Ubaldo é grande
Este homem é um génio e Vostra em boa altura o trouxe aqui. Textos, como esse, são finíssimos. E estas coisas não se inventam. E ao cu, não me vens?, acrescento eu. E depois essa frase belíssima, Fode-se muito bem em portugal, não porque seja verdade, mas pela sua simplicidade. Fode-se muito bem em Portugal, Come-se muito bem em Portugal, O Carcaça tem refegos no rabo...
quinta-feira, outubro 26, 2006
Alta Arte
Portugal olé!

<<(...) ...só me lembra um português, Nuno, um português lindo que foi meu caso uns tempos, José Nuno, lindo. Aliás, fode-se muito bem em Portugal, ao contrário do que eu suponho ser a opinião generalizada. Mas eu quase nunca gozava com o Zé Nuno, porque, no momento culminante, ele urrava "não t'acanhes, não t'acanhes!", e o meu ponto G acionava o disjuntor no ato, eu entrava em crises de riso e depois roçava na bunda dele, ele adorava, embora fosse machíssimo como todo português, inclusive os veados - paneleiros, para ficar com a usança portuguesa e emprestar alguma cor local à narrativa -, os paneleiros que se juntam nos arredores do Campo Pequeno, onde se fazem ash curridash d'toirosh em L'shboa e vão trabalhar como forcados, que são uma espécie de veados parrudos que vão enfrentar os touros no peito. Em fila, trenzinho, um encostando a bunda no de trás, naturalmente. E depois vão às tascas, aos copos e à veadagem, são veados machíssimos. Vi muitas belas bundas em Portugal, que lá não são chamadas de bundas, mas de cu mesmo, que lá nem é palavrão, veja como são as coisas, grande país subestimado. Bundas de homens e mulheres. Toda mulher portuguesa dá a bunda, ou pelo menos dava, para manter a santa virgindade vaginal, como aqui. Hoje, com a entrada na Comunidade Européia e outras mudanças - eles hoje detestam o Brasil, sabia? português de-tes-ta o Brasil, com a exceção do Mário Soares, do Saramago, do José Carlos Vasconcelos e dois ou três outros gatos pingados, desprezam mesmo, é uma pena -, não sei mais como estão as coisas. Provavelmente nunca mais será ouvida a pergunta imortal que um amigo meu escutou, depois de enfrentar galhardamente a primeira com uma portuguesa belíssima, ele que antes estava até com medo de broxar. Ele me contou que, satisfeito e aliviadíssimo, estava fumando o tradicional cigarrinho post coitum, quando ela olhou para ele e falou: "E ao cu, não me vais?". Fantástico, disse ele; emocionante. E fui-lhe ao cu, disse ele, que maravilha. Imagine aqui no Brasil, uma mulher fazer uma pergunta dessas, não faz. Eu morei no bairro de Alvalade, dava para ir andando ao Campo Pequeno, cansei de ir às corridas somente para ver as bundas apertadinhas dos forcados. Sou contra essa teoria segundo a qual os brasileiros têm belas bundas e alimentam uma fixação patológica por bundas somente por causa dos africanos. Isto é preconceito, as belas bundas da nossa gente vêm tanto de África quanto de Portugal, tanto assim que eu não tenho sangue africano nenhum, pelo menos que eu saiba, e sempre portei uma bunda acima de qualquer crítica, até hoje não envergonho. Duvido que, se eu disser a algum homem que me coma "e ao cu, não me vais?", ele não vá imediatamente.
(...)>>
- A Casa dos Budas Ditosos, de João Ubaldo Ribeiro
Nota: Obrigado, Ernesto. Grande munhango!!!
Portugal olé!

<<(...) ...só me lembra um português, Nuno, um português lindo que foi meu caso uns tempos, José Nuno, lindo. Aliás, fode-se muito bem em Portugal, ao contrário do que eu suponho ser a opinião generalizada. Mas eu quase nunca gozava com o Zé Nuno, porque, no momento culminante, ele urrava "não t'acanhes, não t'acanhes!", e o meu ponto G acionava o disjuntor no ato, eu entrava em crises de riso e depois roçava na bunda dele, ele adorava, embora fosse machíssimo como todo português, inclusive os veados - paneleiros, para ficar com a usança portuguesa e emprestar alguma cor local à narrativa -, os paneleiros que se juntam nos arredores do Campo Pequeno, onde se fazem ash curridash d'toirosh em L'shboa e vão trabalhar como forcados, que são uma espécie de veados parrudos que vão enfrentar os touros no peito. Em fila, trenzinho, um encostando a bunda no de trás, naturalmente. E depois vão às tascas, aos copos e à veadagem, são veados machíssimos. Vi muitas belas bundas em Portugal, que lá não são chamadas de bundas, mas de cu mesmo, que lá nem é palavrão, veja como são as coisas, grande país subestimado. Bundas de homens e mulheres. Toda mulher portuguesa dá a bunda, ou pelo menos dava, para manter a santa virgindade vaginal, como aqui. Hoje, com a entrada na Comunidade Européia e outras mudanças - eles hoje detestam o Brasil, sabia? português de-tes-ta o Brasil, com a exceção do Mário Soares, do Saramago, do José Carlos Vasconcelos e dois ou três outros gatos pingados, desprezam mesmo, é uma pena -, não sei mais como estão as coisas. Provavelmente nunca mais será ouvida a pergunta imortal que um amigo meu escutou, depois de enfrentar galhardamente a primeira com uma portuguesa belíssima, ele que antes estava até com medo de broxar. Ele me contou que, satisfeito e aliviadíssimo, estava fumando o tradicional cigarrinho post coitum, quando ela olhou para ele e falou: "E ao cu, não me vais?". Fantástico, disse ele; emocionante. E fui-lhe ao cu, disse ele, que maravilha. Imagine aqui no Brasil, uma mulher fazer uma pergunta dessas, não faz. Eu morei no bairro de Alvalade, dava para ir andando ao Campo Pequeno, cansei de ir às corridas somente para ver as bundas apertadinhas dos forcados. Sou contra essa teoria segundo a qual os brasileiros têm belas bundas e alimentam uma fixação patológica por bundas somente por causa dos africanos. Isto é preconceito, as belas bundas da nossa gente vêm tanto de África quanto de Portugal, tanto assim que eu não tenho sangue africano nenhum, pelo menos que eu saiba, e sempre portei uma bunda acima de qualquer crítica, até hoje não envergonho. Duvido que, se eu disser a algum homem que me coma "e ao cu, não me vais?", ele não vá imediatamente.
(...)>>
- A Casa dos Budas Ditosos, de João Ubaldo Ribeiro
Nota: Obrigado, Ernesto. Grande munhango!!!
segunda-feira, outubro 23, 2006
Borat aprende a namorar nos EUA
Proponho a atribuição do título de membro honorário do Núcleo a este senhor.
Proponho a atribuição do título de membro honorário do Núcleo a este senhor.
domingo, outubro 22, 2006
Hino para os congressos do Núcleo
Candidato 3: Gogol Bordello
Banda de Nova Iorque. Vocalista ucraniano. Uma data de outros músicos do Leste. O estilo autodenomina-se "gypsy-punk". Houve quem dissesse que o seu som era "como The Pogues a lutar com The Clash na Europa de Leste". Para mim, é como meter o Manu Chao e os Sex Pistols a tocar ao mesmo tempo num filme do Emir Kusturica.
60 revolutions
60 revolutions per minute
this is my regular speed
So how do you want me to live with it?
How do you want me to live with it?
Without ringing all alarms!
Without overthrowing czars!
Without emptying the bars!
Without screwing with your charts!
60 revelations per minute
this is my regular need
So how do you want me to live with it?
How do you want me to live with it?
Without ringing all alarms!...
I'm gathering new generation
That's gonna stand up to it
To this karaoke dictatorship
Where posers and models with guitars
Boogie to the shit for beats
I make a better rock revolution
Alone with my dick!
60 por minuto es mi reputación
y no te estoy hablando de revolución
hace mucho tiempo que ya no te decían
basta de injusticia, muerte y policía.
Digas lo que digas ya esta todo arreglado
hagas lo que hagas te mandan deportado
el que tiene impone y sobre la ley dispone
mientras que el pobre es pobre,
muere de hambre y otro se la come
Candidato 3: Gogol Bordello
Banda de Nova Iorque. Vocalista ucraniano. Uma data de outros músicos do Leste. O estilo autodenomina-se "gypsy-punk". Houve quem dissesse que o seu som era "como The Pogues a lutar com The Clash na Europa de Leste". Para mim, é como meter o Manu Chao e os Sex Pistols a tocar ao mesmo tempo num filme do Emir Kusturica.
60 revolutions
60 revolutions per minute
this is my regular speed
So how do you want me to live with it?
How do you want me to live with it?
Without ringing all alarms!
Without overthrowing czars!
Without emptying the bars!
Without screwing with your charts!
60 revelations per minute
this is my regular need
So how do you want me to live with it?
How do you want me to live with it?
Without ringing all alarms!...
I'm gathering new generation
That's gonna stand up to it
To this karaoke dictatorship
Where posers and models with guitars
Boogie to the shit for beats
I make a better rock revolution
Alone with my dick!
60 por minuto es mi reputación
y no te estoy hablando de revolución
hace mucho tiempo que ya no te decían
basta de injusticia, muerte y policía.
Digas lo que digas ya esta todo arreglado
hagas lo que hagas te mandan deportado
el que tiene impone y sobre la ley dispone
mientras que el pobre es pobre,
muere de hambre y otro se la come
sexta-feira, outubro 20, 2006
Borat vai à caça no Texas
"(...) I've been to a lot of deer hunts... and I have never... in my life seen that!..."
"(...) I've been to a lot of deer hunts... and I have never... in my life seen that!..."
quinta-feira, outubro 19, 2006
TOP JACKPOT ND
Santana Lopes, Menino Guerreiro (consta que há uma versão hardcore, na qual Santana canta isto na banheira, enquanto Cinha lhe esfrega as costas com sabonete)
Santana Lopes, Menino Guerreiro (consta que há uma versão hardcore, na qual Santana canta isto na banheira, enquanto Cinha lhe esfrega as costas com sabonete)
terça-feira, outubro 17, 2006
Hino para os congressos do Núcleo
Candidato 2: El Koala
Manuel Jesús Rodríguez Rodríguez, mais conhecido em Espanha como "El Koala", é um dos pais do agro-pop, e autor deste tema "Opá". O seu dialecto malaguenho é de tradução fácil, mas laboriosa. Mas aí está, pela primeira vez em português.
Opá (original)
Opá, yo via'é un corrá pa echá gallina y pa echá minino
Opá, yo via'é un corrá pa echá perdice y echá pajarillo
Opá, yo via'é un corrá, pa echá guarrilla y pa echá guarrillo
Opá, yo via'é un corrá, pa echá una potra ahí con su putrillo.
Yo t'ayúo a arrancá la Guzzi, yo t'ayúo a pintá el Lanrove
Yo t'ayúo a sacá la papa, yo t'ayúo a lo c'aga farta.
Pero que sepa que
Opá, yo via'é un corrá pa echá gallina y pa echá minino
Opá, yo via'é un corrá, con tu premiso hago un corralillo.
Tengo la' maera' y tengo lo' tablone'
La' chapa' der tejao la' he sacao de uno' bidone'
Tengo la' manera' y tengo la' intensione, opaíto
Er domingo empieso, a ver si tengo cojone', ¡opá!
Opá, yo via'é un corrá pa echá coneja' y echá conejillo,
Opá, yo via'é un corrá pa echá una perra ahí con su' perrillo',
Opá, yo via'é un corrá pa guardá co'a y ha'ta la motillo,
Opá, yo via'é un corrá, con tu premiso hago un corralillo.
Yo t'ayúo a barré lo' chumbo', yo t'ayúo a quemá ramón,
T'ayúo a lo c'aga farta, t'ayúo, t'ayúo a tó.
Pero que sepa que
Opá, yo via'é un corrá pa echá cabrilla y sacá chivillo.
Opá, yo via'é un corrá pa echá guarrilla y sacá guarrillo.
Opá, yo via'é un corrá, con tu premiso yo hago un corralillo.
Opá, yo via'é un corrá en la' afuera' de Gibraltar el Chico.
Yo via'é un corrá
Yo via'é un corrá
Yo via'é un corrá
Yo via'é un corrá
Via'é un corrá
Yo via'é un corrá
Yo via'é un corrá
Yo via'é un corrá
Opá, opá, opáíto, via'é un corrá.
Ó pai! (versão portuguesa
)
Ó pai, vou fazer um curral, pra pôr galinhas e pra pôr ovinhos
Ó pai, vou fazer um curral, pra pôr perdizes e pôr passarinhos
Ó pai, vou fazer um curral, pra pôr porquinhas e pra pôr leitõezinhos
Ó pai, vou fazer um curral, pra pôr uma égua aí com os seu potrinhos
Eu te ajudo a arrancar a Guzzi, eu te ajudo a pintar o Land Rover
Eu te ajudo a colher as batatas, eu te ajudo no que for preciso.
Mas ficas a saber que
Ó pai, vou fazer um curral, pra pôr galinhas e pra pôr ovinhos
Ó pai, vou fazer um curral, se não te importas faço um curralzinho.
Tenho as madeiras e tenho as tábuas
As chapas do telhado tirei-as de uns bidões
Tenho as maneiras e tenho as intenções, ó paizinho
No domingo começo a ver se tenho colhões, ó pai!
Ó pai, vou fazer um curral, pra pôr coelhas e pôr coellhinhos
Ó pai, vou fazer um curral, pra pôr uma cadela aí com os seus cachorrinhos,
Ó pai, vou fazer um curral, pra guardar coisas e até a motinho,
Ó pai, vou fazer um curral, se não te importas faço um curralzinho.
Eu te ajudo a varrer os figos, te ajudo a queimar capim,
Te ajudo no que seja preciso, te ajudo, te ajudo em tudo.
Mas ficas a saber que
Ó pai, vou fazer um curral, pra pôr cabrinhas e tirar cabritinhos.
Ó pai, vou fazer um curral, pra pôr porquinhas e tirar leitõezinhos.
Ó pai, vou fazer um curral, se não te importas faço um curralzinho.
Ó pai, vou fazer um curral, nos arredores de Gibraltar-el-Chico.
Eu vou fazer um curral
Eu vou fazer um curral
Eu vou fazer um curral
Eu vou fazer um curral
Vou fazer um curral
Eu vou fazer um curral
Eu vou fazer um curral
Eu vou fazer um curral
Ó pai, ó pai, ó paizinho, vou fazer um curral.
Candidato 2: El Koala
Manuel Jesús Rodríguez Rodríguez, mais conhecido em Espanha como "El Koala", é um dos pais do agro-pop, e autor deste tema "Opá". O seu dialecto malaguenho é de tradução fácil, mas laboriosa. Mas aí está, pela primeira vez em português.
Opá (original)
Opá, yo via'é un corrá pa echá gallina y pa echá minino
Opá, yo via'é un corrá pa echá perdice y echá pajarillo
Opá, yo via'é un corrá, pa echá guarrilla y pa echá guarrillo
Opá, yo via'é un corrá, pa echá una potra ahí con su putrillo.
Yo t'ayúo a arrancá la Guzzi, yo t'ayúo a pintá el Lanrove
Yo t'ayúo a sacá la papa, yo t'ayúo a lo c'aga farta.
Pero que sepa que
Opá, yo via'é un corrá pa echá gallina y pa echá minino
Opá, yo via'é un corrá, con tu premiso hago un corralillo.
Tengo la' maera' y tengo lo' tablone'
La' chapa' der tejao la' he sacao de uno' bidone'
Tengo la' manera' y tengo la' intensione, opaíto
Er domingo empieso, a ver si tengo cojone', ¡opá!
Opá, yo via'é un corrá pa echá coneja' y echá conejillo,
Opá, yo via'é un corrá pa echá una perra ahí con su' perrillo',
Opá, yo via'é un corrá pa guardá co'a y ha'ta la motillo,
Opá, yo via'é un corrá, con tu premiso hago un corralillo.
Yo t'ayúo a barré lo' chumbo', yo t'ayúo a quemá ramón,
T'ayúo a lo c'aga farta, t'ayúo, t'ayúo a tó.
Pero que sepa que
Opá, yo via'é un corrá pa echá cabrilla y sacá chivillo.
Opá, yo via'é un corrá pa echá guarrilla y sacá guarrillo.
Opá, yo via'é un corrá, con tu premiso yo hago un corralillo.
Opá, yo via'é un corrá en la' afuera' de Gibraltar el Chico.
Yo via'é un corrá
Yo via'é un corrá
Yo via'é un corrá
Yo via'é un corrá
Via'é un corrá
Yo via'é un corrá
Yo via'é un corrá
Yo via'é un corrá
Opá, opá, opáíto, via'é un corrá.
Ó pai! (versão portuguesa
)Ó pai, vou fazer um curral, pra pôr galinhas e pra pôr ovinhos
Ó pai, vou fazer um curral, pra pôr perdizes e pôr passarinhos
Ó pai, vou fazer um curral, pra pôr porquinhas e pra pôr leitõezinhos
Ó pai, vou fazer um curral, pra pôr uma égua aí com os seu potrinhos
Eu te ajudo a arrancar a Guzzi, eu te ajudo a pintar o Land Rover
Eu te ajudo a colher as batatas, eu te ajudo no que for preciso.
Mas ficas a saber que
Ó pai, vou fazer um curral, pra pôr galinhas e pra pôr ovinhos
Ó pai, vou fazer um curral, se não te importas faço um curralzinho.
Tenho as madeiras e tenho as tábuas
As chapas do telhado tirei-as de uns bidões
Tenho as maneiras e tenho as intenções, ó paizinho
No domingo começo a ver se tenho colhões, ó pai!
Ó pai, vou fazer um curral, pra pôr coelhas e pôr coellhinhos
Ó pai, vou fazer um curral, pra pôr uma cadela aí com os seus cachorrinhos,
Ó pai, vou fazer um curral, pra guardar coisas e até a motinho,
Ó pai, vou fazer um curral, se não te importas faço um curralzinho.
Eu te ajudo a varrer os figos, te ajudo a queimar capim,
Te ajudo no que seja preciso, te ajudo, te ajudo em tudo.
Mas ficas a saber que
Ó pai, vou fazer um curral, pra pôr cabrinhas e tirar cabritinhos.
Ó pai, vou fazer um curral, pra pôr porquinhas e tirar leitõezinhos.
Ó pai, vou fazer um curral, se não te importas faço um curralzinho.
Ó pai, vou fazer um curral, nos arredores de Gibraltar-el-Chico.
Eu vou fazer um curral
Eu vou fazer um curral
Eu vou fazer um curral
Eu vou fazer um curral
Vou fazer um curral
Eu vou fazer um curral
Eu vou fazer um curral
Eu vou fazer um curral
Ó pai, ó pai, ó paizinho, vou fazer um curral.
TOP JACKPOT ND
[Este é o hino dos congressos do ND. Assim como os socialistas usam o Vangelis, nós perfilhamos este Straight Up To The Top. Gosto particularmente da forma auto-celebratória como Tom Waits lança confetis sobre si próprio ao longo desta performance. É o que se chama "atirar os foguetes e apanhar as canas", um empreendimento comum entre Waits e o ND. Gosto também dos comentários que o cantor dedicou a este tema:
"Well, that's one of those eh... One of those phrases that just keeps you going. It's like "Big Time" y'know? It's like... You gotta have a plan in this world y'know, you gotta have some place you want to go so you know when you've arrived. And eh "Straight To The Top" is eh... just one of those songs."
E, claro, há o lema. O magnífico
"I can't let Mister Sorrow try and pull ol' Frankie down"
que todos os durões têm que recitar diariamente, como um mantra.]
Straight To The Top
(Studio version)
I'm going straight to the top, whoa
I'm going where the air is fresh and clean
I'm going straight up to the top
If you know me, you know what I mean
I can't let Mister Sorrow try and pull ol' Frankie down
We live for tomorrow, I have found you
Straight to the top
I'm going up where the air is fresh and clean
I know I'm never gonna stop
Until I know, I know I'm wild and free
Hey, I'm going straight up to the top
And if you know me, you know what I mean
I can't let ol' Mister Sorrow try and pull me down
I live for tomorrow, I have found you
I'm going straight to the top, whoa
I'm going up where the air is fresh and clean
Yeah, whoa
I can't let Mister Sorrow pull ol' Frankie down
We live for tomorrow, I have found you
Straight to the top, oh yeah
Up where the air is
Up where the air is
Up where the air is
Up where the air is
Up where the air is fresh and clean, whoa
Whoa, how about that band? Whoa!
[Este é o hino dos congressos do ND. Assim como os socialistas usam o Vangelis, nós perfilhamos este Straight Up To The Top. Gosto particularmente da forma auto-celebratória como Tom Waits lança confetis sobre si próprio ao longo desta performance. É o que se chama "atirar os foguetes e apanhar as canas", um empreendimento comum entre Waits e o ND. Gosto também dos comentários que o cantor dedicou a este tema:
"Well, that's one of those eh... One of those phrases that just keeps you going. It's like "Big Time" y'know? It's like... You gotta have a plan in this world y'know, you gotta have some place you want to go so you know when you've arrived. And eh "Straight To The Top" is eh... just one of those songs."
E, claro, há o lema. O magnífico
"I can't let Mister Sorrow try and pull ol' Frankie down"
que todos os durões têm que recitar diariamente, como um mantra.]
Straight To The Top
(Studio version)
I'm going straight to the top, whoa
I'm going where the air is fresh and clean
I'm going straight up to the top
If you know me, you know what I mean
I can't let Mister Sorrow try and pull ol' Frankie down
We live for tomorrow, I have found you
Straight to the top
I'm going up where the air is fresh and clean
I know I'm never gonna stop
Until I know, I know I'm wild and free
Hey, I'm going straight up to the top
And if you know me, you know what I mean
I can't let ol' Mister Sorrow try and pull me down
I live for tomorrow, I have found you
I'm going straight to the top, whoa
I'm going up where the air is fresh and clean
Yeah, whoa
I can't let Mister Sorrow pull ol' Frankie down
We live for tomorrow, I have found you
Straight to the top, oh yeah
Up where the air is
Up where the air is
Up where the air is
Up where the air is
Up where the air is fresh and clean, whoa
Whoa, how about that band? Whoa!
segunda-feira, outubro 16, 2006
Perdidos no Sótão
A cidade das mulheres

A Coreia do Sul é o país anfitrião do Mundial de Futebol 2002. Na capital, Seul, predominam as mulheres de batom vermelho vivo (...)
(...) no caso das mulheres, que constituem 80 ou 90% da multidão, que durante o dia povoa os inúmeros cafés e lojas da cidade, a "máscara" está maquilhada a rigor. Diz-de que o consumo de cosméticos per capita na Coreia do Sul é o maior do mundo e, aparentemente, é verdade. Mesmo as adolescentes mais "modernas", com "blue-jeans" rotas nos joelhos e cabelos pintados de louro, rosa, ou outras cores, não saem à rua sem um toque de pó-de-arroz, batom ou rímel. "Uma mulher que não use maquilhagem tem dificuldade em arranjar emprego. Não é considerada respeitável", explica uma jovem de vinte e poucos anos (...)
(...) Muitos ocidentais consideram as coreanas as mulheres mais atraentes da Ásia do Norte, mais que as suas vizinhas da China e Japão, que no conjunto representam quase um quarto da população feminina mundial.
(...) Na densa paisagem humana de Seul - mais densa e compacta do que Pequim ou Xangai - a presença das mulheres é proeminente. Entra-se num café e, quase sempre, dois terços da mesas estão ocupadas por mulheres. Vêm em grupo - duas, três, quatro ou mais, de diferentes idades - e conversam, com vagar e animação. (...)
- Expresso Revista, 25 Maio 2002
A cidade das mulheres

A Coreia do Sul é o país anfitrião do Mundial de Futebol 2002. Na capital, Seul, predominam as mulheres de batom vermelho vivo (...)
(...) no caso das mulheres, que constituem 80 ou 90% da multidão, que durante o dia povoa os inúmeros cafés e lojas da cidade, a "máscara" está maquilhada a rigor. Diz-de que o consumo de cosméticos per capita na Coreia do Sul é o maior do mundo e, aparentemente, é verdade. Mesmo as adolescentes mais "modernas", com "blue-jeans" rotas nos joelhos e cabelos pintados de louro, rosa, ou outras cores, não saem à rua sem um toque de pó-de-arroz, batom ou rímel. "Uma mulher que não use maquilhagem tem dificuldade em arranjar emprego. Não é considerada respeitável", explica uma jovem de vinte e poucos anos (...)
(...) Muitos ocidentais consideram as coreanas as mulheres mais atraentes da Ásia do Norte, mais que as suas vizinhas da China e Japão, que no conjunto representam quase um quarto da população feminina mundial.
(...) Na densa paisagem humana de Seul - mais densa e compacta do que Pequim ou Xangai - a presença das mulheres é proeminente. Entra-se num café e, quase sempre, dois terços da mesas estão ocupadas por mulheres. Vêm em grupo - duas, três, quatro ou mais, de diferentes idades - e conversam, com vagar e animação. (...)
- Expresso Revista, 25 Maio 2002
sábado, outubro 14, 2006
Escutas do Núcleo
[A União Europeia e as relações luso-espanholas vistas por uma velha portuguesa, à passagem do eléctrico 15 em frente aos Jerónimos]
Velha - Isto anda para aqui muita espanholada, o governo espanhol já manda nisto. Isto é já é espanholada a mais. Os nossos governos são umas merdas, enquanto for viva não voto mais [e depois?! - questiona o Núcleo], não vou lá mais. São uns fracos, uma cambada de paneleiros...
Velha 2 - Eu não quero cá dessas conversas.
[A União Europeia e as relações luso-espanholas vistas por uma velha portuguesa, à passagem do eléctrico 15 em frente aos Jerónimos]
Velha - Isto anda para aqui muita espanholada, o governo espanhol já manda nisto. Isto é já é espanholada a mais. Os nossos governos são umas merdas, enquanto for viva não voto mais [e depois?! - questiona o Núcleo], não vou lá mais. São uns fracos, uma cambada de paneleiros...
Velha 2 - Eu não quero cá dessas conversas.
sexta-feira, outubro 13, 2006
Perdidos no Sótão
David Lynch: O cineasta do delírio

"Vivemos num mundo estranho", e David Lynch já nos havia alertado no epílogo de Veludo Azul (1986). Aquela frase, quase um mantra, resulta ser a explicação perfeita do móbil que anima as suas histórias. Já há mais de 20 anos que este cineasta abriu no cinema norte-americano uma janela com vista para um mundo incómodo, mórbido, suspenso entre a realidade e o sonho, que deu à palavra fantasia um significado desconhecido por Steven Spielberg. Eraserhead (1979), estreia convertida de imediato em filme de culto, articulava dois pesadelos gémeos de Lynch: a degradação urbana e a ansiedade da paternidade. (...)
(...) "É melhor não conhecer o que significam os filmes. A psicologia destrói o mistério. O fantástico é descer a áreas onde as coisas são abstractas", afirma o director. (...)
- ByN Dominical (revista do diário ABC, Madrid), 10 Março 2002
David Lynch: O cineasta do delírio

"Vivemos num mundo estranho", e David Lynch já nos havia alertado no epílogo de Veludo Azul (1986). Aquela frase, quase um mantra, resulta ser a explicação perfeita do móbil que anima as suas histórias. Já há mais de 20 anos que este cineasta abriu no cinema norte-americano uma janela com vista para um mundo incómodo, mórbido, suspenso entre a realidade e o sonho, que deu à palavra fantasia um significado desconhecido por Steven Spielberg. Eraserhead (1979), estreia convertida de imediato em filme de culto, articulava dois pesadelos gémeos de Lynch: a degradação urbana e a ansiedade da paternidade. (...)
(...) "É melhor não conhecer o que significam os filmes. A psicologia destrói o mistério. O fantástico é descer a áreas onde as coisas são abstractas", afirma o director. (...)
- ByN Dominical (revista do diário ABC, Madrid), 10 Março 2002
quinta-feira, outubro 12, 2006
Pensamentos Para Lelos

Os últimos serão os primeiros... mas e os do meio? Serão sempre os do meio?

Os últimos serão os primeiros... mas e os do meio? Serão sempre os do meio?
Bang bang do dia-a-dia
Os treinos da GNR não são os desejáveis

Há muito tempo que não se cria uma nova rubrica neste blog, de maneira que eu proponho uma nova: Bang bang do dia-a-dia.
Para explicar o âmbito da rubrica, esta notícia no site dum pasquim de referência é ilustrativa:
O comandante-geral da GNR, Mourato Nunes, afirmou hoje que os militares da corporação têm apenas treinos de tiro "indispensáveis" para as situações do dia-a-dia, admitindo que não são "os desejáveis".
"Embora estes militares tenham os treinos indispensáveis para as situações do dia-a-dia, gostaríamos que tivessem sempre mais, sendo necessário que para tal houvesse mais disponibilidade, o que nem sempre acontece", disse Mourato Nunes.
O que é interessante aqui é que um GNR tem "treinos" de tiro que são "indispensáveis" para as situações do "dia-a-dia". Como é que será o dia-a-dia de um GNR, perguntar-se-á o leitor?
Isto é, perguntar-se-á o leitor se o leitor for um leitor hippy ranhoso pacifista alaralilado que não tem treinos de tiro indispensáveis para as situações do dia-a-dia. Nós aqui no Núcleo percebemos bem o comandante Mourato.
Ora vejam por exemplo como é que o Carcaça se veste quando vai às compras ao Continente:
Os treinos da GNR não são os desejáveis

Há muito tempo que não se cria uma nova rubrica neste blog, de maneira que eu proponho uma nova: Bang bang do dia-a-dia.
Para explicar o âmbito da rubrica, esta notícia no site dum pasquim de referência é ilustrativa:
O comandante-geral da GNR, Mourato Nunes, afirmou hoje que os militares da corporação têm apenas treinos de tiro "indispensáveis" para as situações do dia-a-dia, admitindo que não são "os desejáveis".
"Embora estes militares tenham os treinos indispensáveis para as situações do dia-a-dia, gostaríamos que tivessem sempre mais, sendo necessário que para tal houvesse mais disponibilidade, o que nem sempre acontece", disse Mourato Nunes.
O que é interessante aqui é que um GNR tem "treinos" de tiro que são "indispensáveis" para as situações do "dia-a-dia". Como é que será o dia-a-dia de um GNR, perguntar-se-á o leitor?
Isto é, perguntar-se-á o leitor se o leitor for um leitor hippy ranhoso pacifista alaralilado que não tem treinos de tiro indispensáveis para as situações do dia-a-dia. Nós aqui no Núcleo percebemos bem o comandante Mourato.
Ora vejam por exemplo como é que o Carcaça se veste quando vai às compras ao Continente:
Perdidos no Sótão
Os segredos de um exibicionista

The Shameful Life of Salvador Dalí (A Vida Desavergonhada de Salvador Dalí) é o título original da biografia sobre o pintor catalão publicada esta semana em Espanha (...) O autor das mil páginas é Ian Gibson, um irlandês naturalizado espanhol (...)
(...) Gibson consultou dezenas de livros, entre os quais os diários escritos por Dalí na adolescência. Neles, aos 16 anos, Dalí diz aceitar a decisão do pai de o enviar de Figueres (Catalunha) para a Academia de Belas-Artes de Madrid. "Voltarei triunfante e serei um génio admirado por todos", escreve Dalí, que pensava ter "a inconfundível morfologia fisionómica de um génio".
(...) exibia-se diariamente para a empregada doméstica derramando sobre o peito o café com leite a escaldar. Só depois deste ritual subia para o "atelier".
(...) Eis que surge Gala (...) Quando a conheceu, em 1929, em Paris, ela era casada com Paul Eluard. Dalí não tinha qualquer passado amoroso, vivia em constante privação erótica, aliviada pela masturbação (...) Dalí contará, em 1979, que Gala o ensinou a aperfeiçoar a sua técnica masturbatória para conseguir ejaculações perfeitas e daí o título do quadro "O Grande Masturbador". [imagem acima]
(...) Para seduzir a misteriosa russa, "tão desavergonhada sexualmente como Dalí era inibido", o pintor recorre aos mais diversos estratagemas para disfarçar a angústia que sentia: barbeia as axilas e os joelhos até ficarem em sangue, barra o corpo com uma mistura de cola de peixe cozida com estrume de cabra, coloca flores roxas nas orelhas e tem ataques histéricos de riso.
(...) Gibson aborda também (...) a influência do pai de Dalí na vida do pintor. (...) Entre outras histórias, conta como Dalí foi deserdado (...). O facto de Dalí ter escrito "Ejaculei sobre a minha mãe" num quadro contribuiu naturalmente para o corte de relações (...).
- Público, 17 Maio 1998
Os segredos de um exibicionista

The Shameful Life of Salvador Dalí (A Vida Desavergonhada de Salvador Dalí) é o título original da biografia sobre o pintor catalão publicada esta semana em Espanha (...) O autor das mil páginas é Ian Gibson, um irlandês naturalizado espanhol (...)
(...) Gibson consultou dezenas de livros, entre os quais os diários escritos por Dalí na adolescência. Neles, aos 16 anos, Dalí diz aceitar a decisão do pai de o enviar de Figueres (Catalunha) para a Academia de Belas-Artes de Madrid. "Voltarei triunfante e serei um génio admirado por todos", escreve Dalí, que pensava ter "a inconfundível morfologia fisionómica de um génio".
(...) exibia-se diariamente para a empregada doméstica derramando sobre o peito o café com leite a escaldar. Só depois deste ritual subia para o "atelier".
(...) Eis que surge Gala (...) Quando a conheceu, em 1929, em Paris, ela era casada com Paul Eluard. Dalí não tinha qualquer passado amoroso, vivia em constante privação erótica, aliviada pela masturbação (...) Dalí contará, em 1979, que Gala o ensinou a aperfeiçoar a sua técnica masturbatória para conseguir ejaculações perfeitas e daí o título do quadro "O Grande Masturbador". [imagem acima]
(...) Para seduzir a misteriosa russa, "tão desavergonhada sexualmente como Dalí era inibido", o pintor recorre aos mais diversos estratagemas para disfarçar a angústia que sentia: barbeia as axilas e os joelhos até ficarem em sangue, barra o corpo com uma mistura de cola de peixe cozida com estrume de cabra, coloca flores roxas nas orelhas e tem ataques histéricos de riso.
(...) Gibson aborda também (...) a influência do pai de Dalí na vida do pintor. (...) Entre outras histórias, conta como Dalí foi deserdado (...). O facto de Dalí ter escrito "Ejaculei sobre a minha mãe" num quadro contribuiu naturalmente para o corte de relações (...).
- Público, 17 Maio 1998
quarta-feira, outubro 11, 2006
Ele, todos os dias, deitava-se á beira-mar.
Vestido e nas mãos o diário ensopado de letras. E esperava que ela fizesse o mesmo. O Atlântico, em pleno Inverno, acorda ressacado depois do torpor estival e fustiga a costa como um chicote revolto que une os continentes. Ele não se importava com isso.
Deitava-se na areia à espera que ela, do outro lado do lençol, fizesse o mesmo. Nesses momentos, uma manta azul de água unia dos dois corpos na extremidade de uma imensa cama. A espuma era a renda desse cobertor e ele sentia-se feliz. Esperando que ela estivesse feliz com ele. Deitados na areia à beira-mar. Com as ondas a percorrerem-lhe o corpo, ele fazia amor com ela, num sexo revolto e animal que percorria milhares de milhas náuticas de distância. As ondas que o cobriam eram os abraços dela e ele respondia com carícias pontuadas de espuma. E mesmo quando o mar o engoliu ele pensava que era um abraço mais forte do seu amor, à beira de ter um orgasmo.
E nem quando sentiu a água a queimar-lhe os pulmões, ele reagiu. Aquilo não passava de um espasmo normal entre dois amantes que se exauriam mutuamente.
Naquele dia, dois corpos morreram à beira-mar. Um em cada lado do Atlântico mas as almas uniram-se num coito com o oceano que os acolheu.
Vestido e nas mãos o diário ensopado de letras. E esperava que ela fizesse o mesmo. O Atlântico, em pleno Inverno, acorda ressacado depois do torpor estival e fustiga a costa como um chicote revolto que une os continentes. Ele não se importava com isso.
Deitava-se na areia à espera que ela, do outro lado do lençol, fizesse o mesmo. Nesses momentos, uma manta azul de água unia dos dois corpos na extremidade de uma imensa cama. A espuma era a renda desse cobertor e ele sentia-se feliz. Esperando que ela estivesse feliz com ele. Deitados na areia à beira-mar. Com as ondas a percorrerem-lhe o corpo, ele fazia amor com ela, num sexo revolto e animal que percorria milhares de milhas náuticas de distância. As ondas que o cobriam eram os abraços dela e ele respondia com carícias pontuadas de espuma. E mesmo quando o mar o engoliu ele pensava que era um abraço mais forte do seu amor, à beira de ter um orgasmo.
E nem quando sentiu a água a queimar-lhe os pulmões, ele reagiu. Aquilo não passava de um espasmo normal entre dois amantes que se exauriam mutuamente.
Naquele dia, dois corpos morreram à beira-mar. Um em cada lado do Atlântico mas as almas uniram-se num coito com o oceano que os acolheu.

Hassan Musa, Great American Nude, 2002
[Consta que Tiberius, ao ver esta obra de arte, não conteve o seguinte comentário murmurado: "Tenho mesmo que desencadear uma 'investigação jornalística' para ver se encontro este pãozinho do Bin Laden ainda com vida."]
terça-feira, outubro 10, 2006
Pensamentos Para Lelos

Se as listas dos mais vendidos fizessem sentido, não devíamos andar a comer merda? É que cem biliões de moscas não podem estar erradas...

Se as listas dos mais vendidos fizessem sentido, não devíamos andar a comer merda? É que cem biliões de moscas não podem estar erradas...
TOP JACKPOT ND
Raul Seixas, Eu também vou reclamar
(...)
Dois problemas se misturam
A verdade do universo
E a prestação que vai vencer
Ligo o rádio e oiço um chato
Me dizendo 'pare o mundo que eu quero descer'
(...)
Raul Seixas, Eu também vou reclamar
(...)
Dois problemas se misturam
A verdade do universo
E a prestação que vai vencer
Ligo o rádio e oiço um chato
Me dizendo 'pare o mundo que eu quero descer'
(...)
segunda-feira, outubro 09, 2006
Nova rubrica
Perdidos no Sótão
Continuando a nossa luta por entrar no Guinness como o blog com o maior índice de rubricas fixas (temos neste momento cerca de uma rubrica por 1,5 posts), lançamos aqui uma nova, que consiste em imortalizar textos interessantes que encontramos por acaso ao fazer uma limpeza no sótão de casa.
Abrimos esta série com trechos de uma pérola encontrada no jornal semanário "Horizonte", de 18 de Junho de 2004, trazido de uma viagem à Ilha do Sal, Cabo Verde, e que define um pouco a maneira de ser daquele povo, a sua atitude perante a vida, num país onde as coisas funcionam num outro ritmo...

São Nicolau: Inaugurado desembarcadouro da Preguiça
A ilha de São Nicolau passa a estar melhor servida em termos de infra-estruturas portuárias, com a inauguração, domingo, do desembarcadouro da Preguiça, que sofreu profundas obras de reabilitação e ampliação.
(...) Minutos depois do descerramento da placa inaugural, numa manobra a olhos vistos fácil, atracaria no novo desembarcadouro o ferry-boat Sotavento, capitaneado por Salvador Nunes, este, por sinal, filho da Preguiça.
(...) No seu discurso da ocasião, o ministro Manuel Inocêncio disse que o desembarcadouro da Preguiça, embora pequena à escala e dimensão nacionais, não deixa de ser uma infra-estrutura grande para a Preguiça e importante para São Nicolau. (...)
Perdidos no Sótão
Continuando a nossa luta por entrar no Guinness como o blog com o maior índice de rubricas fixas (temos neste momento cerca de uma rubrica por 1,5 posts), lançamos aqui uma nova, que consiste em imortalizar textos interessantes que encontramos por acaso ao fazer uma limpeza no sótão de casa.
Abrimos esta série com trechos de uma pérola encontrada no jornal semanário "Horizonte", de 18 de Junho de 2004, trazido de uma viagem à Ilha do Sal, Cabo Verde, e que define um pouco a maneira de ser daquele povo, a sua atitude perante a vida, num país onde as coisas funcionam num outro ritmo...

São Nicolau: Inaugurado desembarcadouro da Preguiça
A ilha de São Nicolau passa a estar melhor servida em termos de infra-estruturas portuárias, com a inauguração, domingo, do desembarcadouro da Preguiça, que sofreu profundas obras de reabilitação e ampliação.
(...) Minutos depois do descerramento da placa inaugural, numa manobra a olhos vistos fácil, atracaria no novo desembarcadouro o ferry-boat Sotavento, capitaneado por Salvador Nunes, este, por sinal, filho da Preguiça.
(...) No seu discurso da ocasião, o ministro Manuel Inocêncio disse que o desembarcadouro da Preguiça, embora pequena à escala e dimensão nacionais, não deixa de ser uma infra-estrutura grande para a Preguiça e importante para São Nicolau. (...)
domingo, outubro 08, 2006
Escutas do Ministério Público [as únicas que são melhores do que as do Núcleo]
«José Sócrates - Quer dizer, o teu nome anda por lá, não é? Nos depoimentos.
Ferro Rodrigues - Exactamente! Tá metido na merda, na lama(...) Mas como isto, pá, tá tudo a ser registado, pá, acho melhor, pá, teres cuidado com a língua, pá!
J.S. - Ó, eu tenho o caralho, pá! Tu desculpa lá, é que a mim não me intimidam, nem...
F.R. - Depois dizem que tu, pá, que tu não defendes o Estado de Direito, pá! Que não sabes o...
J.S. - Pois, eu não conheço o Estado de Direito!
F.R. - Que não conheces a separação de poderes...
J.S. - Puta que os pariu... os poderes...
F.R. - Tá bem»
[Transcrição de uma escuta telefónica (real) constante do processo Casa Pia. Escuta de conversa telefónica entre José Sócrates e Ferro Rodrigues a 24 de Maio de 2003 (ainda J.Sócrates não era Primeiro Ministro nem secretário geral do PS - cargo este ocupado por Ferro Rodrigues). Fonte: DN]
«José Sócrates - Quer dizer, o teu nome anda por lá, não é? Nos depoimentos.
Ferro Rodrigues - Exactamente! Tá metido na merda, na lama(...) Mas como isto, pá, tá tudo a ser registado, pá, acho melhor, pá, teres cuidado com a língua, pá!
J.S. - Ó, eu tenho o caralho, pá! Tu desculpa lá, é que a mim não me intimidam, nem...
F.R. - Depois dizem que tu, pá, que tu não defendes o Estado de Direito, pá! Que não sabes o...
J.S. - Pois, eu não conheço o Estado de Direito!
F.R. - Que não conheces a separação de poderes...
J.S. - Puta que os pariu... os poderes...
F.R. - Tá bem»
[Transcrição de uma escuta telefónica (real) constante do processo Casa Pia. Escuta de conversa telefónica entre José Sócrates e Ferro Rodrigues a 24 de Maio de 2003 (ainda J.Sócrates não era Primeiro Ministro nem secretário geral do PS - cargo este ocupado por Ferro Rodrigues). Fonte: DN]
sábado, outubro 07, 2006
Borat em Cambridge
O maior repórter do Cazaquistão descobre os segredos de uma das mais antigas universidades do mundo. Comentário: o gajo em Coimbra passava-se!
O maior repórter do Cazaquistão descobre os segredos de uma das mais antigas universidades do mundo. Comentário: o gajo em Coimbra passava-se!
sexta-feira, outubro 06, 2006
Pensamentos Para Lelos

Por quê os seguros cobrem tudo menos o que acontece?

Por quê os seguros cobrem tudo menos o que acontece?
quinta-feira, outubro 05, 2006
Chumbada proposta de AdSense
Núcleo duro de mais para o Google
Se não é de um gajo sentir orgulho, então não sei de que é. Com o propósito de fazer a popularidade do nosso blog começar a render uns cobres para as nossas jantaradas, submeti no Google uma proposta de adesão ao programa AdSense, que consiste basicamente em colocar uns banners de publicidade aqui no site e começar a somar carcanhol cada vez que alguém clica neles. A ideia era boa, mas a nossa proposta foi recusada. Mesmo assim, só pela resposta deles, já valeu:
"Estimado Vostradeis:
Gracias por el interés mostrado en AdSense de Google. Tras revisar su solicitud, nuestros especialistas han comprobado que no cumple las políticas de nuestro programa, por lo que de momento no podemos aceptarla. A continuación detallamos las razones que han motivado el rechazo de su solicitud:
- Lenguaje inapropiado
- Contenido del sitio inaceptable
---------------------
Más detalles:
Lenguaje inapropiado: Hemos comprobado que su sitio web incluye contenido que infringe las políticas del programa ASense de Google. Los sitios web que incluyen lenguaje o contenido potencialmente ofensivo no están permitidos en dicho programa. Por favor, revise nuestras políticas (https://www.google.com/adsense/policies?hl=es) para ver una lista completa de los contenidos no permitidos en las páginas web.
Contenido inaceptable: Durante la revisión de su solicitud encontramos que su sitio está usando marcas comerciales de Google (Google Brand Features) de una forma no autorizada. Éstas incluyen, entre otras, marcas de registro o negocio Google, logotipos, páginas web, capturas de pantalla, o cualquier otro elemento distintivo de Google, usados sin autorización o permiso previo de Google."
Núcleo duro de mais para o Google
Se não é de um gajo sentir orgulho, então não sei de que é. Com o propósito de fazer a popularidade do nosso blog começar a render uns cobres para as nossas jantaradas, submeti no Google uma proposta de adesão ao programa AdSense, que consiste basicamente em colocar uns banners de publicidade aqui no site e começar a somar carcanhol cada vez que alguém clica neles. A ideia era boa, mas a nossa proposta foi recusada. Mesmo assim, só pela resposta deles, já valeu:
"Estimado Vostradeis:
Gracias por el interés mostrado en AdSense de Google. Tras revisar su solicitud, nuestros especialistas han comprobado que no cumple las políticas de nuestro programa, por lo que de momento no podemos aceptarla. A continuación detallamos las razones que han motivado el rechazo de su solicitud:
- Lenguaje inapropiado
- Contenido del sitio inaceptable
---------------------
Más detalles:
Lenguaje inapropiado: Hemos comprobado que su sitio web incluye contenido que infringe las políticas del programa ASense de Google. Los sitios web que incluyen lenguaje o contenido potencialmente ofensivo no están permitidos en dicho programa. Por favor, revise nuestras políticas (https://www.google.com/adsense/policies?hl=es) para ver una lista completa de los contenidos no permitidos en las páginas web.
Contenido inaceptable: Durante la revisión de su solicitud encontramos que su sitio está usando marcas comerciales de Google (Google Brand Features) de una forma no autorizada. Éstas incluyen, entre otras, marcas de registro o negocio Google, logotipos, páginas web, capturas de pantalla, o cualquier otro elemento distintivo de Google, usados sin autorización o permiso previo de Google."
Num dia em que, coincidentemente, a Câmara da Amadora entrega o prémio reportagem Orlando Ranholas, eis mais um sério candidato ao Prémio Excelência Jornalismo ND, na variante da crónica. Trata-se de um texto que poderia ter sido produzido por um Ernesto nos seus melhores dias, mas a autoria cabe a Jorge Fiel, do Expresso. Desfrutem:
Priapismo Nocturno
"Nunca sofri de um ataque de priapismo nocturno puro e duro, daqueles que duram 36 horas (ou até mais), como o que passou num episódio recente da série 'Serviço de Urgência', da AXN, em que as simpáticas enfermeiras tiveram de administrar duas injecções na base do pénis do paciente para conseguirem derrubar a teimosa erecção que o atormentava. O pior que me acontece neste particular são episódicos mini-ataques de priapismo nocturnno que se revelam bastante incómodos quando coincidem com uma irreprimível vontade de satisfazer as minhas necessidades fisiológicas de carácter líquido. Não é preciso ser-se um iniciado nas artes do tiro curvo e do tiro tenso (o que, por acaso, até sou, já que a minha especialidade na tropa foi Anticarro e Morteiro Médio) para se perceber que é completamente impossível acertar com a urina dentro da sanita se o pénis está erecto.
A alternativa de fazer xixi como as senhoras, ou seja sentado, é um exercício doloroso e desprovido de resultados práticos já que o pénis está num ângulo superior a 90 graus com o chão e não está no seu estado flexível, pelo que é impossível acomodá-lo dentro da sanita. O que fazer nestas circunstâncias? Caso se trate de pequenos ataques, não é necessário recorrer à urgência do hospital. Pense em coisas desagradáveis (como, por exemplo, rim grelhado ao pequeno almoço) ou ligue o televisor e fique a ver um canal de vendas. Se não passar, vista o roupão e vá aliviar-se ao ar livre (sobretudo se morar perto de um bosque), rezando para não encontrar no elevador uma vizinha feia que pode achar que você ficou assim entusiasmado por vê-la. Ou então use o método de Robert de Niro em 'O Touro Enraivecido' - encha um 'frappé' e despeje o gelo sobre as suas partes. Vai ver que resulta."
Única (Expresso), 26 de Agosto de 2006
Priapismo Nocturno
"Nunca sofri de um ataque de priapismo nocturno puro e duro, daqueles que duram 36 horas (ou até mais), como o que passou num episódio recente da série 'Serviço de Urgência', da AXN, em que as simpáticas enfermeiras tiveram de administrar duas injecções na base do pénis do paciente para conseguirem derrubar a teimosa erecção que o atormentava. O pior que me acontece neste particular são episódicos mini-ataques de priapismo nocturnno que se revelam bastante incómodos quando coincidem com uma irreprimível vontade de satisfazer as minhas necessidades fisiológicas de carácter líquido. Não é preciso ser-se um iniciado nas artes do tiro curvo e do tiro tenso (o que, por acaso, até sou, já que a minha especialidade na tropa foi Anticarro e Morteiro Médio) para se perceber que é completamente impossível acertar com a urina dentro da sanita se o pénis está erecto.
A alternativa de fazer xixi como as senhoras, ou seja sentado, é um exercício doloroso e desprovido de resultados práticos já que o pénis está num ângulo superior a 90 graus com o chão e não está no seu estado flexível, pelo que é impossível acomodá-lo dentro da sanita. O que fazer nestas circunstâncias? Caso se trate de pequenos ataques, não é necessário recorrer à urgência do hospital. Pense em coisas desagradáveis (como, por exemplo, rim grelhado ao pequeno almoço) ou ligue o televisor e fique a ver um canal de vendas. Se não passar, vista o roupão e vá aliviar-se ao ar livre (sobretudo se morar perto de um bosque), rezando para não encontrar no elevador uma vizinha feia que pode achar que você ficou assim entusiasmado por vê-la. Ou então use o método de Robert de Niro em 'O Touro Enraivecido' - encha um 'frappé' e despeje o gelo sobre as suas partes. Vai ver que resulta."
Única (Expresso), 26 de Agosto de 2006