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NÚCLEO DURO

 

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A política é a arte de fazer alianças. É só derreter os fios de ouro roubados...







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terça-feira, julho 01, 2014

Ouçam lá, mas então o que é isto, hummm?!?!
Isto é plágio.
Só há um núcleo duro... quem é este Paulo Fernandes, "apresentador do programa núcleo duro"?
Alguém vendeu a patente?

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quarta-feira, maio 07, 2014

Portugal 2014








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Alta arte, baixas partes 

O corpo do arquiteto



 Os Cake não têm nada a ver, é só para encher os pulmões de oxigénio antes de mergulhar na cabeça do arquiteto:

  A maravilhosa máquina humana 

13 de Abril, 2014por José António Saraiva


Num concurso televisivo perguntaram a um concorrente quais eram os cinco sentidos. Sentado comodamente no sofá, fiz a pergunta a mim próprio e foi preciso algum esforço para recordar: a vista, o ouvido, o tacto, o olfacto e o… paladar. E isto levou-me a pensar no corpo e nas suas particularidades. É um esforço de leigo, com os enormes riscos de erro inerentes. Comecei por me interrogar: por que razão uma pessoa espirra? Diz-se que é um sinal de constipação ou «uma reacção alérgica». Mas eu julgo que é para expulsar impurezas que tenham entrado (ou se tenham formado) nas vias respiratórias. Quando inspiramos pó, espirramos. 


O espirro é, pois, uma espécie de 'desentupidor de canos'. Já agora, os pêlos à entrada das narinas existem, como é óbvio, para proteger as vias respiratórias dos 'intrusos'. Aliás, por essa razão, todos os orifícios do nosso corpo têm pêlos à entrada. As pestanas são uma espécie de 'cortinas' para proteger os olhos. Bem sabemos como é incómodo ter um grão de areia, por mais ínfimo que seja, dentro da vista. Só a boca não é protegida por pêlos, dado o papel que desempenha (entrada de alimentos). Mas, mesmo assim, os longos bigodes e barbas, como tinham os antigos, formavam um autêntico reposteiro à frente dos lábios.

 O tema dos pêlos - aos quais a nossa sociedade declarou guerra, a avaliar pela multiplicação das casas de depilação -, é inesgotável. Não se percebe o motivo por que tantos futebolistas mandam rapar o cabelo à navalha, ficando muito mais vulneráveis aos choques (que durante o jogo ocorrem com enorme frequência). Quanto aos pêlos nas outras zonas do corpo - tronco e pernas -, acho horrível os homens depilarem-se, mas é lá com eles.

São pêlos evidentemente dispensáveis, pois vêm do tempo em que o homem era um animal como outro qualquer e precisava de pêlo para se proteger do frio e de outras agressões do meio. Passando para os ouvidos, sabemos que produzem cera em quantidades variáveis de pessoa para pessoa. E em certas alturas a cera torna-se uma fonte de complicações, por exemplo na época de praia, pois mistura-se com a água do mar e forma um tampão que obstrui os canais auditivos.

 Já fui vítima dessa situação, que é muitíssimo desagradável. Uma pessoa fica completamente surda e com uma sensação de incomunicabilidade com o mundo exterior. Só que a cera é obviamente indispensável para lubrificar os órgãos do ouvido interno: o tímpano, o martelo e a bigorna. Tal como as peças móveis de uma máquina precisam de óleo, também as peças do ouvido precisam de lubrificante.

  Um dos 'pormenores' do nosso corpo que me fizeram mais confusão quando pensei neste tema foram as unhas. Por que temos unhas? Que falta nos fazem as unhas? Aparentemente, nenhuma - e por isso as senhoras usam-nas como simples 'adereços', pintando-as por vezes de modo extravagante e fazendo extensões para as aumentar. Mas que função têm (a não ser darem-nos o trabalho de as cortar)? Evidentemente as unhas são uma sobrevivência das garras, do tempo em que o homem era um animal caçador e usava as mãos e os pés como armas para segurar as presas.

  Já os calos, que muita gente odeia, cumprem uma função útil: caso não existissem, formar-se-ia nessa zona uma ferida. Os calos existem para protegerem a carne em zonas mais expostas e sujeitas a fricções. De certas características do 'invólucro' humano, passemos ao funcionamento interno. O meu avô materno, que era médico, costumava dizer: «Órgão que se sente, é órgão doente». Ou seja, quando um órgão funciona realmente bem, não damos por ele. É como se não existisse. Quando o estômago trabalha na perfeição, fazemos as digestões sem dar por isso. Mas quando começamos a ter azia, ou uma dorzinha, ou uma sensação de enfartamento, é porque a coisa já não está a 100%.


 Outra curiosidade. Perguntou-me um dia um médico: «Sabe por que razão urinamos com mais frequência quando está frio?». Respondi que talvez fosse porque a bexiga está contraída e tem menos capacidade. Explicou-me que não: «É porque o organismo gasta energia a manter a urina quente. Quando está frio, o organismo não quer desperdiçar energias e expulsa a urina mais vezes». E um mecanismo semelhante acontece na digestão, acrescento eu.

Por que há congestões? Porque, para fazer a digestão, o organismo concentra energias - e sangue - no aparelho digestivo. Ora, se um indivíduo fizer durante esse período um esforço grande, que exija que o sangue acorra a outra zona do corpo, retirando-o subitamente do aparelho digestivo, pode dar-se uma paragem da digestão. O organismo humano é uma máquina muitíssimo inteligente, que não devemos 'enganar'. As pessoas que tomam comprimidos por tudo e por nada fazem mal, porque estão a tornar o organismo preguiçoso ou a camuflar algum problema. As dores são um alerta: um aviso de que algo não está bem. E isso não deve ser escondido com um analgésico.

Não quer dizer que uma pessoa corra para o hospital logo que tem uma dor. Mas deve tentar perceber a sua origem, até para não insistir num comportamento que agrave o mal. Tudo no nosso corpo tem uma razão de ser. Durante muito tempo, extrair as amígdalas foi uma prática generalizada, para evitar as inflamações na garganta. Ora, veio a concluir-se que as amígdalas são como os fusíveis nas instalações eléctricas: servem para evitar males maiores. Podemos eliminar um fusível no nosso quadro eléctrico caseiro, para não termos a chatice de estar sempre a repará-lo; mas arriscamo-nos a ter um problema muito mais grave a jusante, avariando, por exemplo, um electrodoméstico. As amígdalas infectam com facilidade para evitar infecções mais graves noutros órgãos.

 A comparação do organismo humano a uma máquina, que se faz muitas vezes, só vale até certo ponto. E é perigosa. Quando uma peça de uma máquina se estraga, o único remédio é substituí-la. A peça não se arranja sozinha. Ora, um organismo vivo tem mecanismos de reparação das peças. Quando um órgão adoece, o corpo mobiliza-se para o tentar reparar. E na maior parte das vezes consegue. Os organismos animais estão preparados para enfrentar com sucesso a maior parte das doenças, agressões do meio, traumatismos, etc. As gripes curam-se por si, as feridas cicatrizam por si, os corpos estranhos (como picos encravados na carne) são expulsos.

 Haveria muitíssimo mais a dizer sobre o corpo humano, mas como o espaço é limitado só queria acrescentar outra característica decisiva que o diferencia da máquina. Uma máquina é igual aqui, na América, em Angola ou na China. Mas o organismo humano não. Ele adaptou-se aos diferentes meios onde o homem se instalou. Repare-se que os nórdicos têm as narinas finas e os africanos as narinas largas - porque, nas regiões quentes, o ar está mais rarefeito e é preciso aspirar maior quantidade para se ter o mesmo oxigénio. E o mesmo vale para a pele: um nórdico que se instale em África tem de ter muito cuidado e sorte para não contrair um cancro de pele.

No nosso corpo, quase tudo tem uma razão de ser. É preciso, pois, percebê-lo, saber ouvi-lo - e interpretar bem o que ele nos diz.

 P.S. - Esta crónica foi escrita sob fortes dores lombares, depois de o autor ter-se posto a abrir covas para plantar árvores, abusando claramente das disponibilidades do corpo.

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quinta-feira, abril 03, 2014


Alta Arte: Rock cambojano

Com os nossos leitores, o grande Sinn Sisamouth:


sábado, fevereiro 22, 2014

Quid quid latine dictum sit altum viditur

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sexta-feira, fevereiro 21, 2014

Alta arte

Legisladores tácitos



Percy Bysshe Shelley

"Poets are the hierophants of an unapprehended inspiration; the mirrors of the gigantic shadows which futurity casts upon the present; the words which express what they understand not; the trumpets which sing to battle, and feel not what they inspire; the influence which is moved not, but moves.

Poets are the unacknowledged legislators of the world."



W. H. Auden:

"Catharsis is properly effected, not by works of art, but by religious rites. It is also effected, usually improperly, by bullfights, professional football matches, bad movies, military bands and monster rallies at which ten thousand girl guides form themselves into a model of a national flag.

'The unacknowledged legislators of the world’ describes the secret police, not the poets."

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segunda-feira, fevereiro 17, 2014

Mete o emprego no cu

Os americanos inventaram "job creator" para não ter de dizer "rico" ou "capitalista".

Nós também já dizemos criador de empregos (ou "empreendedores" ou coisas parecidas) - qual deus do Olimpo, cuja chama divina espalha o maná do pelos indignos mortais.

É uma chavasquice orwelliana: não há patrões, há "criadores de empregos", não há ricos, há "empreendedores", e tu que estás oito horas por dia (só oito, ó preguiçoso!) dá-te por muito contente de teres um emprego.

O que é de bom tom agora é dizer obrigado ó grande criador de empregos, por nos permitires trabalhar na glória da tua luz geradora! Que ingrato é que desdenharia a possibilidade de passar metade do seu tempo de vida a contribuir para a exaltação do criador de empregos? Talvez aqui o Johnny Paycheck:

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segunda-feira, fevereiro 10, 2014

Crítica musical, boyzzz

Novo membro honorário do Núcleo


e velho membro honorário do Núcleo


Trouble Every Day


Well I'm about to get sick
From watchin' my TV
Been checkin' out the news
Until my eyeballs fail to see
I mean to say that every day
Is just another rotten mess

And when it's gonna change, my friend
Is anybody's guess

So I'm watchin' and I'm waitin'
Hopin' for the best
Even think I'll go to prayin'
Every time I hear 'em sayin'
That there's no way to delay
That trouble comin' every day
No way to delay
That trouble comin' every day

Wednesday I watched the riot . . .
Seen the cops out on the street
Watched 'em throwin' rocks and stuff
And chokin' in the heat
Listened to reports
About the whisky passin' 'round
Seen the smoke and fire
And the market burnin' down
Watched while everybody
On his street would take a turn
To stomp and smash and bash and crash
And slash and bust and burn

And I'm watchin' and I'm waitin'
Hopin' for the best
Even think I'll go to prayin'
Every time I hear 'em sayin'
That there's no way to delay
That trouble comin' every day
No way to delay
That trouble comin' every day

Well, you can cool it,
You can heat it . . .
'Cause, baby, I don't need it . . .
Take your TV tube and eat it
'N all that phony stuff on sports
'N all the unconfirmed reports
You know I watched that rotten box
Until my head begin to hurt
From checkin' out the way
The newsman say they get the dirt
Before the guys on channel so-and-so

And further they assert
That any show they'll interrupt
To bring you news if it comes up
They say that if the place blows up
They will be the first to tell,
Because the boys they got downtown
Are workin' hard and doin' swell,
And if anybody gets the news
Before it hits the street,
They say that no one blabs it faster
Their coverage can't be beat

And if another woman driver
Gets machine-gunned from her seat
They'll send some joker with a brownie
And you'll see it all complete

So I'm watchin' and I'm waitin'
Hopin' for the best
Even think I'll go to prayin'
Every time I hear 'em sayin'
That there's no way to delay
That trouble comin' every day
No way to delay
That trouble comin' every day

Hey, you know something people?
I'm not black
But there's a whole lots a times
I wish I could say I'm not white


Well, I seen the fires burnin'
And the local people turnin'
On the merchants and the shops
Who used to sell their brooms and mops
And every other household item
Watched the mob just turn and bite 'em
And they say it served 'em right
Because a few of them are white,
And it's the same across the nation
Black and white discrimination
Yellin' "You can't understand me!"
'N all that other jazz they hand me
In the papers and TV and
All that mass stupidity
That seems to grow more every day

Each time you hear some nitwit say
He wants to go and do you in
Because the color of your skin
Just don't appeal to him
(No matter if it's black or white)
Because he's out for blood tonight

You know we got to sit around at home
And watch this thing begin
But I bet there won't be many live
To see it really end
'Cause the fire in the street
Ain't like the fire in the heart
And in the eyes of all these people
Don't you know that this could start
On any street in any town
In any state if any clown
Decides that now's the time to fight
For some ideal he thinks is right
And if a million more agree
There ain't no Great Society
As it applies to you and me
Our country isn't free

And the law refuses to see
If all that you can ever be
Is just a lousy janitor
Unless your uncle owns a store
You know that five in every four
Just won't amount to nothin' more
Gonna watch the rats go across the floor
And make up songs about being poor

Blow your harmonica, son!

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sábado, fevereiro 08, 2014

Woody Allen: o guia do Núcleo

Após longos anos de investigação, o departamento cultural do Núcleo estabeleceu um Guia Científico para Saber se um Filme do Woody Allen é Bom ou Não, com a seguinte escala:


-filme anterior a 1986: Cristiano Ronaldo 


O estilo pode enervar um bocado, tem um dia menos conseguido de vez em quando, mas é quase tudo genial
-filme entre 86 e 98: Pauleta 


Não é genial mas cumpre. continuam a gostar muito dele em França.
-filme posterior a 1998: Postiga 



Marca um ou outro de vez em quando, às vezes sai-lhe um penalty à Panenka, mas é essencialmente uma merda.
O Woody Allen: alguns dos meus filmes favoritos são dele - basicamente tudo o que fez nos anos 70 é genial.

Mas os filmes dele feitos neste século já não são grande coisa, tirando o Match Point, e mesmo esse era hora e meia de seca para chegar à meia-hora final engraçada.

E então vi o Vicky Cristina Barcelona e esse filme é uma MERDA tão grande, uma POIA TÃO ABJETA, um estrume tão malcheiroso, que saí do filme com vontade de andar à porrada com alguém, de preferência com o próprio Allen, que é pequenino e velhote e portanto não daria muita resistência, e merecia uma sova valente por ter feito uma PUTA DUMA MERDA DUM FILME EXECRÁVEL como aquele.

Daí em diante jurei: nunca mais vejo filmes deste gajo, que está xexé.

Mas de há uns tempos para cá pus-me a rever os filmes dele, e até dei com alguns que nunca tinha visto, e são mesmo muito bons. Tudo o que vem dos anos 70 e 80 é genial, e mesmo os filmes dos anos 90, quando ele começa a ficar mais velhote e mais cabotino e mais repetitivo, também são muito bons.:

Mais: um gajo tem a ideia de que os filmes dele são sempre a mesma coisa, mas não são. O tipo foi até pioneiro de uma série de técnicas e de truques que hoje em dia são de uso corrente e parecem muito modernos.



Por exemplo - o primeiro filme dele é uma coisa chamada What's Up Tiger Lilly, que consiste em no Woody a pegar numa fita de espionagem japonesa e refazer tudo com uma dobragem avacalhada. 



Aqueles filmes todos complicados à Charlie Kaufman, que têm um filme dentro dum filme dentro dum filme? O Woody fez isso no Stardust Memories.



Os filmes a fingir que são documentários? O Woody fez isso no Zelig. Aquela coisa de segura a câmara à mão, e de ela se andar sempre a mexer? Husbands & Wives.


Ora, um fulano que fez coisas tão geniais não pode ter esquecido, pois não? Ainda há-de ser capaz de fazer alguma coisa engraçadita? Podemos perdoá-lo pelo Vicky Cristina Monte de Merda?

Foi assim que cheguei ao Midnight in Paris, cheio de boa vontade. Os críticos disseram bem do filme, várias pessoas me tinham dito que era bom.

E contudo... O filme é uma merda. Não é tão mau como o Vicky Cristina Pior Filme de Sempre, mas é mesmo assim uma merda. 

Lá está ele outra vez a lidar com os problemas sentimentais da alta-alta-burguesia. Lá estão as personagens inverosímeis e irritantes (a noiva do protagonista é uma harpia insuportável, porque é que ele ficou noivo dela?). O Woody parece que usou o primeiro parágrafo das páginas na Wikipedia para retratar os artistas todos que aparecem (Hemingway? Bêbedo e obcecado por touradas! Zelda? Bêbeda e deprimida! Etc.). A menina francesa com quem no fim o protagonista (um Woody mal disfarçado) fica tem um terço da idade dele.

Mas enfim, a conselho do Cablogue, fui ver o Blue Jasmine, e gostei. Lá está, não é nenhum CR7, mas é um jogo bom do Postiga, esforçado, combativo. Verem mais filmes do Woody depende do que acharem do Postiga (e de acharem se o homem é pedófilo ou não (o Woody, não o Postiga)). 

Senão, ide ver estes, que são todos geniais:


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quarta-feira, novembro 27, 2013

Relacionado com o post anterior...


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segunda-feira, novembro 25, 2013

Índex do Núcleo: Escala de Fezes Bristol

Indubitavelmente, uma das rubricas menos populares deste blog é o Índex do Núcleo, onde se classificam coisas avulsamente. A pedido de rigorosamente nenhuma família, a rubrica é aqui ressuscitada.

Índex, como toda a gente sabe, especialmente os senhores da Porto Editora, significa "ponto de referência, deslocável, que indica a leitura a fazer numa escala de certos aparelhos ou instrumentos de medida". 


A escala é de 0 a 5. Hoje: os excrementos humanos segundo a tipologia da escala de fezes Bristol.
 
 
Tipo 1: pedaços separados e duros
 
Pequenos cagalhotos que, na prestigiada descrição Bristol, são "difíceis de passar". Ninguém gosta disso. Nota: 2
 
Tipo 2: forma de salsicha, com altos
 
Ora, aqui temos um cagalhão mais tradicional, um pouco conservador, mas um dejeto másculo que não envergonha. Nota: 4
 
Tipo 3: forma de salsicha, com fendas à superfície
 
Mais um cagalhão que segue a tradicional forma assalssichada, mas a história das fendas é preocupante. Nota: 3
 
Tipo 4: forma de salsicha ou cobra
 
"Macio ou suave", descreve a escala Bristol, o que me faz pensar - quem é que fez o trabalho de medir as texturas? Terá usado luvas? Nota: 4
 
Tipo 5: bolas macias com arestas bem definidas
 
Dizem os da escala que estas são "fáceis de passar". Parecem McNuggets. Se calhar são McNuggets. Nota: 3
 
Tipo 6: pedaços fofos com formas irregulares
 
Esteticamente desagradáveis. Deem-nos as nossas salsichas. Nota: 2
 
Tipo 7: Aguado, COMPLETAMENTE LÍQUIDO
 
É engraçado como na escala eles avisam que este é COMPLETAMENTE LÍQUIDO, tudo em caixa alta, como que a dizer "este não convém agarrar com as mãos". Em todo o caso, lamento mas já temos um ou dois orifícios de onde disparar dejetos COMPLETAMENTE LÍQUIDOS. Ao cagalhão exige-se-lhe um mínimo de consistência. Nota: 0


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domingo, novembro 24, 2013

Os debates do Núcleo

Portugal, que futuro? Do que precisa o país para dar a volta à crise


Cablogue: Isto precisava era de um D. João II (na foto a levar um broche à moda do século XV).


Ernesto: Isto precisava era de um Sócrates.




Vostradeis: Isto precisava era de um Cavac... Quê, o Cavaco ainda aí está?
Então eu também digo um Sócrates.
 
 
 
Tiberius: Isto precisava era de um Bokassa.  
 
 
DJ So Big: Isto precisava era de um Xi Jinping.
 
 
Zizou: Quê, há uma crise?
 


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domingo, novembro 17, 2013

Oh Fettel, fai lefar nas fentas

O professor Alcides Gnade, primo emigrado do prof. Alcides Graça,  está sempre disponível para elucidar os leitores sobre dúvidas quanto à língua alemã. Hoje, perguntamos-lhe: como é que ao certo se pronuncia o nome do campeão de fórmula 1 Sebastian Vettel.

"Ora, como os iniciados na filologia germânica saberão, na língua de Goethe a letra "w" assume as propriedades normalmente atribuídas ao "v" nas línguas de derivação latina. Por sua vez, o "v" é lido com uma sonoridade próxima do "f", um pouco como em espanhol o "v" se assemelha mais ao "b".

Além disso, convém recordar que, em alemão, a letra W se pronuncia "vê" e a letra V se pronuncia "fau". Dessa forma, a famosa marca automóvel VW não se lê "vê-dablio", mas sim "fau-vê".

Posto este circunlóquio, esclarecemos que o nome de Sebastian Vettel não se pronuncia "vé-tel", mas sim "fê-tle". Como poderão aqui confirmar, lido pelo próprio."


À parte as esclarescências do prof. Alcides Gnade, esclareço eu que a velha história de que a palavra "saudade" só existe em portuguesa e que é uma emanação única e intraduzivel da alma lusitana e etc. e tal é tudo uma treta. Os alemães têm uma palavra que quer dizer exatamente o mesmo, Sehnsucht. Ora vão ao google translate ver se não é verdade.

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terça-feira, setembro 24, 2013

Alta Arte: Picapaus do espaço


domingo, setembro 22, 2013


sábado, setembro 21, 2013

Tesourinhos de Portugal

 
 
O DJ So Big!, normalmente um farol de sensatez (nah, na verdade ele costuma portar-se como um vândalo bêbedo), aderiu ao divertimento nacional de fazer pouco dos cartazes de campanha das autárquicas.

Pelos vistos, o único impacto destas eleições é estar toda a gente na Internet a troçar de cartazes, até porque as televisões se recusam a falar no assunto.

Instalada nos seus escritório em Lisboa ou (em muito menor escala) no Porto, a parolada tuga ri-se do “povo”, troca “tesourinhos”, quase sempre das campanhas das terras mais pequenas e mais pobres, ou das listas independentes.

Ha ha ha, olha para estes parolos que não sabem photoshop. Hi hi hi olha para aqueles poucachinhos que não têm agências de comunicação. Quiá quiá quiá olha para estes que são feios e não têm conselheiros de marketing.

Passam estes tesourinhos de Portugal o dia no facebook a trocar os seus cromos com um totalmente imerecido sentimento de superioridade. Não sabem nem querem saber nada do “país profundo” ou do “país real”. Do poder local só conhecem os estereótipos boçais das “rotundas” e a mão-cheia de escandaleiras que chegam aos jornais. Se for preciso ainda acreditam nas patranhas de que é por por haver uma piscina em Soure ou um parque infantil em Serpa ou uma autoestrada em Santarém que o país está de rastos.

Vergonha, oh So Small, contribuíres para este nacional-engraçadismo no sagrado território do Núcleo. Os outros, continuai lá a trocar os vossos tesourinhos. Já constatámos todos que os melhores políticos são os que têm cartazes finórios e excelentes capacidades de comunicação.

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quinta-feira, setembro 12, 2013

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