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NÚCLEO DURO

 

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A política é a arte de fazer alianças. É só derreter os fios de ouro roubados...







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sexta-feira, novembro 23, 2007

Só uma coisa sobre futebol....

(Depois da noite épica de sábado da qual darei conta oportunamente)

Eu não quero saber se o Scolari é melhor que o Humberto Coelho. Para mim, isso é irrelevante... Porque a qualidade de qualquer cozinheiro depende dos ingredientes que tem. Agora, tenho uma certeza: a equipa de Humberto era mais limitada que a actual de Scolari. Existiam 11 jogadores excelentes e o resto era um deserto (tipo Alcochete, na margem sul). Scolari beneficia de uma plêiade de jogadores que metem inveja a muitas selecções do mundo, com opções competentes no banco, mesmo em posições em que Portugal não costuma ser forte. E isso não aconteceu com a dita geração de ouro que eram 11 jogadores e pouco mais (e com tipos como Rui Costa ou Paulo Sousa que nunca mostraram na selecção o nível que tinham nos seus clubes). Mas o que me irrita mesmo nem é isso. Irrita-me em Scolari aquilo que me irritava em Peseiro, Queiroz, Adriaanse, Fernando Santos, entre outros. A mania que o treinador é mais importante que os jogadores e pode forçar um atleta a adaptar-se a um lugar que não é o seu. Todos estes treinadores tiveram pelo menos um ou outro caso de jogadores em que a crítica, em uníssono, caía em cima. Mas isso nada alterava os ditames da sabedoria divina e iluminada dos tipos que estavam nos bancos. O Scolari entra na categoria que eu considero de treinador iluminista, uma espécie de rei-sol que põe e dispõe dos pagens como quer. Inventa posições porque lhe apetece. Insiste em jogadores em má forma porque sim. Aposta em substituições porque sempre foi assim. Exagera os adversários para se agigantar. Complica em vez de simplificar. E depois, ou as coisas correm bem ou então não. A Scolari, as coisas têm corrido bem. Até porque ele só é teimoso até um determinado limite. É bom lembrar as primeiras jornadas do Euro2004. Mas estes treinadores colocam-se no fio da navalha porque se acham predestinados mas esquecem que o mérito é das fintas dos atletas e não da sapiência divina do banco. E isso irrita-me. Solenemente.

1 Comments:

Blogger Vostradeis said...

Concordo com tudo. Menos com a do Paulo Sousa, que sempre foi o motor dos clubes por onde passou e TAMBÉM da selecção. Que sempre jogou com outra fluidez com ele em campo. Nunca mais houve um jogador igual a ele na selecção. Será que o Miguel Veloso pode chegar lá? Espero que sim...

27 novembro, 2007 13:25  

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