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NÚCLEO DURO

 

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A política é a arte de fazer alianças. É só derreter os fios de ouro roubados...







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sexta-feira, maio 14, 2004

Já cheira a caneco!



Estou a contar os dias para a final da Liga dos Campeões. Depois do que o FC Porto já fez na edição deste ano, ia saber a morte na praia perder com o Mónaco, embora reconheça que os franceses também estão a jogar bem e aquele Morientes é um perigo!

Por falar nisso, apetece-me deixar aqui uma nota sobre a meia-final com o Corunha. Sei que já passou algum tempo, mas ao menos ninguém me pode acusar de dizer as coisas a quente. O mesmo já não se pode dizer da reacção da imprensa espanhola ao desfecho da eliminatória. Acusaram os "dragões" de antijogo e dureza e até criticaram uma arbitragem limpinha do Collina (muito pior esteve o árbitro da primeira mão, nas Antas). Enfim, não digo que os portugueses não fizessem o mesmo se o resultado tivesse sido favorável aos galegos, mas o que se viu em Espanha, como diria Jaime Pacheco, pode ser resumido numa palavra: Mau perder.

Em homenagem à grande esquadra mourinha, aqui fica um belo conto dos Irmãos Grüne:

A lêndea de Gelsenkirchen

Diz a lêndea, com o consentimento do piolho, que a cidade de Gelsenkirchen, muito antes de assim se chamar, era um povoado florido e perfumado, onde a sofisticada civilização dos visigodos se dedicava à jardinagem, à meditação e às belas artes. Até que um dia vieram as invasões cristãs e os habitantes da aldeia assistiram à construção de uma catedral gótica, que o povo, que mal tinha para comer, teve de pagar à custa grande sacrifício. A dieta de um cidadão era baseada sobretudo em centeio e couve branca, o que vulgarizou uma prática intestinal geralmente tida como rude: o flato.

Os párocos que celebravam as missas, assim como a generalidade da população, não se continham nem durante os serviços religiosos e cedo a terra foi baptizada de Gelsenkirchen (do germânico gels - gás - e kirchen - igreja). O povo assumiu sem complexos as suas ventosidades e não demorou para que toda a nomenclatura clerical fosse adaptada. O padre passou a ser o "peidre", indivíduo que conseguia dizer um "Padre Nosso" todo num único arroto, ao mesmo tempo em que "se abria", peidorristicamente falando. A sacristia foi substituída pela "traquistia". Ali era preparada uma feijoadola que servia para acompanhar a "bóstia" - uma bolachinha de centeio que era tomada no final da missa perante as palavras do peidre: "O cocó de Cristo".

Muito antes da invenção do futebol, havia um anfiteatro romano, no local do actual estádio do Shalke 04, onde eram disputadas as Olimpeidas, os campeonatos locais de piroflato, uma modalidade que consiste na libertação de bufas contra um fósforo aceso. O autor da maior labareda era sagrado vencedor.

É sobre este terreno cheio de história e tradição que o FC Porto irá espalhar o perfume do seu futebol. A quipa portuguesa já está certamente a sentir o cheiro do troféu. Eperemos que entre a todo o gás.

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