
ernesto is a talented musician and singer from havana
ernesto is a latin rock band that really captures everyone's identity
zizou is zizou
zizou is a fucking champ
zizou is not playing that bad
zizou is out
zizou is "the sort of brother christophe always wanted"
tiberius is scared
tiberius is rich in churches from the crusader and byzantine periods
tiberius is such a friendly dog
tiberius is called pontifex maximus
tiberius is a warm and comfortable hotel where guests feel at home
ernesto is essentially a person painter and all the figures are the mask of his own self
ernesto is astounded and dismayed
ernesto is also principal of the preparatory school in cuiautitlan izcalli
ernesto is in love with the beautiful but penniless widow norina
ernesto is
ernesto is a talented musician and singer from havana
ernesto is a latin rock band that really captures everyone's identity
zizou is zizou
zizou is a fucking champ
zizou is not playing that bad
zizou is out
zizou is "the sort of brother christophe always wanted"
O Google não engana!
Não há fonte de verdade mais inesgotável que o Google. Mas é preciso um intérprete para compreender a sapiência do Google. Esse intérprete é o Googlism. Basta perguntar ao Googlism sobre qualquer coisa, e ele traz de imediato a resposta.
Duvidam? Entao vejam as respostas do Googlism sobre a identidade dos membros do Núcleo:
Zizou:
zizou is not a man for the big games
zizou is impeccably bred from one of the premier thoroughbred lineages
zizou is 13
zizou is a real gourmet
zizou is so gay if you are not a violet boy
DJ Carcaça:
dj is being brought over to the tent by a limo
dj is waiting to serve you
dj is voice of the university
dj is on fire and he hasn't even had a drink yet
dj is 3 1/2 years old
dj is dead
Cablogue:
Sorry, Google doesn't know enough about cablogue yet. (também não admira, o Cablogue tem andado calado)
Ernesto:
ernesto is performing the vivaldi concerti on thursday
ernesto is a mexican of average size
ernesto is a 1989 graduate from educating hands in miami florida
ernesto is hustled into the robbers' getaway car
ernesto is an animal
ernesto is part of the same family as the late gordo
ernesto is the most complex rendition of homosexuality yet to reach the screen
Vostra:
vostra is prometeo
Tiberius:
tiberius is fighting in germany
tiberius is rapidly expanding throughout the mid
tiberius is a very active cat and is made up of muscle instead of fat
tiberius is allowed to become emperor
tiberius is in alle staten wanneer hij de ware bedoelingen van seianus verneemt
tiberius is not
tiberius is a brutal thug
tiberius is remembered as a monster and tyrant
Não há fonte de verdade mais inesgotável que o Google. Mas é preciso um intérprete para compreender a sapiência do Google. Esse intérprete é o Googlism. Basta perguntar ao Googlism sobre qualquer coisa, e ele traz de imediato a resposta.
Duvidam? Entao vejam as respostas do Googlism sobre a identidade dos membros do Núcleo:
Zizou:
zizou is not a man for the big games
zizou is impeccably bred from one of the premier thoroughbred lineages
zizou is 13
zizou is a real gourmet
zizou is so gay if you are not a violet boy
DJ Carcaça:
dj is being brought over to the tent by a limo
dj is waiting to serve you
dj is voice of the university
dj is on fire and he hasn't even had a drink yet
dj is 3 1/2 years old
dj is dead
Cablogue:
Sorry, Google doesn't know enough about cablogue yet. (também não admira, o Cablogue tem andado calado)
Ernesto:
ernesto is performing the vivaldi concerti on thursday
ernesto is a mexican of average size
ernesto is a 1989 graduate from educating hands in miami florida
ernesto is hustled into the robbers' getaway car
ernesto is an animal
ernesto is part of the same family as the late gordo
ernesto is the most complex rendition of homosexuality yet to reach the screen
Vostra:
vostra is prometeo
Tiberius:
tiberius is fighting in germany
tiberius is rapidly expanding throughout the mid
tiberius is a very active cat and is made up of muscle instead of fat
tiberius is allowed to become emperor
tiberius is in alle staten wanneer hij de ware bedoelingen van seianus verneemt
tiberius is not
tiberius is a brutal thug
tiberius is remembered as a monster and tyrant
segunda-feira, fevereiro 20, 2006
Escutas do Núcleo
[Um velho a tentar flirtar com uma jovem empregada de café, enquanto mantém conversa de balcão de café com um outro velho, aqui designado por "velho 2"]
Velho - Dizem os velhos que uma mulher sem vícios é igual a um jardim sem flores...
Velho 2 - Ai é, têm que ter vícios?
Velho - Sim, têm que gostar de homens.
Velho 2 - Mas isso não é um vício...
Velho - Pode ser [e aqui olha gulosamente para a empregada, que se mantém com um ar enfastiado], há mulheres que são insaciáveis, que na cama querem sempre mais. E o senhor sabe bem disso porque já apanhou algumas delas, olhe que eu já o conheço há 50 anos.
[Um velho a tentar flirtar com uma jovem empregada de café, enquanto mantém conversa de balcão de café com um outro velho, aqui designado por "velho 2"]
Velho - Dizem os velhos que uma mulher sem vícios é igual a um jardim sem flores...
Velho 2 - Ai é, têm que ter vícios?
Velho - Sim, têm que gostar de homens.
Velho 2 - Mas isso não é um vício...
Velho - Pode ser [e aqui olha gulosamente para a empregada, que se mantém com um ar enfastiado], há mulheres que são insaciáveis, que na cama querem sempre mais. E o senhor sabe bem disso porque já apanhou algumas delas, olhe que eu já o conheço há 50 anos.
terça-feira, fevereiro 14, 2006
CASOS DA VIDA COMENTADOS PELO NÚCLEO
'Avôs Metralha' acusam morto em tribunal

"O Texas e o Rosa ligaram-me, eu fui ter com eles, mas meti-me nos copos e não me lembro de mais nada". Foi assim que Vítor Rocha, mais conhecido por Orelhas, começou o seu testemunho, na primeira audiência de um julgamento que começou ontem no Tribunal de Sintra, e cujos contornos burlescos já fizeram com que ficasse conhecido como "o caso dos avôs metralha".
A história remonta a 1 de Abril de 2004. Três homens de 71, 67 e 62 anos (respectivamente Texas, Orelhas e Rosa) foram apanhados em flagrante, depois de terem assaltado, alegadamente pela segunda vez, uma pastelaria nos arredores de Abrantes.
Além da avançada idade dos assaltantes, uma outra curiosidade transformou um simples roubo num enredo quase cinematográfico. A mercadoria furtada consistia em chocolates, bombons, pastilhas elásticas e... rebuçados. Mas o insólito não fica por aqui. Ao que tudo indica, os três ladrões só terão sido apanhados porque a namorada de um deles - uma jovem de 18 anos - terá decidido denunciar o crime à Polícia Judiciária.
Depois de se ter escudado no álcool para se demarcar do primeiro assalto, e instigado a comentar a sua participação no segundo roubo à mesma pastelaria, o Orelhas repetiu "Da segunda vez foi igual. Fui ter com eles mas, como cheguei antes da hora marcada, tornei a embriagar-me. E não me recordo de mais nada". A juíza, presidente do colectivo, não conteve o riso e retorquiu: "Isso é que o senhor bebeu! Bebeu e bem!"
Armas e droga à mistura
Quanto ao material encontrado na roulotte de Orelhas, num mandado de busca posterior à detenção, (uma caçadeira, munições, meio quilo de haxixe, vários cartuchos, um spray de gás paralisante), o arguido disse não ter conhecimento de nada "Quando fui detido, depois do assalto, dei as chaves da minha roulotte ao Rosa...". A juíza tornou à ironia "Quer fazer os juízes acreditar que foi o sr. António Rosa que lá pôs essas coisas? Isso dá jeito porque como ele entretanto morreu não é possível saber, não é verdade?"
Já os bilhetes de identidade roubados que Orelhas tinha em sua posse, um dos quais falsificado com a sua fotografia, o arguido não teve como negar nem tentou culpabilizar o comparsa já morto. "Isso é verdade. Comprei os bilhetes de identidade em Barcelona".
A esferográfica como arma
O segundo arguido a ser ouvido ontem pelo colectivo de juízes foi Manuel Pires, conhecido por Texas. O homem de 71 anos foi muito claro "Dizem que assaltámos a pastelaria duas vezes e é mentira. Nós fomos lá uma primeira vez mas foi só para estudar a melhor maneira de entrar. Mas nem sequer entrámos. Depois voltámos uma segunda vez. Mas como , para nossa surpresa, as janelas estavam com grades, também não chegámos a entrar. Só à terceira é que foi".
Sobre a sua participação no assalto, Texas alegou ter ficado sempre no carro, além de nunca ter imaginado que os parceiros fossem à pastelaria com o intuito de a assaltar "O que estava combinado era que eles iam arrombar o cadeado da máquina do tabaco. E só isso. Nunca me passou pela cabeça que eles trouxessem mercadoria do café onde eu era cliente habitual".
Segundo Texas, o canhão da máquina do tabaco serviria de molde para o Rosa, serralheiro de profissão, fazer uma chave destinada a abrir um armazém de jipes. "Eu não sou ladrão. A minha arma é a esferográfica", sublinhou ainda, em tom grave.
A culpa é do morto
No que diz respeito à arma encontrada na sua casa, Texas garantiu não lhe pertencer. "E então a arma era de quem?", quis saber a juíza. "Não posso dizer", começou o Texas, acrescentando depois em surdina "Não vou agora atirar as culpas para cima de um morto, não é?"
A juíza esboçou então um sorriso sardónico "Não me diga que a arma também pertencia ao falecido sr. Rosa?" O arguido acabou por confirmar, jurando dizer nada mais do que a verdade. A presidente do colectivo de juízes tornou a rir com a convicta resposta do arguido: "Ora como é que eu já estava a adivinhar?"
Comentário: O Núcleo solidariza-se particularmente com o Orelhas. O homem tem tanta vontade de encontrar o seu gang de amigos que chega sempre antes da hora marcada aos encontros, acabando inevitavelmente por se embebedar e por perder a noção dos seus actos. E é assim que um gajo se vê em situações embaraçosas, por exemplo a fanar rebuçados de uma pastelaria rasca em Abrantes. Nós aqui no Núcleo temos alguma experiência neste género de situações. Alguns dos nossos membros já acordaram em quartos desconhecidos (consta que de gajas, mas não há certezas)
sem saber como lá chegaram. E não foi por isso que esses membros foram a tribunal. Ainda andam por aí, tolos e à solta.
Fonte: Sónia Morais Santos, Diário de Notícias
'Avôs Metralha' acusam morto em tribunal

"O Texas e o Rosa ligaram-me, eu fui ter com eles, mas meti-me nos copos e não me lembro de mais nada". Foi assim que Vítor Rocha, mais conhecido por Orelhas, começou o seu testemunho, na primeira audiência de um julgamento que começou ontem no Tribunal de Sintra, e cujos contornos burlescos já fizeram com que ficasse conhecido como "o caso dos avôs metralha".
A história remonta a 1 de Abril de 2004. Três homens de 71, 67 e 62 anos (respectivamente Texas, Orelhas e Rosa) foram apanhados em flagrante, depois de terem assaltado, alegadamente pela segunda vez, uma pastelaria nos arredores de Abrantes.
Além da avançada idade dos assaltantes, uma outra curiosidade transformou um simples roubo num enredo quase cinematográfico. A mercadoria furtada consistia em chocolates, bombons, pastilhas elásticas e... rebuçados. Mas o insólito não fica por aqui. Ao que tudo indica, os três ladrões só terão sido apanhados porque a namorada de um deles - uma jovem de 18 anos - terá decidido denunciar o crime à Polícia Judiciária.
Depois de se ter escudado no álcool para se demarcar do primeiro assalto, e instigado a comentar a sua participação no segundo roubo à mesma pastelaria, o Orelhas repetiu "Da segunda vez foi igual. Fui ter com eles mas, como cheguei antes da hora marcada, tornei a embriagar-me. E não me recordo de mais nada". A juíza, presidente do colectivo, não conteve o riso e retorquiu: "Isso é que o senhor bebeu! Bebeu e bem!"
Armas e droga à mistura
Quanto ao material encontrado na roulotte de Orelhas, num mandado de busca posterior à detenção, (uma caçadeira, munições, meio quilo de haxixe, vários cartuchos, um spray de gás paralisante), o arguido disse não ter conhecimento de nada "Quando fui detido, depois do assalto, dei as chaves da minha roulotte ao Rosa...". A juíza tornou à ironia "Quer fazer os juízes acreditar que foi o sr. António Rosa que lá pôs essas coisas? Isso dá jeito porque como ele entretanto morreu não é possível saber, não é verdade?"
Já os bilhetes de identidade roubados que Orelhas tinha em sua posse, um dos quais falsificado com a sua fotografia, o arguido não teve como negar nem tentou culpabilizar o comparsa já morto. "Isso é verdade. Comprei os bilhetes de identidade em Barcelona".
A esferográfica como arma
O segundo arguido a ser ouvido ontem pelo colectivo de juízes foi Manuel Pires, conhecido por Texas. O homem de 71 anos foi muito claro "Dizem que assaltámos a pastelaria duas vezes e é mentira. Nós fomos lá uma primeira vez mas foi só para estudar a melhor maneira de entrar. Mas nem sequer entrámos. Depois voltámos uma segunda vez. Mas como , para nossa surpresa, as janelas estavam com grades, também não chegámos a entrar. Só à terceira é que foi".
Sobre a sua participação no assalto, Texas alegou ter ficado sempre no carro, além de nunca ter imaginado que os parceiros fossem à pastelaria com o intuito de a assaltar "O que estava combinado era que eles iam arrombar o cadeado da máquina do tabaco. E só isso. Nunca me passou pela cabeça que eles trouxessem mercadoria do café onde eu era cliente habitual".
Segundo Texas, o canhão da máquina do tabaco serviria de molde para o Rosa, serralheiro de profissão, fazer uma chave destinada a abrir um armazém de jipes. "Eu não sou ladrão. A minha arma é a esferográfica", sublinhou ainda, em tom grave.
A culpa é do morto
No que diz respeito à arma encontrada na sua casa, Texas garantiu não lhe pertencer. "E então a arma era de quem?", quis saber a juíza. "Não posso dizer", começou o Texas, acrescentando depois em surdina "Não vou agora atirar as culpas para cima de um morto, não é?"
A juíza esboçou então um sorriso sardónico "Não me diga que a arma também pertencia ao falecido sr. Rosa?" O arguido acabou por confirmar, jurando dizer nada mais do que a verdade. A presidente do colectivo de juízes tornou a rir com a convicta resposta do arguido: "Ora como é que eu já estava a adivinhar?"
Comentário: O Núcleo solidariza-se particularmente com o Orelhas. O homem tem tanta vontade de encontrar o seu gang de amigos que chega sempre antes da hora marcada aos encontros, acabando inevitavelmente por se embebedar e por perder a noção dos seus actos. E é assim que um gajo se vê em situações embaraçosas, por exemplo a fanar rebuçados de uma pastelaria rasca em Abrantes. Nós aqui no Núcleo temos alguma experiência neste género de situações. Alguns dos nossos membros já acordaram em quartos desconhecidos (consta que de gajas, mas não há certezas)
sem saber como lá chegaram. E não foi por isso que esses membros foram a tribunal. Ainda andam por aí, tolos e à solta.Fonte: Sónia Morais Santos, Diário de Notícias
segunda-feira, fevereiro 13, 2006
Uma proposta modesta
"Por que não, além do campeonato do Mundo e do campeonato da Europa de futebol, fazer um campeonato euro-árabe? Acho que era uma das coisas que mais podia aproximar"
...assim falava o novo guru do Núcleo, Beiças do Amaral, logo aqui abaixo.
O Comité para a Paz Mundial e Apostas na Betandwin do Núcleo concorda: isto não há nenhuma crise mundial que não se resolva com um belo jogo de bola. Aliás, em termos de relações entre países ricos da Europa e países muçulmanos, não há melhor exemplo de como o futebol ajuda para a concórdia do que este ou este.
Há um tipo com uma proposta gira num jornal canadiano: para obrigar o Irão a parar o seu programa nuclear, ameaçava-se com a expulsão do Mundial de futebol.
O nosso MNE tem naturalmente uma visão muito mais lúcida e humanista do que esse laparoto do Canadá. O Instituto de Estudos Estratégicos e Técnico Tácticos do Núcleo divulga em primeira mão que, em nome da paz mundial e contra o choque de civilizações, o nosso MNE ordenou à selecção de Portugal que perca de propósito o seu jogo no Mundial contra o Irão.
Para comentar a proposta de Freitas, a TV Núcleo ouviu o roupeiro da selecção nacional, AC Silva:

AC Silva: Quê, perder de propósito? O Felipão já vai muito à frente, já nos tinha dito que com o Irão põe o Rui Nereu na baliza e o Postiga a avançado!
"Por que não, além do campeonato do Mundo e do campeonato da Europa de futebol, fazer um campeonato euro-árabe? Acho que era uma das coisas que mais podia aproximar"
...assim falava o novo guru do Núcleo, Beiças do Amaral, logo aqui abaixo.
O Comité para a Paz Mundial e Apostas na Betandwin do Núcleo concorda: isto não há nenhuma crise mundial que não se resolva com um belo jogo de bola. Aliás, em termos de relações entre países ricos da Europa e países muçulmanos, não há melhor exemplo de como o futebol ajuda para a concórdia do que este ou este.
Há um tipo com uma proposta gira num jornal canadiano: para obrigar o Irão a parar o seu programa nuclear, ameaçava-se com a expulsão do Mundial de futebol.
O nosso MNE tem naturalmente uma visão muito mais lúcida e humanista do que esse laparoto do Canadá. O Instituto de Estudos Estratégicos e Técnico Tácticos do Núcleo divulga em primeira mão que, em nome da paz mundial e contra o choque de civilizações, o nosso MNE ordenou à selecção de Portugal que perca de propósito o seu jogo no Mundial contra o Irão.
Para comentar a proposta de Freitas, a TV Núcleo ouviu o roupeiro da selecção nacional, AC Silva:

AC Silva: Quê, perder de propósito? O Felipão já vai muito à frente, já nos tinha dito que com o Irão põe o Rui Nereu na baliza e o Postiga a avançado!

Escutas do Núcleo: o MNE está xexé
Como é habitual nos altos padrões de qualidade das Escutas do Núcleo, nem uma palavra do que se segue foi inventada. É tudo a transcrição mais fidedigna:
"[As críticas ao comunicado do MNE onde se condena os cartoons dinamarquesas e não se diz uma palavra sobre as manifestações violentas nem as ameaças de morte foram motivadas] pelo facto de algumas pessoas pretensamente muito cultas e intelectuais não perceberam que por detrás de tudo o que se fala está um perigo para a paz mundial. Como governante responsável estou a tentar evitar a escalada deste conflito e a colocar água na fervura."
«Se [Manuel Alegre] critica um pequeno comunicado feito por mim no Ministério dos Negócios Estrangeiros está no seu direito, somos um país livre, é a liberdade de crítica que todos os cidadãos e por maioria de razão os deputados têm em relação aos governantes, não tenho nada a comentar.»
«Quem têm sido os maiores agressores nos últimos tempos? Somos nós! Portanto, cabe-nos a nós a iniciativa e cabe-lhes a eles também dar passos nesse sentido e não utilizarem a violência porque os protestos são legítimos mas há muitas maneiras pacíficas de fazer protesto.»
«A nossa obrigação é que cada vez construamos mais pontes. Já chegou o Muro de Berlim e o muro construído recentemente entre Israel e uma parte da Palestina. Não vamos agora fazer um muro no Mediterrâneo! É preciso é pontes e alguns túneis, também.»

(Vocês agora vão julgar que esta fui eu que inventei, só para fazer pouco do Freitas. Mas como dizia o outro, I'm not making this up, nem estou a citar fora do contexto, nem nada:)
"Por que não, além do campeonato do Mundo e do campeonato da Europa de futebol, fazer um campeonato euro-árabe? Acho que era uma das coisas que mais podia aproximar".
Inquérito de rua do Núcleo: perguntamos a transeuntes o que é que eles pensam das declarações de Freitas.

C. Silva, funcionário público, membro dos No Name Boys
Essa do campeonato euro-árabe é boa ideia, nós com o Cristiano Ronaldo era cá uma coça que os mouros até andavam de roda.
sexta-feira, fevereiro 10, 2006
Escutas do Ministério Público (as únicas que são melhores qu'as do Núcleo, de tal forma que lhes vamos lançar uma OPA)
[conversa entre os árbitros Pedro Sanhudo e Óscar Coutinho]
PS: Olha bebemos... Hoje fomos jantar... cento e quarenta euros... do jantar...
OC: Os três?!
PS: Sim...
OC: Mas o quê? Foste à marisqueira...?
PS: Ó pá, comemos uma merdita de nada... Agora veio uma garrafa de whisky!
OC: Caralho! E o Gondomar...? O Gondomar não pagou?!
PS: Não! Desta vez não interessava. Ó pá, deu-nos umas correntes... que aquela merda pesa para aí dez quilos!(risos)
OC: Eles deram outra vez... outras merdas em ouro...?
PS: Deram.
OC: Ahh, foda-se!!!
PS: Espectaculares! Espectaculares! Ultrapassou as medidas...!
OC: Caralho, não... Vós daqui a pouco, puta...! Ides abrir uma ourivesaria!
PS: É o mais certo!
[conversa entre Valentim Loureiro, que é o que se sabe, e José Luís Oliveira, ex-vice da câmara de Gondomar e presidente do clube de futebol local]
VL: Oh que caralho! O gajo esteve mal? [querendo perguntar se o árbitro esteve mal]
JO: Esteve bastante mal. E acabou... Quer dizer... Eles marcaram um penaltie a acabar. Expulsou-nos um jogador. Entearam-se os dois jogadores. Um deles é nosso. Aquilo a expulsar era os dois. Mas a bola até estava parada. Eu não sei como é que essa merda... a lei do jogo.
VL: Como? Como?
JO: Estava o jogo parado...
VL: Sim...
JO: Os gajos a fazer um lançamento...
VL: Sim...
JO:... Ou um livre ou o caralho e os gajos pegaram-se, os dois jogadores, o nosso e um deles, junto da área.
VL: Oh, é burro, também!
JO: E o filho da puta marca penaltie.
VL: Estava 1-1?
JO: Até expulsou o gajo. Estava 1-1.
VL: Quem era o gajo?
JO: Era o Sérgio.
VL: Qual Sérgio?
JO: O Sérgio Pereira. É do Porto.
VL: Oh que filha da puta!
JO: Oh... Isto é o Pinto de Sousa [então presidente do conselho de arbitragem]. Eu tinha-lhe pedido... Veio este de recurso. Porque era para vir... Eu tinha pedido o Pedro Sanhudo e o gajo não quis mandá-lo. Que se foda!
VL: Então mas esse filho da puta também não faz nada que a gente... [querendo dizer que Pinto de Sousa não estava a nomear árbitros de acordo com o pedido].
JO: Não ajuda... não ajuda nadinha. Já Domingo também teve que vir um...
VL: Vá para a puta que o pariu! Tenho que me empertigar com o gajo, pá.
JO: Podia também ter expulso o gajos deles. Não expulsou nenhum.
VL: Tenho que falar com o gajo...
JO: A ameaçá-lo.
VL: É um artista do carago esse Pinto...da merda. Então o filho da puta no princípio da época não manda os gajos que se quer, porquê?
JO: Quer sempre que lhe dê 12 gajos.
VL: Vá para a puta que o pariu!
JO: A gente se der uma dúzia de gajos não tem... não tem interesse nenhum.
VL: Um merdas do caralho! Temos que falar com esse bardamerda! É. Tenho que marcar aí um encontro e eu aperto-lhe os [palavra inaudível, mas pelo registo linguístico anterior supõe-se que seja "colhões", também podendo ser "tomates", ou mesmo "túbaros"]
[conversa entre um militar ligado ao futebol e DJ Carcaça, no momento em que o primeiro soube que DJ se preparava para publicar as escutas transcritas em cima]
Militar: Ó Carcaça, eu vou-lhe dar um conselho: não se meta nisso...
DJ Carcaça: Eu?
Militar: Senão eu tomo medidas e limpo-o do futebol, dos blogues e da columbofilia.
DJ: Mas...
MIlitar: Ouça o que eu lhe estou a dizer!!
DJ: ...mas...mas...
Militar: Você faça o seu trabalho...
DJ Carcaça: E eu faço o meu trabalho.
Militar:... mas não se meta em áreas que conflituem com algo que tenha a ver comigo!
DJ: Mas que áreas?
Militar: Não se faça de palhaço, você sabe bem de que áreas estou a falar. Olhe que eu um dia destes ainda me chateio e começo a cortar pescoços...
[conversa entre os árbitros Pedro Sanhudo e Óscar Coutinho]
PS: Olha bebemos... Hoje fomos jantar... cento e quarenta euros... do jantar...
OC: Os três?!
PS: Sim...
OC: Mas o quê? Foste à marisqueira...?
PS: Ó pá, comemos uma merdita de nada... Agora veio uma garrafa de whisky!
OC: Caralho! E o Gondomar...? O Gondomar não pagou?!
PS: Não! Desta vez não interessava. Ó pá, deu-nos umas correntes... que aquela merda pesa para aí dez quilos!(risos)
OC: Eles deram outra vez... outras merdas em ouro...?
PS: Deram.
OC: Ahh, foda-se!!!
PS: Espectaculares! Espectaculares! Ultrapassou as medidas...!
OC: Caralho, não... Vós daqui a pouco, puta...! Ides abrir uma ourivesaria!
PS: É o mais certo!
[conversa entre Valentim Loureiro, que é o que se sabe, e José Luís Oliveira, ex-vice da câmara de Gondomar e presidente do clube de futebol local]
VL: Oh que caralho! O gajo esteve mal? [querendo perguntar se o árbitro esteve mal]
JO: Esteve bastante mal. E acabou... Quer dizer... Eles marcaram um penaltie a acabar. Expulsou-nos um jogador. Entearam-se os dois jogadores. Um deles é nosso. Aquilo a expulsar era os dois. Mas a bola até estava parada. Eu não sei como é que essa merda... a lei do jogo.
VL: Como? Como?
JO: Estava o jogo parado...
VL: Sim...
JO: Os gajos a fazer um lançamento...
VL: Sim...
JO:... Ou um livre ou o caralho e os gajos pegaram-se, os dois jogadores, o nosso e um deles, junto da área.
VL: Oh, é burro, também!
JO: E o filho da puta marca penaltie.
VL: Estava 1-1?
JO: Até expulsou o gajo. Estava 1-1.
VL: Quem era o gajo?
JO: Era o Sérgio.
VL: Qual Sérgio?
JO: O Sérgio Pereira. É do Porto.
VL: Oh que filha da puta!
JO: Oh... Isto é o Pinto de Sousa [então presidente do conselho de arbitragem]. Eu tinha-lhe pedido... Veio este de recurso. Porque era para vir... Eu tinha pedido o Pedro Sanhudo e o gajo não quis mandá-lo. Que se foda!
VL: Então mas esse filho da puta também não faz nada que a gente... [querendo dizer que Pinto de Sousa não estava a nomear árbitros de acordo com o pedido].
JO: Não ajuda... não ajuda nadinha. Já Domingo também teve que vir um...
VL: Vá para a puta que o pariu! Tenho que me empertigar com o gajo, pá.
JO: Podia também ter expulso o gajos deles. Não expulsou nenhum.
VL: Tenho que falar com o gajo...
JO: A ameaçá-lo.
VL: É um artista do carago esse Pinto...da merda. Então o filho da puta no princípio da época não manda os gajos que se quer, porquê?
JO: Quer sempre que lhe dê 12 gajos.
VL: Vá para a puta que o pariu!
JO: A gente se der uma dúzia de gajos não tem... não tem interesse nenhum.
VL: Um merdas do caralho! Temos que falar com esse bardamerda! É. Tenho que marcar aí um encontro e eu aperto-lhe os [palavra inaudível, mas pelo registo linguístico anterior supõe-se que seja "colhões", também podendo ser "tomates", ou mesmo "túbaros"]
[conversa entre um militar ligado ao futebol e DJ Carcaça, no momento em que o primeiro soube que DJ se preparava para publicar as escutas transcritas em cima]
Militar: Ó Carcaça, eu vou-lhe dar um conselho: não se meta nisso...
DJ Carcaça: Eu?
Militar: Senão eu tomo medidas e limpo-o do futebol, dos blogues e da columbofilia.
DJ: Mas...
MIlitar: Ouça o que eu lhe estou a dizer!!
DJ: ...mas...mas...
Militar: Você faça o seu trabalho...
DJ Carcaça: E eu faço o meu trabalho.
Militar:... mas não se meta em áreas que conflituem com algo que tenha a ver comigo!
DJ: Mas que áreas?
Militar: Não se faça de palhaço, você sabe bem de que áreas estou a falar. Olhe que eu um dia destes ainda me chateio e começo a cortar pescoços...
quinta-feira, fevereiro 09, 2006
Poesia Nuclear
Aconteceu numa padaria de Lisboa
"Ainda tem carcaças", pergunta a menina à padeira.
"Não, não há", responde-lhe ela e o Carcaça, mesmo ao lado, pensa mas não diz:
"Há Carcaça, há Carcaça, há Carcaça sim senhor."
E a menina pede duas bolinhas faz favor...
Aconteceu numa padaria de Lisboa
"Ainda tem carcaças", pergunta a menina à padeira.
"Não, não há", responde-lhe ela e o Carcaça, mesmo ao lado, pensa mas não diz:
"Há Carcaça, há Carcaça, há Carcaça sim senhor."
E a menina pede duas bolinhas faz favor...
segunda-feira, fevereiro 06, 2006

Nossa senhora das mamas
No grande debate dos cartoons dinamarqueses, os babões do costume já vieram com a conversa do "e se fosse o menino Jesus, também não gostavam não é", e que isso de liberdade de expressão é muito giro mas com respeitinho, como dizia o Salazar e o Diácono Remédios, e etc., etc.
A propósito do assunto, o Núcleo recomenda a peça "Nossa Senhora da Flandres". É uma peça escrita por um artista tunisino, Chokri ben Chikha, que vive na Bélgica.
Mete a Virgem Maria de mamas ao léu e diálogos anti-semitas.
Pormenor impagável e que eu não estou a inventar: não só ainda não apedrejaram a embaixada da Tunísia como a peça é subsidiada pelo Ministério da Cultura da Bélgica.
Comentário do comité para a intolerância religiosa do Núcleo: Todos os membros do Núcleo defenderão incansavelmente e até às últimas consequências qualquer obra de arte que meta mamas.
