Solidariedade para com a mulher de Pacheco Pereira
Eu, por acaso, gostava que o JPP nos lesse porque tenho umas perguntas, sinceras, para lhe fazer e que me andam a intrigar. É que como JPP, sou uma pessoa que gosta de ler; como JPP, também tenho uma profissão absorvente; como JPP, tomo banho, lavo os dentes, como pequeno almoço, almoço e jantar; como JPP, durmo; como JPP, prezo o convívio com amigos; como JPP, sou sexualmente activo; e, como JPP, participo num blog!
Ora, acontece que JPP, para mais, lê muito mais livros do que eu, perde horas nos aeroportos e aviões, tem programa na TSFe coluna no Público, tem que se informar da intrigalhada no partido, tem um blog só dele, é eurodeputado...
Acredito plenamente que JPP seja um bom homem, e elogio a inteligência e clareza de escrita (há relatos no Abrupto muito bonitos, veja-se o da cratera, que revela um estilo quase infantil, derivado da escrita automática, mas muito elegante na sua simplicidade, a fazer lembrar algumas coisas de Albert Cossery).
De qualquer forma, JPP, a vida é mais do que actividades narcísicas e individualistas, como ler e escrever e pensar. O individualismo não nos dá amor, só nos dá aprovações ou desaprovações, vitórias e derrotas. A minha pergunta é, caro JPP, de blogger para blogger: E a sua mulher, JPP? Mesmo sabendo que também preza prazeres solitários, como a leitura, a sua mulher acha bem que tenha passado a tarde de ontem, essas horas preciosas do domingo a dois, a brincar ao Blog! A escrever sobre o Thomas Mann e o Stephen King!?
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