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NÚCLEO DURO

 

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A política é a arte de fazer alianças. É só derreter os fios de ouro roubados...







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terça-feira, junho 24, 2003

Crónica daquilo que eu não gosto


Punhetas que querem ser mais que punhetas

Não gosto de punhetas que querem ser mais que punhetas. Sei que esta oração parece hermética (como um tupperware) mas passo a explicar. Irritam-me todos os que pensam que são mais do que aquilo que são ou aqueles que julgam que o que fazem vale mais do que efectivamente é. E isso é como uma punheta que quer ser mais do que uma punheta. Ninguém bate uma a pensar que está a dar uma queca. Quanto muito pensa em sexo oral ou nos preliminares porque sabe que a fricção da penetração (in estritu sensu) não é o mesmo que as mãos (mesmo que calejadas) ou os dedos (para elas). Assim. quem as bate de uma forma regular sabe que a masturbação não pretende substituir-se ao acto sexual. Apenas e tão só visa uma satisfação pessoal que sabemos não passar disso mesmo.
Ora, esta premissa que qualquer ser humano sabe a partir dos 14 anos (eles) e 13 anos (elas) é violada constantemente nos dias de hoje. Exemplo disso são os blogues que querem substituir-se a outros media ou os politiqueiros que estão convencidos que vão mudar o mundo com alguns sacos azuis. Tudo punhetas mal batidas que confundem o essencial com o acessório.
Ninguém pensa que estes escritos podem fazer mais do que masturbar o ego daqueles que escrevem e coçar o grelo dos amigos. São coisas que não se podem confundir com o trabalho nem podem ter a pretensão de serem algo de sério. É claro que os blogues são engraçados e permitem animar as mentes de alguns mas isso não pode querer dizer que o futuro passe por estas soluções anónimas (mais ou menos) e sem retorno financeiro. Penso mesmo que se recebesse pelo que escrevo nos blogues passaria a ter outro comportamento. Felizmente é um espaço de liberdade e de incoerência inconsequente.
Agora, também não vale a pena alguns cromos-mor do oásis falarem nos blogues como uma ameaça. JMF, PRD, entre outros, deveriam preocupar-se mais com os seus trabalhos e com os profissionais que aí trabalham em vez de tentarem usurpar a capacidade de pensar dos seus leitores em tertúlias pessoais ou na net.
Já agora, subscrevo o Ernesto e também prefiro um prontuário de coisas aos blogues.

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