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quinta-feira, maio 11, 2017
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segunda-feira, fevereiro 17, 2014
Mete o emprego no cu
Os americanos inventaram "job creator" para não ter de dizer "rico" ou "capitalista".
Nós também já dizemos criador de empregos (ou "empreendedores" ou coisas parecidas) - qual deus do Olimpo, cuja chama divina espalha o maná do pelos indignos mortais.
É uma chavasquice orwelliana: não há patrões, há "criadores de empregos", não há ricos, há "empreendedores", e tu que estás oito horas por dia (só oito, ó preguiçoso!) dá-te por muito contente de teres um emprego.
O que é de bom tom agora é dizer obrigado ó grande criador de empregos, por nos permitires trabalhar na glória da tua luz geradora! Que ingrato é que desdenharia a possibilidade de passar metade do seu tempo de vida a contribuir para a exaltação do criador de empregos? Talvez aqui o Johnny Paycheck:
Nós também já dizemos criador de empregos (ou "empreendedores" ou coisas parecidas) - qual deus do Olimpo, cuja chama divina espalha o maná do pelos indignos mortais.
É uma chavasquice orwelliana: não há patrões, há "criadores de empregos", não há ricos, há "empreendedores", e tu que estás oito horas por dia (só oito, ó preguiçoso!) dá-te por muito contente de teres um emprego.
O que é de bom tom agora é dizer obrigado ó grande criador de empregos, por nos permitires trabalhar na glória da tua luz geradora! Que ingrato é que desdenharia a possibilidade de passar metade do seu tempo de vida a contribuir para a exaltação do criador de empregos? Talvez aqui o Johnny Paycheck:
quinta-feira, novembro 29, 2012
Poesia Nuclear
Soneto do Epitáfio
Lá quando em mim perder a humanidade
Mais um daqueles, que não fazem falta,
Verbi-gratia — o teólogo, o peralta,
Algum duque, ou marquês, ou conde, ou frade:
Não quero funeral comunidade,
Que engrole "sub-venites" em voz alta;
Pingados gatarrões, gente de malta,
Eu também vos dispenso a caridade:
Mas quando ferrugenta enxada idosa
Sepulcro me cavar em ermo outeiro,
Lavre-me este epitáfio mão piedosa:
"Aqui dorme Bocage, o putanheiro;
Passou vida folgada, e milagrosa;
Comeu, bebeu, fodeu sem ter dinheiro".
---
Soneto do Pau Decifrado
É pau, e rei dos paus, não marmeleiro,
Bem que duas gamboas lhe lobrigo;
Dá leite, sem ser árvore de figo,
Da glande o fruto tem, sem ser sobreiro:
Verga, e não quebra, como zambujeiro;
Oco, qual sabugueiro tem o umbigo;
Brando às vezes, qual vime, está consigo;
Outras vezes mais rijo que um pinheiro:
À roda da raiz produz carqueja:
Todo o resto do tronco é calvo e nu;
Nem cedro, nem pau-santo mais negreja!
Para carvalho ser falta-lhe um V;
Adivinhem agora que pau seja,
E quem adivinhar meta-o no cu.
Lá quando em mim perder a humanidade
Mais um daqueles, que não fazem falta,
Verbi-gratia — o teólogo, o peralta,
Algum duque, ou marquês, ou conde, ou frade:
Não quero funeral comunidade,
Que engrole "sub-venites" em voz alta;
Pingados gatarrões, gente de malta,
Eu também vos dispenso a caridade:
Mas quando ferrugenta enxada idosa
Sepulcro me cavar em ermo outeiro,
Lavre-me este epitáfio mão piedosa:
"Aqui dorme Bocage, o putanheiro;
Passou vida folgada, e milagrosa;
Comeu, bebeu, fodeu sem ter dinheiro".
---
Soneto do Pau Decifrado
É pau, e rei dos paus, não marmeleiro,
Bem que duas gamboas lhe lobrigo;
Dá leite, sem ser árvore de figo,
Da glande o fruto tem, sem ser sobreiro:
Verga, e não quebra, como zambujeiro;
Oco, qual sabugueiro tem o umbigo;
Brando às vezes, qual vime, está consigo;
Outras vezes mais rijo que um pinheiro:
À roda da raiz produz carqueja:
Todo o resto do tronco é calvo e nu;
Nem cedro, nem pau-santo mais negreja!
Para carvalho ser falta-lhe um V;
Adivinhem agora que pau seja,
E quem adivinhar meta-o no cu.
domingo, janeiro 15, 2012
quarta-feira, dezembro 28, 2011
A melhor reportagem do ano:
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segunda-feira, janeiro 24, 2011
quinta-feira, novembro 18, 2010
Los bonitos recuerdos de Palmiro Vostradón
Maradona... Gooooool de Caniggia!
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