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quinta-feira, janeiro 12, 2012

Se um almirante sugerir a um grupo de passageiros que se atire borda fora, só para ver se o barco se torna mais fácil de controlar, perde um bocadinho de prestígio. Mas o que é inaceitável noutros ofícios, em política é bom senso

Examinemos os seguintes casos, ocorridos na mesma semana: um comandante da polícia desejou que alguns concidadãos tivessem "relações sexuais incríveis" e perdeu o seu emprego; um primeiro-ministro desejou que alguns concidadãos emigrassem e manteve o seu. Este é um país em que desejar felicidade (ainda por cima através de relações sexuais incríveis, que é a forma mais alta de felicidade) dá despedimento ou, pelo menos, processos disciplinares e outras chatices.
Acabei por não saber ao certo o que aconteceu ao comandante porque tenho andado ocupado a tentar manter relações sexuais incríveis, como é próprio desta época festiva. Mas o facto permanece: desejar felicidades, em Portugal, causa mais engulhos do que desejar transtornos.
Vamos por partes: o comandante da polícia municipal de Coimbra enviou um e-mail de boas festas aos funcionários da autarquia mas, dizem os jornais, enganou-se no anexo. Aqui está o primeiro elemento estranho da história.
O homem não se enganou no anexo, enganou-se no e-mail. O anexo era a única coisa interessante daquela peça de correspondência, uma vez que continha o desejo de "relações sexuais incríveis" e fotografias de senhoras capazes de as proporcionar. João Paulo Barbosa de Melo, presidente da autarquia de Coimbra, instaurou um infame processo disciplinar ao comandante, pretextando que "a mensagem tinha conteúdos que não se coadunavam com o prestígio daquela câmara". Ora, trata-se de uma alegação falsa. Sou um velho apreciador de conteúdos que não se coadunam com prestígios, e o mail do comandante não os exibia. Nenhuma das senhoras está completamente despida e a própria expressão "relações sexuais incríveis " é repugnantemente prestigiosa. Não é o tipo de coisa que se deseje numa linguagem tão pouco vernacular. O desejo está expresso de um modo tão formal que quase tira a vontade de o concretizar, como se o comandante tivesse dito: "Espero que desfrutes de sensações extremamente agradáveis ao nível da genitália." Não diz. No entanto, não é por isso que o pobre polícia está a ser processado, mas sim porque o presidente da Câmara teme que o seu prestígio esteja posto em causa. E ai de quem se interponha entre um autarca e o prestígio.
Por outro lado, o primeiro-ministro também formulou um desejo de Natal: que os professores abandonem a família, os amigos e a sua vida em geral e emigrem.
Ainda assim, não atentou contra o prestígio de qualquer instituição. Se um almirante sugerir a um grupo de passageiros que se atire borda fora, só para ver se o barco se torna mais fácil de controlar, perde um bocadinho de prestígio. Mas o que é inaceitável noutros ofícios, em política é bom senso. Já era conhecida a sugestão que os racistas dão aos estrangeiros: "Vai para a tua terra." Agora, o primeiro-ministro tem uma recomendação para os nativos: "Sai da tua terra." Esta terra, afinal, para quem será?

quinta-feira, outubro 07, 2010

quarta-feira, setembro 16, 2009


"Karl Marx, na introdução à Crítica da Filosofia do Direito de Hegel, escreve que 'a fase final na história de um sistema político é a comédia'"

quarta-feira, setembro 09, 2009



Portugal aproxima-se de novo impasse eleitoral, com as mais recentes sondagens a darem empate entre os dois maiores partidos. Face a este panorama, a comissao politica do ND, evitando cuidadosamente as palavras acentuadas, derivado do teclado de onde emite este cumunicado (somos exilados politicos, economicos e culturais, ah pois claro), sente-se obrigada a tomar uma posicao que esclareca o sentido de voto dos seus eleitores.
Assim, eis as opcoes que se colocam aos portugueses:


Vaidoso, aldrabao


Filistina, serafica


Padreco, jacobino (aparente paradoxo, mas apenas aparente...)



Demagogo, miserabilista


Populista, manipulador

PARECER SOBRE A TENDENCIA DE VOTO DO ND:

"O diabo que escolha, NOS ABSTEMO-NOS" Viva o tugal! Sempre Nucleo! Sempre duro! Sempre, sempre, sempre!

quarta-feira, dezembro 10, 2008

Já há muito que não iniciamos uma rubrica nova neste excelso meio de comunicação. Por isso é altura de lançarmos o nosso cagagésimo fôlego. A rubrica em questão chama-se "Semiologia - As aulas perdidas do Prof. Carlos Reis" e é interactiva. Consiste no seguinte: eu publico imagens aparentemente sem relação e, à falta de Abrantes, teremos o Tiberius e o Vostradeis para fazerem a análise semiológica e provarem que, afinal, o evidente não é verdadeiro e que tudo se correlaciona.
Atentem nas primeiras imagens da série:



quinta-feira, novembro 20, 2008

Esclarecimento



Um certo jornal de má reputação publicou um artigo em que se dizia que o "Núcleo Duro só teme avanço de Marcelo no PSD".

O comité político do Núcleo vem por este meio esclarecer que a notícia é falsa. O Núcleo não tem medo de nada. (1) (2) (3). Temos dito

(1) Excepto de ursos polares e de tackles do Bynia.

(2) Também excepto, no caso do Zizou, de répteis, insectos, pequenos roedores e do dr. Luís Filipe Menezes.

(3) No caso do Vostra e do Ernesto, não só não temem os avanços do prof. Marcelo como até os acolhem muito bem, sobretudo se os avanços vierem de trás.

quarta-feira, janeiro 02, 2008

Botão de auto-destruição

Perante a crise de publicação no site do Núcleo Duro, o Comité para Obrigar o Núcleo a Assumir-se decretou a criação de um dispositivo de segurança máxima.

Assim, e para evitar tragédias (por exemplo, a probabilidade de o Zizou alguma vez voltar a postar), o Comité desenvolveu um botão de auto-destruição. O dito botão implicará o envio de uma carga atómica de 950 megatoneladas contra o site do Núcleo.

O botão de auto-destruição só pode ser utilizado em casos da maior urgência - não carreguem nele excepto em casos de grande necessidade!

A sério porra, não estou a brincar - NÃO CLIQUEM AQUI!

TIRA LÁ A PATA OH FODA-SE NÃO CARREGUES NESTA MERDA QUE ISTO NÃO É BRINCADEIRA NENHUM...

E agora, hã? Quem é que volta a montar esta merda toda, hã?