quinta-feira, maio 15, 2003
Há livros que se pressentem magníficos ao fim de apenas algumas linhas de leitura. “A Linha de Sombra”, de Joseph Conrad, que o Público lançou na quarta-feira, é um deles. Os três primeiros parágrafos são prodigiosos: “O tempo também continua para diante – até que avistamos, mergulhando mais fundo, uma linha de sombra que nos previne que o país da adolescência terá igualmente que ser deixado para trás”.
quarta-feira, maio 14, 2003
Vão haber violações!
Estive em Sevilha no fim-de-semana e fiquei muito preocupado com o que se poderá passar na final da Taça Uefa. É que Sevilha é a cidade com as mulheres mais bonitas do mundo. Uma amiga de lá contou-me que vêm tipos de Madrid só para tentar engatar meninas, que o culto do corpo começa aos 13 anos, e que as raparigas demoram horas a arranjarem-se para sair. Acontece que os tripeiros vão estar eufóricos e bêbedos e derrotados... Parece que a fama dos perigosos tugas já chegou aos ouvidos do mulherio lá de Sevilha e toda a gente está a ser aconselhada a não sair à noite no dia 21...
Estive em Sevilha no fim-de-semana e fiquei muito preocupado com o que se poderá passar na final da Taça Uefa. É que Sevilha é a cidade com as mulheres mais bonitas do mundo. Uma amiga de lá contou-me que vêm tipos de Madrid só para tentar engatar meninas, que o culto do corpo começa aos 13 anos, e que as raparigas demoram horas a arranjarem-se para sair. Acontece que os tripeiros vão estar eufóricos e bêbedos e derrotados... Parece que a fama dos perigosos tugas já chegou aos ouvidos do mulherio lá de Sevilha e toda a gente está a ser aconselhada a não sair à noite no dia 21...
terça-feira, maio 13, 2003
Solidariedade para com a mulher de Pacheco Pereira
Eu, por acaso, gostava que o JPP nos lesse porque tenho umas perguntas, sinceras, para lhe fazer e que me andam a intrigar. É que como JPP, sou uma pessoa que gosta de ler; como JPP, também tenho uma profissão absorvente; como JPP, tomo banho, lavo os dentes, como pequeno almoço, almoço e jantar; como JPP, durmo; como JPP, prezo o convívio com amigos; como JPP, sou sexualmente activo; e, como JPP, participo num blog!
Ora, acontece que JPP, para mais, lê muito mais livros do que eu, perde horas nos aeroportos e aviões, tem programa na TSFe coluna no Público, tem que se informar da intrigalhada no partido, tem um blog só dele, é eurodeputado...
Acredito plenamente que JPP seja um bom homem, e elogio a inteligência e clareza de escrita (há relatos no Abrupto muito bonitos, veja-se o da cratera, que revela um estilo quase infantil, derivado da escrita automática, mas muito elegante na sua simplicidade, a fazer lembrar algumas coisas de Albert Cossery).
De qualquer forma, JPP, a vida é mais do que actividades narcísicas e individualistas, como ler e escrever e pensar. O individualismo não nos dá amor, só nos dá aprovações ou desaprovações, vitórias e derrotas. A minha pergunta é, caro JPP, de blogger para blogger: E a sua mulher, JPP? Mesmo sabendo que também preza prazeres solitários, como a leitura, a sua mulher acha bem que tenha passado a tarde de ontem, essas horas preciosas do domingo a dois, a brincar ao Blog! A escrever sobre o Thomas Mann e o Stephen King!?
Eu, por acaso, gostava que o JPP nos lesse porque tenho umas perguntas, sinceras, para lhe fazer e que me andam a intrigar. É que como JPP, sou uma pessoa que gosta de ler; como JPP, também tenho uma profissão absorvente; como JPP, tomo banho, lavo os dentes, como pequeno almoço, almoço e jantar; como JPP, durmo; como JPP, prezo o convívio com amigos; como JPP, sou sexualmente activo; e, como JPP, participo num blog!
Ora, acontece que JPP, para mais, lê muito mais livros do que eu, perde horas nos aeroportos e aviões, tem programa na TSFe coluna no Público, tem que se informar da intrigalhada no partido, tem um blog só dele, é eurodeputado...
Acredito plenamente que JPP seja um bom homem, e elogio a inteligência e clareza de escrita (há relatos no Abrupto muito bonitos, veja-se o da cratera, que revela um estilo quase infantil, derivado da escrita automática, mas muito elegante na sua simplicidade, a fazer lembrar algumas coisas de Albert Cossery).
De qualquer forma, JPP, a vida é mais do que actividades narcísicas e individualistas, como ler e escrever e pensar. O individualismo não nos dá amor, só nos dá aprovações ou desaprovações, vitórias e derrotas. A minha pergunta é, caro JPP, de blogger para blogger: E a sua mulher, JPP? Mesmo sabendo que também preza prazeres solitários, como a leitura, a sua mulher acha bem que tenha passado a tarde de ontem, essas horas preciosas do domingo a dois, a brincar ao Blog! A escrever sobre o Thomas Mann e o Stephen King!?
Passada mais de meia-hora da publicação da última mensagem, já fui lá ao Abrupto verificar se havia alguma referência ao nosso site e nada. Gostaria de alertar o senhor JPP, seja ele Pacheco Pereira ou não, para o facto de estar a infringir uma regra de ouro do código deontológico dos blogues, mais concretamente o artigo 8º, que estabelece que (e passo a citar):
«Quando um blog é citado noutro, deve imediatamente retribuir o acto com um link para este, devendo ainda citar um qualquer outro blog à escolha, criando uma cadeia interminável e despropositada de referências mútuas sem qualquer sentido ou proveito».
As leis são para cumprir, amigo JPP!
«Quando um blog é citado noutro, deve imediatamente retribuir o acto com um link para este, devendo ainda citar um qualquer outro blog à escolha, criando uma cadeia interminável e despropositada de referências mútuas sem qualquer sentido ou proveito».
As leis são para cumprir, amigo JPP!
Será que se aqui mencionarmos o Abrupto, o Pacheco Pereira nos agradece a referência no blog que criou, como tem vindo a fazer com vários outros blogs? Se isso acontecer, é publicidade gratuita num dos blogs mais frequentados. Pode não resultar, mas vale a pena tentar. Então aí vai:
«A chegada do Abrupto, assinada singelamente por JPP, colocou a blogosfera em alvoroço e a pergunta mais insistente, que perdura no ar, é esta: é mesmo José Pacheco Pereira?
Quer seja, quer não, conseguiu despertar as atenções. E pelo facto de suscitar a dúvida já tem mérito, pois se a prosa não fosse de qualidade este alvoroço nunca aconteceria. Assim, caro JPP, mesmo com os acentos invertidos, as vírgulas e pontuação a meio de caminho, gostei da prosa e seja bem-vindo!»
(devo sublinhar que o texto foi colocado entre aspas porque é uma cópia da referência feita ao Abrupto pelo blog Replicar. Esta simples menção valeu ao Replicar um agradecimento de Pacheco Pereira no seu blog, por isso ficamos à espera do mesmo. Caso contrário amuamos!)
«A chegada do Abrupto, assinada singelamente por JPP, colocou a blogosfera em alvoroço e a pergunta mais insistente, que perdura no ar, é esta: é mesmo José Pacheco Pereira?
Quer seja, quer não, conseguiu despertar as atenções. E pelo facto de suscitar a dúvida já tem mérito, pois se a prosa não fosse de qualidade este alvoroço nunca aconteceria. Assim, caro JPP, mesmo com os acentos invertidos, as vírgulas e pontuação a meio de caminho, gostei da prosa e seja bem-vindo!»
(devo sublinhar que o texto foi colocado entre aspas porque é uma cópia da referência feita ao Abrupto pelo blog Replicar. Esta simples menção valeu ao Replicar um agradecimento de Pacheco Pereira no seu blog, por isso ficamos à espera do mesmo. Caso contrário amuamos!)
Numa das minhas caixas de correio electrónico, farto-me de receber mails do seguinte quilate: Dumb blonde abused - free movie preview ou Enlarge your penis. Não percebo como recebo estas coisas, uma vez que não as solicitei nem sou assinante de nenhuma empresa que forneça esse tipo de serviços. Não percebo também o que poderá levar a empresa que vende o Maxx 3 Length a julgar que os meus 22 cm não me são suficientes...
Fixem este nome: Orchestra Baobab. São uma banda senegalesa, com um excelente cd à venda por aí. E têm um site na net, em http://www.orchestrabaobab.com
Parem tudo: a Maria Elisa tem fibromialgia!
Muita gente irá perguntar: Que c...lho é essa m...da de fibroseilaoquê? (que é como quem diz: que doença é essa?). A RTP, assumindo o seu papel de baluarte do serviço público em Portugal, tratou de organizar uma grande entrevista no jornal do canal 2 para esclarecer que a fibromialgia... é a doença de que sofre a Maria Elisa. A jornalista Fátima Campos Ferreira entrevistou a própria deputada da RTP, que revelou que considera ter um grau médio da doença, ou seja, não é das pacientes mais afectadas, mas também não é das que sofrem menos. Em estúdio, esteve também um médico em representação da associação que foi criada assim que se soube que a Maria Elisa sofria da doença, entidade essa presidida pela própria Maria Elisa. Em directo para todo o país, o clínico aconselhou a Maria Elisa a experimentar a acupunctura, que ao que parece ajuda a aliviar as dores, mas a Maria Elisa não se convenceu e diz confiar mais na medicina ocidental. Sobre a doença em si não se ficou a saber muita coisa. Apenas que dói. Dói muito. Tadinha da Maria Elisa!
É uma vergonha o que o caro amigo acaba de expor. Está-se a tentar extinguir uma verdadeira instituição nacional: a cunha. As pessoas não se apercebem da gravidade da situação. Se acabarem as cunhas, vamos todos passar a coexistir numa situação de igualdade insustentável. Imaginem se as pessoas mais qualificadas, em detrimento das que têm conhecimentos mais influentes, começam a ser colocadas nos cargos de maior responsabilidade dentro das empresas e instituições. As pessoas menos qualificadas passarão a ter perspectivas de carreira muito inferiores às outras, ditas “competentes” e “trabalhadoras”. Isto é, portanto, uma situação de igualdade que cria uma desigualdade tremenda! Está-se a pôr em causa um mecanismo secular, sobre o qual assenta a sociedade portuguesa, e isso não podemos permitir. Vou já ligar ao Presidente, que por acaso foi vizinho de um tio meu...
Recebi hoje uma triste confirmação: não vou a Sevilha à final da Taça Uefa. Tenho amigos que tentaram todo o tipo de cunhas, mas em vão. Que país é este em que já nem com cunhas se conseguem atingir objectivos que pelas vias normais nunca seriam atingidos? E já agora: desde quanto há tantos portistas? Ser-se portista é irracional, não há explicação para a afeição ao clube, mas um dos factores que nos desperta o orgulho e a devoção é o sermos poucos. Sermos apenas uns milhares reforça o sentimento de pertença. Por isso é que não me chateia nada o facto de haver tantos benfiquistas e sportinguistas. Mas as vitórias do Porto nos últimos anos fizeram aumentar os adeptos, com efeitos estúpidos: eu queria ir a Sevilha e não posso, porque já somos demais.
segunda-feira, maio 12, 2003
Em Marketleap Visibility, é possível medir a popularidade dos sites. Se fizerem o exercício, preparem-se para resultados pouco animadores para Os Donos da Bloga. Uma característica dos génios é serem incompreendidos...
Boa tese! Aliás, existe um site com um sistema que mede a popularidade dos nomes nos Estados Unidos, e em que foi possível constatar que:
Matos é o 1816º nome do ranking
Barbosa é o 3732º
Cunha é o 7191º
... enquanto Agostinho e Felner nem sequer vêm entre os 55.000 nomes mais comuns nos EUA.
Para verificar a popularidade de outros nomes, visite The Sweetest Sound
Hoje é o Dia da Cidade cá em Aveiro. Houve a habitual sessão solene, em que foi distinguida uma manada inteira de funcionários da Câmara. Olhando para os nomes dos senhores e das senhoras, reparei no seguinte: há imensos Silvas, Oliveiras e Vieiras, mas nenhum Cunha. Nem nenhum Matos. Nem nenhum Agostinho. Nem nenhum Barbosa. E, obviamente, nenhum Felner. Temos nomes tão distintos, não temos? Sim, porque não é Cunha quem quer!
sexta-feira, maio 09, 2003
Algumas pérolas de José Nicolau de Melo, retiradas de um site cujo nome me escapa. Ficava bem pôr uma foto do homem, mas não tive tempo de a procurar. Se alguém a descobrir, não hesite em enriquecer o nosso blog.
José Nicolau de Melo (RTP)
Mais um "brilhante" comentador desportivo RTP (casa de "excelentes" comentadores desportivos, pelo que se pode constatar)
- Durante o mundial de juniores disputado em Portugal, pode-se ouvir o comentador desportivo da RTP, José Nicolau de Melo, vivamente anunciar que o jogo Costa do BRASIL - MARFIM iria ser transmitido nessa noite (ou tarde).
- No jogo Portugal-Itália a contar para o apuramento do Mundial dos EUA, a determinada altura, o dinâmico comentador José Nicolau de Melo, profere o seguinte reparo técnico : "...Estou em crer que os italianos estão a jogar na vertical de trás para a frente e de frente para trás..."
- durante o jogo OFI Creta - Boavista, da Taça UEFA, José Nicolau de Melo assinala que: "...Neste momento está a chover muitíssimo, e agora chove muitíssimo mais..."
- José' Nicolau de Melo, comentando aficionadamente, o golo de Portugal frente à Ucrânia em 1996, num estado exaltado, saiu-lhe o seguinte: "Que GRANDE GOLO, o público REJUBILA, o público CANTA... Que maravilhoso espectáculo... Podem-me acusar de ser um PATRIOTEIRO barato, mas eu estou-me MARIMBANDO!..."
José Nicolau de Melo (RTP)
Mais um "brilhante" comentador desportivo RTP (casa de "excelentes" comentadores desportivos, pelo que se pode constatar)
- Durante o mundial de juniores disputado em Portugal, pode-se ouvir o comentador desportivo da RTP, José Nicolau de Melo, vivamente anunciar que o jogo Costa do BRASIL - MARFIM iria ser transmitido nessa noite (ou tarde).
- No jogo Portugal-Itália a contar para o apuramento do Mundial dos EUA, a determinada altura, o dinâmico comentador José Nicolau de Melo, profere o seguinte reparo técnico : "...Estou em crer que os italianos estão a jogar na vertical de trás para a frente e de frente para trás..."
- durante o jogo OFI Creta - Boavista, da Taça UEFA, José Nicolau de Melo assinala que: "...Neste momento está a chover muitíssimo, e agora chove muitíssimo mais..."
- José' Nicolau de Melo, comentando aficionadamente, o golo de Portugal frente à Ucrânia em 1996, num estado exaltado, saiu-lhe o seguinte: "Que GRANDE GOLO, o público REJUBILA, o público CANTA... Que maravilhoso espectáculo... Podem-me acusar de ser um PATRIOTEIRO barato, mas eu estou-me MARIMBANDO!..."
Hoje é o Dia da Cidade cá em Aveiro. Houve a habitual sessão solene, em que foi distinguida uma manada inteira de funcionários da Câmara. Olhando para os nomes dos senhores e das senhoras, reparei no seguinte: há imensos Silvas, Oliveiras e Vieiras, mas nenhum Cunha. Nem nenhum Matos. Nem nenhum Agostinho. Nem nenhum Barbosa. E, obviamente, nenhum Felner. Temos nomes tão distintos, não temos? Sim, porque não é Cunha quem quer!
quinta-feira, maio 08, 2003
Não me lembro dos nomes dos senhores que fizeram ontem os comentários do Milan-Inter na RTP, mas vomito neles mesmo assim. Duas amebas execráveis, que de dez em dez minutos vinham com a velha conversa: «O futebol italiano é pouco espectacular», «isto é só rigor táctico, em detrimento do espectáculo», e por aí afora... Essas duas bestas deviam ser crucificadas pela sua arrogância. Eu gosto de futebol italiano. Acho que o calcio é o melhor futebol do mundo. Admito que a maioria prefira o espanhol porque tem mais golos, mas não ando para aqui a dizer «vejam que merda que é o futebol em Espanha, só golos, oh caralho!»... Reparem que o que critico não é a opinião dos senhores, mas o facto de a apregoarem a cada lance disputado. Haja pachorra!
O futebol italiano é rigor táctico sim... mas isso, para mim, é espectacular. Adoro ver uma equipa a defender como as italianas geralmente o fazem. E no jogo de ontem, estavam alguns dos melhores defesas do mundo: Nesta, Cannavaro, Zanetti, Maldini... Achei o derby milanês muito bom, apesar do resultado (0-0), e de estarem dois fígados cirrosos a tentar estragá-lo com o seu fel.
Descobri que o Rodre é membro do Clã Colymar, seja lá o que isso for. Aparece no número 17 e diz lá que é um “guerreiro”. Não me perguntem como isso aconteceu: Clã Colymar.
Aí está a prova de que um homem nasceu para reinar. O seu nome é Rodre e é o ser mais maravilhoso que já abençoou este planeta com as suas pegadas. Rodre faz. Rodre acontece. Rodre mata o pau e mostra a cobra. No princípio era o verbo, como um dia alguém escreveu, mas poucos sabem que verbo era esse. Pois bem, esse verbo era “lindo” e aplicava-se ao nosso herói. O Rodre está aí pra fazê gols, se Deus quizé.
Aí está a prova de que um homem nasceu para reinar. O seu nome é Rodre e é o ser mais maravilhoso que já abençoou este planeta com as suas pegadas. Rodre faz. Rodre acontece. Rodre mata o pau e mostra a cobra. No princípio era o verbo, como um dia alguém escreveu, mas poucos sabem que verbo era esse. Pois bem, esse verbo era “lindo” e aplicava-se ao nosso herói. O Rodre está aí pra fazê gols, se Deus quizé.
quarta-feira, maio 07, 2003
O site Onde Está o Rodre? passou a contar com um serviço noticioso, o Rodre Notícias, em que colaboram alguns ilustres jornalistas satíricos internacionais, através de uma parceria com a INTERNET SATIRICAL NEWSPAPER ASSOCIATION. Essa associação passou a incluir o site do Rodre na sua lista de colaboradores, na categoria “Harder to classify essentials...”, com o comentário “Find Rodre throughout the world and history, in English or Portuguese”.
A nossa última manchete foi “Descoberto gene francês”. Saiba como cientistas americanos isolaram o gene causador da “francesite congénita”, mal que afecta mais de 80 milhões de pessoas: www.rodre.org
A nossa última manchete foi “Descoberto gene francês”. Saiba como cientistas americanos isolaram o gene causador da “francesite congénita”, mal que afecta mais de 80 milhões de pessoas: www.rodre.org
terça-feira, maio 06, 2003
Olá! Vejam este dos Irmãos Catita
PUTAS (EM PORTUGAL E NO MUNDO)
As putas de Aveiro aceitam dinheiro
Mas as de Mação são pagas com cartão
As putas do minho enchem-se de vinho
A puta mais fina cheira cocaína
A do interior chupa no prior
A do litoral chupa no industrial
As putas de Algodres andam todas pôdres
As de Guimarães trabalham com cães
A puta do Porto faz o seu aborto
A puta de Espinho é um rapazinho
A do Caramulo gosta do seu chulo
Mas a da cidade aprecia a Liberdade
A puta de Faro leva muita caro
A puta barata nunca lava a rata
A de Torres Vedras curte grandes pedras
A de Benavente enxarca-se em aguardente
A de Figueiró quer dinheiro para o pó
A de Celorico troca um chuto por um bico…
Pu-pu-u-tas, pu-pu-u-tas De todas as terras e lugares Pu-pu-u-tas, pu-pu-u-tas Putas ás centenas aos milhares
As putas de Aveiro preferem dinheiro
Mas as do Japão são pagas cartão
A puta do Gana fode á canzana
Já a da Guiné gosta de foder em pé
As da Extremadura querem pixa dura
Mas as do Tirol apreciam pixa mole
As da Patagónia fazem cerimónia
Mas as do Perú gostam de levar no cú
A puta da rua fode toda nua
A puta alemã nunca tira o soutien
As de Leningrado fodem com agrado
Mas as de Moscovo pertencem ao povo
Pu-pu-u-tas, pu-pu-u-tas De todas as terras e lugares Pu-pu-u-tas, pu-pu-u-tas Putas ás centenas aos milhares
Letra: Ferdinand Porsche
Música: Orgasmo carlos
PUTAS (EM PORTUGAL E NO MUNDO)
As putas de Aveiro aceitam dinheiro
Mas as de Mação são pagas com cartão
As putas do minho enchem-se de vinho
A puta mais fina cheira cocaína
A do interior chupa no prior
A do litoral chupa no industrial
As putas de Algodres andam todas pôdres
As de Guimarães trabalham com cães
A puta do Porto faz o seu aborto
A puta de Espinho é um rapazinho
A do Caramulo gosta do seu chulo
Mas a da cidade aprecia a Liberdade
A puta de Faro leva muita caro
A puta barata nunca lava a rata
A de Torres Vedras curte grandes pedras
A de Benavente enxarca-se em aguardente
A de Figueiró quer dinheiro para o pó
A de Celorico troca um chuto por um bico…
Pu-pu-u-tas, pu-pu-u-tas De todas as terras e lugares Pu-pu-u-tas, pu-pu-u-tas Putas ás centenas aos milhares
As putas de Aveiro preferem dinheiro
Mas as do Japão são pagas cartão
A puta do Gana fode á canzana
Já a da Guiné gosta de foder em pé
As da Extremadura querem pixa dura
Mas as do Tirol apreciam pixa mole
As da Patagónia fazem cerimónia
Mas as do Perú gostam de levar no cú
A puta da rua fode toda nua
A puta alemã nunca tira o soutien
As de Leningrado fodem com agrado
Mas as de Moscovo pertencem ao povo
Pu-pu-u-tas, pu-pu-u-tas De todas as terras e lugares Pu-pu-u-tas, pu-pu-u-tas Putas ás centenas aos milhares
Letra: Ferdinand Porsche
Música: Orgasmo carlos
Em boa hora o Rui encontrou este blog do felino mal-cheiroso. A prosa sobre a prosa de Vera Roquette (um ósculo grande para ti, Vera) está muito bem conseguida. Mas o que há de mais admirável nesta autora é o rigor científico com que fundamenta as suas teses. Como aquela que estabelece que "Portugal está abaixo de gato", aliás facilmente comprovável pela imagem abaixo:
Merece um Pulitzer, digo eu...
Merece um Pulitzer, digo eu...
Leiam este hilariante texto retirado do blog O Gato Fedorento
QUAIS PYTHON, QUAL QUÊ: Muitos leitores (mais precisamente, dois) nos têm perguntado quais são as nossas principais referências humorísticas. A minha, aponto-a sem hesitações: é Vera Roquette. As crónicas que escreve quinzenalmente para o Diário de Notícias são do melhor que já li em 29 anos de vida. Em Vera Roquette, um analfabetismo de grande envergadura junta-se a uma fulgurante estupidez para produzir os textos mais incompreensíveis da imprensa portuguesa. A primeira nota a destacar é esta: o DN paga a Vera Roquette ao ponto de exclamação. Não pode haver outra razão para alguém ser tão abundantemente exclamativo num quarto de página. Neste particular, destaco as crónicas “Isto é que vai uma crise!” (30 exclamações), “O que diz Portas” (45 exclamações) e “Ai Jesus! Sr. Doutor!” (56 exclamações). Nesta última, Vera Roquette encena um diálogo entre um paciente e o seu médico, construindo uma parábola sobre um problema muito grave da sociedade portuguesa que incomoda bastante a autora, mas que não se chega a perceber qual é. Minto: há um passo do texto em que Vera Roquette faz uma denúncia importante. Queixa-se o doente: “Ai Jesus! Sr. Doutor! Doem-me as articulações de enferrujada canalhice...” Isto, concedo, é bem observado. Apesar de não haver casos de pneumonia atípica em Portugal, já anda por aí tudo em pânico com a doença. Mas este homem tem canalhice enferrujada nas articulações e o Ministério da Saúde assobia para o lado.
Outra crónica clássica de Vera Roquette é “Ao voto! Irra!” (49 exclamações). Conta a história de um casal de idosos que se vê forçado a sair da aldeia onde vive para fugir aos caciques locais, gananciosos caçadores de votos. A dada altura, acontece isto: “Porém, enquanto o diabo esfrega um olho, atravessasse-lhes (sic) pela frente o cunhado, a querer "candidatar-se" e a dar-lhes cabo da vida!” Nem comento, para não estragar.
Por último, a minha crónica preferida. O título é “Abaixo de gato!” (35 exclamações). O fascinante relato de meia dúzia de viagens de avião que Vera Roquette fez entre Faro e Lisboa. Começa assim: “Ora... Toma lá!...Toma! Toma! Cá vão mais umas traulitadas no ceguinho. - Dever, oblige! O país rosna "pulguento". Abaixo de cão. Pior... muito pior. Mia e "remia": "reminhau nhau nhau". Abaixo de gato. Ou seja... já nem de gatas!... Arrasta-se, de casa às costas, de tartaruga.” Brilhante no uso das aspas e das onomatopeias, Vera é clara no diagnóstico: este país está abaixo de gato. Porquê? Em primeiro lugar, porque há muita gente nos aeroportos: “Ouço dling-dlongs, exasperantes. Três horas depois, o toque celestial! O aeroporto está pelas costuras. Abarrotar. (Thanks God!)” Este “Thanks God” é precioso. Vejo-o como um gesto de grande patriotismo de Vera Roquette. Como quem diz: “Atenção: não é só a nossa língua que eu maltrato. Também dou calinadas em estrangeiro.”
Em segundo lugar, o país está abaixo de gato por causa das medidas de segurança: “(...) nas bagagens à minha frente, um grandalhão apitava por todos os lados. Mandaram-no tirar o blusão, a camisola, o telemóvel, os sapatos, oscularam-no (sic) de alto a baixo, e nada! Não parava de apitar... E lá se foi!” Aqui, compreendo a indignação de Vera Roquette: tenho viajado bastante de avião, já fiz disparar uma quantidade razoável de detectores de metais, e nem uma única vez fui osculado de alto a baixo no aeroporto. É o que dá ir sempre em turística.
Por último, o país está abaixo de gato por causa das obras na rodovia: “Deixei o aeroporto e, esfegunteada (sic) meti-me à estrada. Continua, há um ano, a ser alargada para quatro faixas! Está de pantanas. Empoeirada. Engarrafada. A fervilhar Farenheits e magotes.”
Pode haver quem ache exagerada a reacção de Vera Roquette. Mas estrada que fervilha Farenheits e magotes é estrada que não serve. Ou alguém faz alguma coisa depressa ou este país esfegunteia-se. E não vai ser bonito. RAP
QUAIS PYTHON, QUAL QUÊ: Muitos leitores (mais precisamente, dois) nos têm perguntado quais são as nossas principais referências humorísticas. A minha, aponto-a sem hesitações: é Vera Roquette. As crónicas que escreve quinzenalmente para o Diário de Notícias são do melhor que já li em 29 anos de vida. Em Vera Roquette, um analfabetismo de grande envergadura junta-se a uma fulgurante estupidez para produzir os textos mais incompreensíveis da imprensa portuguesa. A primeira nota a destacar é esta: o DN paga a Vera Roquette ao ponto de exclamação. Não pode haver outra razão para alguém ser tão abundantemente exclamativo num quarto de página. Neste particular, destaco as crónicas “Isto é que vai uma crise!” (30 exclamações), “O que diz Portas” (45 exclamações) e “Ai Jesus! Sr. Doutor!” (56 exclamações). Nesta última, Vera Roquette encena um diálogo entre um paciente e o seu médico, construindo uma parábola sobre um problema muito grave da sociedade portuguesa que incomoda bastante a autora, mas que não se chega a perceber qual é. Minto: há um passo do texto em que Vera Roquette faz uma denúncia importante. Queixa-se o doente: “Ai Jesus! Sr. Doutor! Doem-me as articulações de enferrujada canalhice...” Isto, concedo, é bem observado. Apesar de não haver casos de pneumonia atípica em Portugal, já anda por aí tudo em pânico com a doença. Mas este homem tem canalhice enferrujada nas articulações e o Ministério da Saúde assobia para o lado.
Outra crónica clássica de Vera Roquette é “Ao voto! Irra!” (49 exclamações). Conta a história de um casal de idosos que se vê forçado a sair da aldeia onde vive para fugir aos caciques locais, gananciosos caçadores de votos. A dada altura, acontece isto: “Porém, enquanto o diabo esfrega um olho, atravessasse-lhes (sic) pela frente o cunhado, a querer "candidatar-se" e a dar-lhes cabo da vida!” Nem comento, para não estragar.
Por último, a minha crónica preferida. O título é “Abaixo de gato!” (35 exclamações). O fascinante relato de meia dúzia de viagens de avião que Vera Roquette fez entre Faro e Lisboa. Começa assim: “Ora... Toma lá!...Toma! Toma! Cá vão mais umas traulitadas no ceguinho. - Dever, oblige! O país rosna "pulguento". Abaixo de cão. Pior... muito pior. Mia e "remia": "reminhau nhau nhau". Abaixo de gato. Ou seja... já nem de gatas!... Arrasta-se, de casa às costas, de tartaruga.” Brilhante no uso das aspas e das onomatopeias, Vera é clara no diagnóstico: este país está abaixo de gato. Porquê? Em primeiro lugar, porque há muita gente nos aeroportos: “Ouço dling-dlongs, exasperantes. Três horas depois, o toque celestial! O aeroporto está pelas costuras. Abarrotar. (Thanks God!)” Este “Thanks God” é precioso. Vejo-o como um gesto de grande patriotismo de Vera Roquette. Como quem diz: “Atenção: não é só a nossa língua que eu maltrato. Também dou calinadas em estrangeiro.”
Em segundo lugar, o país está abaixo de gato por causa das medidas de segurança: “(...) nas bagagens à minha frente, um grandalhão apitava por todos os lados. Mandaram-no tirar o blusão, a camisola, o telemóvel, os sapatos, oscularam-no (sic) de alto a baixo, e nada! Não parava de apitar... E lá se foi!” Aqui, compreendo a indignação de Vera Roquette: tenho viajado bastante de avião, já fiz disparar uma quantidade razoável de detectores de metais, e nem uma única vez fui osculado de alto a baixo no aeroporto. É o que dá ir sempre em turística.
Por último, o país está abaixo de gato por causa das obras na rodovia: “Deixei o aeroporto e, esfegunteada (sic) meti-me à estrada. Continua, há um ano, a ser alargada para quatro faixas! Está de pantanas. Empoeirada. Engarrafada. A fervilhar Farenheits e magotes.”
Pode haver quem ache exagerada a reacção de Vera Roquette. Mas estrada que fervilha Farenheits e magotes é estrada que não serve. Ou alguém faz alguma coisa depressa ou este país esfegunteia-se. E não vai ser bonito. RAP