sexta-feira, janeiro 13, 2006
Mais entrevista do Núcleo
Caríssimo Cavaco, sabia que ainda há uns quantos portugueses que não o consideram o salvador da pátria?
Oh sô Silva, agora vou contar-lhe ao ouvido o que a gente vai fazer ao Carcaça e ao Ernesto se eles não meterem os palpites no blog até segunda, sim?

Olhe, sr. prof., temos mesmo de admitir isto - o Cablogue vai votar em si, mas é só porque tem fantasias eróticas sobre a sua Maria em Belém.
Caríssimo Cavaco, sabia que ainda há uns quantos portugueses que não o consideram o salvador da pátria?
Oh sô Silva, agora vou contar-lhe ao ouvido o que a gente vai fazer ao Carcaça e ao Ernesto se eles não meterem os palpites no blog até segunda, sim?

Olhe, sr. prof., temos mesmo de admitir isto - o Cablogue vai votar em si, mas é só porque tem fantasias eróticas sobre a sua Maria em Belém.
Entrevistas do Núcleo
Oh Prof. Cavaco Silva, já ouviu o que o Santana disse de si noutro dia?
E olhe, sr. Silva, agora vou-lhe ler a entrevista do Kariaka ao Sovietskii Sport, está bem?
Finalmente, Aníbal, podia fazer-nos a sua imitação da cara do Zizou quando lhe disseram que o preço do chocolate ia subir?
Oh Prof. Cavaco Silva, já ouviu o que o Santana disse de si noutro dia?
E olhe, sr. Silva, agora vou-lhe ler a entrevista do Kariaka ao Sovietskii Sport, está bem?
Finalmente, Aníbal, podia fazer-nos a sua imitação da cara do Zizou quando lhe disseram que o preço do chocolate ia subir?
quinta-feira, janeiro 12, 2006
Escutas do Núcleo - especial telepatia
(pensamentos interceptados graças ao novo leitor de ondas mentais do SIS - made in China, apenas 4,99? nas lojas Worten)
Tiberius: Aquele camelo do Carcaça! Julgas que te safas a ir ler as sondagens no dia antes? Não não não! Só são válidos os palpites postados no blog até às nove da noite de segunda-feira! Todos os outros palpites serão desclassificados, e o seu autor será enrabado por uma reprodução do falo do John Holmes! Portanto, Carcaça e Ernesto, metam lá a merda dos vossos palpites até segunda à noite, or else!
Carcaça: Ora bolas... E se isto corre mal e o camarada Jerónimo fica abaixo dos 14 por cento... Ainda acabo por ter de pagar, e se ganha o Zizou? Não tenho dinheiro para isso, vou ter de voltar ao jardim do parque assaltar velhinhas com seringas...
Ernesto: Hmmm.. Ora o Cavaco tem 56 por cento... Mais os 12 por cento do Alegre... Noves fora nada... E vai um... Mas isto dá 143 por cento, não pode ser... Hmm, e ainda falta o Garcia Pereira... Devia ter prestado mais atenção naquelas aulas de tabuada...
Tiberius: Fiel Jardineiro? Fiel Monte de Merda isso sim! Grrrmbl, aquele Vostra está a pedi-las... E aquela cena da morgue, porra aquilo nem no Duarte e Companhia passava! Fiel Bosta, arrggh...
Zizou: Hmmm, John Holmes?
(pensamentos interceptados graças ao novo leitor de ondas mentais do SIS - made in China, apenas 4,99? nas lojas Worten)
Tiberius: Aquele camelo do Carcaça! Julgas que te safas a ir ler as sondagens no dia antes? Não não não! Só são válidos os palpites postados no blog até às nove da noite de segunda-feira! Todos os outros palpites serão desclassificados, e o seu autor será enrabado por uma reprodução do falo do John Holmes! Portanto, Carcaça e Ernesto, metam lá a merda dos vossos palpites até segunda à noite, or else!
Carcaça: Ora bolas... E se isto corre mal e o camarada Jerónimo fica abaixo dos 14 por cento... Ainda acabo por ter de pagar, e se ganha o Zizou? Não tenho dinheiro para isso, vou ter de voltar ao jardim do parque assaltar velhinhas com seringas...
Ernesto: Hmmm.. Ora o Cavaco tem 56 por cento... Mais os 12 por cento do Alegre... Noves fora nada... E vai um... Mas isto dá 143 por cento, não pode ser... Hmm, e ainda falta o Garcia Pereira... Devia ter prestado mais atenção naquelas aulas de tabuada...
Tiberius: Fiel Jardineiro? Fiel Monte de Merda isso sim! Grrrmbl, aquele Vostra está a pedi-las... E aquela cena da morgue, porra aquilo nem no Duarte e Companhia passava! Fiel Bosta, arrggh...
Zizou: Hmmm, John Holmes?
Mensagem do Gabinete para a Verdade Estatística do Núcleo
Contra-adenda à adenda do Cablogus
Oh Calborgue, não percebeste nada. Os brancos e os nulos incluem-se, só que não se contam. Então é assim: as previsões para os seis candidatos não têm de dar 100. Há uma margem para brancos e nulos, e é assim que os resultados normalmente são apresentados. Mas para efeitos de apurar o vencedor, os brancos e os nulos não contam. Não é preciso fazer apostas para brancos e nulos.
Portanto, prestem atenção: as previsões fazem-se contando com brancos e nulos. Mas nas contas finais, só se contabiliza os pontos dos palpites nos seis candidatos.
Em termos muito simples: Os votos brancos e nulos contam, só que não contam. Percebido?
PS: Coitado do Carlsberg, imagino que tenhas passado a manhã inteira a fazer continhas com a máquina de calcular para aquelas percentagens todas darem 100!
PS2: As regras do Grande Jogo das Presidenciais Núcleo não incluem brancos nem nulos porque eu acho essa merda de votar branco ou nulo um bocado apanascada. Só os tontinhos é que votam branco ou nulo. Por esse mesmo motivo, estive também para não contar com os votos no Louçã, mas o Carcaça punha-se a refilar.
PSP: Por falar em Carcaça: esse gajo deve estar à espera que saiam as sondagens todas antes de meter aqui o palpite. Deve andar a ler tudo o que é artigo de jornal e blog de estatísticas para ver se ganha lá o jantar grátis! O Ernesto, esse, presumo que ainda não meteu os palpites porque ainda está a ter explicações de contas de somar.
XBox 360: Alguém consegue arranjar uma cópia daquela telefoto que sai na página 12 do PÚBLICO de hoje, com a cara do Grande Líder do Progresso e Modernidade, Oráculo de Boliqueime, Paizinho de Todos os Povos, Salvador e Redentor da Pátria, Novo Avançado do Benfica e Comedor de Bolo-Rei com a Boca Aberta quando lhe deram a notícia de que o Santana já não gosta dele? Essa foto é impagável. Se alguém a arranjar, eu ponho-a no meu desktop.
Contra-adenda à adenda do Cablogus
Oh Calborgue, não percebeste nada. Os brancos e os nulos incluem-se, só que não se contam. Então é assim: as previsões para os seis candidatos não têm de dar 100. Há uma margem para brancos e nulos, e é assim que os resultados normalmente são apresentados. Mas para efeitos de apurar o vencedor, os brancos e os nulos não contam. Não é preciso fazer apostas para brancos e nulos.
Portanto, prestem atenção: as previsões fazem-se contando com brancos e nulos. Mas nas contas finais, só se contabiliza os pontos dos palpites nos seis candidatos.
Em termos muito simples: Os votos brancos e nulos contam, só que não contam. Percebido?
PS: Coitado do Carlsberg, imagino que tenhas passado a manhã inteira a fazer continhas com a máquina de calcular para aquelas percentagens todas darem 100!
PS2: As regras do Grande Jogo das Presidenciais Núcleo não incluem brancos nem nulos porque eu acho essa merda de votar branco ou nulo um bocado apanascada. Só os tontinhos é que votam branco ou nulo. Por esse mesmo motivo, estive também para não contar com os votos no Louçã, mas o Carcaça punha-se a refilar.
PSP: Por falar em Carcaça: esse gajo deve estar à espera que saiam as sondagens todas antes de meter aqui o palpite. Deve andar a ler tudo o que é artigo de jornal e blog de estatísticas para ver se ganha lá o jantar grátis! O Ernesto, esse, presumo que ainda não meteu os palpites porque ainda está a ter explicações de contas de somar.
XBox 360: Alguém consegue arranjar uma cópia daquela telefoto que sai na página 12 do PÚBLICO de hoje, com a cara do Grande Líder do Progresso e Modernidade, Oráculo de Boliqueime, Paizinho de Todos os Povos, Salvador e Redentor da Pátria, Novo Avançado do Benfica e Comedor de Bolo-Rei com a Boca Aberta quando lhe deram a notícia de que o Santana já não gosta dele? Essa foto é impagável. Se alguém a arranjar, eu ponho-a no meu desktop.
Ai essa matemática
Grande Jogo das Presidenciais do Núcleo (adenda)
O que vale é que todos saíram da Faculdade de Letras. A soma dos votos vaticinados pelo Vostra e pelo Tiberius somam, respectivamente 98,6 e 98 por cento, esquecendo o pormenor das percentagens (como o nome indica) obriga a que se chegue a cem.
Sejamos rigorosos. Ou não se incluem os brancos e nulos (como propõe o Tiberius) e converte-se a amostragem em valores de percentagem sobre cem ou então incluem-se esses dados como fez o grande zizou. E eu terei de incluir os meus prognósticos de nulos e brancos, bem como os dois cromos já aduzidos.
Agora misturar as duas coisas é que não. Porque a contabilidade do jantar obriga a que sejamos rigorosos e se refaçam as contas. E eu não aceito tecto orçamental para a conta.
Mais dúvidas contactar o Pedro que ele explica.
De qualquer modo Deus Nosso Senhor na Terra, Iluminador dos Povos, Farol dos Pobres e Vergastador dos Impuros, Construtor de Pontes para o Futuro, Levando Portugal Directamente Para o Século XXII vai ganhar já à primeira.
Grande Jogo das Presidenciais do Núcleo (adenda)
O que vale é que todos saíram da Faculdade de Letras. A soma dos votos vaticinados pelo Vostra e pelo Tiberius somam, respectivamente 98,6 e 98 por cento, esquecendo o pormenor das percentagens (como o nome indica) obriga a que se chegue a cem.
Sejamos rigorosos. Ou não se incluem os brancos e nulos (como propõe o Tiberius) e converte-se a amostragem em valores de percentagem sobre cem ou então incluem-se esses dados como fez o grande zizou. E eu terei de incluir os meus prognósticos de nulos e brancos, bem como os dois cromos já aduzidos.
Agora misturar as duas coisas é que não. Porque a contabilidade do jantar obriga a que sejamos rigorosos e se refaçam as contas. E eu não aceito tecto orçamental para a conta.
Mais dúvidas contactar o Pedro que ele explica.
De qualquer modo Deus Nosso Senhor na Terra, Iluminador dos Povos, Farol dos Pobres e Vergastador dos Impuros, Construtor de Pontes para o Futuro, Levando Portugal Directamente Para o Século XXII vai ganhar já à primeira.
A maquilhagem resolve tudo (ou então é a bebida)
à porta de um tribunal do centro do país, onde estão a ser ouvidos suspeitos de lenocínio e tráfico de mulheres cheguei a duas conclusões. Somente duas porque o gelo da noite congelou quase todos os neurónios, restando apenas o hipotálamo, o bolbo raquidiano e parte do cerebelo a funcionar.
1 - Todos podemos ser acusados de lenocínio. Basta olharmos para uma gaja e pensarmos em convidá-la para um copo de modo a obtermos um "acto sexual de relevo". A tipologia do crime é tão vasta que o fomento da prostituição pode envolver mesmo os clientes das casas de putas, ao mesmo nível que os seus proprietários.
2 - Elas são feias. Inacreditavelmente feias. De casaco, em frente ao tribunal às dez da manhã. A noite, a droga nas bebidas e o desejo desesperado de líbido fazem o resto da moldura que as transfigura quando estamos nesses espaços comerciais. Isso sem falar do poste colocado no centro do palco.
Esta conclusão leva-me a uma terceira premissa: todas as mulheres portuguesas têm condições para ser putas, desde que bem arranjadas. A sério: aquelas brasileiras em quase nada se distinguiam das portuguesas funcionárias dos juízos judiciais. Nesse sentido, proponho que se comece a instalar postes em cima dos balcões das repartições públicas ou outro serviços do Estado. Todos nós iríamos lá com gosto e com prazer. Mas com a idade de reforma aos 35 anos e consumo mínimo à entrada.
à porta de um tribunal do centro do país, onde estão a ser ouvidos suspeitos de lenocínio e tráfico de mulheres cheguei a duas conclusões. Somente duas porque o gelo da noite congelou quase todos os neurónios, restando apenas o hipotálamo, o bolbo raquidiano e parte do cerebelo a funcionar.
1 - Todos podemos ser acusados de lenocínio. Basta olharmos para uma gaja e pensarmos em convidá-la para um copo de modo a obtermos um "acto sexual de relevo". A tipologia do crime é tão vasta que o fomento da prostituição pode envolver mesmo os clientes das casas de putas, ao mesmo nível que os seus proprietários.
2 - Elas são feias. Inacreditavelmente feias. De casaco, em frente ao tribunal às dez da manhã. A noite, a droga nas bebidas e o desejo desesperado de líbido fazem o resto da moldura que as transfigura quando estamos nesses espaços comerciais. Isso sem falar do poste colocado no centro do palco.
Esta conclusão leva-me a uma terceira premissa: todas as mulheres portuguesas têm condições para ser putas, desde que bem arranjadas. A sério: aquelas brasileiras em quase nada se distinguiam das portuguesas funcionárias dos juízos judiciais. Nesse sentido, proponho que se comece a instalar postes em cima dos balcões das repartições públicas ou outro serviços do Estado. Todos nós iríamos lá com gosto e com prazer. Mas com a idade de reforma aos 35 anos e consumo mínimo à entrada.
Eu cavaquista me confesso....
Cavaco Silva: 56,4 por cento
Manuel Alegre: 17,1 por cento
Mário Soares: 13,1 por cento
Jerónimo de Sousa: 6,9 por cento
Francisco Louçã: 5,9 por cento
Garcia Pereira: 0,6 por cento
Abstenção: Na ordem dos 45 por cento. Acima das legislativas mas abaixo das autárquicas.
Só tenho pena do Manuel João ou do José Maria Martins não serem candidatos
Cavaco Silva: 56,4 por cento
Manuel Alegre: 17,1 por cento
Mário Soares: 13,1 por cento
Jerónimo de Sousa: 6,9 por cento
Francisco Louçã: 5,9 por cento
Garcia Pereira: 0,6 por cento
Abstenção: Na ordem dos 45 por cento. Acima das legislativas mas abaixo das autárquicas.
Só tenho pena do Manuel João ou do José Maria Martins não serem candidatos
quarta-feira, janeiro 11, 2006
O grande jogo das presidenciais Núcleo

Profecia infalível de Vostradeis:
Cavaco 51,1
Soares 19,6
Alegre 11,8
Jerónimo 8,5
Louçã 6,1
Garcia Pereira 0,9
Comentário-interlúdio sobre o "Caso Kariaka": Vindo de um russo, que ainda deve ter algumas memórias da União Soviética, dá para ter uma ideia de como está Portugal!
Posfácio musical com tributo à maior banda de todos os tempos:
Profecia infalível de Vostradeis:
Cavaco 51,1
Soares 19,6
Alegre 11,8
Jerónimo 8,5
Louçã 6,1
Garcia Pereira 0,9
Comentário-interlúdio sobre o "Caso Kariaka": Vindo de um russo, que ainda deve ter algumas memórias da União Soviética, dá para ter uma ideia de como está Portugal!
Posfácio musical com tributo à maior banda de todos os tempos:
terça-feira, janeiro 10, 2006
Karrega-lhe, Kariaka!
O Kariaka quer ir-se embora. Bom, eu se estivesse no coio de malfeitores onde ele foi parar, também me queria ir embora. Mas este post não tem a ver com bola.
O que é interessante é a parte que vem no fim da notícia, em que se pode ver a opinião de um estrangeiro sobre esta terra.
Isto é o que o Kariaka tem para dizer sobre a nação:
Portugal é um país atrasado e penso que Lisboa está 20 anos atrás de Moscovo. Lisboa, a grande cidade (risos).
A minha filha tem três anos e oito meses e, nesta cidade enorme, não há jardins ou zonas para as crianças brincarem. Sabe onde as crianças passeam? Em zonas asfaltadas, rodeada por paredes. Em vez dos brinquedos tradicionais, as crianças aqui ficam sentadas à frente da televisão
Portugal é um país excessivamente burocrático. Quando envolve documentos, dá sempre problema.
O Kariaka quer ir-se embora. Bom, eu se estivesse no coio de malfeitores onde ele foi parar, também me queria ir embora. Mas este post não tem a ver com bola.
O que é interessante é a parte que vem no fim da notícia, em que se pode ver a opinião de um estrangeiro sobre esta terra.
Isto é o que o Kariaka tem para dizer sobre a nação:
Portugal é um país atrasado e penso que Lisboa está 20 anos atrás de Moscovo. Lisboa, a grande cidade (risos).
A minha filha tem três anos e oito meses e, nesta cidade enorme, não há jardins ou zonas para as crianças brincarem. Sabe onde as crianças passeam? Em zonas asfaltadas, rodeada por paredes. Em vez dos brinquedos tradicionais, as crianças aqui ficam sentadas à frente da televisão
Portugal é um país excessivamente burocrático. Quando envolve documentos, dá sempre problema.
O grande jogo das presidenciais Núcleo
Cavaco 54,3
Soares 18,1
Alegre 12,6
Jerónimo 8,0
Louçã 4,8
Garcia Pereira 0,8
Nota
Regras do GRANDE JOGO DAS PRESIDENCIAIS NÚCLEO:
cada um dos durões manda um palpite dos resultados. Tipo, Cavaco 60,5 por cento, Soares 14,3 por cento, etc. Cada um mete os seus palpites no blog. Depois faz-se as contas com o resultado final. O tipo que errar por menos tem direito a comer e beber à borla no próximo jantar do Núcleo.
Para os durões mais aversos a números (Carcaça) ou mais lentos de raciocínio (Ernesto): eu apostei que o Cavaco tem 54,3 por cento, e o Garcia Pereira tem 0,8. Se na noite das eleições a cavacal figura acabar com 52,1, isso dá 2,2 pontos negativos para mim, e se o Garcia Pereira tiver 10 por cento, isso dá mais 9,2 pontos negativos. Soma-se os pontos negativos todos, quem tiver menos ganha. Percebido? Deixa lá Ernesto, eu depois explico melhor.
Outra nota:
Se for o Cablogue a ganhar, tem de se meter um limite à despesa.
Ainda mais uma nota:
Um tal de "Rui Cunha", que eu não conheço de lado nenhum, depositou os votos do Zizou. Mas inclui previsões para brancos e nulos, o que não é necessário. Estou-me nas tintas para os brancos e para os nulos. As contas finais fazem-se só com os seis candidatos. Não é preciso palpites para brancos e nulos.
E ainda mais outra nota, é a última:
Quem não apostar tem de pagar um jantar a toda a gente. Regras são regras.
Cavaco 54,3
Soares 18,1
Alegre 12,6
Jerónimo 8,0
Louçã 4,8
Garcia Pereira 0,8
Nota
Regras do GRANDE JOGO DAS PRESIDENCIAIS NÚCLEO:
cada um dos durões manda um palpite dos resultados. Tipo, Cavaco 60,5 por cento, Soares 14,3 por cento, etc. Cada um mete os seus palpites no blog. Depois faz-se as contas com o resultado final. O tipo que errar por menos tem direito a comer e beber à borla no próximo jantar do Núcleo.
Para os durões mais aversos a números (Carcaça) ou mais lentos de raciocínio (Ernesto): eu apostei que o Cavaco tem 54,3 por cento, e o Garcia Pereira tem 0,8. Se na noite das eleições a cavacal figura acabar com 52,1, isso dá 2,2 pontos negativos para mim, e se o Garcia Pereira tiver 10 por cento, isso dá mais 9,2 pontos negativos. Soma-se os pontos negativos todos, quem tiver menos ganha. Percebido? Deixa lá Ernesto, eu depois explico melhor.
Outra nota:
Se for o Cablogue a ganhar, tem de se meter um limite à despesa.
Ainda mais uma nota:
Um tal de "Rui Cunha", que eu não conheço de lado nenhum, depositou os votos do Zizou. Mas inclui previsões para brancos e nulos, o que não é necessário. Estou-me nas tintas para os brancos e para os nulos. As contas finais fazem-se só com os seis candidatos. Não é preciso palpites para brancos e nulos.
E ainda mais outra nota, é a última:
Quem não apostar tem de pagar um jantar a toda a gente. Regras são regras.
Não gosto de touradas
Bem sei que tenho estado fora tempo demais. Isso é simples de justificar. Não me apeteceu. Nem achei que tinha nada de especial para dizer. Não é nenhum bloqueio ou preguiça, porque passo horas no computador e poderia ter arranjado tempo para escrever alguma coisa.
Apesar de todos os lugares-comuns que se costumam repetir nos regressos dos blogueiros que se afastam destas lides, não quero que pensem que me sinto triste por não ter participado. Poderia escrever que era um leitor atento do blogue mas nem isso posso confessar porque grande parte das coisas passou por mim como o Wender pelo Sporting. Também não foi coisa que me preocupasse por aí além porque eu sempre fui calão e todas as desculpas serviram de subterfúgio para me justificar.
Cheguei mesmo a não ver a página durante semanas para não me cansar com recriminações morais. É que eu de moral tenho muito pouco excepto a mania de ser um moralista. Isto é muito complicado, principalmente para quem como eu, gosta de arranjar desculpas para tudo aquilo que não faço. Exemplo disso é a minha possível grande carreira como jogador de andebol, que foi anulada aos 12 anos depois de um treino em que fiquei com o dedo mindinho a abanar depois de um passe/remate mais violento do ponta-esquerda.
Desde então, com receio moral de danificar de modo permanente a falangeta do mindinho esquerdo abdiquei de ser um novo Ricardo Andorinho ou Carlos Galambas, preferindo seguir na bancada os jogos do meu ACS, grande escola de porrada e de jogadores de andebol, por esta ordem de grandeza. Agora, quando encontro na rua os meus colegas de então, vejo que perdi montes de gajas no currículo e só equilibrei a relação comercial no consumo de cerveja. A diferença (nítida para os olhos mais atentos) é na barriga: a deles é mais esférica, com um alargamento acentuado ao nível do duodeno enquanto que a minha é mais oval, iniciando o percurso elíptico a partir do diafragma, sinal de um estômago já dilatado e sem remissão de pecados passados.
Agora, vou tentar mais um regresso às lides blogueiras sem grandes esperanças. Sei que não terei a capacidade e a perseverança dos meus colegas de página pelo que este afrontamento (como acontece com as gajas) poderá durar poucos dias ou poucas horas. O tempo o dirá. Pelo meio é mais uma tentativa de regresso antes do silêncio.
Bem sei que tenho estado fora tempo demais. Isso é simples de justificar. Não me apeteceu. Nem achei que tinha nada de especial para dizer. Não é nenhum bloqueio ou preguiça, porque passo horas no computador e poderia ter arranjado tempo para escrever alguma coisa.
Apesar de todos os lugares-comuns que se costumam repetir nos regressos dos blogueiros que se afastam destas lides, não quero que pensem que me sinto triste por não ter participado. Poderia escrever que era um leitor atento do blogue mas nem isso posso confessar porque grande parte das coisas passou por mim como o Wender pelo Sporting. Também não foi coisa que me preocupasse por aí além porque eu sempre fui calão e todas as desculpas serviram de subterfúgio para me justificar.
Cheguei mesmo a não ver a página durante semanas para não me cansar com recriminações morais. É que eu de moral tenho muito pouco excepto a mania de ser um moralista. Isto é muito complicado, principalmente para quem como eu, gosta de arranjar desculpas para tudo aquilo que não faço. Exemplo disso é a minha possível grande carreira como jogador de andebol, que foi anulada aos 12 anos depois de um treino em que fiquei com o dedo mindinho a abanar depois de um passe/remate mais violento do ponta-esquerda.
Desde então, com receio moral de danificar de modo permanente a falangeta do mindinho esquerdo abdiquei de ser um novo Ricardo Andorinho ou Carlos Galambas, preferindo seguir na bancada os jogos do meu ACS, grande escola de porrada e de jogadores de andebol, por esta ordem de grandeza. Agora, quando encontro na rua os meus colegas de então, vejo que perdi montes de gajas no currículo e só equilibrei a relação comercial no consumo de cerveja. A diferença (nítida para os olhos mais atentos) é na barriga: a deles é mais esférica, com um alargamento acentuado ao nível do duodeno enquanto que a minha é mais oval, iniciando o percurso elíptico a partir do diafragma, sinal de um estômago já dilatado e sem remissão de pecados passados.
Agora, vou tentar mais um regresso às lides blogueiras sem grandes esperanças. Sei que não terei a capacidade e a perseverança dos meus colegas de página pelo que este afrontamento (como acontece com as gajas) poderá durar poucos dias ou poucas horas. O tempo o dirá. Pelo meio é mais uma tentativa de regresso antes do silêncio.
sexta-feira, janeiro 06, 2006
Escutas do Núcleo
(mais um diálogo no período laboral de um escritório lisboeta. Constatação: não se trabalha muito nesse escritório lisboeta)
Ernesto: Então, oh [indivíduo de um blog daqueles a sério, dos que fazem parte do diálogo nacional], andas a peidar-te por todo o lado!
indivíduo de um blog daqueles a sério, dos que fazem parte do diálogo nacional: [?!?!??]
Ernesto: É o que diz toda a gente! Por isso é que não vem ninguém ter contigo!
Indivíduo, etc.: Ah, isso é uma piada àquilo das feijoadas.
Ernesto: Isto agora o que está a dar é o feijão. É como os pastéis de feijão do Soares.
[Vários minutos de conversa sem grandes motivos de interesse sobre as presidenciais]
Indivíduo, etc (apontando para Tiberius): Este gajo também faz parte do vosso blog?
Ernesto: Faz, faz.
Indivíduo, etc: Já não vou lá há muito tempo. Também, vocês só falam uns para os outros.
Ernesto: Não, eu não, eu escrevo posts para ser citado pelo JPP! Isso é este gajo! Ainda hoje meteu lá outro post desses! Ainda para mais, as gajas eram boas, mas estavam desfocadas.
Tiberius: O nosso blog é diferente. Não é como o vosso. A maioria dos blogs passam a vida a dizer mal dos gajos dos outros blogs; no Núcleo, só dizemos mal uns dos outros.
[Ernesto e o Indivíduo, etc. saem de cena. Tiberius fica sozinho, a ruminar, murmurando em voz baixa e meio alienada, tipo o Gollum do Senhor dos Anéis]
Tiberius: Este Indivíduo, etc. tem um blog com milhões de visitas diárias... Talvez consiga meter-lhe uma cunha para ele fazer um link para o post a denunciar o Vostra... Talvez o convença a denunciar o Fiel Monte de Merda... Vou conseguir expor o Vostra e a Fiel Bosta perante uma audiência nacional... A Fiel Bosta será destruída... [riso alucinado]
(mais um diálogo no período laboral de um escritório lisboeta. Constatação: não se trabalha muito nesse escritório lisboeta)
Ernesto: Então, oh [indivíduo de um blog daqueles a sério, dos que fazem parte do diálogo nacional], andas a peidar-te por todo o lado!
indivíduo de um blog daqueles a sério, dos que fazem parte do diálogo nacional: [?!?!??]
Ernesto: É o que diz toda a gente! Por isso é que não vem ninguém ter contigo!
Indivíduo, etc.: Ah, isso é uma piada àquilo das feijoadas.
Ernesto: Isto agora o que está a dar é o feijão. É como os pastéis de feijão do Soares.
[Vários minutos de conversa sem grandes motivos de interesse sobre as presidenciais]
Indivíduo, etc (apontando para Tiberius): Este gajo também faz parte do vosso blog?
Ernesto: Faz, faz.
Indivíduo, etc: Já não vou lá há muito tempo. Também, vocês só falam uns para os outros.
Ernesto: Não, eu não, eu escrevo posts para ser citado pelo JPP! Isso é este gajo! Ainda hoje meteu lá outro post desses! Ainda para mais, as gajas eram boas, mas estavam desfocadas.
Tiberius: O nosso blog é diferente. Não é como o vosso. A maioria dos blogs passam a vida a dizer mal dos gajos dos outros blogs; no Núcleo, só dizemos mal uns dos outros.
[Ernesto e o Indivíduo, etc. saem de cena. Tiberius fica sozinho, a ruminar, murmurando em voz baixa e meio alienada, tipo o Gollum do Senhor dos Anéis]
Tiberius: Este Indivíduo, etc. tem um blog com milhões de visitas diárias... Talvez consiga meter-lhe uma cunha para ele fazer um link para o post a denunciar o Vostra... Talvez o convença a denunciar o Fiel Monte de Merda... Vou conseguir expor o Vostra e a Fiel Bosta perante uma audiência nacional... A Fiel Bosta será destruída... [riso alucinado]
Escutas do Núcleo
(diálogo no período laboral de um escritório lisboeta)
Tiberius: Viste a ensaboela que eu te dei a ti e ao sacana do Vostra, viste, viste? Heh heh heh heh!!
Ernesto: Um, uh...
Tiberius: E aquela parte em que eu te chamo a ti pateta e ao Vostra salafrário? Hah hahahah!
Ernesto: (...)
Tiberius: Porque está lá tudo! Está lá tudo! Tu e o Vostra foram desmascarados, des-mas-ca-ra-dos!
Ernesto: Uh, bem, sabes que eu nem vi o fil...
Tiberius: Uma sova das antigas! Nem o Antero batia tanto no Castilho! Vocês amanhã nem saem à rua de vergonha!
Ernesto: (...)
Tiberius (olhar desconfiado): Tu só olhaste para as fotos, não foi?
Ernesto: (...)
Tiberius (excitado): Oh merda! Então eu gastei vinte minutos a escrever aquela merda, a desancar com toda a força e...
Ernesto: Tu não gostas do filme, o Vostra gosta. E quem te conhece já sabes que tu tens os teus preconceitos ideológicos e...
Tiberius (gesticulante): Mas isso está lá tudo! Está lá tudo! Vem no parágrafo 21, linha 3, essa argumentação toda desmontada, está lá escrito, o Lord of War...
Ernesto: Pois, mas não convences ninguém.
Tiberius (desesperado, elevando a voz): Mas o filme é uma merda! Uma MERDA TOTAL, UMA POIA DE TODO O TAMANHO, UM DEJECTO FEDORENTO, UMA CAGADA...
Ernesto: Olha, eu tenho de ir à casa de banho, acho que os directores já foram todos, pode ser que agora tenha vez.
Tiberius: (...)
Ernesto: A ideia das fotos era gira. [Olha à sua volta, vê o chefe]. Oh bolas, tenho de ir trabalho.
Tiberius (resmungando entredentes): grrrrmblb o Vostra... hmmmf porcaria pretenciosa... grrmbl merda total de filme...
Ernesto: No teu andar as pessoas também vão à casa de banho?
(diálogo no período laboral de um escritório lisboeta)
Tiberius: Viste a ensaboela que eu te dei a ti e ao sacana do Vostra, viste, viste? Heh heh heh heh!!
Ernesto: Um, uh...
Tiberius: E aquela parte em que eu te chamo a ti pateta e ao Vostra salafrário? Hah hahahah!
Ernesto: (...)
Tiberius: Porque está lá tudo! Está lá tudo! Tu e o Vostra foram desmascarados, des-mas-ca-ra-dos!
Ernesto: Uh, bem, sabes que eu nem vi o fil...
Tiberius: Uma sova das antigas! Nem o Antero batia tanto no Castilho! Vocês amanhã nem saem à rua de vergonha!
Ernesto: (...)
Tiberius (olhar desconfiado): Tu só olhaste para as fotos, não foi?
Ernesto: (...)
Tiberius (excitado): Oh merda! Então eu gastei vinte minutos a escrever aquela merda, a desancar com toda a força e...
Ernesto: Tu não gostas do filme, o Vostra gosta. E quem te conhece já sabes que tu tens os teus preconceitos ideológicos e...
Tiberius (gesticulante): Mas isso está lá tudo! Está lá tudo! Vem no parágrafo 21, linha 3, essa argumentação toda desmontada, está lá escrito, o Lord of War...
Ernesto: Pois, mas não convences ninguém.
Tiberius (desesperado, elevando a voz): Mas o filme é uma merda! Uma MERDA TOTAL, UMA POIA DE TODO O TAMANHO, UM DEJECTO FEDORENTO, UMA CAGADA...
Ernesto: Olha, eu tenho de ir à casa de banho, acho que os directores já foram todos, pode ser que agora tenha vez.
Tiberius: (...)
Ernesto: A ideia das fotos era gira. [Olha à sua volta, vê o chefe]. Oh bolas, tenho de ir trabalho.
Tiberius (resmungando entredentes): grrrrmblb o Vostra... hmmmf porcaria pretenciosa... grrmbl merda total de filme...
Ernesto: No teu andar as pessoas também vão à casa de banho?
O Fiel Monte de Merda III: A Sentença Final
(ou: vamos enterrar de vez este filme de bosta, o lacaio das multinacionais Vostra e o seu assecla Ernesto)
O tenebroso Vostra, em conluio com as multinacionais Blogger e Microsoft, conspirou para a censura da primeira versão da minha demolição dessa bosta malcheirosa que é o Fiel Jardineiro. Mas ninguém pode calar a verdade.
O assunto, é certo, já chateia. Embora não seja tão chato como essa verruga em celulóide que é o Fiel Jardineiro. Mas em atenção aos leitores, vou intercalar este julgamento sumário do Fiel Monte de Merda e dos seus sequazes Vostra e Ernesto com imagens do último catálogo da Victoria's Secret.

O filme é mau. É muito mau. A podridão começa pelo argumento, que é construído à volta do tipo de "surpresas" e "revelações" que fazem revirar os olhos. Todos os truques mais rascas de filme série Z são usados. Por exemplo:
-os heróis da fita estão constantemente a "descobrir" cartas e documentos onde os vilões fizeram o favor de explicar detalhadamente as suas vilanias.
-há uma cena em que é preciso entrar num site protegido por password. Como é que o nosso herói faz? Abre o catálogo dos clichés de argumentistas preguiçosos e saca de lá um puto de 14 anos que é perito em informática. Evidentemente, o puto de 14 anos ADIVINHA a password logo à primeira.
-parte da "história" gira à volta de o nosso herói ter suspeitas de que a mulher o está a trair com um médico. Como é que o filme tranquiliza os espectadores? Ora, basta mostrar uma foto que prova que o médico é gay.

Os actores são muito maus. O Ralph Fiennes (que é normalmente excelente, mas não aqui) parece o Keanu Reeves. Ou um tronco de árvore. Ou uma tábua de engomar. A Rachel Weisz é histérica, estridente, irritante.
Os papéis secundários não são melhores. Dois actores ingleses muito estimáveis, Gerald McSorley e Bill Nighy, fazem de capitalista inglês e de lorde inglês. São péssimos. As personagens deles são estereótipos que já nem a propaganda do PC teria coragem de usar. Fumam charutos, jogam golfe, fazem caras de mau. Só lhes falta ter cartolas e dizer "exxxxxxxxcelent" como o Monty Burns dos Simpsons.

A realização parece saída de um concurso de vídeos de heavy metal da Junta de Freguesia da Baixa da Banheira. A câmara anda aos solavancos. Quando está parada não há maneira de estar num ângulo que dê para ver os actores decentemente. A montagem é aleatória. Há flashbacks a torto e a direito e a despropósito. As cores são tão saturadas que não se consegue ver nada na maior parte das cenas.
O Fernando Meirelles fez um grande filme. O Cidade de Deus é mesmo muito bom. Mas no Cidade de Deus os truques de videoclip transmitiam o caos, a violência, a intensidade da favela. Aqui, é tudo gratuito. É tudo fogos de artifício para iludir os patetas (Vostra e Ernesto).

A maior parte do filme passa-se em África. Mas nenhum africano tem direito a ser mais que figurante. Não há uma única personagem africana no filme com mais complexidade que os capangas do mau que o Bond mata à dúzia nos filmes dele.
Pior: o filme assume o pior tipo de racismo paternalista, o que presume que todos os males de África são causados por Brancos Maus, e que quem os pode curar são os Brancos Bons. Não concede aos africanos a dignidade de ter a responsabilidade pelos seus problemas.
Trata-os como os politicamente correctos na América, como vítimas, como inocentes. "Coitadinhos dos africanos, que são tão pobrezinhos, tão ingénuos, tão alegres, parecem crianças." É mais ou menos a atitude que o Salazar (amigo de infância do Vostra) tinha para as ex-colónias.

Mas o crime pior do Fiel Jardineiro não é ser um mau filme. Disso há muito. O problema é que é um mau filme (muito mau) que se julga um FILME IMPORTANTE. Um FILME COM MENSAGEM. Um filme pomposo, pretencioso.
Como tem uns tiques políticos muito bem-pensantes e antiglobalizantes, o Fiel Jardineiro presume que está imune a críticas. Há uma cena logo ao início que mostra bem o tipo de raciocínio, de desonestidade intelectual, que preside a esta bosta fumegante.

O herói está a dar uma aula de relações internacionais em Londres. Não está a dizer nada de especial nem sequer de controverso. Eis que na plateia está a nossa heroína, que se levanta aos berros (não exagero: aos berros) e a despropósito começa a dizer "então e o Iraque? E o Bush? E a agressão imperialista?".
Como a aula acaba, os colegas levantam-se e ficam a olhar para ela com cara de maluquinha, enquanto ela continua a arengar, aos gritos em cima de uma mesa.

E qual é o ponto de vista do filme sobre esta cena? É que esta doida furiosa é uma idealista cheia de coragem. Uma combatente pela liberdade.
O filme quer-nos vender a ideia de que começar aos gritos, insultar um professor (ainda por cima, um mero assistente a dar uma aula de substituição) e querer matraquear ideias políticas a um conjunto de estudantes é algo de perfeitamente lícito e louvável e não o comportamento de um fanático alucinado.
O filme quer fingir que as coisas que a maluquinha está a dizer em Londres são coisas muito revolucionárias e corajosas - embora sejam a opinião de 90 por cento dos ingleses e do resto dos europeus.

E é essa a lógica dos energúmenos Vostra e Ernesto. O filme é antiglobalização e anti-Ocidente e anticapitalismo, portanto deve ser bom.
Mais: quem se atreva a dizer mal do filme está, evidentemente, a dizer mal por motivos políticos. O palermóide Ernesto, na sua ganância de lamber botas ao webmaster cá do sítio, vem logo falar da "fé irredutível de Tiberius na economia neoliberal e na respeitabilidade das multinacionais".
Não é verdade. Posso não concordar com a "mensagem" do Fiel Jardineiro - e não concordo, o nível intelectual das ideias políticas do filme é sub-Bloco de Esquerda. Mas esse não é o problema do filme. O problema é que o fiel é UMA VALENTE MERDA.

Se eu fosse chatear-me desta maneira com todos os filmes politizados e anticapitalismo, estava tramado. Não podia ir ao cinema. Hollywood agora deu-lhe para o político e é um novo todas as semanas. Eu não tenho problemas com filmes politizados, nem sequer com filmes com ideias de que eu discordo. Tenho problemas com filmes que são UMA MERDA.
Um dos meus filmes favoritos é um filme anti-capitalismo. Ao mesmo tempo que o Fiel Monte de Esterco esteve nas salas também passou um filme vindo do mesmo quadrante ideológico, o Lord of War.

Também não concordo com a ideologia do Lord of War (a treta simplista do costume: os traficantes de armas são muito feios, e o Ocidente é muito feio por vender armas), mas o filme é brilhante.
Exemplo limite: o Fahrenheit 9/11. Acho o filme e o seu autor uns demagogos manipuladores e mentirosos. Mas o filme é giro! Está bem feito! Um gajo ri-se! Não digo mal do dinheiro que paguei para o ver. Enquanto o Fiel Jardineiro é uma MERDA TOTAL.

Veredicto final: o Fiel Jardineiro, para quem não tenha prestado atenção, é UMA MERDA. O Vostra é UM SALAFRÁRIO. O Ernesto é UM PATETA. O Fernando Meirelles fica em liberdade condicional porque o Cidade de Deus é mesmo muito bom, mas ele que não se atreva a fazer mais MERDAS DESTAS.

Morte ao Fiel Jardineiro e a quem o apoiar! Morra o Vostra! Pim!
(ou: vamos enterrar de vez este filme de bosta, o lacaio das multinacionais Vostra e o seu assecla Ernesto)
O tenebroso Vostra, em conluio com as multinacionais Blogger e Microsoft, conspirou para a censura da primeira versão da minha demolição dessa bosta malcheirosa que é o Fiel Jardineiro. Mas ninguém pode calar a verdade.
O assunto, é certo, já chateia. Embora não seja tão chato como essa verruga em celulóide que é o Fiel Jardineiro. Mas em atenção aos leitores, vou intercalar este julgamento sumário do Fiel Monte de Merda e dos seus sequazes Vostra e Ernesto com imagens do último catálogo da Victoria's Secret.
O filme é mau. É muito mau. A podridão começa pelo argumento, que é construído à volta do tipo de "surpresas" e "revelações" que fazem revirar os olhos. Todos os truques mais rascas de filme série Z são usados. Por exemplo:
-os heróis da fita estão constantemente a "descobrir" cartas e documentos onde os vilões fizeram o favor de explicar detalhadamente as suas vilanias.
-há uma cena em que é preciso entrar num site protegido por password. Como é que o nosso herói faz? Abre o catálogo dos clichés de argumentistas preguiçosos e saca de lá um puto de 14 anos que é perito em informática. Evidentemente, o puto de 14 anos ADIVINHA a password logo à primeira.
-parte da "história" gira à volta de o nosso herói ter suspeitas de que a mulher o está a trair com um médico. Como é que o filme tranquiliza os espectadores? Ora, basta mostrar uma foto que prova que o médico é gay.
Os actores são muito maus. O Ralph Fiennes (que é normalmente excelente, mas não aqui) parece o Keanu Reeves. Ou um tronco de árvore. Ou uma tábua de engomar. A Rachel Weisz é histérica, estridente, irritante.
Os papéis secundários não são melhores. Dois actores ingleses muito estimáveis, Gerald McSorley e Bill Nighy, fazem de capitalista inglês e de lorde inglês. São péssimos. As personagens deles são estereótipos que já nem a propaganda do PC teria coragem de usar. Fumam charutos, jogam golfe, fazem caras de mau. Só lhes falta ter cartolas e dizer "exxxxxxxxcelent" como o Monty Burns dos Simpsons.
A realização parece saída de um concurso de vídeos de heavy metal da Junta de Freguesia da Baixa da Banheira. A câmara anda aos solavancos. Quando está parada não há maneira de estar num ângulo que dê para ver os actores decentemente. A montagem é aleatória. Há flashbacks a torto e a direito e a despropósito. As cores são tão saturadas que não se consegue ver nada na maior parte das cenas.
O Fernando Meirelles fez um grande filme. O Cidade de Deus é mesmo muito bom. Mas no Cidade de Deus os truques de videoclip transmitiam o caos, a violência, a intensidade da favela. Aqui, é tudo gratuito. É tudo fogos de artifício para iludir os patetas (Vostra e Ernesto).
A maior parte do filme passa-se em África. Mas nenhum africano tem direito a ser mais que figurante. Não há uma única personagem africana no filme com mais complexidade que os capangas do mau que o Bond mata à dúzia nos filmes dele.
Pior: o filme assume o pior tipo de racismo paternalista, o que presume que todos os males de África são causados por Brancos Maus, e que quem os pode curar são os Brancos Bons. Não concede aos africanos a dignidade de ter a responsabilidade pelos seus problemas.
Trata-os como os politicamente correctos na América, como vítimas, como inocentes. "Coitadinhos dos africanos, que são tão pobrezinhos, tão ingénuos, tão alegres, parecem crianças." É mais ou menos a atitude que o Salazar (amigo de infância do Vostra) tinha para as ex-colónias.
Mas o crime pior do Fiel Jardineiro não é ser um mau filme. Disso há muito. O problema é que é um mau filme (muito mau) que se julga um FILME IMPORTANTE. Um FILME COM MENSAGEM. Um filme pomposo, pretencioso.
Como tem uns tiques políticos muito bem-pensantes e antiglobalizantes, o Fiel Jardineiro presume que está imune a críticas. Há uma cena logo ao início que mostra bem o tipo de raciocínio, de desonestidade intelectual, que preside a esta bosta fumegante.
O herói está a dar uma aula de relações internacionais em Londres. Não está a dizer nada de especial nem sequer de controverso. Eis que na plateia está a nossa heroína, que se levanta aos berros (não exagero: aos berros) e a despropósito começa a dizer "então e o Iraque? E o Bush? E a agressão imperialista?".
Como a aula acaba, os colegas levantam-se e ficam a olhar para ela com cara de maluquinha, enquanto ela continua a arengar, aos gritos em cima de uma mesa.
E qual é o ponto de vista do filme sobre esta cena? É que esta doida furiosa é uma idealista cheia de coragem. Uma combatente pela liberdade.
O filme quer-nos vender a ideia de que começar aos gritos, insultar um professor (ainda por cima, um mero assistente a dar uma aula de substituição) e querer matraquear ideias políticas a um conjunto de estudantes é algo de perfeitamente lícito e louvável e não o comportamento de um fanático alucinado.
O filme quer fingir que as coisas que a maluquinha está a dizer em Londres são coisas muito revolucionárias e corajosas - embora sejam a opinião de 90 por cento dos ingleses e do resto dos europeus.
E é essa a lógica dos energúmenos Vostra e Ernesto. O filme é antiglobalização e anti-Ocidente e anticapitalismo, portanto deve ser bom.
Mais: quem se atreva a dizer mal do filme está, evidentemente, a dizer mal por motivos políticos. O palermóide Ernesto, na sua ganância de lamber botas ao webmaster cá do sítio, vem logo falar da "fé irredutível de Tiberius na economia neoliberal e na respeitabilidade das multinacionais".
Não é verdade. Posso não concordar com a "mensagem" do Fiel Jardineiro - e não concordo, o nível intelectual das ideias políticas do filme é sub-Bloco de Esquerda. Mas esse não é o problema do filme. O problema é que o fiel é UMA VALENTE MERDA.
Se eu fosse chatear-me desta maneira com todos os filmes politizados e anticapitalismo, estava tramado. Não podia ir ao cinema. Hollywood agora deu-lhe para o político e é um novo todas as semanas. Eu não tenho problemas com filmes politizados, nem sequer com filmes com ideias de que eu discordo. Tenho problemas com filmes que são UMA MERDA.
Um dos meus filmes favoritos é um filme anti-capitalismo. Ao mesmo tempo que o Fiel Monte de Esterco esteve nas salas também passou um filme vindo do mesmo quadrante ideológico, o Lord of War.
Também não concordo com a ideologia do Lord of War (a treta simplista do costume: os traficantes de armas são muito feios, e o Ocidente é muito feio por vender armas), mas o filme é brilhante.
Exemplo limite: o Fahrenheit 9/11. Acho o filme e o seu autor uns demagogos manipuladores e mentirosos. Mas o filme é giro! Está bem feito! Um gajo ri-se! Não digo mal do dinheiro que paguei para o ver. Enquanto o Fiel Jardineiro é uma MERDA TOTAL.
Veredicto final: o Fiel Jardineiro, para quem não tenha prestado atenção, é UMA MERDA. O Vostra é UM SALAFRÁRIO. O Ernesto é UM PATETA. O Fernando Meirelles fica em liberdade condicional porque o Cidade de Deus é mesmo muito bom, mas ele que não se atreva a fazer mais MERDAS DESTAS.
Morte ao Fiel Jardineiro e a quem o apoiar! Morra o Vostra! Pim!
quinta-feira, janeiro 05, 2006
Secção "O meu pai andava em viagem"
Especial famílias de Boliqueime

Mrs. Everglot, personagem do filme The Corpse Bride

Cavaco Silva, português hirto, talvez firme, provavelmente não duro
Especial famílias de Boliqueime

Mrs. Everglot, personagem do filme The Corpse Bride

Cavaco Silva, português hirto, talvez firme, provavelmente não duro
terça-feira, janeiro 03, 2006
Alta Arte
El Roto

Ontem, estava a voltar para casa quando apanho aberta, no Centro Cultural de Círculo de Lectores, na "calle" O'Donnell, a exposição "El Roto, Vocabulario Figurado", com originais do melhor (digo eu) cartoonista do "El País", que escolheu um nome artístico algo curioso.
É certo que em Portugal não iria longe com um nome desses - no máximo até ao Lux - mas o rapaz até costuma ter boas ideias. Tive a oportunidade de observar em detalhe como o seu traço descuidado é compensado com uma grande noção de proporções e perspectiva... e com carradas de corrector. Na verdade, às tantas cheguei à conclusão de que o corrector não era mais do que um outro material de representação, usado sem complexos, para ajudar a corrigir a direcção da sua grossa pincelada.
Lápiz por apagar, manchas disfarçadas com corrector... fiquei com a ideia de que o cartoonista faz um desenho daqueles em menos de um minuto. E o pior é que apesar da javardice, nunca resulta mal de todo. As ideias, essas, algumas muito boas, outras algo forçadas e sem piada nenhuma. Mesmo assim, fiquei a pensar: "Quando for grande, quero ser como El Roto... mas com outro nome..."
Mais cartoons d'El Roto
El Roto
Ontem, estava a voltar para casa quando apanho aberta, no Centro Cultural de Círculo de Lectores, na "calle" O'Donnell, a exposição "El Roto, Vocabulario Figurado", com originais do melhor (digo eu) cartoonista do "El País", que escolheu um nome artístico algo curioso.
É certo que em Portugal não iria longe com um nome desses - no máximo até ao Lux - mas o rapaz até costuma ter boas ideias. Tive a oportunidade de observar em detalhe como o seu traço descuidado é compensado com uma grande noção de proporções e perspectiva... e com carradas de corrector. Na verdade, às tantas cheguei à conclusão de que o corrector não era mais do que um outro material de representação, usado sem complexos, para ajudar a corrigir a direcção da sua grossa pincelada.
Lápiz por apagar, manchas disfarçadas com corrector... fiquei com a ideia de que o cartoonista faz um desenho daqueles em menos de um minuto. E o pior é que apesar da javardice, nunca resulta mal de todo. As ideias, essas, algumas muito boas, outras algo forçadas e sem piada nenhuma. Mesmo assim, fiquei a pensar: "Quando for grande, quero ser como El Roto... mas com outro nome..."
Mais cartoons d'El Roto