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NÚCLEO DURO

 

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segunda-feira, novembro 17, 2003

Alta Arte
Bill e Lenin

Muitos são os cumprimentos e felicitações que tenho recebido por ter provado em Portugal que era possível escrever sobre o filme "Dogville", de Lars von Trier, sem mencionar Brecht. As pessoas agradecem-me e pedem que escreva mais sobre cinema.



Pois bem, vou então exorbitar sobre dois filmes que vi ultimamente. Um é "Kill Bill", de Quentin Tarantino. Um filme muito tarantínico, com uma história bem engendrada, uma narrativa recortada interessante, personagens bem sacados, mortes originais e irónicas, boa banda sonora. Graficamente falando, este deve ser o melhor filme do realizador, mas no global, não está ao nível de um "Pulp Fiction" ou de um "Cães Danados". Em termos de diálogos, um dos grandes atractivos nos filmes de Tarantino, o "Kill Bill" é mais fraco do que esses outros dois. É mais porrada e menos conversa.



O outro é "Good Bye, Lenin!", de Wolfgang Becker. Um filme imaginativo sobre a queda do Muro de Berlim, com momentos muito engraçados (as ideias do protagonista para esconder a realidade da sua mãe, que despertara do estado de coma em plena Berlim Oriental pós-RDA, são hilariantes). Mas esta é daquelas comédias que é mais do que isso, não só por ter momentos tocantes (os actores são muito bons), mas porque nos faz pensar na relativização das coisas, imaginar como teria sido o mundo se o comunismo tivesse triunfado, com os países do Leste da Europa a ajudarem as vítimas do capitalismo, sistema entretanto arruinado... Não é louco?

Resumindo e concluindo, estes dois filmes, na escala de estrelinhas do Vostradeis, levam ambos * * * * (quatro estrelinhas - de zero a cinco).

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