segunda-feira, dezembro 18, 2006

Escutas do Núcleo


Vai académica. Golo! Golo!

[A acção decorre na última sexta-feira, no Bairro Alto, em Lisboa]

- Isto hoje está fraquinho, com pouca gente.
- Deve ser da época natalícia. É a moral do Natal a prevalecer: as pessoas fecham-se em casa, não saem, não bebem, não se drogam, não fodem.
- Pode ser, mas também pode ser por estarem tesas. É entre o pires da vista alegre para a avó e os copos. Um dilema do caraças!
- É bem visto... Sai mais uma rodada para esta mesa, se fizer o favor!

sexta-feira, dezembro 15, 2006

Escutas do Ministério Público
(As únicas que são melhores q'as do ND)

- singela homage do ND a Maria José Morgado, aguardando suculentamente a divulgação de mais e melhores escutas -

[Após o Boavista - FC Porto em que Paulo Paraty expulsou Deco e em que o médio portista, hoje no Barcelona, atirou a bola ao juiz portuense]

Pinto da Costa (PC) - Ele atira assim a ...
Valentim Loureiro (VL) - Isso... Eu acho que aquilo, pá... não sei, eu ainda não vi... não vi lá os regulamentos mas... aquilo não sei... uma merda, pá! uma merda! uma merda! O gajo também tem um feitio do caralho, pá! Foda-se! O gajo...
PC - Ó pá, é fodido um gajo ser expulso injustamente...
VL - Eu percebo, eu percebo, eu percebo!
PC - ...e reage, pá! que o gajo é que lhe tira a bota... o gajo diz: "saltou-lhe a bota..."
VL - Mas, ó Jorge, você veja... veja aí com os seus serviços... como as coisas poderiam... conduzir-se para minorar os efeitos, pá e... pronto!, e depois diga-me alguma coisa, pá!...
(...)
PC - Aquele... Paraty é uma merda! Nem...
VL - Ó pá... uma merda
PC - Não tem categoria para um jogo daqueles!
VL - Sim, não... o gajo ali, chegava, matava a jogada e tal...

segunda-feira, dezembro 11, 2006

quarta-feira, novembro 29, 2006

Kramer passou-se!!!

Michael Richards, mais conhecido como o Kramer da série Seinfeld, é um grande actor. Basta ver como ele age quando não sabe que está a ser filmado:



... e como se comporta diante das câmaras:

terça-feira, novembro 28, 2006

Núcleo em expansão
Ernesto soma e segue



O Ernesto pode estar a levar na peida na Grandenorme Liga, mas na competição da pistola mais prolífera do Núcleo, é líder isolado. O Núcleo tem a honra de anunciar o nascimento de mais um Ernestinho, que veio ao mundo para zelar pela pureza da sua irmã Ernestinha. Ernestinho nasceu com 7600 gramas - um peso-pesado que promete em breve esta a dar luta ao Cabloguinho no Mundialito de Sumo das Mascotes do Núcleo.

Recapitulando, o Núcleo conta agora com um Cabloguinho, uma Zizouzinha, um Ernestinho e uma Ernestinha. Aguarda-se agora com ansiedade o nascimento da Tiberinha, que está para breve. Vostradeis e Carcaça são os únicos que ainda não arrebentaram preservativos. Uns fracos!...

sexta-feira, novembro 24, 2006

Mamas da Sic Versus Mamas da TVI

Há aí uma telenovela manhosa na Sic onde uma miúda loura sem cara para beber batido de banana emborca vodka às canecas e mostra as mamas dia sim dia não e mostra mal. Na TVI, à mesma hora, a conversa é outra. Parece que a Paula Neves (é uma actriz portuguesa de novela, Tiberius) ontem fez um strip. De luxo.

quarta-feira, novembro 22, 2006

Blogosfera
Bem-vinda Elle Driver



A Elle Driver é uma conhecida do Núcleo que, apesar de ser mulher, escreve muito bem. As crónicas que tem publicado no seu blog Os Cromos da Minha Caderneta são hilariantes. Nomeadamente a última, sobre a noz moscarda (moscarda mesmo!).

segunda-feira, novembro 20, 2006

Hino para os congressos do Núcleo
Escolha final: DJ Carcaça



O grande mentor dos Pão & Circo dá uma demonstração da sua pujança musical, numa apresentação que lhe valeu a vitória na versão sueca do concurso Ídolos. DJ Carcaça, conhecido também como o Tom Waits de Santa Clara, mostra porque é reconhecido internacionalmente como um prodígio de poder vocal e de elasticidade braçal. A coordenação da sua coreografia é impressionante: um misto de Fred Astaire e Michael Jackson.

quarta-feira, novembro 15, 2006

Escutas do Ministério Público (as únicas que são melhores q'as do Núcleo)

Pinto de Sousa (PS) - A única coisa que eu tinha dito ao João Rodrigues é o seguinte... É pá, há 15 dias ou 3 semanas ele perguntou-me: 'Quem é que você está a pensar para a Taça?'... Eu disse: Estou a pensar no Paraty ou no Zizou.
Valentim Loureiro (VL) - Bem, o gajo [LFV] está fodido. O Paraty então não consegues, não é?
PS - O Paraty não pode ser. (...) Até para os árbitros restantes, diziam assim: 'É pá, que diabo, este gajo tem tantos internacionais e não tem mais nenhum livre, pá?!'
(...)
VL - Eu nem dá para falar muito ao telefone, que ele começa para lá a desancar (...) Mas qual é o gajo que o Porto não quer? O Porto quere-os a todos, pá! Qualquer um lhe serve!
VL - O Porto quer lá saber disso!
PS - Se fosse o Lucílio... Se fosse o Lucílio era o Lucílio, se fosse o António Costa, era o António Costa...
VL - Ao Porto qualquer um lhe serve!
PS - É...por acaso é verdade... Eles até pedem para não ir o Tiberius, que os beneficia exageradamente e dá nas vistas.

terça-feira, novembro 14, 2006

Alta Arte
O futuro do passado



(...) Ignorava o nome dela, mas sabia que trabalhava no Departamento de Ficção. (...) Rapariga de ar atrevido, dos seus vinte e sete anos, com cabelo espesso, rosto sardento, e movimentos lestos, atléticos. Trazia uma estreita faixa encarnada, insígnia da Liga Juvenil Anti-Sexo, enrolada à volta da cintura, suficientemente apertada para nela realçar a forma harmoniosa das ancas. (...)

(...) Perpassaram-lhe pelo espírito alucinações nítidas, magníficas. Espancá-la até à morte com um cacete de borracha. Amarrá-la nua a um poste e cravá-la de setas como São Sebastião. Violá-la e cortar-lhe a garganta no momento do clímax. Além disso, percebia agora por que motivo a odiava. Odiava-a por ser jovem e bonita e assexuada, porque queria ir para a cama com ela e nunca o faria, porque à volta da cintura graciosa e flexível, que parecia convidar um homem a enlaçá-la, havia apenas a odiosa faixa encarnada, símbolo agressivo da castidade.

(...) E o próprio Departamento de Arquivos era afinal apenas um dos ramos do Ministério da Verdade, cuja função primordial não consistia em reconstruir o passado, mas em fornecer aos cidadãos da Oceânia jornais, filmes, livros de estudo, programas de telecrã, peças de teatro, romances - todos os tipos de informação, instrução ou divertimento, da estatuária à palavra-de-ordem, do poeta lírico ao tratado de biologia, da cartilha infantil ao Dicionário de Novilíngua. (...) Existia toda uma série de departamentos independentes dedicados à literatura, à música, ao teatro e, de um modo geral, às diversões proletárias. Aí produziam-se pasquins onde quase só se falava de desporto, crimes e astrologia; romances de cordel a cinco cêntimos cada; filmes a transbordar de sexo; e canções sentimentais inteiramente compostas por processos mecânicos numa espécie de caleidoscópio conhecido pelo nome de versificador. Havia mesmo uma secção inteira - a Pornosec, chamavam-lhe assim em novilíngua - encarregada de produzir pornografia da mais reles, que era mandada para o exterior em embalagens seladas (...)

Rangeu os dentes, Apetecia-lhe cuspir. Ao mesmo tempo que pensava naquela mulher da cave pensou também em Katharine, a sua mulher. (...) Parecia-lhe respirar de novo o odor quente e abafado daquela cozinha na cave, um odor misto de percevejos, roupa suja, com um abominável perfume barato que conseguia ser, apesar de tudo, cativante, pois nenhuma mulher do Partido usava perfume. (...) No espírito de Winston, esse aroma ligava-se indissociavelmente ao acto sexual.

Quando Winston decidiu ir com aquela mulher, foi a sua primeira escapadela em dois anos ou mais. As relações com prostitutas estavam, evidentemente, proibidas; uma daquelas regras que de vez em quando se arranjava coragem para infringir. (...) Nos bairros mais pobres, pululavam mulheres prontas a vender-se. Algumas até se deixavam comprar por uma garrafa de gin, coisa que os proles não tinham direito a beber. Tacitamente, o Partido tendia até a fomentar a prostituição, como forma de dar vazão a instintos impossíveis de suprimir completamente. A mera libertinagem não era tida por muito grave, desde que praticada furtivamente, sem alegria e apenas com mulheres da classe miserável e desprezada (...).

- 1984, de George Orwell

segunda-feira, novembro 13, 2006

sexta-feira, novembro 10, 2006

As paredes têm bocas



As mensagens murais têm muitas vezes um carácter utilitário, assumindo um papel ecológico de grande relevância.

Nos muros do Condomínio da Torre, na Alta de Lisboa:

APANHA A MERDA DO CÃO

QUANDO METERES O CÃO A CAGAR LEVA A MERDA PARA CASA
Escutas do Núcleo
Uma tarde de râguebi bem passada



[dois adolescentes grandalhões numa carreira da Carris]

- tudo bem?
- tudo
- é pá, este fim-de-semana ganhámos 19-9 à académica, foi baril. Soubeste da cena de pancada no fim?
-ya, ouvi falar, parece que foi em grande.
- Bué da louco man, os cotas todos à porrada, foi demais. Nós nem nos metemos muito, só distribuímos umas murraças e uns empurrões, porque éramos só 6 ou 7 e os gajos eram mais. Mas houve lá um cota da académica que desfez a boca ao pai e ainda bateu no filho...grande cena. O gajo começou lá a espingardar e o puto
"Vê lá ó filho da puta, olha que eu parto-te os cornos."
E ele, a arregaçar as mangas:
"Então vem, vem"
O puto avança, o gajo - um gajo já velho, mas matulão - agarra o puto, manda-lhe um safanão que ele até voou, vem o pai e ele parte-lhe a boca, demais.`Os cotas todos à porrada, parece que vai dar processo e tudo!
- Processo?
- Sim alguém chamou a polícia. Veio a polícia e depois aquilo parou um bocado, mas bastou os bófias virarem costas para recomeçar ainda pior, tiveram que vir os polícias de novo, tudo na murraça e nós lá no meio
- Isso deve ter sido fixe!
- Bem bacano!
- Mas sabes como é que começou?
- Não, isso não me apercebi, o jogo acabou e quando olhei já estavam os cotas dentro do campo a insultarem os putos...
- Foda-se, vocês em todos os jogos que entram dá molho.

quarta-feira, novembro 08, 2006

Escutas do Ministério Público
(as únicas que são melhoras q'as do Núcleo)

Luís Filipe Vieira (LFV) - Eu não quero entrar mais em esquemas nem falar muito...
Valentim Loureiro (VL) - Eu penso que ou o Lucílio... o António Costa, esse Costa não lhe dá... não lhe dá nenhuma garantia?
LFV - A mim?! Foda-se, o António Costa? Isso é tudo Porto!
VL - Exacto, pronto! (...) E o Lucílio?
LFV - Não me dá garantia nenhuma o Lucílio!
VL - E o Tiberius?
LFV - O Tiberius?! Foda-se, ó major... não brinque com o Benfica!VL - Prontos, está bem. E o Duarte?
LFV - Nada, zero! Ninguém me dá!... Ouça lá, eu neste momento é tudo para nos roubar! Ó pá, mas é evidente! Mas isso é demasiado evidente, carago! Ó major, eu não quero nem me tenho chateado com isto, porque eu estou a fazer isto por outro lado.
(...)
VL - Talvez o Lucílio, pá!
LFV- Não, não quero Lucílio nenhum! Para isso quase que preferia esse safardanas do Tiberius. Ao menos perdíamos por poucos!
VL- E o Proença?
LFV - O Proença também não quero! Ouça, é tudo para nos foder!
VL - E o João Ferreira?
LFV - O João... Pode ir o João. Agora o que eu queria... (...) Disseram que era o Paulo Paraty o árbitro... O Paulo Paraty! Agora, dizem-me a mim, que não tenho preferência de ninguém (...) à última hora vêm-me dizer que já não pode ser o Paulo Paraty, por causa do Belenenses.

[discussão em vésperas das meias-finais da Taça de Portugal]

segunda-feira, novembro 06, 2006

Hino para os congressos do Núcleo
Candidato 4: Liam Lynch



É daqueles temas profundos e intelectualizados, que põem um gajo a pensar. Lírica refinada e rica em metáforas.

United States of Whateva

I went down to the beach and saw Kiki
She was all, like, "ehhhh"
And I'm, like, "whateva!"

Then this chick comes up to me and she's all, like,
" Hey, aren't you that dude?"
And I'm, like, "yeah, whateva!"

So later I'm at the pool hall
And this girl comes up
And she's, like, "awww"
And I'm, like, "yeah, whateva!"

Cuz this is my
United States of Whateva!
And this is my
United States of Whateva!
And this is my
United States of Whateva!

And then it's three A.M.
And I'm on the corner, wearing my leather
This dude comes up and he's, like, "hey, punk!"
I'm, like, "yeah, whateva!"

Then I'm throwing dice in the alley
Officer Leroy comes up and is, like,
" Hey, I thought I told you..."
And I'm, like, "yeah, whateva!"

And then up comes Zafo
I'm, like, "yo, Zafo. What's up?"
He's, like, "nothin'"
And I'm, like, "that's cool."

Cuz this is my
United States of Whateva!
And this is my
United States of Whateva!

quinta-feira, novembro 02, 2006

Prémio Excelência no Jornalismo Núcleo Duro

Em primeiro lugar, cabe ao júri dizer que já foi surrupiado um logotipo para o nosso prémio...



De seguida, referir que há mais dois candidatos a este galardão de prestígio.
Um deles é um artigo apócrifo, como é frequente no Semanário. Intitula-se "Crise social e económica já vem dos tempo dos lusitanos?" e vem confirmar que Portugal já estava em crise ainda antes de existir, o que nos deixa a todos mais descansados. Alguns excertos:

"Numa recente biografia de Viriato, há referências ao bandoleirismo lusitano. Os lusitanos mais depauperados de recursos reuniam-se nas escarpas dos montes e aí formavam bandos consideráveis que percorriam a Ibéria, acumulando riquezas através do roubo. Esta forma de 'bandoleirismo', como tem vindo a ser denominado [sic] por Garcia y Bellido, teria uma causa social: a partilha muito desigual da terra entre os próprios Lusitanos."

Do segundo também não se conhece autor (por que será que muitos dos grandes trabalhos do jornalismo português não são assinados?) e sabe-se que foi censurado. Aqui fica a referência a ele feita no último "Expresso":

"Lusa pede desculpa

Uma notícia da Lusa segundo a qual o Presidente angolano iria encontrar-se com o homólogo russo para reforçar 'as relações de corrupção bilaterais' levou a agência noticiosa a pedir formalmente desculpas às embaixadas dos dois países e à Presidência de Angola."

terça-feira, outubro 31, 2006

sexta-feira, outubro 27, 2006

Escutas do Núcleo
A traficante de Bin Ladens



Mulher de cerca de 50 anos. Visual classe média. Cabelo pintado de preto. Óculos de aros vermelhos. Atende o telemóvel dentro do comboio do Metro, na Linha Vermelha:

"Tou sim. Sim (pausa). Sim... (aos berros) Mas oiça, o que é que a senhora está a dizer? Eu disse-lhe que eram 450 euros e a senhora está a querer dar só 150!? Deve estar a brincar comigo, não deve?... Como é que fazemos? Eu digo-lhe como é que fazemos: a senhora fica com o seu dinheiro e eu fico com a mercadoria. Que eu não sou palhaça de ninguém, muito menos de madames de Cascais!..."

... e desliga-lhe na cara.

Mais tarde, a mesma senhora, berra ao mesmo telefone, mas já num comboio da Linha Verde:

"Tá? Então como é que estás? Eh, pá, não digas nada que eu tou pior que estragada! Não é que me liga agora uma filha-da-puta que me comprou um Bin Laden dos de 450 a querer pagar só 150!? Oh, o que é que eu disse!? Mandei-a à fava. Disse-lhe que eu não andava a limpar o cu de ninguém, muito menos de uma madame de Cascais, disse-lhe eu... Então e o meu sobrinho como é que está?... Tem que apanhar três vacinas?... Mas vai ficar bonzinho, não vai?... Pronto, isso é que é preciso... Olha, então a gente vê-se logo que eu tou aqui no Metro a gritar, tá tudo a olhar pra mim, pareço uma maluca... Vem ter à minha casa, que eu vou tar por casa... Sim, pois, assim traz-me dois Bin Ladens dos cinzentos e um dos amarelos... Vá, até logo..."
Citações de gajos de que o Carcaça deve gostar

Há perto de cinco minutos que não se inventa uma nova rubrica neste blog. Há que colmatar essa grave lacuna, e eu proponho fazê-lo através da rubrica Citações de gajos de que o Carcaça deve gostar, constituída por citações de gajos de que o Carcaça deve gostar.

Começamos por um gajo que o Carcaça, na sua veia mais TomWaitsica, deve apreciar: William Burroughs.


"Any old soul is worth saving, at least to a priest, but not every soul is worth buying. So you can take the offer as a compliment."

William Burroughs
Recordistas do Núcleo

Nova secção do Núcleo: candidatos ao Guiness por actos de grande e enorme grunhice. O candidato de hoje para "Recordistas do Núcleo" é Ronald Kuch, americano de 44 anos, por um feito que dificilmente poderá ser superado, excepto por alguns membros do próprio Núcleo (Ernesto).

O amigo Kuch conseguiu, de uma só assentada, cometer actos de necrofilia, bestilidade e pedofilia.

Permitam-me repetir: com um único acto, NECROFILIA, BESTIALIDADE E PEDOFILIA. Ah, valente.

Como é das regras da rubrica Recordistas do Núcleo, a história foi testemunhada por um órgão de elevado gabarito, o Bay Times do Michigan, e segue transcrita abaixo.

Para os nossos durões mais avessos ao inglês (Cablogue), um glossário dos termos mais importantes:

*Bestiality: "bestialidade", truca-truca com seres vivos de ordem inferior a homo sapiens ou Zizous.

*dead dog: "cão morto"

*day care center: "Creche"

*crimes against nature: "crimes contra a natureza", descrição do quotidiano do Carcaça



Area man charged with bestiality
Tuesday, October 24, 2006
By TIM YOUNKMAN
TIMES WRITER
A 44-year-old Saginaw man remains jailed today on charges of bestiality after he was seen engaged in sexual acts with a dead dog, Michigan State Police troopers said.

Ronald Kuch was arrested after police searched the area of Midland and Carter roads Friday for a man who ran away from a Bay County Animal Control officer. The entire incident was within view of a nearby day care center.

At his arraignment on Monday, Kuch demanded a preliminary examination in Bay County District Court. District Judge Craig Alston ordered him to remain jailed in lieu of $500,000 bond pending a hearing on the evidence Nov. 6.

Kuch is charged with crimes against nature and assaulting a law enforcement officer.

Troopers said a woman from the day care center called for animal control because there was a dead dog near the property that had been hit by a car several days earlier.

Before officers could arrive, the man showed up and began engaging in sexual acts with the dog, police said. The animal control officer also reported seeing Kuch involved in the sex act and as he approached him, Kuch shoved him away and ran off.

State troopers searched the area and found the man hiding in the attic of a nearby house.

Officers determined that the house belonged to the man's girlfriend and later learned that the dog, a black Labrador retriever, also belonged to the girlfriend. The dog had been dead for four or five days.

The official charge of crimes against nature carries a maximum penalty of 15 years in prison. If the person is a repeat offender, the maximum is life in prison.
Comédia do mais alto calibre

Há comédia do mais alto calibre no ar. Como diria o nosso soberbo arquietcto, vamos a factos: No seu best seller "Equador", Miguel Sousa Tavares copiou algumas frases do romance "Freedom at Midnight", de Dominique Lapierre e Larry Collins.
Foi criado um blogue anónimo onde essa surpreendente situação é denunciada. Mas o hilariante são os comentários a esse mesmo blog, em especial os de um génio da comédia que assina (e no nome está muita da piada) Arquitecto Saraiva, Sol posto . Um verdadeiro regabofe comentarial. Aproveitem enquanto as autoridades não tratam de mandar o blog abaixo!

Arquitecto Saraiva - Sol posto said...
Os factos são os seguintes.
Em 1975, Lapierre e Collins publicam em Paris o livro «Cette nuit la Liberté» (Esta noite a Igualdade).
Em 2003, Sousa Tavares publica em Portugal o livro «Equador» (Equador).
O perfil dos protagonistas dos dois livros é semelhante, apesar de terem nacionalidades perfeitamente distintas. Um foi para a Índia e outro para São Tomé.
Acontece que alguns parágrafos das duas obras também são praticamente iguais.
A única coisa que está aqui em causa é saber se, em 1975, Lapierre e Collins podiam razoavelmente prever que, em 2003, Sousa Tavares, ia ter a mesma ideia e usar as mesmas expressões constantes no «Cette nuit la Liberté» (Esta noite a Igualdade).
Se podiam prever, a conclusão é óbvia: Lapierre e Collins deviam ter incluido na bibliografia consultada, uma referência ao futuro «Equador» (2003).
Não o fizeram.
Se não podiam prever, a conclusão é igualmente óbvia:
Lapierre e Collins não podem ser acusados de não terem citado o futuro «Equador» (2003) na bibliografia consultada.
Como eu tinha previsto.


Arquitecto Saraiva, Sol posto said...
Miguel Sousa Tavares disse ao Correio da Manhã (sic): «(...) Se fosse para plagiar não escrevia. Há frases que foram escritas mil vezes na história da literatura, mas tenho o meu próprio estilo. Inimitável».
Vejamos.
Sousa Tavares é um homem sério.
Isso não tem discussão.
No entanto, isso não invalida o que está à vista: há parágrafos praticamente iguais e semelhanças evidentes entre os protagonistas de «Cette Nuit la Liberté» (Esta Noite a Igualdade) de Lapierre e Collins, publicado em 1975, e o «Equador» (Equador), do próprio Sousa Tavares, publicado em 2003.

Miguel Sousa Tavares não mente, não plagia e tem um estilo «inimitável».

Assim sendo, a conclusão só pode ser a seguinte:
O «Equador» foi escrito por alguém que não Sousa Tavares e publicado em nome dele. E foi esse alguém que se inspirou no «Cette nuit la Liberté (... a Igualdade) com o desconhecimento de Sousa Tavares.
Como, aliás, eu tinha previsto numa crónica que publiquei no «Expresso» à data da publicação do livro.

Mas há outro problema.
Mais grave.
Que afecta a carreira literária de Sousa Tavares.
E que é o seguinte:
Sousa Tavares deixou de ter hipótese de algum dia poder vir a ser candidato ao Prémio Nobel da Literatura.
O que reduz a lista de candidatos Portugueses a dois nomes.
António Lobo Antunes.
E eu próprio.

quinta-feira, outubro 26, 2006

Ubaldo é grande

Este homem é um génio e Vostra em boa altura o trouxe aqui. Textos, como esse, são finíssimos. E estas coisas não se inventam. E ao cu, não me vens?, acrescento eu. E depois essa frase belíssima, Fode-se muito bem em portugal, não porque seja verdade, mas pela sua simplicidade. Fode-se muito bem em Portugal, Come-se muito bem em Portugal, O Carcaça tem refegos no rabo...
Alta Arte
Portugal olé!



<<(...) ...só me lembra um português, Nuno, um português lindo que foi meu caso uns tempos, José Nuno, lindo. Aliás, fode-se muito bem em Portugal, ao contrário do que eu suponho ser a opinião generalizada. Mas eu quase nunca gozava com o Zé Nuno, porque, no momento culminante, ele urrava "não t'acanhes, não t'acanhes!", e o meu ponto G acionava o disjuntor no ato, eu entrava em crises de riso e depois roçava na bunda dele, ele adorava, embora fosse machíssimo como todo português, inclusive os veados - paneleiros, para ficar com a usança portuguesa e emprestar alguma cor local à narrativa -, os paneleiros que se juntam nos arredores do Campo Pequeno, onde se fazem ash curridash d'toirosh em L'shboa e vão trabalhar como forcados, que são uma espécie de veados parrudos que vão enfrentar os touros no peito. Em fila, trenzinho, um encostando a bunda no de trás, naturalmente. E depois vão às tascas, aos copos e à veadagem, são veados machíssimos. Vi muitas belas bundas em Portugal, que lá não são chamadas de bundas, mas de cu mesmo, que lá nem é palavrão, veja como são as coisas, grande país subestimado. Bundas de homens e mulheres. Toda mulher portuguesa dá a bunda, ou pelo menos dava, para manter a santa virgindade vaginal, como aqui. Hoje, com a entrada na Comunidade Européia e outras mudanças - eles hoje detestam o Brasil, sabia? português de-tes-ta o Brasil, com a exceção do Mário Soares, do Saramago, do José Carlos Vasconcelos e dois ou três outros gatos pingados, desprezam mesmo, é uma pena -, não sei mais como estão as coisas. Provavelmente nunca mais será ouvida a pergunta imortal que um amigo meu escutou, depois de enfrentar galhardamente a primeira com uma portuguesa belíssima, ele que antes estava até com medo de broxar. Ele me contou que, satisfeito e aliviadíssimo, estava fumando o tradicional cigarrinho post coitum, quando ela olhou para ele e falou: "E ao cu, não me vais?". Fantástico, disse ele; emocionante. E fui-lhe ao cu, disse ele, que maravilha. Imagine aqui no Brasil, uma mulher fazer uma pergunta dessas, não faz. Eu morei no bairro de Alvalade, dava para ir andando ao Campo Pequeno, cansei de ir às corridas somente para ver as bundas apertadinhas dos forcados. Sou contra essa teoria segundo a qual os brasileiros têm belas bundas e alimentam uma fixação patológica por bundas somente por causa dos africanos. Isto é preconceito, as belas bundas da nossa gente vêm tanto de África quanto de Portugal, tanto assim que eu não tenho sangue africano nenhum, pelo menos que eu saiba, e sempre portei uma bunda acima de qualquer crítica, até hoje não envergonho. Duvido que, se eu disser a algum homem que me coma "e ao cu, não me vais?", ele não vá imediatamente.
(...)>>

- A Casa dos Budas Ditosos, de João Ubaldo Ribeiro

Nota: Obrigado, Ernesto. Grande munhango!!!

segunda-feira, outubro 23, 2006

Borat aprende a namorar nos EUA



Proponho a atribuição do título de membro honorário do Núcleo a este senhor.