Carta aberta à minha mãe
A minha mãe está sempre a chagar-me a cabeça porque diz que eu sou, entre os que escrevem regularmente neste blog, o menos prolífico.
"Os teus colegas contribuem muito mais que tu. Eles é parágrafos e parágrafos e tu não passas das quatro linhas",
voltou a lembrar-me este fim-de-semana, acrescentando:
"Então aquele que não põe vírgulas e está sempre a ouvir e a transcrever as conversas dos outros é um espectáculo".
Mãezinha,
Foda-se! Eu já te disse verbalmente mas agora fica por escrito: O DJ Carcaça é um ocioso, manhoso, que enche os seus posts com milhares de caracteres, descarregando citações copiadas algures na Internet. Assim é fácil.
Quanto ao Tiberius, como sabes, tem um problema desde pequenino: é um compulsivo. Basta lembrar que, aos quatro anos, já tinha lido o Moby Dick; aos 14, ingeria 20 coca-colas por dia; aos 24 anos, no primeiro dia que começou a fumar, mamou maço e meio de cigarros; aos 25, mandava abaixo 10 vodkas em meia hora; e, actualmente - como também já te contei - alterna o quotidiano entre a masturbação e a dedicação ao blog, com duas pausas de cinco minutos para as refeições e as necessidades.
E os restantes usam também os seus truques. Uns raramente escrevem, mas quando aparecem querem ter logo todo o protagonismo e é logo a bombar com 5000 caracteres e mais. E o outro é preguiçoso, mas domina a paginação: mete umas fotografias grandes e tal, uns sublinhados, e parece sempre que faz uma coisa em grande.
Mãezinha,
Posto isto, termino reproduzindo a frase com que me salvaste do suicídio, há uns 15 anos, depois do meu primeiro banho colectivo no balneário do gimnodesportivo do liceu:
"O tamanho não conta, não te preocupes".
PS1: Tiberius, acho que eu sou mais o Décio nessa tua história infantil. Espero pelo teu regresso a Portugal. Vem protegido.
PS2: Vostra, não sei quando é a época dos calos. Mas tenho ideia que, se te deixares dessas práticas onanistas bizarras, isso passa. Take your hand, man.
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