quarta-feira, setembro 21, 2005

Recortes da Imprensa Espanhola
Vacas, tangas y pernetas

Os títulos que vão animando os periódicos em castelhano, traduzidos livremente por um especialista na língua de ser vantes.

Exportan semen de una vaca de la comarca del Ripollés
- El Ripollés
(Em português: O touro tinha passado por lá antes dos veterinários)

Detenidos dos jóvenes por robar 27 películas porno de una gasolinera
- La Nueva España, de Oviedo
(Presos por terem bom gosto)

Se la llevó puesta
Escapa sin pagar una pierna ortopédica de 15.000 euros
- La Voz de Galicia
(Ladrão perneta volta a atacar)

Los tangas con imágenes de santos ofenden a los católicos
La colección incluye modelos con Santa Catarina, la protectora de las vírgenes, y San Judas Tadeo, el patrón de las causas imposibles
- Ideal, de Granada
(Cuequinhas de agradecer aos céus/ Santa Catarina é capaz de não ter gostado, mas o Judas nunca teve um altar tão digno)

Cameron Diaz dice que hace el amor vestida
- Diario Vasco
(Deve usar o fio-dental com a imagem da Santa Catarina)

domingo, setembro 18, 2005

Madrid qui lu parió
A minha nova casa



Antonio Arias. Não sei quem foi, mas mereceu dar o nome à rua onde agora moro. Quando saio do meu prédio, tenho à direita a calle del Alcalde Sáinz de Baranda, uma rua cortada a meio por um passeio com jardim e esplanadas. Seguindo por ela, são apenas quatro quarteirões até ao gigantesco Parque del Buen Retiro, coração verde da capital espanhola.

Domingo. Saio de manhã com a minha mulher. A caminho do parque do Retiro, há um quiosque, onde compro o "El País". Recebo um brinde inesperado, um grande volume de uma enciclopédia que começa agora a acompanhar o jornal aos domingos. O primeiro livro foi de graça.

Chegando ao parque, o contacto com uma atmosfera impressionante: gente de todas as idades, em fatos de treino, a correr para cá e para lá, a andar de patins em linha, ou a passear com carrinhos de bebé ou com terriers na ponta da trela. Crianças jogam à bola e a sua algazarra mistura-se com a dos pássaros. Atravessamos o parque em busca de um banco para ler o jornal. Passamos por vários sem que a curiosidade nos deixasse de empurrar em frente. Chegamos a um enorme lago artificial onde dezenas de barcos a remo, azuis e numerados, vagueiam por trajectos caóticos, sem destino. Depois do lago, ouvimos notas que nos chamam até um coreto onde vários instrumentos performam novo caos, este sónico. Sussurro à minha mulher uma parvoíce pseudo-entendida qualquer sobre free jazz, para logo a seguir perceber que os músicos estavam apenas a afinar os instrumentos. E eu que podia jurar já ter ouvido algo parecido na Gulbenkian.

Sentamo-nos numa das centenas de cadeiras dispostas ao sol em redor do coreto, em meio a uma multidão de pessoas de idade. A Orquestra Sinfónica Municipal de Madrid começa a tocar temas de filmes conhecidos. Reconheço "Os Sete Magníficos". Minha mulher apropria-se do jornal. Sobra para mim a revista. Não me queixo. Começo a ler uma crónica de um tal Juan Cueto, qualquer coisa engraçada sobre esta tendência tão humana para fazer coisas parvas. Mais à frente, um grande artigo sobre Einstein. Naquele momento, o conteúdo dos textos fascina, mas nem é o mais importante. Sinto o nascer de um hábito.

sábado, setembro 17, 2005

Já ganhou!!!

Que Vostradeis é o candidato favorito à vitória nas preliminares do Núcleo não é novidade - apontado pela imprensa como a única figura pública capaz de bater Cavaco Silva na segunda volta, o futuro candidato pelo Partido do Núcleo Duro (PND) às Presidenciais 2006 estava apenas dependente de reunir mais apoio interno do que Ernesto, candidato que se mexe bem nos bastidores. Numa altura em que o "Estaline das Caldas" se aproximava perigosamente do líder das sondagens, Vostra, o Magnífico, vem agora jogar uma cartada decisiva, que deverá chegar e bastar para vencer de forma contundente as Nucleares 2005.

A plataforma eleitoral vostradeica, assenta em dois pilares fundamentais:

1. - A adesão de Manuel João Vieira ao PND, pelo qual deverá ser candidato a deputado nas próximas Legislativas. O líder ideológico dos Ena Pá 2000 já se mostrou disponível para abdicar nestas Presidenciais e oferecer o seu apoio ao partido, caso Vostradeis seja o candidato.



2. - O envio de grandes prosas lusófonas a partir de Espanha e a serem publicadas em breve neste blog. A próxima já recebeu grandes elogios da crítica literária madrilena, que vê com bons olhos a nomeação de Vostradeis para o Prémio Planeta.

sexta-feira, setembro 16, 2005

Fraude eleitoral no Núcleo!

A campanha presidencial de Tiberius acusa: chapelada! Entre terça e quarta-feira, a votação do candidato Ernesto disparou misteriosamente de ZERO para onze votos! Ernesto está a despachar os seus rufias para intimidar eleitores e encher urnas de voto!

Forças obscuras procuram perturbar a santidade do processo eleitoral. A fraude de Ernesto coloca o Núcleo em estado de sítio. Todos os outros candidatos já anunciaram a sua reacção à crise.

Vostradeis, que continua à frente na contagem dos votos, declarou-se chefe de Estado no exílio, e assim que aprender basco vai promover acções de kale borroka em Lisboa por controlo remoto.

DJ Carcaça preferiu a secessão e autoproclamou a República Trotskista de Santa Clara, onde instalou um governo fantoche com Rosa Suzuki a Presidente e Madame Filipa como ministra da Educação, e promete "construir o socialismo entre a Quinta das Lágrimas e a calçada de Sta. Isabel".

Tiberius recorre à luta armada e prepara atentados contra alvos estratégicos em Alvalade: "Haverá execuções sumárias", confirmou.

El Cablogue, que recebeu o apoio de Manuel Alegre através de um poema publicado na Cais, garante permanecer tranquilo e confiante numa vaga de fundo que o levará à vitória.

Zizou decidiu prolongar a sua sesta das quartas-feiras até domingo.

terça-feira, setembro 13, 2005

Ernesto: nem para síndico!

Chamado a pronunciar-se, o povo já está a votar nas primárias Núcleo.

E os resultados preliminares não enganam: Vostra com 47 por cento, muito perto da maioria absoluta à primeira volta, o que quer dizer que o magano anda a saltar de um cibercafé para outro em Madrid a votar nele próprio.

Tiberius (24%) e Carcaça (18%) a seguir; Cablogue e Zizou fecham o pelotão, com 1 (um) voto cada.

E Ernesto: zero votos. Zero.

Ernesto é tão mau que nem consegue convencer a família a votar nele. Cablogue e Zizou ao menos ainda votaram neles próprios; Ernesto é o marasmo. Não tem apoio popular. Está ali só para encher espaço no boletim. É a Carmelinda do Núcleo. Muito fraco!
Tempo de antena

Com o Núcleo em plena campanha eleitoral, este espaço abre-se ao debate político. Até domingo ainda se aceitam votos para as grandes primárias do Núcleo .

Podem ir votar aqui. O vencedor, a menos que seja preciso segunda volta, será anunciado na segunda-feira, dia em que Candidato Duro iniciará a sua tournée pelas feiras, mercados e casas de alterne do país.

Cidadãos, votai aqui.

Em espírito democrático, está aberta a campanha eleitoral. Cada candidato é convidado a usar este espaço para um tempo de antena, no formato "redacções da Guidinha", com uma composição subordinada ao tema porque é que eu devo ser Presidente.

Em prol da nação, apela-se aos candidatos que respeitem as regras da sã convivência democrática, apresentando o seu projecto para o país e evitando o ataque pessoal, o insulto soez, a insinuação torpe, a intriga malsã.

Com estes princípios em mente, eis o tempo de antena de Tiberius:

Eu devo ser Presidente porque...

O Carcaça é comuna!
O Ernesto não lava os pés!
O Cablogue é pederasta!
O Vostra é um espião espanhol!
O Zizou só tem cinco anos de idade!

Tenho dito.
Ou nós ou o Jerónimo

O Xuxas e a Cavacal Figura não convencem. E os políticos sérios, respeitados e dignos não parecem querer avançar.

A comissão política do núcleo, como sempre atenta, propõe a terceira via: a candidatura do Núcleo.

Com excepção do octagenário Vostradeis, nenhum membro do Núcleo cumpre os requisitos para ser eleito Presidente - mais de 35 anos, ter votado em todas as eleições, possuir um fato escuro com gravata vermelha a condizer, etc.

Certos da vitória, resta apenas saber qual dos durões deve assumir a responsabilidade. Para fazer a coisa democrática, podem votar aqui:

Qual deve ser o candidato do Núcleo à presidência?

Como serviço de utilidade pública, as qualificações de cada pré-candidato:

DJ Carcaça: é o voto na esquerda lunática. O seu manifesto inclui o sexo livre, as drogas livres e a rima livre. Tem um programa económico do século XXI inspirada nas ideias de Enver Hoxha. Promete a deportação para Guantanamo da Helena Matos e do João César das Neves.

Ernesto: será o Presidente Caviar, já encomendou fatos de gala ao Augustus. Com vocação atlântica, irá reanexar todas as ex-colónias africanas, incluindo a Damaia e Massamá. Promete a deportação do Mourinho para o Partizan de Tirana.

El Cablogue: o candidato socrático, um filósofo-rei, a resposta do Núcleo ao alegrismo. Trata por tu vários chefes de Estado mundiais. Promete a deportação dos Silence 4 para New Orleans.

Tiberius: é o número dez, finta com os dois pés, é melhor que o Pelé, é o Tiberius allez allez. Que mais dizer? Promete a deportação de 99 por cento da população para as ilhas Selvagens.

Vostradeis: com um inovador progama iberista, irá dirigir os destinos da nação a partir de Madrid. O seu primeiro projecto é a substituição do português pelo castelhano e pelo russo como línguas oficiais. Num sinal de seriedade, já cumpriu a promessa de deportar-se a si próprio para Espanha.

Zizou: mudará a capital da nação para Esgueira. Promoverá várias presidências abertas junto da indústria de ovos moles. Manterá um rigoroso horário de trabalho de cinco minutos por dia às quintas-feiras se não chover. Considerando suficiente castigo ter de viver neste balde de lixo à beira mar plantado, promete não deportar ninguém.

segunda-feira, setembro 12, 2005

Neste momento em que dou os primeiros passos numa nova viragem (mais uma) da minha vida, gostaria de me despedir do meu país falando daquilo que ele tem de melhor: a comida. Para tal, recupero uma rubrica meio esquecida aqui no nosso blog - Os Donos do Garfo - e introduzo uma novidade, ao avaliar dois restaurantes na mesma crónica (a opção justifica-se pelas intergastronomidades da oferta).

Os Donos do Garfo
Delícias na grelha

- Antepasto
Quando se fala em churrasco, dificilmente no mundo haverá páreo para o que se faz com a carne de gado zebuíno lá para os lados das Pampas. As picanhas brasileiras que já se tornaram populares em Portugal - apesar de muito aquém do nível médio do que se come no Brasil - são apenas a ponta de um espeto afiado, onde se enfileiram meia dúzia de restaurantes argentinos que vão pingando, pelo menos na capital. Mas há outros lugares capazes de oferecer diversos prazeres bovinos (e não só) e acrescentar a variedade proveniente das diferenças das raças e do preparo. Lembro-me do famoso chuletón degustado em terras asturianas e destas recentes surpresas visitadas no Nordeste lusitano, que passo a descrever.

- Primeiro Prato
Nome: O Montanhês
Género: Restaurante de comida regional transmontana
Local: Macedo de Cavaleiros
Preço: 13 euros (por pessoa)



Um espaço enorme, sala alta que combina uma opulência medieval com um brilho mundano, oferece o palco ideal para a estomatização de um suculento sortido regional de carnes grelhadas. O vinho da casa é competente na rega, enquanto uma salada simples e as batatas a murro dão a adubagem necessária ao plantio dos nacos, entrecostos e outras carnes assadas a carvão, no território gástrico. As quantidades exuberantes permitem a três glutões saciarem-se com uma dose alegatamente para dois, ao mesmo tempo que mantêm a conta aquém dos 15 euros, mesmo após o remate com um pujante, mas não enjoativo, pudim de ovos.

- Segundo Prato
Nome: Balbina
Género: Restaurante de comida regional transmontana
Local: Miranda do Douro
Preço: 10 euros



Mais português no dimensionamento do espaço interior e no serviço - uma única empregada serpenteia por entre a dezena e meia de mesas espremidas de forma hermética - o Balbina não se deixa bater pelo anterior na qualidade dos repastos e consegue o que parecia impossível: sai ainda mais em conta. O feijão verde cortado fininho triunfa numa simples sopa de legumes que prepara o estômago para o afago propiciado pela inevitável posta mirandesa, o prato principal. Um sumarento pedaço de carne de gado mirandês, tostado por fora e sangrante por dentro, tenro e de sabor suave, enche duas boas barrigas sem as deixar enfastiadas. Batatas a murro fazem companhia e são, de resto, as únicas espancadas neste restaurante. A carteira sai ilesa.

- Sobremesa
Um abraço a todos os compatriotas, amantes da boa mesa, em especial aos companheiros do Núcleo Duro. Aqui, desde terras castelhanas, a promessa de nacos de prosa inspirados pelas novas e futuras vivências.

quinta-feira, setembro 01, 2005

Mendonça, Monteiro... tudo a mesma merda!



O ND vem solidarizar-se com o primeiro piloto português a sério na Fórmula 1 - pelo menos o primeiro que não se queixa de dores no pescoço após cada corrida - num momento em que decorrem manobras de deturpação da sua identidade.

Há um site panasca, que pertence a um modelo roto, passe a rabetância, que alterou o nome do nosso novo herói lusitano, sabe-se lá com que intenção. Deve ser namorado do Lamy, esse macho.

É verdade que o máximo que o rapaz conseguiu até agora foi terminar à frente de um indiano com um carro igual ao dele e de uns coitados que correm na Minardi, mas também já foi ao pódio. OK, aquela corrida com seis carros foi estranha, mas vai lá tu fazer melhor.

segunda-feira, agosto 29, 2005

Zizou: ele só se mete...

Oh, deixem lá.
Vostra: só te metes com fracos

Oh Vostra, nesta altura do campeonato não achas que bater no Mexia ou no Santana é, quase literalmente, bater no ceguinho? Mete-te com alguém do teu tamanho, fanfarrão!
Carcaça: ele só se mete com gajas

O nosso Carcaça volta a dar provas de ser um fedorento reaccionário ultramontano. Cá está ele, no post aqui abaixo, com um raciocínio bem típico da ultra-esquerda hachichiana a que pertence: a gaja escreve asneiras? Precisa é de levar umas boas dos motoqueiros de Faro!

Oh DJ, és como os taxistas: só fazes voz grossa quando é com gajas.

sábado, agosto 27, 2005

Secção 'O Meu Pai Andava em Viagem'
Os Irmãos Carrascos


Pedro Mexia, colunista português que gosta de massacrar os leitores


Undertaker, lutador norte-americano de 'wrestling' que gosta de massacrar os adversários

segunda-feira, agosto 22, 2005

A dureza de um Núcleo



De entre os vários núcleos que vão surgindo por essa blogosfera afora, nenhum até agora demonstrou uma solidez comparável à deste. Basta dar uma volta pela Net para descobrir outros núcleos. Mas não se deixe enganar.
Só o Duro é Núcleo. Só o Duro é bom!

Cuidado com as imitações, ó Casimiro:
Moleza assumida
Maluquinhos do cinema
Escritores frustrados
Núcleo ilegível

sábado, agosto 13, 2005

Secção 'O Meu Pai Andava em Viagem'
Os Irmãos Estarolas


Roberto Benigni, actor cómico italiano


Santana Lopes, político cómico português

sexta-feira, agosto 12, 2005

Santana ainda mexe



A revista do 'Expresso' é mesmo 'Única'. É a única que tem ar de ser boa e depois, vai-se a ver, é uma merda igual às outras. Mas às vezes, traz coisas espectaculares. Numa edição recente, vinha uma entrevista com sua Santanidade o Lopes tão vazia como a cabeça dele, mas que valia por uma pérola que há muito não se via. Uma pequena frase para um homem, uma barrigada de riso para a humanidade:

"Vão ao motor de busca Google e vejam: sou o político português, de longe, com mais citações na Net"

Quem é que não imagina o Santana em casa, sentado à frente do seu computador, a fazer pesquisas no Google por nomes de outros políticos e a sorrir cada vez que descobria que os outros nomes apresentam menos resultados do que o dele!? A frase mereceu o Prémio Twilight Zone da revista 'Grande Reportagem'. O Núcleo acha merecido.

Aproveitámos e fomos ver se era verdade. Várias pesquisas no Google permitiram-nos apurar que, de facto, o nome de Santana Lopes é dos que apresenta mais resultados, mas ainda fica atrás de uma figura de cuja sombra não parece capaz de sair, e bem atrás do Presidente, o grande líder. O ND divulga aqui o Top-10 dos políticos mais googlizados:

1. Jorge Sampaio - 126 000
2. Durão Barroso - 107 000
3. Santana Lopes - 91 300
4. Mário Soares - 83 700
5. José Sócrates - 75 600
6. Cavaco Silva - 53 400
7. Paulo Portas - 41 300
8. João Soares - 29 200
9. Manuel Alegre - 26 300
10. Carmona Rodrigues - 17 100

quarta-feira, agosto 10, 2005

Núcleo autárquico

O Núcleo está a preparar uma campanha de âmbito nacional e mesmo mundial para as eleições autárquicas. Começamos pela capital.

Um candidato da concorrência apresentou um manifesto com 38 mil caracteres de ideias para Lisboa.

O Núcleo apresenta aqui os seus 63 caracteres de ideias para Lisboa:

Nós só queremos Lisboa a arder, Lisboa a arder, Lisboa a arder.

terça-feira, agosto 09, 2005

As paredes têm bocas



É uma tradição de décadas a chamada 'filosofia de sanita', aquela que surge quando estamos no auge da cagada e que muitos têm dificuldade em guardar só para si. Nos tempos que correm, no entanto, a prática parece estar a ser usada com fins utilitários a grupos homossexuais.

Na casa de banho do El Corte Inglés (nota: os números de telefone foram suprimidos. O objectivo deste site será, quando muito, caçoar da rabetagem, nunca promovê-la):

FASSO BROCHE 963...

SOU GAY PASSIVO E MEIGO
LIGA-ME HOJE
SE TAS SOZINHO COMO
EU ENTAO LIGA-ME
912...
FELIPE SÁ MEDEROS


[seta a apontar para a mensagem anterior] ÉS BRASUCA MARICONA!

SOU TROPA
25 ANOS
PROCURO
ATIVOS
ENTRE OS 16 E OS 23 ANOS
NÃO ENFEMINADOS
AMANH DIA 24 MAIO 19H

sexta-feira, julho 29, 2005

Inquérito de rua

Em quem vai votar nas próximas eleições presidenciais?




DJ Carcaça, 32 anos, intelectual de esquerda

Eu voto no Manuel Alegre. Ou então no Derrida. Ou no Tom Waits.









Vostradeis, 31 anos, homem de família

Eu voto no Cavaco. Ele é a minha cara.










El Cablogue, 96 anos, referência moral da nação

Eu voto no Xuxas. Ele é a minha cara.
















Ernesto, 19 anos, jovem delinquente de bairro degradado

Eu voto no Mourinho, ele é um ganda dread.










Tiberius, 2019 anos, imperador romano sado-masoquista

Eleições? Isso é para fracos.









Zizou, 17 meses, ameba

Eu voto em branco.

segunda-feira, julho 25, 2005

Proposta de membro honorário
(secção "Água? Queres-me dar água?
Vais para a rua")




A realização de mais uma grande festa do Chão da Lagoa não me deixa dúvidas - Alberto João Jardim merece ser distinguido como membro honorário do Núcleo. Subscrevo à consideração da comunidade os documentos seguintes como testemunho do mérito da candidatura.

No mínimo, os membros do Núcleo devem atribuir ao Alberto João a Grande Ordem dos 31 Copos , máxima condecoração do Núcleo por Feitos de Elevada Grunhice. Proponho igualmente a atribuição da Ordem da Pena Sofredora ao repórter Tolentino da Nóbrega, cronista incansável das tropelias do albertjoão.

As provas:

Jardim bebeu 31 copos para festejar PSD-Madeira
TOLENTINO DE NÓBREGA


O líder madeirense
acha que Mário Soares
e Cavaco Silva são ambos candidatos da situação, "as duas faces do mesmo disco, com a mesma música"

Entre as 10.45 e as 13.00 horas, antes das intervenções políticas, Alberto João Jardim bebeu ontem 31 copos, um por cada ano de existência do PSD na Madeira. Exclusivamente de bebidas alcoólicas. Esteve, como viria a acontecer no discurso, muito mais moderado do que nos anos anteriores, ao passar abstémio em duas dezenas das 60 tasquinhas, com poucas farpas pelo meio.

Recebido no Chão da Lagoa, exactamente às previstas 10 horas e 30 minutos, com girândola de foguetes e toque do hino partidário, o líder do PSD-Madeira agradeceu, em sentido, as honras prestadas por um corpo de bombeiros, perfilhados a rigor desde a chegada dos batedores da PSP que com sirenes anunciavam a chegada do BMW descapotável, com Jardim e seu braço-direito Jaime Ramos, o "Comandante Zero", como seria apresentado pelo presidente.

No ritual da via-sacra de Jardim pelas tasquinhas, o vinho, de várias qualidade e regiões, bateu por 11-9 a cerveja local, seguindo-se cinco whiskies, dois licores, duas ponchas de aguardente, uma ginja e uma sangria. Numa excepção ao consumo de bebidas alcoólicas, provou um sumo de anona, de fabrico regional.

Quando um dirigente concelhio perguntou se queria água, o líder regional reagiu: "Água? Queres-me dar água? Vais para a rua". À volta todos brindavam com o líder. "Mulher comigo bebe". "Beee-be, beeee-be, beeeeem-be".

Na barraca do Porto Santo, canta "Pomba branca", do madeirense Max. Depois "As meninas da Camacha", no respectivo balcão. Quando as militantes da freguesia da Sé efusivamente o recebem, volta a cantar: "Minha mãe casa-me cedo/ que me dói a passarinha./ Oh filha coça c´o dedo/ que também me dói minha"

Na tenda do Jardim da Serra, manda repetir a fotografia, uma das muitas que viria a tirar com simpatizantes e visitantes. "Esta foto não vale. Agora venham as meninas para o meu lado". Para a posteridade pousa com uma continental, radicada há 15 anos no arquipélago. "Viva o Alberto João que fez da Madeira uma nação!", atirou a "forasteira". "Eu também tenho o Continente no coração", acrescentou Jardim.

De imediato aponta para o correspondente de um órgão de comunicação nacional: "Este é daqueles que dizem mal da Madeira em Lisboa. Quando for a revolução será julgado em tribunal popular", sentencia o governante. "Mulher comigo bebe", diz enquanto obsequeia uma jovem jornalista com um copo de cerveja. "Beeeee-be, beeee-be". Presente, Gabriel Drumond, deputado regional conotado com o independentismo, é promovido por Jardim a "herói da resistência".

O presidente faz o seu prognóstico das presidenciais. "Será 0-0", entre Mário Soares e Cavaco Silva, ambos "candidatos da situação", "as duas faces do mesmo disco, com a mesma música". No entanto, admite apoiar qualquer um deles, ou um terceiro (que "por enquanto não estou a ver ninguém"), caso se comprometa a realizar um "referendo constitucional para mudar este regime e desenvolver o país", tema retomada no discurso.

Pelas mudanças na Madeira questionam os jornalistas que o acompanham na ronda. "Eu só saio quando o povo quiser ou eu decidir". "Lá para o ano 2021". "Espero na minha reencarnação ainda ser presidente".

Cumprimenta outra militante.: "Passa também uma cerveja para a minha querida. Mulher comigo bebe". Mais idosa, outra apoiante promete votar em Jardim nas eleições de Outubro. "Em mim? Mas eu não sou candidato! Leve lá uma bandeirinha [laranja] para pôr na sua casa", diz como a premiar o apoio da senhora, "um exemplo para a burguesia cinzenta que não vem cá mas pede favores à Quinta Vigia". Olha à volta, como a confirmar ausências.

No pavilhão de Santa Cruz incita o presidente deposto a apoiar o novo candidato. Nova cantiga: "Casei com um velha/ da Ponta do Sol/ deitei-a na cama/ e o raio da velha/ rasgou o lençol/ (...) Voltei a deitar (...)/ ficou de pernas pr´ó ar".
"Quem é o verdadeiro cavalheiro de Portugal? Quem é? Quem é?". Perguntou e respondeu: "Alberto João Jardim!". E as mulheres repetiram em uníssono: "Alberto João Jardimmmmm!" Do líder nacional Jardim escusou a falar. "Cruzes, não falo de gente ausente".

Quase na ponta final do périplo, Jardim pede os binóculos a um emigrante e, devido à "visão catastrófica do rectângulo", gesticula um manguito "para Lisboa".



"Liberdade para a Madeira", "colonialismo nunca"


Os chuviscos e o nevoeiro, depois de um período matinal bem quente, fizeram baixar a temperatura no Chão da Lagoa quando Alberto João Jardim subiu ao palco, parecendo indiciar um discurso que defraudou as expectativas criadas pela promessa de afirmações "incendiárias".

A declaração de guerra ao "colonialismo" de Lisboa, contra os candidatos presidenciais pró-situação e o apelo à unidade para o combate autárquico na região foram temas recorrentes, praticamente sem qualquer novidade.

Da oposição regional, dos chineses e de Marques Mendes trataram os outros oradores. Jaime Ramos atacou o governo "incompetente e mentiroso", "liderado pela dupla Sampaio/Sócrates", pedindo que o futuro Presidente da República "ponha no olho da rua" o executivo em 2006, enquanto o seu filho Jaime Filipe concluiu que o líder nacional do PSD "não faz falta" na festa, onde "teria muito a aprender".

Jardim subiu ao palco e despediu-se, com "Pomba e circunstância", do compositor Eduard Elgar, director da música do último rei inglês. Ao som da cantata, praticamente a única surpresa do comício, apresentada como "coro da liberdade", o presidente do PSD-Madeira, de braços abertos, implorou aos milhares presentes que "todos dêem as mãos" e gritem "liberdade, a liberdade a que o povo madeirense tem direito". "Portugal sim, colonialismo nunca".

O país, repetiu, "está ingovernável". A sua solução passa pela mudança da Constituição ("a raiz de todos os males"), através do referendo, o que, segundo Jardim é improvável com os anunciados candidatos à Presidência da República, pela esquerda e pela direita, pois o "disco tem a mesma música dos dois lados".

Jardim acusou o PS de "travar os direitos" do madeirenses, de na região estar "aliado à Madeira velha que nos explorava" e de "continuar do lado de Lisboa a querer nos espezinhar". Em suma: "A verdadeira revolução somos nós" e "está na altura de fazermos a mudança que os partidos em Lisboa não querem fazer" ao apresentar tais candidatos a Belém.

Voltou a acusar Lisboa de fazer uma revisão constitucional que não corresponde à vontade dos madeirenses" e - contra as "leis marxistas" e "os limites que constitucionalmente foram impostos pelos cavalheiros da Assembleia da República", esses "colonialistas" que também "querem impôr à Madeira um sistema eleitoral para que quem perde as eleições ganhe na secretaria" -, prometeu "continuar a lutar pela autonomia". Também disse que não admite que o Estatuto da Região "esteja a mercê desses senhores", pois "não aceitamos que outros nos dêem ordens". "Liberdade, liberdade, liberdade na Madeira", pediu Jardim antes de encerrar o discurso, como é tradição, com o hino separatista: "Madeira és livre/ e livre serás/ cobiça mais linda/ no mundo não há"...
TOLENTINO DE NÓBREGA


(albertjoão dixit:)

"Água? Queres-me dar água?
Vais para a rua".

"Mulher comigo bebe".
"Beee-be, beeee-be, beeeeem-be"

"Minha mãe casa-me cedo/ que me dói a passarinha./ Oh filha coça c´o dedo/ que também me dói a minha"

"Eu também tenho o Continente
no coração"

"Este é daqueles que dizem mal
da Madeira em Lisboa. Quando
for a revolução será julgado
em tribunal popular"

"Eu só saio quando o povo quiser
ou eu decidir (...) Lá para o ano 2021 (...) Espero na minha reencarnação ainda ser presidente"

"Casei com um velha/ da Ponta do Sol/ deitei-a na cama/ e o raio da velha/ rasgou o lençol/ (...) Voltei a deitar (...)/ ficou de pernas pr´ó ar".

"Quem é o verdadeiro cavalheiro de Portugal? Quem é? Quem é? Alberto João Jardim!".

"Portugal sim, colonialismo nunca".

"Portugal está ingovernável"

"A Constituição é a raiz de todos
os males"

"[Presidenciais] O disco tem
a mesma música dos dois lados".

"O PS travar os direitos
dos madeirenses"

"O PS está aliado à Madeira velha que nos explorava"

"O PS continua do lado de Lisboa
a querer nos espezinhar"

"A verdadeira revolução somos nós"

"Está na altura de fazermos
a mudança que os partidos
em Lisboa não querem fazer"

"[Os] Colonialistas querem impôr
à Madeira um sistema eleitoral para que quem perde as eleições ganhe
na secretaria"

"Não aceitamos que outros
nos dêem ordens"

"Liberdade, liberdade, liberdade
na Madeira"

"Madeira és livre/
e livre serás/ cobiça mais linda/
no mundo não há"

domingo, julho 17, 2005

Vivós Noivos

Os casamentos são cada vez mais parecidos com os encontros sociais dos filmes de gangsters.
Actualizam-se conversas, matam-se saudades e chora-se o tempo perdido a viver banalidades e monotonias sem os amigos de sempre.

Tudo antes de sentar o puto na cadeira do carro e combinar o almoço de família de domingo em casa dos pais e o jantar nos sogros.

Amigos: casem-se, descasem-se e casem-se de novo mais vezes.
Vale a pena.
.
Isto é só para responder a quem diz que eu quando escrevo parece um ensaio.

sexta-feira, julho 08, 2005

Índex: Quintos Beatles

Stu Sutcliffe



Era pintor, vendeu um quadro, e o Lennon convenceu-o a usar o dinheiro para comprar uma guitarra-baixo e ir para Hamburgo tocar na banda dele. Era um baixista à Sid Vicious - não sabia tocar, mas tinha muita pinta a fingir que tocava. Morreu novo, em 62, como convém a uma rock star. 3+

Pete Best



Foi o primeiro baterista. Qualificações: era o único dos Beatles que tinha dinheiro para comprar uma bateria. Parece que ainda emprestou uns cobres ao Lennon. Foi sumariamente corrido por incompetência. Não se sabe se o Lennon lhe devolveu o dinheiro. Incompetência? Quer dizer que ainda era pior que o Ringo? 2

George Martin



Era o produtor dos Beatles. Ganha pontos por ter sido o produtor mais importante da história do rock e, dizia ele próprio, não gostar de música rock. E ganha mais pontos ainda por ser um Sir. Sir George Martin. Um dia gostava de ser Sir. Sir Tiberius. Soa bem. 3+

Brian Epstein



Aparentemente, foi o Epstein que apresentou o Lennon e o McCartney ao LSD. Ou talvez tenha sido o contrário. Enfim, o Epstein morreu novo, de overdose, o que dá sempre pontos na escala de rock star, mesmo para um tipo que era só manager. E inventou o nome da label dos Beatles, Apple Records, que é um nome giro. 3

Phil Spector



Depois dos primeiros quatro quintos Beatles, há uma série de marmelos com pretensões à coisa - da Yoko ao Eric Clapton passando por músicos de estúdio, roadies, etc. Esses não interessam nada. O que interessa é o Phil Spector. Ele produziu o "Let it Be" em vez do George Martin. Tinha fama de ser um génio, produziu álbuns de toda a gente nos anos 60. Mas era mais maluco que um cão com cinco patas. Durante as gravações do "Let it Be", parece que puxou duma pistola contra o Ringo, ameaçou bater no McCartney, e consumiu mais drogas que o Lennon. Não há-de ter sido por coincidência que os Beatles acabaram logo a seguir. 4

terça-feira, julho 05, 2005

O Índex do Núcleo

Um dos meus sites favoritos era o Book of Ratings, onde um tipo chamado Sjöberg fazia classificações avulsas de tudo o que lhe passasse na cabeça, desde os poderes do Homem Aranha a sabores de gelado.

É uma ideia muito pós-moderna, de que tudo é quantificável e tudo é sujeito a uma classificação do tipo das estrelinhas dos críticos de cinema. E como ainda por cima o Sjõberg é um sujeito cheio de piada, aquilo tinha muito graça. Até deu um livro.

Enfim, o Sjöberg fartou-se, e agora já não faz mais ratings. Para compensar essa grave lacuna na Internet, o Núcleo resolveu plagiar indecentemente a ideia do gajo inspirar-se no exemplo do Sjöberg e iniciar o seu próprio book of ratings.

Mas chamando-lhe Índex o que, como toda a gente sabe, especialmente os senhores da Porto Editora, significa ponto de referência, deslocável, que indica a leitura a fazer numa escala de certos aparelhos ou instrumentos de medida. A escala é de 0 a 5.


Índex: moedas do euro

França

Uma árvore, que simboliza "vida, crescimento, continuidade", com o "liberté, fraternité, egalité" lá pespegado. É feiosa. As moedas de 50 cêntimos para baixo são muito superiores: nessas, os franceses metem a Marianne, ora a semear os campos ora com uma cara muito zangada mas muito laroca.
3-

Portugal

Eu não queria ser negativo, mas porque é que as nossas moedas têm de ser tão feias? Uma mistelada de castelos e rosas dos ventos e esferas armilares, que simbolizam, claro, o "diálogo", a "troca de valores", a "construção da Europa". O único ponto bom é que o nome do país está escrito numa letra muito miudinha, e ainda por cima num script circular, de maneira que a maior parte dos europeus nem se vai aperceber de quem é o culpado por esta coisa pavorosa.
2-

Irlanda

A imagem é a harpa céltica. Claro que o europeu comum só sabe que aquilo é a harpa céltica se alguém o avisar. Um tipo fica a olhar para aquilo e a pensar porque é que os irlandeses metem uma lira nas moedas. Será uma homenagem aos U2? Ao Van Morrison? Ao Johnny Logan? Provavelmente também tem a ver com "vida", "continuidade" ou "diálogo".
2

Alemanha

Ah, a eficiência alemã. Aqui não vida nem diálogo nem troca de valores. Há uma águia alemã e pronto. É simples e é bonito. Não é sequer preciso ter lá escrito em lado nenhum "Deutschland" - percebe-se logo de onde a moeda é. E ter um euro alemão, não sei porquê, dá a impressão que se pode ter mais confiança na moeda do que se fosse, por exemplo, um euro italiano ou um euro grego.
4+

Vaticano

Sim, há euros do Vaticano. Não me perguntem porquê. São, como convém, moedas simples: mete-se a cara do Papa e já está. Perde alguns pontos por ainda não ter lá a cara do Rotweiller de Deus. Ganha alguns pontos porque a ideia de usar moedas com a cara do Santo Padre em jogos de azar tem a sua graça.
4