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NÚCLEO DURO

 

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A política é a arte de fazer alianças. É só derreter os fios de ouro roubados...







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quarta-feira, outubro 08, 2003

O "l" que o tuga enfiou na tequila



O homo lusitanus em geral tem a mania que sabe falar "estrangeiro". Castelhano então é fácil, igualzinho ao português. Aliás ninguém percebe como é que os espanhóis não nos entendem, mesmo quando nos esforçamos por falar parecido com eles. Se calhar, e só para dar um exemplo, é porque quando procura um espacinho nas ruas de Madrid para "aparcar el coche", o tuga pergunta: "Por favior donde póssio estacioniar o cárrio?" OK, assim é difícil. Os espanhóis tão perdoados.

Mas foi dessa mania que surgiu uma palavra inexistente em espanhol. Essa palavra é "tequilla", ou como até já vi num aportuguesamento, "tequilha". Então como é que esse vocábulo alienígena surge? Ora, o tuga ouve um hispanohablante qualquer dizer "ella" (ela), "amarillo" (amarelo), "caballo" (cavalo) ou "bella" (bela, bonita) e deduz: "em espanhol, os eles andam sempre aos pares". Errado. Na língua de Cervantes, também há palavras só com um "l", letra que tem o mesmo som do "l" português.

Por isso, tuga, quando vais a Badajoz, escusas de procurar "caramelhos", que não vais encontrar. Experimenta "caramelos", como em português. Se queres visitar uns parentes imigrantes na América do Sul, não tentes comprar uma passagem para a "Venezuelha", porque esse país nem vem no mapa. Só vais encontrar "Venezuela", quer numa carta portuguesa, quer numa espanhola. À noite, se fores tomar uns copos, pede uma "tequila", que é como a bebida nacional do México se chama, tal como a cidade que lhe deu o nome.

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