sexta-feira, março 28, 2003

Contos do cocó

Cagalhão redentor

Os passos apressam-se à medida do peso na barriga.Faltam 50 metros e parece que a cada pezada o volume aumenta. Não vai dar, não vai dar, vais-te borrar, vais-te borrar, grita o cabrão, sabendo que o cu tem só um sentido e que a liberdade o espera, inexorável. Na batalha entre a massa mole e o esfincter, já no compartimento da sanita, perde o músculo contraído, vencido pelo dengoso escremento. A puta da serpente já vai a descer, bufando gases maravilhosos que enchem o ambiente e preparam o grande festim.

Sai o cinto, já o pressinto, abro o botão, outro tracão, baixo a cueca, anda boneca, flicto os joelhos, cheira a coelhos. Rebenta o anel, sai o mel, ainda no ar, largo o jantar, faz plof, parece molotof, solta odor, cagalhão redentor.

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