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sexta-feira, junho 29, 2018

Olimpeidas do Núcleo
O Ronaldo dos traques de sovaco

Filipe Idanha, de Castelo Branco, de apenas 17 anos, tem levado Portugal à glória nas provas internacionais de Simulação de Flatos com a Axila, somando no seu já vasto palmarés cinco títulos europeus e dois mundiais. É já considerado o Cristiano Ronaldo do peido de sovaco. Mas ninguém fala nele. Só querem saber de futebol. 


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Filipe (centro) derrotando os representantes da Holanda (esq.) e do México, na final do Mundial 2018, disputado na Arménia

segunda-feira, julho 11, 2011

Santos do Núcleo: José António Saraiva

"As empresas têm de ser aliviadas, porque criam emprego, e os pobres não podem ser mais sobrecarregados; tem de ser, pois, a classe média a pagar a crise.

A classe média vai ter de pagar a principal factura da crise. Não pode ser de outra maneira: as empresas têm de ser apoiadas, porque são elas que geram riqueza e criam emprego, e os mais débeis não podem ser mais sacrificados.

A esquerda está sempre a falar nas grandes fortunas, na banca, nos lucros das grandes empresas – como se aí estivesse a salvação do país. Ora, já não estamos no tempo da revolução soviética. Os patrões já não são aqueles seres ignóbeis e gordos que apareciam nas caricaturas e que só se preocupavam em encher os bolsos e enriquecer à custa do trabalho dos explorados.

Esse tempo, se chegou a existir, passou. Os empresários são quase sempre pessoas que subiram a pulso, que trabalharam no duro, que tiveram a coragem de arriscar e investir, que criam emprego, que sofrem quando se aproxima o dia de pagar aos trabalhadores e aos fornecedores.

É esta gente que cria riqueza – porque o Estado, sendo indispensável, só consome, não produz. Um país precisa de médicos, precisa de juízes, precisa de polícias, precisa de militares – e esta gente toda tem de receber. Mas donde vem o dinheiro? Dos impostos. E onde vai o Estado buscar os impostos? Às empresas e aos particulares.

Significa isto que, quanto mais lucros as empresas tiverem, mais rendimentos terá o Estado. Mas para as empresas terem lucros terão de ser aliviadas de diversos encargos. O que uma empresa paga hoje por um trabalhador, além do que este recebe, é uma enormidade. Para o leitor ter uma ideia, numa empresa como o SOL, por cada empregado que leva para casa 1.390 euros, a empresa tem de desembolsar 2.300. Ora, com este regime, quem é que quer investir e contratar gente?

Além disso, há que aliviar a burocracia e facilitar a vida aos que investem. O grande problema de muitos políticos é nunca terem trabalhado em empresas privadas e não conhecerem a lógica de funcionamento do mercado.

Mas, se as empresas não podem ser mais sobrecarregadas (para poderem crescer e ter capacidade para investir) e os pobres também não, tem de ser a classe média a pagar a crise.

Sucede que na classe média há muita gente que pode gastar metade do dinheiro que hoje gasta e fazer quase a mesma vida.

Na classe média esbanjam-se dinheiro e recursos de uma forma às vezes chocante. Nos restaurantes desperdiça-se comida. Quantas vezes não vemos as travessas voltarem para dentro com quase metade da dose que veio para a mesa? Essa comida vai para o lixo. Por que não se reduzem as doses, diminuindo um pouco os preços? Aproveitar-se-ia melhor a comida e os clientes agradeceriam.

Nos mais pequenos pormenores é possível poupar. Um dia destes, com o café, trouxeram-me um pacote de açúcar branco, outro de açúcar escuro, outro de adoçante e um pau de canela! Eu só usei parte de um dos pacotes de açúcar e tudo o resto foi para o lixo. Ora esse ‘resto’ tinha um valor. Custou dinheiro a produzir – para ir directamente para o lixo.

Ainda no campo da alimentação, mas noutra vertente, há que dizer que em muitos casos não existe motivo para consumir produtos estrangeiros, pois há produtos nacionais equivalentes. Por que se bebe água Vittel, Vichy ou Voss, e não água do Luso, do Vimeiro, das Pedras ou do Castelo? Por que se bebe cerveja Heineken ou Carlsberg em vez de Super Bock ou Sagres? Não há nenhuma razão a não ser esta: por peneiras. Para mostrar aos outros que temos gostos mais requintados e dinheiro para os pagar.

E quem fala das águas e das cervejas fala dos vinhos e dos espumantes. É possível beber um óptimo vinho português cinco vezes mais barato do que um vinho francês. E nas ocasiões festivas por que não optar por um honesto espumante Raposeira ou Cabriz em vez de champanhe Cristal ou Moët & Chandon?

E nos vícios como o tabaco (para já não falar em deixar de fumar, que seria uma enorme vantagem sob todos os aspectos) por que insistir no Marlboro ou no Chesterfield em vez do Português Suave ou do SG?

Finalmente, quando vamos ao supermercado ou à praça, há que ter em mente que sai mais barato e é mais saudável comprar legumes e fruta de origem nacional, e na respectiva época, do que produtos estrangeiros.

Estes princípios aplicam-se também ao vestuário. Se em lugar de um fato Hugo Boss ou Armani comprarmos um Dielmar ou Do Homem, ficaremos igualmente bem servidos e o preço será metade ou um terço. E a mesma regra vale para toda a roupa e para o calçado: se não capricharmos em comprar produtos de ‘marca’, é possível comprar camisas, pólos ou sapatos excelentes a um preço módico.

Neste ponto da conversa, há sempre quem recorde que ‘o barato sai caro’. Mas isso é um mito. Um dia, ainda no tempo do escudo, vi uns sapatos numa montra que me saltaram à vista, entrei na sapataria, experimentei-os, gostei e mandei embrulhar. Quando a empregada disse o preço – 80 contos – eu ia desmaiando. Mas já não tive coragem para voltar atrás. Pois bem: as principais características do calçado são o conforto, a segurança e a durabilidade. Ora esses sapatos – ingleses, marca Church’s – não eram confortáveis, não eram seguros nem se mostraram duráveis, pois resistiram bastante menos do que outros muito mais baratos. E digo que não eram seguros pois escorregavam perigosamente em superfícies muito lisas, como as calçadas de Lisboa, em que as pedras estão polidas pelo desgaste. Por pouco esses luxuosos sapatos não me causaram quedas aparatosas.

Mas há muito mais coisas em que o leitor pode poupar. Por exemplo, não fazer férias no estrangeiro, evitando ainda por cima aqueles horríveis tempos mortos nos aeroportos e o risco da perda de bagagens. Faça férias cá dentro. Haverá coisa melhor e mais cómoda do que entrar no carro em frente de casa e sair em frente da porta do hotel ou do apartamento onde vamos passar férias?

A propósito de carro, por que não escolher sempre um modelo abaixo daquele que ‘normalmente’ iríamos comprar. Em vez de um Mercedes E, um Mercedes C; em vez de um Audi 6, um Audi 4; e assim sucessivamente. E só falo de carros caros pois é onde se pode poupar mais dinheiro.

Se formos para o hotel, por que não experimentar um de três ou quatro estrelas em vez de escolher às cegas um de cinco?

E, se teimarmos em ir de avião, não custará nada viajar em turística em vez de 1.ª ou Executiva, pelo menos nos voos de duração inferior a três horas. Chega-se ao mesmo tempo e paga-se metade.

As novas tecnologias são outro excelente terreno para poupar. Se não capricharmos em ter sempre um computador, um telemóvel, um iPhone ou um iPad de última geração e nos contentarmos com uns modelos ‘ultrapassados’, também pagaremos muitíssimo menos e não ficaremos pior servidos. Também aqui é uma questão de ostentação. Quantas vezes o modelo ‘ultrapassado’ não é tão ou mais eficaz do que o último grito?

E por falar em telemóveis, quantas chamadas fazemos por dia que são perfeitamente desnecessárias? Talvez 90%. E, pensando nos computadores, não poderemos poupar imenso no material de escritório, deixando de fazer prints por tudo e por nada? Basta que, quando vamos dar uma ordem de print, pensemos se ele é mesmo necessário.

Outra norma simples é evitar ligar o ar condicionado. Até porque é prejudicial à saúde, sendo responsável por muitas gripes e outras doenças.

Quando se passa do material de escritório para o mobiliário, é bom pensar que existe um abismo entre comprar nacional ou estrangeiro. E o mesmo sucede quando se trata de equipar uma casa. É indispensável procurar materiais portugueses – azulejos, mosaicos, pavimentos, papéis de parede, torneiras, toalheiros, louças, etc. –, até porque os há de excelente qualidade. Às vezes pensamos que os estrangeiros são melhores por serem mais caros, mas é um engano: o aumento do preço tem apenas que ver com o facto de serem importados.

E já não falo nos luxos e extravagâncias – os perfumes, cremes, desodorizantes, espumas de barbear, after shaves, sais de banho, lacas, etc., etc. – que enchem as prateleiras das nossas casas de banho e que podem ser reduzidos a metade ou um terço, ou substituídos por outros menos dispendiosos.

A propósito, os detergentes e os produtos de limpeza também são uma rubrica onde se pode poupar muitíssimo, pois as diferenças de preço são enormes entre os produtos de marca e os produtos brancos, e a qualidade é semelhante.

Finalmente, é possível seguir uma regra simples: em cada cinco visitas ao cabeleireiro, ou à esteticista, ou à depilação, ou à manicura, ou à massagista, reduzir uma. Não custa nada e representa uma poupança de 20% nessas despesas.

Podia continuar, mas não vale a pena: o leitor já percebeu que pode gastar muito menos do que gasta sem ter de mudar de vida. Basta apenas um pouco de disciplina. Basta ‘racionalizar as despesas’. Eu já fiz a prova e sei do que falo.

Até lhe digo: sentir-se-á melhor. Porque, ao não desperdiçar, ao reduzir o consumo, sabe que está a contribuir, por exemplo, para não estragar mais o planeta. E para não aumentar mais a dívida do país, visto que muito do que consumimos é importado. Simultaneamente, ao preferirmos produtos portugueses, estamos a estimular a produção nacional, a criar emprego e a reduzir a dependência do país relativamente ao exterior.

Como vê, a crise pode contribuir para vivermos melhor – com menos. Não é necessariamente um problema – é uma grande oportunidade para mudarmos alguns hábitos."

sexta-feira, novembro 28, 2008


As crianças são o nosso futuro (e, a julgar por esta, o nosso futuro é uma bela merda)


OU


"Mamã, quando eu crescer quero ser socialista"


OU


Vejam lá como o Magalhães já está a dar resultados


As minhas desculpas por interromper um tão belo diálogo sobre orgias e bacanais. Já lá voltamos. Mas antes, atente-se nesta extraordinária frase no final de um perfil da ministra da Educação publicado no jornal de referência:

[Maria de Lurdes Rodrigues] garante, contudo, que também tem tido bons momentos. "Muitos." Pede-se-lhe que partilhe um. "Uma carta que recebi de um menino que recebeu um computador para ter em casa, não sei já em que circunstância, e escreveu-me a dizer: 'Quando for grande, vou inscrever-me no PS.' É tocante."

quarta-feira, outubro 17, 2007

Os maiores tugas de sempre


4 - Gaspar Valhão




O futebol é uma coisa belíssima, que o povo português sabe apreciar como nenhum outro. Quando se diz que em cada português há um treinador, não se trata de exagero. É mesmo verdade. A maior parte não vale nada, como o Manuel Machado, Fernando Santos, e outros assim. Mas de tempos em tempos, há um indívíduo ou outro que se destaca pela genialidade. E é então que mais um português nos enche a alma de orgulho, ao inscrever o seu nome na história do "beautiful game". O mundo nunca mais será o mesmo depois de José Mourinho, Domingos Paciência, ou Gaspar Valhão...

Menos famoso do que os anteriores, Valhão, mais conhecido pela alcunha de "Coijo", é igualmente brilhante na arte de interpretar o jogo. Apesar de não se dedicar à orientação técnica de nenhuma equipa, diz quem o conhece que o Coijo é um cérebro táctico como não se via desde José Maria Pedroto. Toda essa sabedoria futebolística transborda das suas análises, que fazem dele um comentador muito melhor do que os Tadeias, Ruis Santos e Freitas Lobos de hoje em dia. Ao contrário destes, consegue falar de futebol sem utilizar as expressões "índices", "transições" ou "movimentos basculares". Este adepto do Valonguense é como um Gabriel Alves com dois garrafões de vinho caseiro no bucho.

A prová-lo, este documento recolhido por uma repórter do Núcleo Duro durante o último Valonguense - Arcozelo:



Antologia (isto é poesia):

"Quem manda é o árbitro. Tem que che ber as coijas, coijo. Num é cumó... os jogos e o... e o Pinto da Costa e falar e isto é coijo... Tem que che ber é a Liga do coijo. Tem que che ber as coijas correctas (...)"

"A Liga tem que imbestigar... o coijo. Tem que puxar o chinto ó Beiga e Fulano. Num é chó o Pinto da Costa (...)"

"As banheiras, num é do Estádio do Dragoum. É do Estádio da Luz. Eles coijo... mergulham (...)"

Para votar no Coijo, marque o 809 800 004 (26,90Euros/minuto)

Para ver outros grandes tugas, clique no bigode:

segunda-feira, maio 28, 2007

Os maiores tugas de sempre


3 - Juvenal Silvestre




Como qualquer bom português, Juvenal Silvestre adora aparecer na televisão. Onde quer que as câmaras apontem, lá vai ele colocar-se na "linha-de-tiro". E com tanta competência o faz que começou a ficar conhecido depois de alguém o ter alcunhado de "Emplastro" e é hoje uma celebridade.

Mas os seus feitos ultrapassam o efémero. Silvestre detém o recorde nacional absoluto de aparições em noticiários - 15 numa única semana - e ainda a melhor marca no concurso de presenças em mais peças num mesmo noticiário desde que, a 20 de Maio de 2005, apareceu em cinco notícias diferentes no Jornal da Noite da SIC - duas delas em directo a partir de diferentes pontos do país. As proezas de "Emplastro" têm ainda mais valor por terem sido conseguidas com metade dos neurónios de um português médio, ou seja, com uma massa encefálica equiparável à de um chimpanzé com síndrome de Down.

Uma das suas aparições mais brilhantes de sempre:



Para votar no Emplastro, marque o 809 800 003 (26,90Euros/minuto)

Veja aqui os outros candidatos:
1 - Muleta Negra
2 - Toni Torpedo

quarta-feira, março 28, 2007

Os maiores tugas de sempre


2 - Toni Torpedo




Tuga mais tuga não há. Pelo menos é o que se diz por toda a parte em Celorico da Beira, a terra onde nasceu e viveu desde sempre António Pacheco, mais conhecido como Toni Torpedo, uma das lendas vivas de Portugal. Homem simples, de necessidades simples, Toni nunca se destacou em nada na vida, a não ser pelo atributo que o transformou numa atracção turística e motivo de orgulho de toda a região: o seu bigode singular.

Haverá por Portugal e pelo mundo muitos bigodes maiores, mais cabeludos e mais bem recortados que o de Toni, mas nenhum tão mal-cheiroso. É essa a grande característica que o distingue - o odor acre da sua cabeleira subnarigal anuncia a sua presença num raio de um quilómetro (ou até quatro consoante a direcção e intensidade do vento). O segredo do aroma da bigodaça de Toni Torpedo é guardado a sete chaves, como o da Coca-Cola ou dos pastéis de Belém, mas alguns conhecidos já revelaram que o herói de Celorico o lava diariamente com uma mistura que inclui leite e excrementos de cabra, além de um ou outro ingrediente secreto.

Foi desde cedo que o bigode de Toni começou a dar nas vistas. Já na escola primária, enquanto os seus colegas ainda esfregavam a penugem do buço com aguardente na esperança de terem logo um bigode "à homem", já o pequeno Torpedo aparava o seu com a tesoura da relva.


Toni, aos sete anos, numa foto de família

Toni descende de uma família de grande tradição bigodal. O seu pai, Joaquim Pacheco, chegou a ser, nos anos 50, um dos três habitantes de Celorico cujas pontas do bigode se tocavam atrás da cabeça. Mas há quem diga que o bigode de Toni é mais parecido com o da mãe, dona Almerinda.


Dona Almerinda, mãe de Toni

Para votar em Toni Torpedo, marque o 809 800 002; 26,90Euros/minuto)

segunda-feira, março 26, 2007

Os maiores tugas de sempre



Decidida que está a refrega relativa ao "maior português de sempre", há duas questões que permanecem. Uma delas é saber quem foram os maiores polícias portugueses de sempre (parece que a PJ já está a preparar uma lista) e, claro, a outra é revelar quem foi o maior tuga de sempre. O ND considera que, em termos sociológicos, é mais importante definir quem foi o maior tuga de sempre do que propriamente quem foi o maior português de sempre. Isto porque as nações se definem mais pelo colectivo (pela mediania) do que pelo excepcional, assim como a selecção de futebol não é apenas o Ronaldo (sem Petits, homens das obras, nenhum Ronaldo poderia brilhar). Um país é o seu todo, e nunca apenas os que radiclamente se destacam (para o mal ou para o bem, ou para ambos), por isso o ND lança um novo desafio aos seus leitores. Vamos à nossa primeira proposta:




1 - O "Muleta Negra"



"Acabrunhante também a história de Germano de Souza, conhecido por Muleta Negra. Sentado à porta da praça do Campo Pequeno, pendurou na rede uma muleta negra e exigiu que lhe dessem a sua oportunidade. Prestou declarações à imprensa. Que a muleta era negra, como a miséria da vida dele, que triunfaria ou morreria. O empresário Manuel dos Santos abriu-lhe as portas e Germano de Sousa nem triunfou nem morreu. Fugiu, atrapalhou-se, revelou não ter talento, sabedoria ou treino para sair daquilo em que se metera.Porquê então a tentativa? Pela mesma razão que se multiplicam os candidatos a futebolistas, cantores, locutores, etc., etc...: o toureiro é uma profissão que não exige qualificações formais e constitui um rápido caminho para o bem-estar económico. Não há – e com toda a razão – que se não faça para o alcançar, pena é que deva ser isto."

(Em O Tempo e o Modo Nr.27, pág 513)


Para votar no Muleta Negra, marque o 809 800 001 (26,90Euros/minuto)