Temos um novo candidato, publicado na edição de hoje do Correio da Manhã:
Leiria
Ritual satânico na mata
Um conjunto de objectos associados a rituais satânicos foi descoberto ontem na Mata dos Marrazes, em Leiria, por um morador na zona que andava a passear os cães. No meio da encruzilhada foram colocadas sete velas a arder, uma galinha sem cabeça, um ramo de rosas vermelhas, uma garrafa de Martini com palhinha e um maço de tabaco vazio. O conjunto estava no meio de um caminho em terra batida que passa junto ao cemitério.
[O artigo não vem assinado, mas supõe-se que a autoria (do artigo e dos actos) seja do incontestado rei dos Marrazes, ElCablogue]
sexta-feira, janeiro 05, 2007
E agora, uma nova rubrica...
As Escolhas do Professor Núcleo
Jorge Fiel é um jornalista do Expresso e tem no site daquele semanário um blog chamado "Roupa para Lavar, o blogue onde tudo pode acontecer". Os seus ensaios à volta de assuntos que muito têm preocupado o Núcleo Duro, tornam-no digno de referência. Aqui fica uma colectânea dos seus melhores nacos publicados até agora, começando pelo mais recente:
"Olá. Sou o Saddam. Onde é que vais passar o ano? É que fiquei pendurado..."
terça-feira, janeiro 02, 2007
Escutas do Núcleo Floresta Humana
Este 'post' era para ser integrado na nossa rubrica gastronómica "Os Donos do Garfo", mas como o Restaurante "A Floresta" - alegadamente "o mais antigo" da Guarda e o único na cidade aberto no primeiro dia do ano - não tinha o ensopado de borrego e a alternativa era um cabrito assado acompanhado de batatas fritas e arroz; e como ouvimos ali umas das afirmações mais espectaculares de sempre... aqui vão umas memoráveis Escutas do Núcleo.
O pedante velhote de chapéu e óculos de aros grossos, dono do restaurante, atira ao filho e à única empregada que baratatonteavam mais de 10 mesas esfomeadas: - Vocês são muito lentos. Os clientes estão a ficar sem paciência!
O filho, irritado: - Olha, não tivesses mandado os empregados embora!
Na mesa ao lado, fala-se de jornalismo... e outras coisas: - O Cavaco foi o único que deu conta das nossas Finanças. Ele é que foi esperto. Estudou em Inglaterra, que é onde estão as melhores escolas de Economia do mundo, tirando Harvard, que é nos Estados Unidos... Minto, nos Estados Unidos há algumas outras quantas das melhores escolas... mas enfim, o Cavaco formou-se em Inglaterra. E quando o Sá Carneiro o foi buscar, ninguém dava nada por ele. Começou a trabalhar, sem grandes entrevistas... E dos gajos que tivemos na Finanças até hoje, todos uma merda, ele foi o único que trabalhou bem e endireitou a desgraça que aquilo ficou depois do 25 de Abril. Eu conheço-o bem, estive com ele em Moçambique, até lhe emprestei um carro para ele dar umas voltas com a Maria.
(...) O Adelino queria que eu fosse para a Lusa, mas ele queria que eu fosse da Opus Dei e eu disse "Nem pensar!" Preferi ficar aqui na Universidade.
(...) Eu tenho uma coisa com as mulheres, não sei..., ficam todas doidas por mim. Quando eu morava com o Adelino na Inglaterra, aos fins-de-semana saía com a mulher dele, dávamos a desculpa de que íamos às compras e... Bem, a gaja gritava comigo de prazer que era uma coisa louca! E olha que eu a ouvia a ter relações sexuais com o marido no quarto ao lado, mas ela não gemia tanto com ele. Comigo é que ela ficava louca! Era cada berro, arranhava-me todo!...
quinta-feira, dezembro 28, 2006
Escutas do Núcleo
"Há quem diga que, comparando com o Brasil, se fode pouco em Portugal. Isso, a mim, parece-me uma opinião completamente subjectiva. Há quem foda pouco, claro, mas há também quem foda muito. De qualquer das formas, o que interessa é a qualidade e não a quantidade."
sexta-feira, dezembro 22, 2006
Comunicado:
O Núcleo Duro recebeu com agrado as notícias hoje publicadas sobre o facto de estar consolidada a constituição de um Núcleo Duro para coordenar as investigações concernantes ao processo "Apito Dourado". Mais, o Núcleo Duro apela à consolidação de Núcleos Duros um pouco por todo o país, por considerar que os Núcleos Duros são um factor importante para a coesão social dos portugueses. Havendo mais Núcleos Duros, haverá mais desenvolvimento, entendimento, e até, já que estamos em época disso, paz e amor. Não somos exclusivistas. Não dizemos "Núcleo Duro há só um", nem tão pouco nos arrogamos como inventores dos Núcleos Duros. Vivam os Núcleos Duros! Sempre Núcleo! Sempre Duro! Sempre! Sempre!
quarta-feira, novembro 29, 2006
Kramer passou-se!!!
Michael Richards, mais conhecido como o Kramer da série Seinfeld, é um grande actor. Basta ver como ele age quando não sabe que está a ser filmado:
... e como se comporta diante das câmaras:
terça-feira, novembro 28, 2006
Núcleo em expansão Ernesto soma e segue
O Ernesto pode estar a levar na peida na Grandenorme Liga, mas na competição da pistola mais prolífera do Núcleo, é líder isolado. O Núcleo tem a honra de anunciar o nascimento de mais um Ernestinho, que veio ao mundo para zelar pela pureza da sua irmã Ernestinha. Ernestinho nasceu com 7600 gramas - um peso-pesado que promete em breve esta a dar luta ao Cabloguinho no Mundialito de Sumo das Mascotes do Núcleo.
Recapitulando, o Núcleo conta agora com um Cabloguinho, uma Zizouzinha, um Ernestinho e uma Ernestinha. Aguarda-se agora com ansiedade o nascimento da Tiberinha, que está para breve. Vostradeis e Carcaça são os únicos que ainda não arrebentaram preservativos. Uns fracos!...
quarta-feira, novembro 22, 2006
Blogosfera Bem-vinda Elle Driver
A Elle Driver é uma conhecida do Núcleo que, apesar de ser mulher, escreve muito bem. As crónicas que tem publicado no seu blog Os Cromos da Minha Caderneta são hilariantes. Nomeadamente a última, sobre a noz moscarda (moscarda mesmo!).
segunda-feira, novembro 20, 2006
Hino para os congressos do Núcleo Escolha final: DJ Carcaça
O grande mentor dos Pão & Circo dá uma demonstração da sua pujança musical, numa apresentação que lhe valeu a vitória na versão sueca do concurso Ídolos. DJ Carcaça, conhecido também como o Tom Waits de Santa Clara, mostra porque é reconhecido internacionalmente como um prodígio de poder vocal e de elasticidade braçal. A coordenação da sua coreografia é impressionante: um misto de Fred Astaire e Michael Jackson.
terça-feira, novembro 14, 2006
Alta Arte O futuro do passado
(...) Ignorava o nome dela, mas sabia que trabalhava no Departamento de Ficção. (...) Rapariga de ar atrevido, dos seus vinte e sete anos, com cabelo espesso, rosto sardento, e movimentos lestos, atléticos. Trazia uma estreita faixa encarnada, insígnia da Liga Juvenil Anti-Sexo, enrolada à volta da cintura, suficientemente apertada para nela realçar a forma harmoniosa das ancas. (...)
(...) Perpassaram-lhe pelo espírito alucinações nítidas, magníficas. Espancá-la até à morte com um cacete de borracha. Amarrá-la nua a um poste e cravá-la de setas como São Sebastião. Violá-la e cortar-lhe a garganta no momento do clímax. Além disso, percebia agora por que motivo a odiava. Odiava-a por ser jovem e bonita e assexuada, porque queria ir para a cama com ela e nunca o faria, porque à volta da cintura graciosa e flexível, que parecia convidar um homem a enlaçá-la, havia apenas a odiosa faixa encarnada, símbolo agressivo da castidade.
(...) E o próprio Departamento de Arquivos era afinal apenas um dos ramos do Ministério da Verdade, cuja função primordial não consistia em reconstruir o passado, mas em fornecer aos cidadãos da Oceânia jornais, filmes, livros de estudo, programas de telecrã, peças de teatro, romances - todos os tipos de informação, instrução ou divertimento, da estatuária à palavra-de-ordem, do poeta lírico ao tratado de biologia, da cartilha infantil ao Dicionário de Novilíngua. (...) Existia toda uma série de departamentos independentes dedicados à literatura, à música, ao teatro e, de um modo geral, às diversões proletárias. Aí produziam-se pasquins onde quase só se falava de desporto, crimes e astrologia; romances de cordel a cinco cêntimos cada; filmes a transbordar de sexo; e canções sentimentais inteiramente compostas por processos mecânicos numa espécie de caleidoscópio conhecido pelo nome de versificador. Havia mesmo uma secção inteira - a Pornosec, chamavam-lhe assim em novilíngua - encarregada de produzir pornografia da mais reles, que era mandada para o exterior em embalagens seladas (...)
Rangeu os dentes, Apetecia-lhe cuspir. Ao mesmo tempo que pensava naquela mulher da cave pensou também em Katharine, a sua mulher. (...) Parecia-lhe respirar de novo o odor quente e abafado daquela cozinha na cave, um odor misto de percevejos, roupa suja, com um abominável perfume barato que conseguia ser, apesar de tudo, cativante, pois nenhuma mulher do Partido usava perfume. (...) No espírito de Winston, esse aroma ligava-se indissociavelmente ao acto sexual.
Quando Winston decidiu ir com aquela mulher, foi a sua primeira escapadela em dois anos ou mais. As relações com prostitutas estavam, evidentemente, proibidas; uma daquelas regras que de vez em quando se arranjava coragem para infringir. (...) Nos bairros mais pobres, pululavam mulheres prontas a vender-se. Algumas até se deixavam comprar por uma garrafa de gin, coisa que os proles não tinham direito a beber. Tacitamente, o Partido tendia até a fomentar a prostituição, como forma de dar vazão a instintos impossíveis de suprimir completamente. A mera libertinagem não era tida por muito grave, desde que praticada furtivamente, sem alegria e apenas com mulheres da classe miserável e desprezada (...).
As mensagens murais têm muitas vezes um carácter utilitário, assumindo um papel ecológico de grande relevância.
Nos muros do Condomínio da Torre, na Alta de Lisboa:
APANHA A MERDA DO CÃO
QUANDO METERES O CÃO A CAGAR LEVA A MERDA PARA CASA
segunda-feira, novembro 06, 2006
Hino para os congressos do Núcleo Candidato 4: Liam Lynch
É daqueles temas profundos e intelectualizados, que põem um gajo a pensar. Lírica refinada e rica em metáforas.
United States of Whateva
I went down to the beach and saw Kiki She was all, like, "ehhhh" And I'm, like, "whateva!"
Then this chick comes up to me and she's all, like, " Hey, aren't you that dude?" And I'm, like, "yeah, whateva!"
So later I'm at the pool hall And this girl comes up And she's, like, "awww" And I'm, like, "yeah, whateva!"
Cuz this is my United States of Whateva! And this is my United States of Whateva! And this is my United States of Whateva!
And then it's three A.M. And I'm on the corner, wearing my leather This dude comes up and he's, like, "hey, punk!" I'm, like, "yeah, whateva!"
Then I'm throwing dice in the alley Officer Leroy comes up and is, like, " Hey, I thought I told you..." And I'm, like, "yeah, whateva!"
And then up comes Zafo I'm, like, "yo, Zafo. What's up?" He's, like, "nothin'" And I'm, like, "that's cool."
Cuz this is my United States of Whateva! And this is my United States of Whateva!
terça-feira, outubro 31, 2006
Borat mostra o que é um patriota
sexta-feira, outubro 27, 2006
Escutas do Núcleo A traficante de Bin Ladens
Mulher de cerca de 50 anos. Visual classe média. Cabelo pintado de preto. Óculos de aros vermelhos. Atende o telemóvel dentro do comboio do Metro, na Linha Vermelha:
"Tou sim. Sim (pausa). Sim... (aos berros) Mas oiça, o que é que a senhora está a dizer? Eu disse-lhe que eram 450 euros e a senhora está a querer dar só 150!? Deve estar a brincar comigo, não deve?... Como é que fazemos? Eu digo-lhe como é que fazemos: a senhora fica com o seu dinheiro e eu fico com a mercadoria. Que eu não sou palhaça de ninguém, muito menos de madames de Cascais!..."
... e desliga-lhe na cara.
Mais tarde, a mesma senhora, berra ao mesmo telefone, mas já num comboio da Linha Verde:
"Tá? Então como é que estás? Eh, pá, não digas nada que eu tou pior que estragada! Não é que me liga agora uma filha-da-puta que me comprou um Bin Laden dos de 450 a querer pagar só 150!? Oh, o que é que eu disse!? Mandei-a à fava. Disse-lhe que eu não andava a limpar o cu de ninguém, muito menos de uma madame de Cascais, disse-lhe eu... Então e o meu sobrinho como é que está?... Tem que apanhar três vacinas?... Mas vai ficar bonzinho, não vai?... Pronto, isso é que é preciso... Olha, então a gente vê-se logo que eu tou aqui no Metro a gritar, tá tudo a olhar pra mim, pareço uma maluca... Vem ter à minha casa, que eu vou tar por casa... Sim, pois, assim traz-me dois Bin Ladens dos cinzentos e um dos amarelos... Vá, até logo..."
Citações de gajos de que o Carcaça deve gostar
Há perto de cinco minutos que não se inventa uma nova rubrica neste blog. Há que colmatar essa grave lacuna, e eu proponho fazê-lo através da rubrica Citações de gajos de que o Carcaça deve gostar, constituída por citações de gajos de que o Carcaça deve gostar.
Começamos por um gajo que o Carcaça, na sua veia mais TomWaitsica, deve apreciar: William Burroughs.
"Any old soul is worth saving, at least to a priest, but not every soul is worth buying. So you can take the offer as a compliment."
William Burroughs
Recordistas do Núcleo
Nova secção do Núcleo: candidatos ao Guiness por actos de grande e enorme grunhice. O candidato de hoje para "Recordistas do Núcleo" é Ronald Kuch, americano de 44 anos, por um feito que dificilmente poderá ser superado, excepto por alguns membros do próprio Núcleo (Ernesto).
O amigo Kuch conseguiu, de uma só assentada, cometer actos de necrofilia, bestilidade e pedofilia.
Permitam-me repetir: com um único acto, NECROFILIA, BESTIALIDADE E PEDOFILIA. Ah, valente.
Como é das regras da rubrica Recordistas do Núcleo, a história foi testemunhada por um órgão de elevado gabarito, o Bay Times do Michigan, e segue transcrita abaixo.
Para os nossos durões mais avessos ao inglês (Cablogue), um glossário dos termos mais importantes:
*Bestiality: "bestialidade", truca-truca com seres vivos de ordem inferior a homo sapiens ou Zizous.
*dead dog: "cão morto"
*day care center: "Creche"
*crimes against nature: "crimes contra a natureza", descrição do quotidiano do Carcaça
Area man charged with bestiality Tuesday, October 24, 2006 By TIM YOUNKMAN TIMES WRITER A 44-year-old Saginaw man remains jailed today on charges of bestiality after he was seen engaged in sexual acts with a dead dog, Michigan State Police troopers said.
Ronald Kuch was arrested after police searched the area of Midland and Carter roads Friday for a man who ran away from a Bay County Animal Control officer. The entire incident was within view of a nearby day care center.
At his arraignment on Monday, Kuch demanded a preliminary examination in Bay County District Court. District Judge Craig Alston ordered him to remain jailed in lieu of $500,000 bond pending a hearing on the evidence Nov. 6.
Kuch is charged with crimes against nature and assaulting a law enforcement officer.
Troopers said a woman from the day care center called for animal control because there was a dead dog near the property that had been hit by a car several days earlier.
Before officers could arrive, the man showed up and began engaging in sexual acts with the dog, police said. The animal control officer also reported seeing Kuch involved in the sex act and as he approached him, Kuch shoved him away and ran off.
State troopers searched the area and found the man hiding in the attic of a nearby house.
Officers determined that the house belonged to the man's girlfriend and later learned that the dog, a black Labrador retriever, also belonged to the girlfriend. The dog had been dead for four or five days.
The official charge of crimes against nature carries a maximum penalty of 15 years in prison. If the person is a repeat offender, the maximum is life in prison.
quinta-feira, outubro 26, 2006
Alta Arte Portugal olé!
<<(...) ...só me lembra um português, Nuno, um português lindo que foi meu caso uns tempos, José Nuno, lindo. Aliás, fode-se muito bem em Portugal, ao contrário do que eu suponho ser a opinião generalizada. Mas eu quase nunca gozava com o Zé Nuno, porque, no momento culminante, ele urrava "não t'acanhes, não t'acanhes!", e o meu ponto G acionava o disjuntor no ato, eu entrava em crises de riso e depois roçava na bunda dele, ele adorava, embora fosse machíssimo como todo português, inclusive os veados - paneleiros, para ficar com a usança portuguesa e emprestar alguma cor local à narrativa -, os paneleiros que se juntam nos arredores do Campo Pequeno, onde se fazem ash curridash d'toirosh em L'shboa e vão trabalhar como forcados, que são uma espécie de veados parrudos que vão enfrentar os touros no peito. Em fila, trenzinho, um encostando a bunda no de trás, naturalmente. E depois vão às tascas, aos copos e à veadagem, são veados machíssimos. Vi muitas belas bundas em Portugal, que lá não são chamadas de bundas, mas de cu mesmo, que lá nem é palavrão, veja como são as coisas, grande país subestimado. Bundas de homens e mulheres. Toda mulher portuguesa dá a bunda, ou pelo menos dava, para manter a santa virgindade vaginal, como aqui. Hoje, com a entrada na Comunidade Européia e outras mudanças - eles hoje detestam o Brasil, sabia? português de-tes-ta o Brasil, com a exceção do Mário Soares, do Saramago, do José Carlos Vasconcelos e dois ou três outros gatos pingados, desprezam mesmo, é uma pena -, não sei mais como estão as coisas. Provavelmente nunca mais será ouvida a pergunta imortal que um amigo meu escutou, depois de enfrentar galhardamente a primeira com uma portuguesa belíssima, ele que antes estava até com medo de broxar. Ele me contou que, satisfeito e aliviadíssimo, estava fumando o tradicional cigarrinho post coitum, quando ela olhou para ele e falou: "E ao cu, não me vais?". Fantástico, disse ele; emocionante. E fui-lhe ao cu, disse ele, que maravilha. Imagine aqui no Brasil, uma mulher fazer uma pergunta dessas, não faz. Eu morei no bairro de Alvalade, dava para ir andando ao Campo Pequeno, cansei de ir às corridas somente para ver as bundas apertadinhas dos forcados. Sou contra essa teoria segundo a qual os brasileiros têm belas bundas e alimentam uma fixação patológica por bundas somente por causa dos africanos. Isto é preconceito, as belas bundas da nossa gente vêm tanto de África quanto de Portugal, tanto assim que eu não tenho sangue africano nenhum, pelo menos que eu saiba, e sempre portei uma bunda acima de qualquer crítica, até hoje não envergonho. Duvido que, se eu disser a algum homem que me coma "e ao cu, não me vais?", ele não vá imediatamente. (...)>>
Proponho a atribuição do título de membro honorário do Núcleo a este senhor.
domingo, outubro 22, 2006
Hino para os congressos do Núcleo Candidato 3: Gogol Bordello
Banda de Nova Iorque. Vocalista ucraniano. Uma data de outros músicos do Leste. O estilo autodenomina-se "gypsy-punk". Houve quem dissesse que o seu som era "como The Pogues a lutar com The Clash na Europa de Leste". Para mim, é como meter o Manu Chao e os Sex Pistols a tocar ao mesmo tempo num filme do Emir Kusturica.
60 revolutions
60 revolutions per minute this is my regular speed So how do you want me to live with it? How do you want me to live with it? Without ringing all alarms! Without overthrowing czars! Without emptying the bars! Without screwing with your charts!
60 revelations per minute this is my regular need So how do you want me to live with it? How do you want me to live with it? Without ringing all alarms!...
I'm gathering new generation That's gonna stand up to it To this karaoke dictatorship Where posers and models with guitars Boogie to the shit for beats I make a better rock revolution Alone with my dick!
60 por minuto es mi reputación y no te estoy hablando de revolución hace mucho tiempo que ya no te decían basta de injusticia, muerte y policía.
Digas lo que digas ya esta todo arreglado hagas lo que hagas te mandan deportado el que tiene impone y sobre la ley dispone mientras que el pobre es pobre, muere de hambre y otro se la come
sexta-feira, outubro 20, 2006
Borat vai à caça no Texas
"(...) I've been to a lot of deer hunts... and I have never... in my life seen that!..."
terça-feira, outubro 17, 2006
Hino para os congressos do Núcleo Candidato 2: El Koala
Manuel Jesús Rodríguez Rodríguez, mais conhecido em Espanha como "El Koala", é um dos pais do agro-pop, e autor deste tema "Opá". O seu dialecto malaguenho é de tradução fácil, mas laboriosa. Mas aí está, pela primeira vez em português.
Opá (original)
Opá, yo via'é un corrá pa echá gallina y pa echá minino Opá, yo via'é un corrá pa echá perdice y echá pajarillo Opá, yo via'é un corrá, pa echá guarrilla y pa echá guarrillo Opá, yo via'é un corrá, pa echá una potra ahí con su putrillo.
Yo t'ayúo a arrancá la Guzzi, yo t'ayúo a pintá el Lanrove Yo t'ayúo a sacá la papa, yo t'ayúo a lo c'aga farta. Pero que sepa que Opá, yo via'é un corrá pa echá gallina y pa echá minino Opá, yo via'é un corrá, con tu premiso hago un corralillo.
Tengo la' maera' y tengo lo' tablone' La' chapa' der tejao la' he sacao de uno' bidone' Tengo la' manera' y tengo la' intensione, opaíto Er domingo empieso, a ver si tengo cojone', ¡opá!
Opá, yo via'é un corrá pa echá coneja' y echá conejillo, Opá, yo via'é un corrá pa echá una perra ahí con su' perrillo', Opá, yo via'é un corrá pa guardá co'a y ha'ta la motillo, Opá, yo via'é un corrá, con tu premiso hago un corralillo. Yo t'ayúo a barré lo' chumbo', yo t'ayúo a quemá ramón, T'ayúo a lo c'aga farta, t'ayúo, t'ayúo a tó. Pero que sepa que Opá, yo via'é un corrá pa echá cabrilla y sacá chivillo. Opá, yo via'é un corrá pa echá guarrilla y sacá guarrillo. Opá, yo via'é un corrá, con tu premiso yo hago un corralillo. Opá, yo via'é un corrá en la' afuera' de Gibraltar el Chico. Yo via'é un corrá Yo via'é un corrá Yo via'é un corrá Yo via'é un corrá Via'é un corrá Yo via'é un corrá Yo via'é un corrá Yo via'é un corrá
Opá, opá, opáíto, via'é un corrá.
Ó pai! (versão portuguesa )
Ó pai, vou fazer um curral, pra pôr galinhas e pra pôr ovinhos Ó pai, vou fazer um curral, pra pôr perdizes e pôr passarinhos Ó pai, vou fazer um curral, pra pôr porquinhas e pra pôr leitõezinhos Ó pai, vou fazer um curral, pra pôr uma égua aí com os seu potrinhos
Eu te ajudo a arrancar a Guzzi, eu te ajudo a pintar o Land Rover Eu te ajudo a colher as batatas, eu te ajudo no que for preciso. Mas ficas a saber que Ó pai, vou fazer um curral, pra pôr galinhas e pra pôr ovinhos Ó pai, vou fazer um curral, se não te importas faço um curralzinho.
Tenho as madeiras e tenho as tábuas As chapas do telhado tirei-as de uns bidões Tenho as maneiras e tenho as intenções, ó paizinho No domingo começo a ver se tenho colhões, ó pai!
Ó pai, vou fazer um curral, pra pôr coelhas e pôr coellhinhos Ó pai, vou fazer um curral, pra pôr uma cadela aí com os seus cachorrinhos, Ó pai, vou fazer um curral, pra guardar coisas e até a motinho, Ó pai, vou fazer um curral, se não te importas faço um curralzinho. Eu te ajudo a varrer os figos, te ajudo a queimar capim, Te ajudo no que seja preciso, te ajudo, te ajudo em tudo. Mas ficas a saber que Ó pai, vou fazer um curral, pra pôr cabrinhas e tirar cabritinhos. Ó pai, vou fazer um curral, pra pôr porquinhas e tirar leitõezinhos. Ó pai, vou fazer um curral, se não te importas faço um curralzinho. Ó pai, vou fazer um curral, nos arredores de Gibraltar-el-Chico. Eu vou fazer um curral Eu vou fazer um curral Eu vou fazer um curral Eu vou fazer um curral Vou fazer um curral Eu vou fazer um curral Eu vou fazer um curral Eu vou fazer um curral
Ó pai, ó pai, ó paizinho, vou fazer um curral.
segunda-feira, outubro 16, 2006
Perdidos no Sótão A cidade das mulheres
A Coreia do Sul é o país anfitrião do Mundial de Futebol 2002. Na capital, Seul, predominam as mulheres de batom vermelho vivo (...)
(...) no caso das mulheres, que constituem 80 ou 90% da multidão, que durante o dia povoa os inúmeros cafés e lojas da cidade, a "máscara" está maquilhada a rigor. Diz-de que o consumo de cosméticos per capita na Coreia do Sul é o maior do mundo e, aparentemente, é verdade. Mesmo as adolescentes mais "modernas", com "blue-jeans" rotas nos joelhos e cabelos pintados de louro, rosa, ou outras cores, não saem à rua sem um toque de pó-de-arroz, batom ou rímel. "Uma mulher que não use maquilhagem tem dificuldade em arranjar emprego. Não é considerada respeitável", explica uma jovem de vinte e poucos anos (...)
(...) Muitos ocidentais consideram as coreanas as mulheres mais atraentes da Ásia do Norte, mais que as suas vizinhas da China e Japão, que no conjunto representam quase um quarto da população feminina mundial.
(...) Na densa paisagem humana de Seul - mais densa e compacta do que Pequim ou Xangai - a presença das mulheres é proeminente. Entra-se num café e, quase sempre, dois terços da mesas estão ocupadas por mulheres. Vêm em grupo - duas, três, quatro ou mais, de diferentes idades - e conversam, com vagar e animação. (...)
- Expresso Revista, 25 Maio 2002
sexta-feira, outubro 13, 2006
Perdidos no Sótão David Lynch: O cineasta do delírio
"Vivemos num mundo estranho", e David Lynch já nos havia alertado no epílogo de Veludo Azul (1986). Aquela frase, quase um mantra, resulta ser a explicação perfeita do móbil que anima as suas histórias. Já há mais de 20 anos que este cineasta abriu no cinema norte-americano uma janela com vista para um mundo incómodo, mórbido, suspenso entre a realidade e o sonho, que deu à palavra fantasia um significado desconhecido por Steven Spielberg. Eraserhead (1979), estreia convertida de imediato em filme de culto, articulava dois pesadelos gémeos de Lynch: a degradação urbana e a ansiedade da paternidade. (...)
(...) "É melhor não conhecer o que significam os filmes. A psicologia destrói o mistério. O fantástico é descer a áreas onde as coisas são abstractas", afirma o director. (...)
- ByN Dominical (revista do diário ABC, Madrid), 10 Março 2002
quinta-feira, outubro 12, 2006
Pensamentos Para Lelos
Os últimos serão os primeiros... mas e os do meio? Serão sempre os do meio?